Sociedade

183 - ABRINDO OS BAÚS, por Tanya Pitanguy de Paula.  Belo Horizonte, Autêntica, 2000.  168p.
Trata da formação do homem mineiro, comparando os contrastes das culturas de 2 cidades mineiras: Curvelo e Diamantina, uma nas Minas e outra nas Gerais.

184 - AFRO-DESCENDENTE: identidade  em construção, por Ricardo Franklin Ferreira.  Rio de Janeiro, Pallas/Educ, 2000.  288p.
Tese de Doutorado em psicologia, trata da desvalorização da cultura africana frente à européia, resultando em uma auto-imagem negativa que alimento o processo de exclusão. Estuda as possibilidades de “construção de uma identidade afrocentrada”, que supere os danos do preconceito racial à auto-estima e também oferece subsídios para uma afirmação positiva e o exercício da cidadania pelo negro no Brasil.

185 - CIDADE CERZIDA: a costura da cidadania no morro de Santa Marta, por Adair Rocha.  Rio de Janeiro, Relume Dumará, 2000.  142p.
Tomando como base o exemplo da comunidade do morro de Santa Marta, o autor quer quebrar a imagem de que favela é apenas violência, criminalidade, tráfico e drogas, tornando entendível aos leitores os complexos elos entre o morro e o “asfalto”, apoiado nos mais de 15 anos de convivência como os moradores dessa favela.

186 - COZINHA BRASILEIRA (com recheio de história), por Ivan Alves filho e Roberto Di Giovani.  Rio de Janeiro, Revan, 2000.  128p. ilust.
Livro bonito e ilustrado, traz a receita dos mais conhecidos e melhores pratos da cozinha típica brasileira, suas histórias, origens e cultura nos hábitos populares.

187 - A DERRADEIRA GESTA: Lampião e nazarenos guerreando no sertão, por Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros.  Rio de Janeiro, Mauad/FAPERJ, 2000.  364p.
Autora, em permanente desafio no entendimento do cangaço, coloca em debate antigas e novas formulações sobre o tema. Analisa a história de uma vila no sertão nordestino – Nazaré, que se bateu contra o cangaceiro Lampião e seu bando durante 19 anos.

188 - DESAFIO METROPOLITANO: um estudo sobre a problemática sócio-espacial das metrópoles brasileiras, por Marcelo Lopes de Souza.  Rio de Janeiro, Bertrand do Brasil, 2000.  368p.
Escrito para  geógrafos, arquitetos, urbanistas e sociólogos, entre outros especialistas da área. Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Recife são estudadas quanto a violência, tráfico de drogas, conflitos sócio-ambientais, crise dos movimentos sociais urbanos e a ingovernabilidade urbana.

189 - ESPELHO ÍNDIO: a formação da alma brasileira, por Roberto Gambini.  São Paulo, Axis Mundi/Terceiro Nome, 2000.  192p. ilust.
O autor, cientista social e psicanalista junguiano, faz um “flash back” na história e chega à imagem que o europeu colonizador formou o índio nativo – e vice-versa – desde o momento do primeiro encontro. “O português não estava interessado na alma indígena mas no corpo da índia e no braço escravo do mando dela”. As 100 imagens do livro tentam reconectar a linguagem perdida da alma.

190 - ESCRAVIDÃO E CIDADANIA NO BRASIL MONÁRQUICO, por Hebe Maria Mattos.  Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000.
Traça um paralelo original entre intelectuais negros e escravidão.

191 - A HIERARQUIA DAS RAÇAS: negros e brancos em Salvador, por Jeferson Bacelar.  Rio de Janeiro, Pallas, 2000.
Aborda a presença hierarquisada dos grupos raciais e étnicos na sociedade baiana, revelando e desmistificando os mitos da democracia racial e o ideal de branqueamento, mostrando a discriminação e a desigualdade vigentes na cidade mais negra do Brasil. Apóia o esforço para compreender essa questão nacionalmente.

192 - HISTÓRIAS DE FAMÍLIA ENTRE A ITÁLIA E O BRASIL: depoimentos, org. por Ângela de Castro Gomes.  Niterói, Muiraquitã, 1999.
Reconstituição da trajetória de famílias que vieram da Calábria, região Sul da Itália, depois da II Guerra Mundial para a região de Niterói, estado do Rio de Janeiro, através de depoimentos orais. Ilustrado com fotos.

Promoção193 - KAPOTO: laudo antropológico, por Vanessa Rosemary Lea.  Campinas, UNICAMP/IFCH, 1997.  201p. ilust. fotos, mapas.
Área indígena habitada pelos índios Mebengokre e Juruna, foi amputada pela construção da estrada BR-80, no início da década de 70. Depois foi reconhecida como área indígena. A obra mostra a diversidade das linguagens jurídica e antropológica, uma estabelecendo um limite territorial e outra compreendendo o modo de vida indígena. A autora, inglesa, é doutora em Antropologia e professora na UNICAMP.

