
102) CIDADÃO DE PAPEL, de Gilberto Dimenstein.
20. ed. reformulada e atualizada. São Paulo, Ática, 2002. 184p.
ISBN 85-08081-86-3
Uma abordagem contundente sobre a realidade da criança e do adolescente
de rua, com questões para discussão no final de cada capítulo.
103) CIDADE E CULTURA: ESFERA PÚBLICA E
TRANSFORMAÇÃO URBANA, org. de Vera M. Pallamin. São Paulo,
Estação Liberdade, 2002. 120p. ISBN 85-74480-56-8
Ensaístas conhecidos, como Nicolau Sevcenko, Laymert Garcia dos Santos,
Bárbara Freita-Rouanet e outros esquadrinham a cultura urbana.
104) CLASSES, RAÇAS E
DEMOCRACIA, de Antonio Sérgio Alfredo Guimarães. São Paulo,
Ed. 34, 2002. 232p.
ISBN 85-73262-32-X
Releitura do período 1945-64, onde mostra os sucessivos governos populistas
e seus compromissos entre as classes e entre as raças, principalmente
entre trabalhadores urbanos e intelectuais, brancos e negros.
105) ENY E O GRANDE BORDEL BRASILEIRO,
de Lucius Mello. São Paulo, Objetiva, 2002. 292p. ilust. fotos.
ISBN 85-73024-65-8
Eny Cesarino, uma jovem de classe média da cidade de São Paulo,
foi, na década de 50, proprietária de um dos mais famosos bordéis
do país na cidade de Bauru, interior do estado. A "Casa da Eny",
como era conhecida, foi, nos anos 50 e 60, o local por onde passaram políticos
famosos, homens de negócios, artistas de renome para estarem com suas
"meninas", as mais lindas prostitutas de todo Brasil. Segredos de
alcova, filantropia, preconceito, falsa moral, etc, tudo passava por ali.
106) ESTRUTURA DE POSIÇÕES DE CLASSE
NO BRASIL, de José Alcides Figueiredo Santos. Belo Horizonte, Ed. UFMG
; Rio de Janeiro, IUPERJ, 2002. 364p. (Coleção Origem). ISBN 85-70412-98-3
Prêmio IUPERJ como Tese de Doutoramento 2000. Investiga os contornos de
classe da estrutura social, as mudanças ocorridas nas duas décadas
finais do século 20 e os efeitos das posições de classe
na vida das pessoas. Ao analisar as diferenciações de classe,
o livro ilumina a realidade nacional e abre caminhos para pesquisas futuras,
aqui e além do Brasil.
107) A FESTA NA VIDA, org. de Mauro Passos. Petrópolis,
RJ, Vozes, 2002. 223p. ISBN 85-32627-01-3
Especialistas de diversas áreas analisam as festas do ponto de vista
cultural, sociológico, antropológico e religioso, como a religiosidade
dos cultos afro-brasileiros, o caminho das Tendas de Esdras, o Shabat dos judeus,
etc.
108) FLOR DO NÃO ESQUECIMENTO - CULTURA
POPULAR E PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃO, de Edimilson de Almeida
Pereira e Núbia Pereira de Magalhães Gomes. Belo Horizonte, MG,
Autêntica, 2002. 304p. ISBN 85-86593-99-5
Reúne escritos que abordam temas como processos de transformação
da cultura popular, estética do sagrado, relações entre
identidade e alteridade, conceito de tradição, as benzeções,
liderança religiosa, etc.
109) FUTEBOL E IDENTIDADE SOCIAL:
uma leitura antropológica das rivalidades entre torcedores e clubes,
de Arlei Sander Damo. Porto Alegre, RS, Ed. UFRGS, 2002. 160p. ISBN 85-70256-35-3
Originalmente Dissertação de Mestrado do autor, analisa as rivalidades
entre torcedores dos 2 maiores times do futebol gaúcho: o grêmio
e o Internacional, de Porto Alegre. Essa divisão das torcidas traz um
conflito que serve para dinamizar o "esporte das multidões".
Aborda as questões de traços de identidade dos 2 clubes sul-rio-grandenses
e classe social e raça de seus associados.
