
72
- 100 ANOS DE CARNAVAL NO RIO DE JANEIRO, de Haroldo Costa. Rio de Janeiro,
Vitale, 2001. 253p. ilust.
Conta a história do carnaval desde o "entrudo", trazido pelos
açorianos no período colonial, passando pelo "Zé Pereira",
que abria a folia carioca e pela contribuição dos cantos e danças
do candomblé dos negros, até a atualidade da maior manifestação
cultural brasileira dos tempos atuais. Fartamente ilustrado.
73 - ANTOLOGIA DO FOLCLORE
BRASILEIRO, de Luís da Câmara Cascudo. São Paulo, Global,
2001. 328p.
Reedição da obra de Câmara Cascudo. Nesse livro o autor
demonstra tendências presentes no cotidiano do brasileiro, como as apresentações
da folia de reis, congados, bumba-meu-boi, festas religiosas populares, resultado
de uma pesquisa histórico-literária com investigações
em escritos de cronistas dos séculos 16 ao 18, assim como relatos de
viajantes estrangeiros, como Debret e Saint-Hilaire.
74 - ARQUITETURA
DO ESPETÁCULO: teatros e cinemas na formação da Praça
Tiradentes e da Cinelândia, de Evelyn Furquim Werneck Lima. Niterói,
Ed. da UFF, 2001. 390p. ilust.
Originalmente tese de Doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, dá
uma visão exata da vida cultural em 2 locais da cidade do Rio de Janeiro,
onde se concentravam os cinemas e teatros, traçando a evolução
da sociedade e cena cultural carioca.
75 - ASSOMBRAÇÕES
DO RECIFE VELHO, de Gilberto Freyre. Rio de Janeiro, Topbooks, 2001. 224p.
A reedição dessa obra do mestre Gilberto Freyre mostra um delicioso
conjunto de crônicas da história íntima de Recife, vista
do ângulo das representações do sobrenatural, provindas
de casos e outras memórias orais da cidade.
76 - O BRASIL DE GILBERTO
FREYRE: uma introdução à leitura de sua obra, de Mário
Hélio. Recife, Comunigraf, 2000. 207p.
O autor, professor de História da Universidade Federal de Pernambuco,
faz um diálogo com as principais obras do escritor, além de fazer
uma análise de grande parte daquilo que já foi escrito sobre o
autor de "Casa Grande e Senzala" e o conjunto de seus trabalhos.
77 - BRASIL DE TODOS OS
SANTOS, de Ronaldo Vainfas e Juliana Beatriz de Souza. Rio de Janeiro, Jorge
Zahar, 2000. (Coleção Descobrindo o Brasil). 76p.
Os autores, professores universitários no Rio de Janeiro, contam a história
das múltiplas crenças que se cruzaram no período colonial.
Descortina a religiosidade indígena, os cultos afro-brasileiros e o mundo
dos hereges. Mostra como o catolicismo foi se impondo, convivendo com bruxos,
sortilégios e orações eróticas, tudo encenado no
espetáculo barroco das festas religiosas.
78 - CONTOS POPULARES DO
BRASIL, de Sílvio Romero. São Paulo, Landy, 2000. 363p.
Contos de origem européia, indígena, africana e mestiça,
vindos através das tradições orais, cantigas, costumes
e linguagens das 3 raças que se relacionam há séculos.
Uma pre-ci-o-si-da-de !!!
79 - CONTOS TRADICIONAIS
DO BRASIL, por Luís da Câmara Cascudo. Rio de Janeiro, Global,
2001. 320p.
O pesquisador, antropólogo, folclorista e etnólogo reuniu contos
populares do Nordeste brasileiro.
80 - COR, PROFISSÃO
E MOBILIDADE: o negro e o rádio de São Paulo, de João Baptista
Borges Pereira. São Paulo, Ed. da USP, 2001. 279p.
Os negros eram bem-vindos nas emissoras de rádio de São Paulo
nos anos 50-60 por causa de sua mobilidade, bossa, talento, ginga e outras habilidades
e isso era um canal de mobilidade social para eles. Relançamento de um
clássico de 1967, escrito por professor da Universidade de São
Paulo a partir de pesquisas em rádios populares paulistanas entre 1958
e 1963.
81 - CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO
E EVOLUÇÃO AGRÁRIA PAULISTA (1700-1836), de Maria Luíza
Marcílio. São Paulo, Ed. da USP/Hucitec, 2000. (Estudos Brasileiros,
36). 225p. ilust. graf., tab.
