Sociedade

90 - AGRURAS E PRAZERES DE UMA PESQUISADORA; ensaios sobre a sociologia de Maria Isaura Pereira de Queiroz, de Ethel Volfzon Kominsky. São Paulo, Ed. da UNESP, 1999. 324p.
Trabalhos apresentados sobre a obra da socióloga Maria Isaura Pereira de Queiroz, baseados em suas áreas de pesquisas: cultura camponesa, messianismo, banditismo social, poder oligárquico, carnaval, etc.

91 - O CANDOMBLÉ DA BAHIA, de Roger Bastide. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 480p. ilust.
Lançado em 1958 esse clássico da sociologia da religião realiza análise pioneira do candomblé, estudando o transe e a possessão, os cânticos, as danças e os ritos dessa religião afro-brasileira.

92 - CAPÃO PECADO, de Ferréz, com a participação de Mano Brown. 2ª ed. São Paulo, Labortexto, 2000. 175p.
Capão Redondo, periferia da metrópole de São Paulo, é a pobreza, a injustiça, ruas de terra, esgoto correndo a céu aberto, crianças sem roupas e descalças, veículos transportando cadáveres subindo e descendo a toda hora, tráfico de drogas... o inferno! Lugar onde se pode perder a vida num piscar de olhos - o Pecado das periferias!

93 - CONTOS GAUCHESCOS: lendas do Sul, de Simões Lopes Neto Rio de Janeiro, Globo, 2001. 368p.
Coletânea de contos e lendas da cultura oral gaúcha, recriando as raízes e fontes de um povo guerreiro que faz parte da vanguarda cultural do nosso tempo. Traz glossário de termos regionais de autoria do dicionarista Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

94 - AS CORES DE ACARI, de Marcos Alvito. Rio e Janeiro, Ed. da FGV, 2001. 340p.
Acari é uma das favelas que as autoridades do Rio de Janeiro consideram de alta periculosidade. Aqui estão as histórias dos anônimos que ali vivem.

95 - COURO DOS ESPÍRITOS, de Betty Mindlin. São Paulo, SENAC, 2001. 254p.
Livro que foi uma iniciativa dos índios Gavião Ikolen, de Rondônia, que pediram à autora que escrevesse a primeira versão, em português, das narrativas e depoimentos dos mais velhos do povo, em tradução de Sebirop Catarino, um dos mais expressivos líderes indígenas do país, num mergulho no Xamanismo e em outras tradições desse povo indígena brasileiro, meio século depois do primeiro contato com o homem civilizado.

96 - DEVORANDO O TEMPO - BRASIL, O PAÍS SEM MEMÓRIA, org. de Annette Leibing. São Paulo, Mandarim, 2001. 300p.
Coletânea de autores brasileiros e alemães, a maioria antropólogos e literatos, revela em texto que o Brasil - um país sem memória - apresenta diferentes facetas, que, apresentadas de uma forma crítica, ajudam a entender melhor uma identidade nacional, com suas contradições e características específicas.

97 - A EXAUSTÃO DA DIFERENÇA: a política de estudos culturais na América Latina, de Alberto Moreiras, tradução de Eliana L. L. Reis e Gláucia R. Gonçalves. Belo Horizonte, Ed. da UFMG, 2001. 412p.
Afinidades e questões em comum fazem com que o Brasil e vizinhos formem bloco para ganhar voz no estudo sobre os grandes críticos latino-americanos, como Angél Rama e Jorge Luis Borges.

98 - GRRRLS: GAROTAS IRADAS, de Vange Leonel. São Paulo, Summus / GLS, 2001. 150p.
A autora, cantora de muitas facetas: pós-feminista irônica, lésbica assumida, autora de peças de teatro e escritora, proporciona deliciosa leitura em artigos polêmicos e engraçados em textos inéditos sobre lesbianismo, analisando filmes e livros, aspectos curiosos de personalidades históricas e hábitos da cultura gay.

99 - JORNALISMO E DESINFORMAÇÃO, de Leão Serva. São Paulo, SENAC, 2001. 144p.
Originalmente dissertação de Mestrado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, tem como autor o diretor de jornalismo do portal iG. Tendo já trabalhado em conceituados jornais brasileiros e sido correspondente durante a guerra da ex-Iugoslávia nos anos 90, ele usa a cobertura feita pelos jornais brasileiros e pelas agências de notícias dos conflitos para discutir como o jornalismo - por meio de procedimentos cotidianos - desinforma.

100 - MARIA BADERNA, A BAILARINA DE DOIS MUNDOS, de Silvério Corvisieri. Rio de Janeiro, Record, 2001. 236p.
"Baderna", em português, significa confusão, bagunça, e era também o sobrenome de uma jovem bailarina italiana de gênio forte, que lutou pela liberdade e que viveu no Brasil no século 19 e teve sua vida pesquisada pelo autor.

