
143
- A ALMA DE UMA CIDADE, de Renato Sérgio. Rio de janeiro, Ediouro, 2000.
304p.
Autor paulista mas vivendo no Rio de Janeiro desde a década de 60 descreve
o famoso espírito carioca, com histórias de personagens famosos,
entre eles Tom Jobim.
144 - O ANTROPÓLOGO E SUA MAGIA, de Wagner
Gonçalves da Silva. São Paulo, Ed. da USP, 2000. 194p.
Doutor em antropologia social pela Universidade de São Paulo (USP) analisa
trabalhos de pesquisa de campo etnográfica no contexto de comunidades
de afro-brasileiros.
145 - BOÊMIOS & BEBIDAS, de Paulo Pinho. Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2000. 204p. Antes de mais nada... Saúde! (Cheer!). O autor reuniu, com o tradicional espírito democrático que reina nos botequins brasileiros, histórias hilariantes de bares, bebidas e boêmios. Crônicas de personagens ilustres, todas reais, da mais pura verdade ... bem, da verdade sempre verdadeira de quem já bebeu um trago a mais e passou a acreditar nos próprios devaneios produzidos pelo álcool.
146 - BRASIL 500 ANOS DE MAU ATENDIMENTO, de Alberto
Centurião. São Paulo, Educator, 2000. 155p.
Alerta em favor da biodiversidade de mercado, sendo as empresas a fauna ameaçada
de extinção e o consumidor um ator coadjuvante de segunda categoria.
147 - CIDADE DE MUROS, de Tereza
Caldeira. São Paulo, Ed. da USP/Ed. 34, 2000. 400p.
Antropóloga investiga, a partir de dados oficiais e entrevistas com moradores
de diversos bairros, o aumento da violência na capital paulista e sua
relação com a crise do espaço.
148 - CULTURA E SOCIEDADE NO BRASIL, de Carlos
Nelson Coutinho. Rio de Janeiro, Ed. DP&A, 2000. 269p.
Série de ensaios em que o crítico discute a ausência de
uma auto-imagem nacional popular do Brasil, além de analisar obras como
a de Caio Prado Junior.
149 - ECOLOGIA, JUVENTUDE E CULTURA
POLÍTICA, de Paulo J. Krischke. Florianópolis, Ed. da UFSC, 2000.
194p.
Discute a atitude política dos jovens da atualidade.
150 - OS ESPANTALHOS, de Sérgio Coelho de
Oliveira. Sorocaba, SP, TCM, 20001p. 80p.
Narra histórias pesquisadas ao longo de mais de uma década de
andanças pelo interior de São Paulo, de práticas e crenças
da gente simples do campo, para se proteger das pragas, lobishomem, predadores
e "coisas-do-além".
151 - DIÁLOGOS BRASILEIROS, de Fernando
Arêas Peixoto. São Paulo, Ed. da USP/FAPESP, 2000. 224p.
Análise da obra do sociólogo francês Roger Bastide (1898-1974)
e sua relação com artistas e intelectuais brasileiros, como Mário
de Andrade e Gilberto Freyre.
152 - ENTRE EUROPA E ÁFRICA: a invenção
do carioca, org. por Antonio Herculano Lopes. Rio de Janeiro, Fund, Casa de
Rui Barbosa/Topbooks, 2000. 390p.
Pesquisadores vão buscar na virada do século 19 a origem do mito
em torno do morador do Rio de Janeiro, e a invenção do "jeitinho
carioca". Livro organizado a partir dos "papers" apresentados
no seminário do mesmo nome.
153 - IMIGRAÇÃO
E FUTEBOL: o caso Palestra Itália, de José Renato de Campos Araújo.
São Paulo, IDESP, 2000, 151p.
Originalmente dissertação de Mestrado na UNICAMP, analisa a história
do Palestra Itália (atual Sociedade Esportiva Palmeiras), uma das principais
associações de futebol do Brasil, formada por um grupo de imigrantes
italianos na cidade de São Paulo no início do século 20.
A obra facilita o entendimento do processo de formação da "italianidade"
na cidade de São Paulo.
154 - O MAL QUE SE ADIVINHA:
polícia e menoridade no Rio de Janeiro (1910-1920), de Adriana de Rezende
B. Vianna. Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, 1999. 210p.
A delinqüência juvenil já fazia parte do cotidiano policial
e jurídico do Rio de Janeiro antigo, conforme pesquisou a antropóloga
do Arquivo Nacional.
155 - MEDIAÇÃO,
CULTURA E POLÍTICA, org. por Gilberto Velho e Karina Kuschnir. Rio de
Janeiro, Aeroplano, 2001. 344p.
Ensaios acadêmicos brasileiros enfocando a sociabilidade urbana.
156 - MITOLOGIA DOS ORIXÁS,
de Reginaldo Prandi. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 591p. ilust.
