
96 - ARTHUR RAMOS E AS DINÂMICAS SOCIAIS DE SEU TEMPO, de Lutgarde Oliveira C. Barros. 2.ed. Maceió, AL, Ed. UFAL, 2005. 286p. ISBN 85-71770-73-5
Em segunda edição, a autora registra uma série de episódios que são parte da história da antropologia no Brasil, recriando a rede de relações sociais de Arthur Ramos e sua trajetória intelectual e política.
97 - CACHAÇA – UM AMOR BRASILEIRO, de Alessandra Garcia Trindade. São Paulo, Melhoramentos, 2006. 160p. ilust. encadern. ISBN 85-06048-13-3
Parte muito importante da nossa cultura, a cachaça tem aqui contada sua história, fabricação e receitas mais afamadas. Água benta, Água que passarinho não bebe, Caninha, Branquinha, Lágrima de virgem, Malvada e outros muitos nomes servem para designar nossa bebida mais famosa e aqui vão desmistificadas algumas idéias sobre ela.
98 - CAMINHOS DO SABOR – A ROTA DOS TROPEIROS, de Rusty Marcellini. Belo Horizonte, MG, Autêntica, 2006. 212p. ISBN 85-89239-31-4
Durante quase 200 anos, do início do século 18 ao limiar do século 20, os grupos de destemidos comerciantes enfrentaram toda sorte de dificuldades para percorrer os 4.000 quilômetros que ligam Viamão, no Rio Grande do Sul, a Sorocaba, em São Paulo, passando por Santa Catarina e Paraná. Eram os tropeiros que levavam mulas e outros produtos para serem vendidos em grandes feiras que, por sua vez, abasteciam os que se dirigiam à próspera região do ouro e dos diamantes em Minas gerais. Hoje essa herança forma um fabuloso roteiro turístico de grande potencialidade: a Rota dos Tropeiros.
99 - CAPOEIRA ANGOLA: CULTURA POPULAR E JOGO DOS SABERES NA RODA, de Pedro Abib. Salvador, Ed. UFBA/CMU, 2006. 240p.
A capoeira angola foi eleita como manifestação da cultura afro-brasileira das mais significativas, na tentativa de buscar seus sentidos e significados, enfocando-os para construir elementos de análise que dêem conta de interpretar sua simbologia, ritualidade e ancestralidade.
100 - CORPO, GÊNERO, SEXUALIDADE, SAÚDE, org. de Ivoni Richter Reimer. Goiânia, GO, Ed. UCG, 2006.
Traz textos de conteúdo universalista, relativos ao cruzamento religião e ciência e ao processo terapêutico alternativo.
101 - ENTRE O MAR E A MATA: A MEMÓRIA AFRO-BRASILEIRA - SÃO SEBASTIÃO, ILHABELA E UBATUBA. São Paulo, EDUC/FAPESP, 2005. 340p. ISBN 85-28303-55-1
Originalmente como tese de Doutorado da autora, trata da contribuição afro-brasileira ao universo caiçara de São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba. Estudo do lado negro do caiçara, já que se pensava que eles descendiam de indígenas e europeus.
102 - ENSAIOS SOBRE A INTOLERÂNCIA – HOMENAGEM À ANITA NOVINSKY, org. Maria Luiza Tucci Carneiro e Lina Gorenstein. 2.ed. São Paulo, Humanitas/FFLCH/USP, 2005. 444p.
ISBN 85-98292-79-6
Em segunda edição, reúne ensaios que tratam da repressão institucional praticada pelo Tribunal do Santo Ofício contra os judeus, cristãos-novos, homossexuais, feiticeiras e outros tantos hereges perseguidos pelo regime absolutista ibérico, a maioria deles da historia do Brasil colonial e traz também artigos sobre a trajetória do anti-semitismo em suas múltiplas formas de expressão até os dias atuais, dos autos-de-fé até as imagens do cinema nazista.
