Sociedade

75 - OS ADMIRÁVEIS ITALIANOS DE POÇOS DE CALDAS (1884-1915), de Mário Seguso. 2.ed. Poços de Caldas, MG, Dom Bosco, s.d. 188p. ilust. fotos, mapa
Relembra a história dos imigrantes italianos que vieram para Poços de Caldas, em Minas Gerais, primeiramente importante pólo cafeeiro no sul do estado e depois, famosa estância de águas termais, sua contribuição para os costumes, comércio e indústria locais.

76 - O BRASIL: TERRITÓRIO E SOCIEDADE NO INÍCIO DO SÉCULO XXI, de Milton Santos e Maria Laura Silveira. São Paulo, Record, 2001. 490p.
Os autores discutem o conceito de nação num Brasil de economia internacionalizada, oferecendo uma visão da realidade nacional a partir da observação do território, sua ocupação e usos. Fatos históricos são analisados, na tentativa de caracterizar a formação sócio-espacial brasileira. Questionam a reorganização produtiva, o sistema financeiro, a distribuição populacional e a urbanização das cidades. Estudos de casos sobre assuntos como rede urbana, telecomunicações, etc.

77 - O BRASIL DOS IMIGRANTES, de Lúcia Lippi de Oliveira. Rio de Janeiro, Zahar, 2000. (Coleção Descobrindo o Brasil. 80p.
A relação entre a cultura brasileira e a cultura dos imigrantes que para cá vieram entre o final do século 19 e início do 20, apontando assimilações e transformações sofridas e provocadas por ambas.

78 - OS BRASILEIROS E OS ÍNDIOS, de Márcio Santilli. São Paulo, SENAC, 2001.(Coleção Ponto Futuro) 144p.
Debate a política indigenista em vigor no país.

79 - CORPO A CORPO COM A MULHER: pequena história das transformações do corpo feminino no Brasil, de Mary del Priore. São Paulo, SENAC, 2001. 108p.
Historiadora discute a ditadura das formas, dos atributos femininos e dos conceitos estéticos através dos tempos no Brasil.

80 - CULTURA E POLÍTICA NOS MOVIMENTOS SOCIAIS LATINO-AMERICANOS: novas leituras, org. por Sonia E. Alvarez, Evelina Dagnino e Arturo Escobar. Belo Horizonte, Ed. da UFMG, 2000. (Coleção Humanitas) 544p.
Traduzido pela primeira vez para o português, é fruto de um longo processo de discussão entre acadêmicos e intelectuais latino-americanos, norte-americanos e europeus espalhados por vários países do mundo. Traz uma relação profunda com o debate intelectual e político e com a experiência da construção democrática no Brasil, chamando atenção para o modo como os movimentos sociais atuam na interface entre cultura e política. Mostra um excelente panorama do desenvolvimento das teorias dos movimentos sociais, da sociedade civil e novas perspectivas sobre a cidadania no final do século 20 na América Latina.

81 - CULTURAS DA REBELDIA, de Paulo Sérgio do Carmo. São Paulo, SENAC, 2001. 279p.
Movimentos dos anos 50 até a atualidade, bem como os fatos recentes da história do país e do mundo que afetaram o comportamento da juventude são aqui apresentados com vivacidade e riqueza de pormenores.

82 - A FLORESTA AMAZÔNICA, de Marcelo Leite. São Paulo, Publifolha, 2001. 103p.
Panorama da região Amazônica, falando de civilizações varzeanas, processos de destruição da biodiversidade (extração de madeira, exploração predatória, bem como alterações climáticas e incêndios). No final, longa relação de "sites" para pesquisa sobre o tema.

83 - IMAGENS DE VILAS E CIDADES DO BRASIL COLONIAL, de Nestor Goulart Reis. São Paulo, Ed. da USPP/Imprensa Oficial do Estado, 2001. 414p.
Professor da Universidade de São Paulo (USP) resgata a atividade urbana da vida social local do Brasil nos tempos do domínio português, aspecto até aqui obscurecido por análises que privilegiaram a vida rural.

84 - A LIBERTAÇÃO SEXUAL, de Flávio Gikovate. Rio de Janeiro, MG, 2001. 192p.
Comenta a revolução dos costumes sexuais iniciada nos anos 60.