110) IDEAIS NA ADOLESCÊNCIA: FALTA DE PERSPECTIVAS
NA VIRADA DO SÉCULO, de Tiago Corbisier Mateus. São Paulo, Annablume/FAPESP,
2002. 200p. ISBN 85-74192-41-4
A partir do ideal de massa e ideal da cultura, o autor analisa pesquisa feita
com 50 jovens da periferia de São Paulo, sobre valores, referência
e formulação de projetos futuros.
111) IDENTIDADE E DIFERENÇA: A PERSPECTIVA
DOS ESTUDOS CULTURAIS, de Tomaz Tadeu da Silva. 2.ed. Petrópolis, Vozes,
2002. 136p. ISBN 85-32624-13-8
Reúne 3 ensaios que, de diferentes maneiras, tratam dos contornos da
questão dos estudos culturais.
112) MAKUNAÍNA E JURUPARI,
org. de Sérgio Medeiros. São Paulo, Perspectiva, 2002. 418p. ISBN
85-2703-01-9
Pesquisas pioneiras do alemão Koch-Griinberg e do italiano Ermanno Stradelli,
feitas na primeira década do século passado com índios
que habitam a fronteira do Brasil, Venezuela e Guiana, deram a conhecer os contos
indígenas de Makunaína e Jurupari. O autor reuniu estudos sobre
essas lendas e repõe as aventuras de Makunaíma, que inspirou Mário
de Andrade a compor seu famoso "herói sem nenhum caráter".
Compara as ações de Makunaíma com as de Jurupari, dois
dos maiores heróis da tradição oral latino-americana.
113) MÃOS NEGRAS - ANTROPOLOGIA
DA ARTE NEGRA, de Celso Prudente. São Paulo, Panorama do Saber, 2002.
154p. Ilust. encadernado ISBN 85-75670-03-4
Mostra a obra de artistas negros participantes da exposição "Mãos
Negras", organizada pelo Metrô de São Paulo. Analisando os
trabalhos dessa exibição à luz da antropologia, o autor
põe em evidência vários aspectos, com sensibilidade, para
revelar o universo da cultura negra brasileira.
114) MATRIZES COMUNICACIONAIS LATINO-AMERICANAS,
de vários autores. São Paulo, Ed, da Univ. Metodista, 2002. 271p.
ISBN 85-87589-15-6
Reproduz textos do V CELACOM - Colóquio Internacional sobre a Escola
Latino-Americana de Comunicação, de 2001. O objetivo é
oferecer elementos pedagógicos para o tema das contribuições
marxistas e cristãs para um pensamento comunicacional latino-americano.
115) MUDANÇA, CRISE E
VIOLÊNCIA: POLÍTICA E CULTURA NO BRASIL CONTEMPORÂNEO, de
Gilberto Velho. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2002.
304p. ISBN 85-20006-13-2
Artigos do autor que cobrem um período rico e instigante da história
recente do Brasil, dos 20 últimos anos. Abarca vários temas como
violência, problemas sociais, universidade e vida científico-intelectual,
etc.
116) NOVAS ELITES DE COR, de Ângela Figueiredo.
São Paulo, Annablume, 2002. 124p. ISBN 85-71492-34-1
Estudo sobre um tema instigante: o "embranquecimento" dos negros profissionais
liberais da cidade de Salvador, Bahia. Confronta os mestres do assunto, como
Roger Bastide, Florestan Fernandes, Thales de Azevedo e Marvin Harris, ao dizer
que negros que ascendem socialmente "embranquecem", explorando a mobilidade
social e a identidade negra.
117) ORE AWE ROIRU'MA - TODAS AS VEZES QUE DISSEMOS,
de Kaka Werá Jecupé. São Paulo, Triom, 2002. 120 p. ilust.
encadernado. ISBN 85-85464-46-1
O autor é filho de indígenas Txucarramães, ou Tapuias,
nascido em 1964 na periferia de São Paulo. Sempre lutou, no Brasil e
no exterior, pela cultura e cidadania cultural indígena, criando Organizações
Não-Governamentais para isso. Aqui está mais uma de suas pesquisas
sobre o seu povo.