Com prefácio de Stuart Schwartz, originalmente foi tese de Livre-Docência
na Universidade de São Paulo em 1974 e um clássico secreto desde
que foi apresentado. Agora, com sua publicação passará
a integrar o rol dos modernos estudos fundamentais para a compreensão
da história rural do Brasil.
82 - AS
DEUSAS, AS BRUXAS E A IGREJA; séculos de perseguição, de
Maria Nazaré Alvim de Barros. Rio de Janeiro, Rosa dos Tempos, 2001.
404p.
A autora parte do Paleolítico e percorre diversas manifestações
culturais e religiosas, considerando as heresias como práticas alternativas
ao pensamento ortodoxo machista. Mostra que apesar da repulsa greco-romana e
da judaico-cristã, a figura feminina jamais deixou de despertar admiração
e medo e permanece no imaginário coletivo universal como a Grande-Mãe.
83 - DIÁLOGOS BRASILEIROS.
Uma análise da obra de Roger Bastide, de Fernando Áreas Peixoto.
São Paulo, Ed. da USP/FAPESP, 2001. 223p.
Pesquisadora revê interesse do mestre francês pelo país trazendo
à luz os diálogos do mestre francês Roger Bastide, um dos
professores contratados pela Universidade de São Paulo na década
de 30. Muito interessado pelo Brasil, Bastide teve interessantes conversas com
Mário de Andrade, Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda,
Viana Moog, Florestan Fernandes e outros, fazendo do mestre um intérprete
do Brasil.
84 - OS
DONOS DA VOZ: indústria fonográfica brasileira e mundialização
da cultura, por Márcia Tosta Dias. São Paulo, FAPESP/Boitempo,
2000. 184p. bibliogr.
Pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e professora universitária
analisa inédita e primorosamente o funcionamento da indústria
fonográfica brasileira e permite que se compreenda os meandros da produção
dessas mercadorias culturais.
85 - ENIGMAS DA MODERNIDADE-MUNDO,
de Octavio Ianni. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.
322p.
O autor, famoso professor universitário, faz entender a etapa do capitalismo
em que o Brasil está inserido hoje, lançando mão de conceitos
de antropologia, cultura e estética.
86 - FLORESTAN FERNANDES,
de Antonio Cândido. São Paulo, Fundação Perseu Abramo,
2001. 80p.
Lançado em 1996 com edição exclusiva de 100 cópias
para familiares e amigos de Florestan, agora é oferecido a um público
mais amplo. O ilustre sociólogo, falecido em 1995, é considerado
um dos mais importantes nomes do pensamento brasileiro do século 20 e
tem agora uma obra em sua homenagem, reunindo prefácios, resenhas e discursos
de sua autoria.
87 - FREUD E A JUDEIDADE:
a vocação do exílio de Betty Bernardo Fuks. Rio de Janeiro,
Jorge Zahar, 2000. 177p. bibliogr.
Retoma os trabalhos de doutorado da autora junto à Escola de Comunicação
e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizando uma análise
crítica da relação entre Freud e a condição
judaica, num estudo psicanalítico original. Demonstra que os traços
de exílio e êxodo na história do povo judeu e prática
de leitura-escritura infinita do "Livro dos Livros" desempenha papel
essencial na descoberta freudiana do inconsciente.
88 - IMAGENS
DO BRASIL, org, por Beth Brait e Neusa Bastos. São Paulo, Ed. da PUC-SP,
2000. 314p.
A poesia de João Cabral de Melo Neto e os vieses da cartografia colonial
são algumas das chaves analíticas em ensaios sobre a identidade
brasileira.
89 - OS ÍNDIOS ANTES
DO BRASIL, de Carlos Fausto. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000. 95p.
Antropólogo e professor universitário relata um mundo que se desenvolveu
por milênios, até um dia ser descoberto e conquistado. Das escarpas
dos Andes ao Amazonas, do cerrado ao litoral, o conhecimento desse mundo antes
da chegada de Pedro Álvares Cabral.
90 - INGLÊSES NO BRASIL:
aspectos da influência britânica sobre a vida, a paisagem e a cultura
do Brasil, de Gilberto Freyre. Rio de Janeiro, Topbooks, 2001. 224p.
Com prefácio de Evaldo Cabral de Mello está sendo reeditado o
trabalho mais ambicioso de Freyre, de antropologia histórica, que dedica
considerável atenção à organização
sócio-econômica e à cultura material.