103 - FALCÃO – MENINOS DO TRÁFICO, de MV Billl e Celso Athayde. Rio de Janeiro, Objetiva, 2006. 272p. ISBn 85-73027-71-1
Os autores, na preparação de um documentário sobre os meninos que trabalham no tráfico de drogas em diversas partes do Brasil, tiveram a idéia de publicar um livro com as dramáticas experiências que vivenciaram antes e durante a realização do projeto, iniciado em 1998 e terminado em 2006. Também são discutidos temas polêmicos como racismo, segurança pública, repressão policial e a importância do Hip Hop para a juventude das favelas. Dos 17 meninos entrevistados, 16 morreram ao longo da produção do documentário. O objetivo é mostrar o lado humano desses jovens: seus sonhos, loucuras, razões, contradições, maldades, etc. É chocante, es-ta-rre-ce-dooor!!!
104 - HORIZONTE DO DESEJO – INSTABILIDADE, FRACASSO E INÉRCIA SOCIAL, de Wanderley Guilherme dos Santos. Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2006. 204p.
ISBN 85-22505-43-8
Busca entender como funciona o aparente conformismo nacional, analisando-o por um prisma inovador. Por que em um país com tantas desigualdades como o Brasil nunca houve sequer um movimento popular capaz de promover, pelo menos, uma extensa reforma na vida nacional?
105 - MATIZES DO AMARELO: A GÊNESE DOS DISCURSOS SOBRE OS ORIENTAIS NO BRASIL, de Rogério Dezem. São Paulo, Humanitas/FFLCH/USP, 2005. 312p. ISBN 85-98292-81-8
Conduz aos intrigados meandros do significado de ser “amarelo” antes da imigração japonesa no Brasil em 1908. Volta ao passado a fim de procurar entender o porquê da discriminação contra os “amarelos”.
106 - MOVIMENTO CAMPONÊS REBELDE – A REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL, de Carlos Alberto Feliciano. São Paulo, Contexto, 2006. 208p. ilust. tab., mapas.
ISBN 85-72443-14-2
Traz uma discussão sobre os planos de reforma agrária adotados pelos governos federais de 1985 até os nossos dias e expõe o modo de atuação dos mais importantes movimentos camponeses presentes no país, como o MST e o MAST, que carregam consigo características baseadas na diversificação política, na autonomia, na liberdade e na rebeldia. Traz tabelas e mapas temáticos.
107 - MUNDIALIZAÇÃO, SABERES E CRENÇAS, de Renato Ortiz. São Paulo, Brasiliense, 2006. 214p. ISBN 85-11000-85-2
O autor busca ir além das verdades aparentes e de um entendimento que se conformasse apenas com a constatação das mudanças, em assuntos como cultura, metáforas e conceitos, magia e mercado, violência e globalização, estados culturais e outros.
108 - SÃO PAULO EM PRETO & BRANCO – CINEMA E SOCIEDADE NOS ANOS 50 e 60, de Waldir Salvadore. São Paulo, Annablume, 2006. 171p. ISBN 85-74195-68-5
Nos anos 50 São Paulo era a maior metrópole nacional, pólo econômico e cultural do país e aí tem início uma produção cinematográfica local vinculada ao acelerado processo de industrialização e urbanização. Nos anos 60, as contradições socioeconômicas se acirram, precipitando a crise política que culmina com o golpe militar de 1964. O estudo visa identificar a filmografia de ficção local produzida nessas duas décadas.
109 - VILAS DE ÍNDIOS NO CEARÁ GRANDE – DINÂMICAS LOCAIS SOB O DIRETÓRIO POMBALINO, de Isabelle Braz Peixoto da Silva. Campinas, SP, Pontes/UFCE, 2006. 208p, ilust. mapas. ISBN 85-71132-14-3
Volta ao passado das vilas para entender como se deu o processo de inserção dos índios no mundo cultural e as transformações sócio-culturais pelas quais passaram.