118) OS PAULISTAS DE QUATROCENTOS ANOS - SER E
PARECER, de Maria Helena Bueno Trigo. São Paulo, Annablume, 2001. 100p.
ISBN 85-74192-05-8
Tem como tema central os fazendeiros de café do início do século
e seus descendentes, descrevendo de maneira envolvente os valores simbólicos
criados por esse grupo como forma de distinção social. Fala da
maneira como se "encastelaram" para preservar sua posição
social ante a decadência decorrente de novas exigências econômicas.
119) OS RUMOS DA CIDADE, de Candido
Malta Campos. São Paulo, SENAC, 2002. 660p. ISBN 85-73592-52-4
Apresenta estudo que busca compreender a cidade de São Paulo de hoje,
a partir de diversos conceitos histórico-culturais, tendo como foco principal
o período que se estende da República emergente aos anos 40, em
problemas como a exclusão social, o inchaço urbano, as carências
habitacionais, falhas do transporte coletivo e crescimento desordenado.
120) SEGREDOS DE FAMÍLIA,
de Lia Fukui. São Paulo, Annablume, 2002. 142p. ISBN 85-74192-51-1
Interessante estudo sobre os fatos ocultados pelos grupos familiares brasileiros,
ou seja, aqueles que representam a não obediência ou transgressão
de valores e normas estabelecidas pelo grupo, pelas famílias do Brasil
de classe alta e média, desde o passado colonial até meados do
século 20. Tentativas de esconder comportamentos como filhos ilegítimos,
adoções, suicídios, comportamentos sexuais fora dos padrões
(mesmo dentro do casamento) eram temas envoltos em mistérios e transformados
em fantasmas, tratados com meias-palavras, omissões e vagas alusões.
121) AS SEMENTES DA MARGINALIDADE - UMA ANÁLISE
HISTÓRICA E BIOECOLÓGICA DOS MENINOS DE RUA, de Ângelo Luiz
Vargas. São Paulo, Forense, 2002. 222p. ISBN 85-30914-67-8
Examina toda uma rede social configurada a partir da realidade de um grupo de
crianças marginalizadas, do contexto onde elas estavam inseridas, referidas
na Teoria dos Sistemas Ecológicos como Mesossistema.
122) A SOCIEDADE VISTA DO ABISMO, de José
de Souza Martins. Petrópolis, RJ, Vozes, 2002. 230p. ISBN 85-32627-19-6
Acadêmico da Universidade de São Paulo reúne ensaios que
discutem temas como migrações internas e escravidão contemporânea.
Questiona também a exclusão social.
123) UM, DOIS, FEIJÃO
COM ARROZ - A ALIMENTAÇÃO NO BRASIL DE NORTE A SUL, de Mauro Fisberg,
Jamal Wehba e Silvia M. Franciscato Cozzolino. São Paulo, Atheneu, 2002.
418p. ISBN 85-73795-33-6
Os hábitos alimentares dos brasileiros, da época do descobrimento
aos dias atuais, analisados ao lado de temas como as influências culturais
trazidas pelos imigrantes, as mudanças na alimentação ocorridas
com o aumento dos restaurantes, o "fast food", etc. Ingredientes e
receitas de cada região complementam a obra.
124) VIDA E MORTE EM SÃO PAULO, de Marcos
Drummond Junior. São Paulo, Brasiliense, 2002. 135p. ISBN 85-11000-61-5
Analisa as razões dos óbitos da cidade de São Paulo, identifica
os maiores riscos para a saúde dos paulistanos, ajuda a definir prioridades
nas políticas públicas e aumentar a perspectiva de vida em São
Paulo.
125) VIOLÊNCIA E CRIANÇA, org. de
Márcia Faria Westphal. São Paulo, Ed. USP, 2002. 320p. ISBN 85-31407-10-9
Reproduz os textos apresentados durante o "Seminário Internacional
Violência e Criança", realizado na Universidade de São
Paulo, com pesquisadores do Brasil, Israel e USA. Apresenta dados estatísticos
sobre os índices de violência, os direitos das crianças
e do restabelecimento da paz.
Vide também: 3, 19, 22, 32, 34, 39, 56, 57, 61, 65, 66, 72, 83, 92 e 100