85 - LITERATURA DA CULTURA DE MASSA, de Waltenyr Caldas. São Paulo, Musa, 2001. 200p.
Originalmente tese de doutorado em Sociologia, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo )ECA-USP) resgata do esquecimento e do preconceito a ficção popularesca produzida no Brasil nos "anos dourados" e abre caminho para novas discussões sobre esse gênero de subliteratura (aqui denominada "paraliteratura"), que nunca despertou a atenção da crítica oficial.

86 - MALANDROS DA TERRA DO TRABALHO: malandragem e boêmia na cidade de São Paulo (1930-1950), de Márcia Regina Ciscati. São Paulo Annablume, 2001. 274p.
Originalmente dissertação de Mestrado da autora na Universidade Estadual Paulista (UNESP), foi objeto de pesquisa na "terra do trabalho"- São Paulo, durante a era Vargas, em plena industrialização. A figura romântica e glamourizada daquele personagem marginal que vivia na noite, ao lado de prostitutas, vigaristas, gigolôs e que deu origem ao início de um bolsão de miséria e exclusão social que nos cerca hoje.

87 - MEU LAR É O BOTEQUIM: alcoolismo e masculinidade, por Maria Izilda Santos de Matos. Rio de Janeiro, Nacional, 2001. 112p.
Tem como temática central o ébrio (el borracho) e as tensões em torno da construção da masculinidade. Aborda as representações de gênero emergentes no discurso médico e musical no período de 1890 a 1940, chamando a atenção para o fato de que os perfis masculinos e femininos que aparecem nesses discursos são móveis, cambiantes e relacionais.

88 - MISSÃO (QUASE) IMPOSSÍVEL - AVENTURAS E DESVENTURAS DO MOVIMENTO AMBIENTALISTA NO BRASIL, de Tereza Urban. São Paulo, Fundação Peirópolis, 2001. (Coleção Brasil Cidadão) 167p.
Aborda temas ligados às questões ambientais, mais especificamente à tomada de consciência por parte dos cidadãos brasileiros com relação a esse assunto.

89 - A NEGOCIAÇÃO DA IDENTIDADE; imigrantes, minorias e a luta pela etnicidade no Brasil, de Jeffrey Lesser. São Paulo, Ed. da UNESP, 2001. 345p. ilust.
Historiador norte-americano vem preencher uma lacuna que ele próprio considera surpreendente: a ausência de estudos sobre o grande número de imigrantes não-europeus no Brasil. Os imigrantes que conquistaram uma identidade brasileira sem perder suas características étnicas, onde 400.000 asiáticos, árabes e judeus influenciaram a política, a sociedade e a cultura brasileira. Ilustrados com caricaturas, propaganda, fotos e mapas.

90 - PARA UMA CRÍTICA DO PRESENTE, de Irene Cardoso. São Paulo, Ed. 34, 2001. 288p.
Tese da autora no Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP), compõe-se de 15 ensaios cujo núcleo central são os conflitos ocorridos em 1968, entre os estudantes da USP e os da Universidade Mackenzie, denominado "Guerra da Maria Antonia" (esse era o nome da rua onde estava situada a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP).

91 - OS PARCEIROS DO RIO BONITO, de Antônio Cândido. 9.ed. São Paulo, Ed. 34, 2001. (Coleção Espírito Crítico). 288p. ilust.
Na passagem - breve - de Antônio Cândido pela Sociologia, sua tese de doutorado, defendida na USP em 1954, virou livro após 10 anos. Estuda o universo dos pequenos agricultores do interior paulista e a crise por que passam com a crescente importância do universo urbano na sociedade brasileira, delineando os contrastes na vida do caipira.

92 - QUE CARA TEM O BRASIL? as maneiras de pensar e sentir o nosso país, de Mônica Velloso. Rio de Janeiro, Ediouro, 2000. 152p. ilust.
Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo, ex-pesquisadora do CPDOC-FGV e atualmente pesquisadora na Fundação Casa de Rui Barbosa investiga o nosso passado, em especial as 3 primeiras décadas do século 20, refletindo sobre a complexidade brasileira, nos vários rostos e diferenciadas feições. Fartamente ilustrado.