91 - INTERPRETAÇÃO
DO BRASIL: aspectos da formação social brasileira como processo
de amalgamento de raças e culturas, de Gilberto Freyre. São Paulo,
Companhia das Letras, 2001. 360p.
Publicado no Brasil inicialmente em 1947 a partir de 6 conferências proferidas
em 1944 na Universidade de Indiana, USA, onde o autor se encontrava como professor-visitante.
Lançado pela primeira vez em espanhol (1945) pela Fondo de Cultura Económica
do México, foi depois publicado pela Alfred Knopf, com o título
"Brasil, an interpretation" em 1947. Somente no final desse mesmo
ano foi lançado no Brasil, em português. O foco das palestras é
a idéia equivocada de que na América Latina, e principalmente
no Brasil, o padrão das relações inter-étnicas era
diferente quando comparado aos dos USA e da Europa.
92 - A MARCHA NACIONAL DOS
SEM-TERRA, de Christine de Alencar Chaves. Rio de Janeiro, Relume-Dumará,
2001. 446p.
Estudo sobre a marcha ocorrida de fevereiro a abril de 1997, mostrando a consolidação
de um novo sujeito político no país.
93 - MODA BRASIL: fragmentos
de um vestir tropical, org. por Kathia Castilho e Carol Garcia. São Paulo,
Anhembi/Morumbi, 2001. 157p.
Professoras universitárias organizam coletânea de textos de especialistas
sobre a moda no Brasil, ditada pelo nosso clima tropical, observando a relação
do vestuário com a história, a cultura, as tradições,
o folclore e a vida socioeconômica de cada povo e religião.
94 - MOUROS, FRANCESES E
JUDEUS - TRÊS PRESENÇAS NO BRASIL, de Luís da Câmara
Cascudo. São Paulo, global, 2001. 112p.
Relançamento, em boa hora, da obra do mestre folclorista, historiador,
etnólogo e sociólogo, onde ele registra um estudo sobre o legado
que esses 3 povos deixaram na formação cultural brasileira.
95 - MUTAÇÕES
DO CATIVEIRO, de Maria Helena Souza Patto. São Paulo, Ed. da USP/Ed.
Hacker, 2000. 224p.
Coletânea de ensaios rastreia a repressão social em âmbitos
como a escola, trabalho e outros.
96 - NOVO MUNDO NOS TRÓPICOS,
de Gilberto Freyre. Rio de Janeiro, UniverCidade/Topbooks, 2001. 308p.
Esta obra, parte do projeto de reedição da obra de um dos principais
pensadores do Brasil, tem prefácio de Wilson Martins e discute temas
como unidade e diversidade e condições técnicas e sociais.
É, para muitos, a síntese de tudo que Gilberto Freyre pensou sobre
o Brasil.
97 - PRETO E BRANCO - A
IMPORTÂNCIA DA COR DA PELE, de Marco Frenette, Rio de Janeiro, Publisher
Brasil, 2001. 120p.
Análise do racismo brasileiro com menções a Gilberto Freyre
e um texto escrito por um operário negro brasileiro.
98 - UMA SUSTENTÁVEL
REVOLUÇÃO NA FLORESTA: notas sobre a governabilidade e Agenda
21 no Amapá, por Domingos Leonelli. São Paulo, Viramundo, 2000.
312p.
Relata a experiência do governo democrático do Amapá e desenvolve
uma reflexão sobre a governabilidade em situação de conflito.
Tira a ecologia de cima do tapete de flores da retórica e a atira na
terra queimada da luta de classes e de foices e travada no escuro da corrupção
e do narcotráfico.
99 - SUPERTIÇÃO
NO BRASIL, de Luís da Câmara Cascudo. Rio de Janeiro, Global, 20001.
496p.
Mais uma reedição de um clássico da cultura brasileira.
O clima de teologia popular impregnado nos cumprimentos de promessas, ex-votos,
peregrinações, devoções, permanece de maneira íntegra
na tradição brasileira.
100 -
VAQUEIROS E CANTADORES: folclore poético do sertão do Ceará,
Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco, de Luís da Câmara
Cascudo. Rio de Janeiro, Ediouro, 2000. 392p.
O autor (1898-1996) apresenta amplo documentário sobre a arte poética
da cantoria do Nordeste, reflexo cristalino da mentalidade do Brasil sertanejo.