
10 - ARACA – A
ARQUIDUQUESA DO ENCANTADO, de Hermínio Belo de Carvalho. Rio de Janeiro,
Ed. Folha Seca, 2004. 90p. ilust. ISBN 85-87199-07-2
A cantora Aracy de Almeida, popularmente conhecida como Araca, foi a grande
intérprete do maior compositor de sambas que o Brasil já teve
– Noel Rosa. Era ela intelectual e cantora sofisticada e entre os anos 30 e
60, época de ouro da música brasileira, foi um ídolo do
rádio e da vendagem de discos. Traz histórias paralelas muito
interessantes sobre a música, costumes e histórias da época.
11 – DIA SEGUINTE
& OUTROS DIAS, de Oswald de Andrade Filho. São Paulo, Códex,
2004. 312p. ISBN 85-75940-22-8
Primeiro filho do modernista Oswald de Andrade, Nonê, como ficou conhecido,
acompanhou de perto as aventuras – e desventuras – vividas por seu pai, nas
agitadas décadas de 20, 30 e 40, ao lado de Tarsila do Amaral, Pagu e
também na clandestinidade. Falecido em 1972, vitimado por complicações
cardíacas, Nonê deixou cadernos anotados que foram resgatados por
seu filho Timo de Andrade e pela professora universitária Maria Eugênia
Boaventura e agora aqui vão transformados em livro.
12 – JANGO, UM
PERFIL (1945-1964), de Marco Antonio Villa. São Paulo, Globo, 2003. 288p.
ilust. ISBN 85-25037-42-7
Vem preencher um vazio na bibliografia política brasileira que cobre
o período anterior ao golpe de 1964. Analisa um período decisivo
, redimensionando um político que terminou supervalorizado pela esquerda
e traz luzes à compreensão das forças políticas
que disputam até hoje a condução do Brasil.
13 – UMA TEMPESTADE COMO SUA MEMÓRIA – A HISTÓRIA
DE LIA, de Martha Vianna. Rio de Janeiro, Record, 2003. 182p. ISBN 85-01064-01-7
Conta a história de Maria do Carmo Brito, codinome Lia, única
mulher a assumir um posto de comando no movimento guerrilheiro de resistência
ao regime militar no Brasil. Nascida e criada na conservadora sociedade mineira
da época, assumiu a direção da Vanguarda Popular Revolucionária
após a morte de seu líder Carlos Lamarca.
14 – VIDA, MORTE
E RESSURREIÇÃO DO “CHE”, de Reginaldo Ustariz Arze. São
Paulo, Brasbol, 2004. 400p. ilust. fotos, docs.
O autor, médico sanitarista boliviano, viu o cadáver do “Che”
Guevara no dia em que ele foi morto pelo Exército. No dia seguinte deu
entrevista à imprensa internacional afirmando que o guerrilheiro fora
executado “à queima roupa”. Daí teve que fugir para o Brasil,
onde passou a viver para coletar tudo que era escrito sobre o “Che”, para publicar
este livro. Fartamente ilustrado, traz cerca de 100 imagens e documentos e também
depoimentos inéditos, fruto de mais de 150 horas de conversas gravadas.