93 - RACISMO E ANTI-RACISMO NO BRASIL, de Jacques d'Adesky. Rio de Janeiro, Pallas, 2001. 246p.
O texto desvenda a dinâmica do racismo no Brasil.

94 - DE SERTÕES, DESERTOS E ESPAÇOS INCIVILIZADOS, org. por Ângela Mendes de Almeida, Berthold Zilly e Eli Napoleão de Lima. Rio de Janeiro, Mauad, 2001. 301p.
Reúne análises que procuram reavaliar a dicotomia presente no pensamento nacional, entre interior (a "barbárie") e cidade (o "civilizado"), tomando como ponto de partida a obra de pensadores fundamentais para o tema, como Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Junior, Paulo Prado e Manoel Bomfim.

95 - SHENIPABU MIYUI, HISTÓRIA DOS ANTIGOS, org. por Comissão dos Professores Indígenas do Acre. Belo Horizonte, Ed. da UFMG, 2000. 168p.
Reúne, em edição bilíngüe Kaxinawá-Português, 12 narrativas dos mitos de fundação da nação indígena Kaxinawá, que habita a região do Alto Rio Purus, na fronteira do Acre com a Peru. Fruto de pesquisa dos professores que ali trabalham, que percorreram as diversas terras do seu povo, com o objetivo de criar uma escrita que preservasse a sua memória.

96 - DE TARZAN A HOMER SIMPSON: banalização e violência masculina em sociedades contemporâneas, de Sócrates Nolasco. Rio de Janeiro, Rocco, 2001. 320p.
Baseada na tese de doutorado do autor na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, constrói uma teoria sobre a decadência da masculinidade nos dias atuais, responsabilizando essa crise pela violência exacerbada.

97 - TEMPOS E LUGARES DE GÊNERO, por vários autores. São Paulo, Ed. 34, 2001. 326p.
Resultado de um estudo do Programa de Dotações para Pesquisas sobre Mulheres, da Fundação Carlos Chagas, de São Paulo, discute o papel da mulher na sociedade. Temas como práticas sociais nas situações de desemprego, violência doméstica, conflitos emocionais, trabalho feminino, vida das mulheres chefes de família, a mulher na política e mitos femininos clássicos, como Chica da Silva (e a manipulação do poder na sociedade de Minas Gerais).

98 - TEORIA SOCIAL E MODERNIDADE NO BRASIL, org. por Leonardo Avritzer e José Maurício Domingues. Belo Horizonte, Ed. da UFMG, 2000. (Coleção Humanitas) 238p.
Ensaios de diversos professores das mais conceituadas universidades brasileiras tratam de temas como a modernidade tardia, a relação público e privado, o multiculturalismo e as relações raciais.

99 - UM POR TODOS, TODOS POR UM: AIDS, um convite à responsabilidade social, de Sylvia de França G. Reis. Rio de Janeiro, Sá Edit., 2001. 104p.
Autora usa sua experiência como psicanalista social trabalhando com pacientes soropositivos para falar dos problemas enfrentados por essas pessoas. Ela fornece pistas sobre a postura que a sociedade deve adotar - como a de evitar preconceitos - e comenta a relação ente a mídia e doença e mostra a crescente contaminação entre mulheres e crianças.

100 - VIDA E MORTE NO SERTÃO, de Marco Antonio Villa. São Paulo, Ática, 2001. 269p.
Mais um livro sobre a seca no Nordeste do Brasil? Sim! E esse recorre não apenas a textos sócio-econômicos ou relatórios governamentais, mas cita extensivamente a imprensa da época (séculos 19 e 20) e a literatura que tem a seca como tema.

101 - VILLA KYRIAL: crônica da Belle Époque paulistana, de Márcia Camargos. São Paulo, SENAC, 2001. 255p. ilust.
A Belle Époque paulistana é recuperada na memória da Villa Kyrial, onde o "très chic" era viver à imagem e semelhança da Europa, copiando Paris e falando francês. A Villa Kyrial, um casarão situado na Vila Mariana, na cidade de São Paulo, era onde a sociedade vivia da cultura, que era evocada como um prazer de vida durante o início do século e que começou a ruir em 1922 e veio abaixo com a revolução de 30.

Vide também : 5, 8, 19, 23, 24, 26, 59 e 71


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