
90) BUSCA DE UM CAMINHO PARA O BRASIL: A TRILHA
DO CÍRCULO VICIOSO, de Hélio Santos. São Paulo, SENAC,
2002. 462p. ilust. tab gráf ISBN 85-73592-34-6
Professor universitário examina o racismo mostrando como o negro e o
negro-mestiço voltam sem cessar aos mesmos constrangimentos, prisioneiros
de um círculo vicioso. Mostra que a nossa economia, que produz aviões
sofisticados, se compara aos bolsões mais pobres da África, quando
se analisa a parcela mais desassistida da população, que são
os negros.
91) CACHAÇA ARTESANAL DO ALAMBIQUE À
MESA, de diversos autores. São Paulo, SENAC, 2002. 110p. ISBN 85-74580-95-3
Livro para todos os que apreciam a cachaça brasileira, ou leigos que
a queiram conhecer, bem para os que a comerciam, num universo carregado de brasilidade.
92) CIDADANIA, PODER E COMUNICAÇÃO,
de Paulo Meksenas. São Paulo, Cortez, 2002. 236p. ISBN 85-24908-65-3
Meticuloso exame da cidadania, tomando-a como direito, norma jurídica,
sistema de desigualdade e multiculturalismo, examinando os direitos na sociedade
brasileira, como ainda a cidadania em terras brasileiras.
93) CIDADE: HISTÓRIAS E DESAFIOS, org. de
Lúcia Lippi Oliveira. Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2002. 300p. ISBN 85-22503-85-0
Coletânea que reúne diferentes especialistas - antropólogos,
historiadores, geógrafos, sociólogos, arquitetos, urbanistas e
políticos - numa abrangente reflexão sobre a cidade, dos impasses
atuais da vida urbana. O livro é resultado do seminário "Cidade:
urbanismo, patrimônio e cidadania", realizado na Fundação
Getúlio Vargas em agosto de 2001.
94) CRIANÇAS E ADOLESCENTES: CONSTRUINDO
UMA CULTURA DE TOLERÂNCIA, org. de Zélia Maria Mendes Biasoli-Alves
e Roseli Fischmann. São Paulo, Ed. USP, 2002. 240p. ISBN 85-31406-50-1
Professoras da Universidade de São Paulo tratam da necessidade atual
de se pensar em formar pessoas aptas a viver em uma sociedade complexa, enfocando
temas como a diversidade cultural, a convivência pública e privada,
o papel da família, o problema das drogas, a formação de
educadores, etc.
95) CRIANÇAS INDÍGENAS: ENSAIOS ANTROPOLÓGICOS,
de Ana Vera L.S.Macedo, Ângela Nunes e Aracy Lopes da Silva. Rio de Janeiro,
Global, 2002. 280p. ISBN 85-26007-27-0
Os estudos incluídos neste livro abrem possibilidade de reflexão
e ação sobre os aspectos que afetam diretamente a vida das crianças
indígenas: como vivem? Do que brincam? Quais seus interesses? O que aprendem?
Etc.
96) A DÉCADA DO IMPASSE: DA RIO-92 Á
RIO+10, de Washington Novaes. São Paulo, Estação Liberdade,
2002. 384p.
ISBN 85-74480-62-2
Reúne artigos de um dos mais importantes jornalistas especializados na
área ambiental no Brasil, tratando de temas essenciais para o futuro
da vida e do bem-estar dos brasileiros e da humanidade.
97) O DITO E O FEITO: ENSAIO DE ANTROPOLOGIA DOS
RITUAIS, de Mariza Peirano. Rio de Janeiro; Relume-Dumará, 2002. 232p.
ISBN 85-73162-68-6
Indica como a análise dos rituais amplia e expande as possibilidades
de investigação sobre eventos contemporâneos, auxiliando
na pesquisa antropológica.
98) DOM COMBONI, PROFETA DA ÁFRICA E SANTO
NO BRASIL, de Patrícia Teixeira Santos. Rio de Janeiro, Mauad, 2002.
210p. ISBN 85-74780-38-3
A autora nos revela quem foi Dom Daniel Comboni. Através de abundante
documentação, conta a vida e a obra desse missionário que
é considerado revolucionário, sábio, santo e guerreiro.
99) FILHAS DO MUNDO: INFRAÇÃO JUVENIL
FEMININA NO RIO DE JANEIRO, de Simone Gonçalves de Assis e Patrícia
Constantino. Rio de Janeiro, Ed. da Fundação Oswaldo Cruz, 2002.
284p. ISBN 85-75410-02-4
Visa explicar o que há no universo das jovens infratoras internadas em
instituições para cumprimento de medidas sócio-educativas
no Rio de Janeiro, os motivos que levam as jovens ao crime, entrevistas com
as jovens e com suas mães, etc. Mostra a violência nas mais variadas
formas de manifestação.
100) FRONTEIRAS CULTURAIS BRASIL - URUGUAI - ARGENTINA,
org. de Maria Helena Martins. São Paulo, Ateliê, 2002. 260p. ISBN
85-74801-22-4
Reunindo textos do I Encontro "Fronteiras Culturais Brasil-Uruguai-Argentina",
realizado em Porto Alegre, RS, em dezembro de 2000, o livro tem como tema a
evolução sócio-econômica mundial e seu impacto na
cultura dos povos latinos, especificamente os do Cone-Sul, com a participação
de especialistas de diferentes áreas e de diferentes países.