Sociólogo reuniu a mais completa coleção de mitos da religião
dos Orixás: deuses iorubas, histórias sobre Exu, Ogum, Edé,
Iemanjá, Logum, Oxossi, Iansã e outros, apresentados ao lado de
registros fotográficos. Também dedica capítulos aos leitores
que desejam se iniciar no estudo do candomblé, religião que vem
ganhando adeptos nos USA e Europa.
157 - A MODERNIZAÇÃO
SELETIVA, de Jessé de Souza. Brasília, Ed. da UnB, 2000. 276p.
Sociólogo expõe e critica estilos de interpretação
que, como o do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) enfatizaram
o "atraso" brasileiro em comparação aos moldes sociais
euro-americanos.
158 - MORBIMORTALIDADE FEMININA NO BRASIL (1979-1995),
org, por Elza S. Berquó e Estela Maria G.P. da Cunha. Campinas, SP, Ed.
da UNICAMP, 2000. 413p.
Trata-se do primeiro estudo feito no Brasil sobre a morbimortalidade feminina,
mas também permite indagar sobre as relações entre a interrupção
da vida das mulheres e os desgastes a que estão submetidas, num assunto
do qual se sabe muito pouco em nosso país: os determinantes de gênero
sobre o processo saúde-doença.
159 - A MULHER CARIOCA AOS 22 ANOS, de João
de Minas. 4.ed. Rio de Janeiro, Dantes, 1999. 266p.
Originalmente escrito em 1933, o livro é um hino de louvor à mulher
carioca, a realidade sexual brasileira. O autor disse, na época, que
sua maneira de escrever era escandalosa para a época, mas no futuro seria
modalidade vulgar. Fazia ponte entre a república velha e a nova. Best
seller.
160 - A NEGAÇÃO DO BRASIL: o negro
na telenovela brasileira, de Joel Zito Araújo. São Paulo, Ed.
SENAC, 2000. 323p.
Primeiro livro brasileiro a contar a história da teledramaturgia a partir
da participação de artistas negros, analisando de 1964 (quando
apareceu a primeira telenovela diária) até 1997. O negro é
nelas retratado como reflexo da sociedade brasileira que é centrada no
branqueamento da população.
161 - PARA ENTENDER O BRASIL, org. por Luís
Antonio Aguiar e Marisa Sobral. São Paulo, Alegro, 2001. 320p.
O país ingênuo é esperto, com economia rica e povo pobre,
vaidoso mas com baixa-estima, com o famoso "jeitinho", que nada mais
é do que uma estratégia de sobrevivência. Neste painel que
enfoca o fascinante e plural "ser brasileiro", mais de 30 personalidades
das diferentes áreas opinam sobre isso.
162 - PRAÇA TIRADENTES,
de Roberta Oliveira. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 2000. (Coleção
Cantos do Rio). 94p.
A história da tradicional praça, seus teatros, sua gente e até
mesmo as histórias das "damas da noite".
163 - QUATRO AUTORES EM BUSCA DO BRASIL: entrevistas
a José Geraldo Couto. Rio de Janeiro, Rocco, 2000. 123p.
Foram convidados 4 dos mais destacados intelectuais do país para conversar
a respeito do Brasil: o historiador José Murilo de Carvalho, o psicanalista
Jurandir Freire-Costa, o filósofo Renato Janine Ribeiro e o antropólogo
Roberto DaMatta. Falam dos desafios e perspectivas sociais do país na
virada do milênio. Best seller.
164 - A RECONVERSÃO DO OLHAR: prática
discursiva e produção dos sentidos na intervenção
social, de Inesita Araújo. Novo Hamburgo (RS), UNISINOS, 2001. 280p.
A autora estuda práticas de comunicação das instituições
que atuam no meio rural do Nordeste, como órgãos governamentais,
Organizações Não-Governamentais (ONGs), grupos religiosos
e universidades.
165 - O RIO DE TODOS OS BRASIS,
de Carlos Lessa. Rio de Janeiro, Record, 2000. (Coleção Metrópoles).
478p.
O autor, conhecido economista especializado em Brasil, é dono de uma
das maiores bibliotecas do país sobre o Rio de Janeiro, reflete sobre
a Cidade Maravilhosa de ontem e de hoje e procura entender o povo carioca.
166 - SENTIMENTOS DO BRASIL -
CAIO PRADO JUNIOR: continuidades e mudanças no desenvolvimento da sociedade
brasileira, de Rubem Murilo Leão Rêgo. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP,
2000. 234p.
Professor de Sociologia da UNICAMP procura reconstituir a articulação
lógica das idéias de Caio Prado Junior, responsável pelo
estudo da construção, formação e desenvolvimento
da sociedade brasileira.
167 - VIRAÇÃO:
experiências de meninos de ruas, de Maria Filomena Gregori. São
Paulo Companhia das Letras, 2000. 262p.
Antropóloga apresenta conclusões de pesquisa realizada entre 1991
e 1995 sobre a realidade dos meninos de rua em São Paulo, através
de entrevistas com eles e acompanhando o trabalho das instituições-não-governamentais
(ONGs) que os atendem.
Vide também: 12, 21, 101, 119, 174, 176, 179