101 - MENINOS DO MANGUE, de Roger Mello. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 72p.
Narrativas inspiradas nos mangues, onde vivem caranguejos, siris e muita gente de uma população que vive da venda desses crustáceos e sobrevive da biologia desses ecossistemas. Um apêndice discute a importância ecológica, social e cultural dos mangues brasileiros.

102 - PARCEIROS DA EXCLUSÃO; duas histórias da construção de uma "nova cidade" em São Paulo: Faria Lima e Águas Espraiadas, de Mariana Fix. São Paulo, Boitempo, 2001. 255p.
Ideal para quem se interessa pela evolução da cidade de São Paulo e pelas mudanças socioeconômicas e políticas sofridas no Brasil dos anos 90. A autora, arquiteta e pesquisadora, entrelaça as histórias das Avenidas Faria Lima e Águas Espraiadas e revela como surgiu essa nova área em São Paulo. Pesquisou o paradeiro de seus antigos moradores, população de baixa renda, e quis saber como eles viveram essas transformações, marginalizados a viverem em áreas cada vez mais distantes.

103 - PROFESSORAS NA COZINHA, por Marilena de Souza Chauí e Laura de Souza Chauí. São Paulo, SENAC, 2001. 384p.
A filósofa e professora da Universidade de São Paulo e sua mãe Laura ensinam suas especialidades culinárias, desenvolvidas entre o ir-e-vir de suas duplas jornadas de trabalho, com o objetivo de fazer as pessoas perderem o medo de cozinha. Receitas rápidas e práticas para quem não tem tempo a perder e que não sabem nem fritar um ovo.

104 - REGIÃO E NAÇÃO NA AMÉRICA LATINA, org. de George de Cerqueira Leite Zarur. Brasília, DF, Ed. da UnB, 2001. 246p.
Antropólogos do Brasil, Venezuela, Colômbia e México discutem questões comuns, como a identidade étnica, imigrantes e seus descendentes, grupos indígenas, globalização e regionalização.

105 - O RETRATO DO IMPERADOR, de Leonardo Mendes. Porto Alegre, Ed. da PUCRS, 2001. 228p.
Apoiado em fontes históricas brasileiras e norte-americanas, o livro é uma discussão sobre o naturalismo e a cultura do oitocentismo no Brasil, a partir da representação da sexualidade em alguns romances brasileiros, como "O cortiço", de Aluísio de Azevedo.

106 - SALA SÃO PAULO: CAFÉ; FERROVIA E A METRÓPOLE, coord. de José Roberto Walker. São Paulo, Retrato Imaginário / Arquivo do Estado, 2001. 232p. ilust. fotos.
Patrocinado por empresas multinacionais, o livro tem requintada encadernação em grande formato e com dezenas de fotos antigas, de 1860, do fotógrafo pioneiro Militão Augusto de Azevedo e fotos recentes sobre a sala durante e depois do restauro. Trata das origens da metrópole, o café e a ferrovia, a Estrada de Ferro Sorocabana, a Estação Júlio Prestes, a Grande Transformação e a Sala São Paulo. Nos 3 primeiros capítulos o leitor enfronha-se nos trilhos da história sócio-econômica de São Paulo e nos 3 últimos na construção da estação, o abandono nos anos 60-80 e finalmente o status de sala cultural.

107 - SEIS BALAS NUM BURACO SÓ: A CRISE DO MASCULINO, de João Silvério Trevisan. Rio de Janeiro, Record, 1998. 236p.
Ser ou não ser ... eis a questão! O autor discute com ousadia a crise do macho brasileiro e seus símbolos de masculinidade, em provocante reflexão que combina a psicanálise de Freud com clássicos de sociologia, antropologia, história, filosofia e literatura.

108 - SINAIS DE ESPERANÇA, de Arcelina Helena Públio Dias. Petrópolis, Vozes, 2001. 282p.
Primeiro resultado da peregrinação da autora - uma ex-jornalista e quase monja - pelo mundo, entre os pobres e excluídos, onde se encontra com populações em situação-limite. Aqui ela conta a realidade dos excluídos de 7 países das Américas, entre eles os índios mexicanos de Chiapas, os sem-teto norte-americanos de Dallas e os meninos de rua da Colômbia, entre outros.

109 - SUBVERSÃO PELO RISO: ESTUDOS SOBRE O CARNAVAL CARIOCA DA BELLE ÉPOQUE AO TEMPO DE VARGAS, de Rachel Soilet. Rio de Janeiro, Ed. da FGV, 1998. 200 p. ilust. bibiogr.
Livro que combina a micro-história do carnaval carioca com a macro-história da política brasileira, desvendando, a cada passo, o perfil sócio-histórico da cidade, o mundo dos trabalhadores, dos negros e das mulatas e mulatos do Rio.

Vide também: 4, 5, 9, 21, 24, 26, 30, 31, 34, 42, 45, 48, 49, 76, 81, 84, 111, 112, 113 e 114


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