101) A INCONSTÂNCIA DA ALMA SELVAGEM, de
Eduardo Viveiros de Castro. São Paulo, Cosac & Naify, 2002. 552p.
ilust. encadernado com sobrecapa. ISBN 85-75031-26-0
Um dos mais importantes antropólogos brasileiros da atualidade reúne
aqui 9 ensaios, a maioria publicado em revistas acadêmicas na década
passada, que ilustram a trajetória intelectual do autor desde os primeiros
estudos sobre tribos amazônicas. Discípulo de Lévi-Strauss
e professor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, depois de ter pesquisado e
lecionado em centros acadêmicos de excelência como Cambridge (England)
e Paris (França), ele aqui afirma que os ameríndios partilham
uma herança cultural comum, procurando as equivalências entre a
visão do mundo dos diferentes povos indígenas do continente americano.
102) ITALIANOS NO MUNDO RURAL PAULISTA, de João
Baptista Borges Pereira. 2.ed. rev. e atual. São Paulo, Ed. USP, 2002.
256p. ISBN 85-31406-63-3
Um clássico nos estudos sociológicos que focalizam a composição
étnica da sociedade brasileira, fruto de pesquisa de campo realizada
na Itália e no Brasil, analisa os processos culturais e sociais envolvidos
na fixação de um grupo de imigrantes italianos após a Segunda
Guerra Mundial.
103) MEIO AMBIENTE NO BRASIL: AVANÇOS E
OBSTÁCULOS PÓS-RIO-92, de Aspásia Camargo e outros. São
Paulo, Estação Liberdade, 2002. 416p. ISBN 85-74480-61-4
Avalia os resultados da Eco-92 o que mudou e o que ainda precisa ser mudado
em vista dos objetivos propostos. Três partes compõem o livro:
um balanço geral da situação do ambiente no Brasil; 6 artigos
sobre e implementação de acordos firmados durante a conferência
do Rio; e um painel sobre temas ligados à questão ambiental.
104) MESTRE BIMBA: CORPO DE MANDINGA, de Muniz
Sodré. Rio de Janeiro, Manati, 2002. 112p ISBN 85-86218-13-8
Conta de Mestre Bimba, criador da capoeira regional e reconhecido internacionalmente
como uma das figuras mais importantes dessa arte, que é parte importante
da cultura brasileira.
105) NEM SOLDADOS NEM INOCENTES: JUVENTUDE E TRÁFICO
DE DROGAS NO RIO DE JANEIRO, de Otávio Cruz Neto, Marcelo Rasga Moreira
e Luiz Fernando Mazzei Sucena. Rio de Janeiro, Ed. Fundação Oswaldo
Cruz, 2002. ISBN 85-85676-99-X
Trabalho investigativo amplo e profundo sobre a questão do crescimento
da inserção de adolescentes no universo do tráfico de drogas,
analisando as razões - históricas e desde a sua origem - que levam
o envolvimento dos jovens com o perigoso, ilegal e sedutor mercado ilícito
no Rio de Janeiro.
106) NOVA DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO: UM
OLHAR VOLTADO PARA EMPRESA E A SOCIEDADE, de Helena Hirata. São Paulo,
Boitempo, 2002. 336p. ISBN 85-85934-90-5
Aborda questões como a exploração do trabalho assalariado,
opressão do masculino sobre o feminino, após pesquisas realizadas
no Brasil, na França e no Japão.
107) OS OPERÁRIOS E A COLMÉIA: TRABALHO
E ETNICIDADE NO SUL DO BRASIL, de Regina weber. Ijuí. RS, Ed.UNIJUÍ,
2002. 280p. ISBN 85-74292-16-8
Enfoca os trabalhadores fabris de Ijuí, Rio Grande do Sul, município
que se originou de um núcleo de colonização européia,
principalmente alemã, nas décadas de 1930 e 1940, quando a cidade
passava por um processo de industrialização.
108) OS SIGNIFICADOS DA AMIZADE - DUAS VISÕES
DE PESSOA E SOCIEDADE, de Cláudia Barcellos Rezende. Rio de Janeiro,
Ed. FGV, 2002. 168p. ISBN 85-22503-81-8
Levanta questões interessantes sobre as relações pessoais
no mundo contemporâneo, analisando os significados da amizade em duas
importantes metrópoles: Rio de Janeiro e Londres, heterogêneas
e diversificadas em termos socioculturais.
109) O USO RITUAL DA AYAHUASCA, org, de Beatriz
Caiubi Labate e Wladimyr Sena Araújo. Campinas, SP, Mercado de Letras/FAPESP,
2002. 690p. ISBN 85-85725-91-5
Artigos apresentados no I Congresso sobre o Uso Ritual da Ayahuasca, realizado
na Universidade Estadual de Campinas, em 1997. A ayahuasca é uma bebida
que saiu do âmbito das sociedades indígenas amazônicas, para
se difundir entre seringueiros em cultos no interior da floresta ou também
entre os vegetalistas amazônicos, seja na forma de diferentes religiões
urbanas espalhadas pelo Brasil e, mais recentemente, por outros países
do mundo.
Vide também: 7, 9, 16, 21, 34, 35, 41, 44 e 61