194 - MULHERES NO BRASIL: nossas marcas e mitos, por Marisa Belém.  São Paulo, Escuta, 2000.  228p.
Pesquisa sobre a sexualidade feminina, feita por uma mulher, como sugeriu Freud.

195 - O QUE ACONTECEU, ACONTECEU, por Jacó Guinsburg.  São Paulo, Ateliê Editorial, 2000.  208p. ilust.
O autor, consagrado ensaísta, mestre, tradutor, editor da Perspectiva e professor da Universidade de São Paulo, conta a saga dos imigrantes judeus em seu processo de adaptação no Brasil. Em 28 textos curtos, apresenta uma diversidade de gêneros que vão do conto curto ao conto-quase novela.

196 - O QUE É SER BRASILEIRO, por Carmen Backes.  São Paulo, Escuta, 2000.  168p.
Originalmente dissertação de Mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde a autora afirma que seu trabalho é resgatar, na história, imagens da identidade nacional, afastando-as de explicações causais já estabelecidas.

197 - OUTROS 500: uma conversa sobre a alma brasileira, por Lucy Dias e Roberto Gambini.  São Paulo, Ed. SENAC, 2000.  228p.
Trata dos estigmas que pesam sobre o país e seus complexos de inferioridade, deixando o caminho livre para aceitar – sem restrições – o sincretismo religioso do brasileiro e resgatar a alma ancestral.

198 - OS POVOS DO ALTO XINGU: história e cultura, org. por Bruna Franchetto e Michael Heckenberger. Rio de Janeiro, Ed. da UFRJ, 2000.  493p.
Os 15 ensaios reunidos foram objeto de pesquisa de antropologia cultural entre as 9 etnias do Alto Xingu, no estado de Mato Grosso, em plena Amazônia meridional.  Os povos que habitam o Parque Nacional do Xingu (criado em 1961, como a primeira reserva indígena do Brasil) tem papel importante na história das sociedades indígenas formadoras da nacionalidade brasileira.

199 - PRAIA DE IPANEMA, por Théo-Filho.  Rio de Janeiro, dantes, 2000.  290p.
Reedição da obra escrita nos anos 30, interessa hoje mais pelo seu valor documental do que pelos seus méritos literários. Descreve uma época ainda pouco estudada, em que o Rio de Janeiro e Brasil – dos anos 10 e 20, de tantas transformações urbanas e sociais, com uma elite jovem, atrevida e disposta a tudo.

200 - SOCIEDADE BRASILEIRA: uma história através dos movimentos sociais II, por Rubim de Aquino e outros.  Rio de Janeiro, Record, 2000.  924p.
Abrange da crise da escravidão, no fim do século passado, até os dias recentes, contando a história do Brasil a partir das manifestações sociais, mostrando que o povo – e não os marechais, princesas, imperadores ou políticos – é o verdadeiro herói brasileiro, dando a conhecer um Brasil de todos – e não apenas de poucos.

201 - A SOCIEDADE DIGITAL, por Frederico O. Lima. Rio de janeiro, Qualitymark, 2000.  172p.
Trata das tranformações provocadas pela tecnologia na sociedade, cultura e organizações.

202 - SOCIEDADES IBERO-AMERICANAS: reflexões e pesquisas recentes, org. por Arno Álvares Kern. Porto Alegre, EIPUCRS, 2000.  (Coleção História, 35).  396p.
Conferências apresentadas no Congresso Internacional de Estudos Americanos, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, em novembro/1999, sobre  história das sociedades ibéricas e americanas, com ênfase especial daquelas do Rio da Prata e brasileira.

203 - A SAGA DA COMIDA, por Gabriel Bolaffi.  Rio de Janeiro, Recordd, 2000.  714p.
Abrange mais de 500 anos e também além do Brasil, num relato da história do alimento, voltando-se para as raízes e as peculiaridades da alimentação. Aí estão receitas bem brasileiras, como as que derivam do milho verde.

204 - TIRANDO A MÁSCARA,  org. por Antonio Sérgio A. Guimarães e Lynn Huntley.  São Paulo, Paz e Terra, 2000.  434p.
Coletânea de ensaios procura mostrar que a chamada “democracia racial” no Brasil esconde e intensifica os preconceitos, e que o negro continua longe das prioridades nacionais e das políticas afirmativas para eles. Esses artigos fazem parte d Projeto da Iniciativa das Relações Humanas Comparadas, patrocinado pela Southern Education Foundation de Atlanta, Georggia, USA.

205 - URI E WAXI: estudos interdisciplinares dos Kaingang, org. por Lúcio T. Mota, Francisco S. Noelli e Kimie Tommasino.  Londrina, Ed. UEL, 2000.  378p. ilust.
Resultados mais recentes de um grupo de pesquisadores das Universidades de Londrina, Maringá, UNICAMP e Federal de Santa Catarina, reunidos no Grupo Interdisciplinar sobre os JÊ do Sul. Mostra as principais reflexões nas áreas de arqueologia, história, antropologia, lingüística, educação indígena e arquitetura Kaingang, que vêm contribuindo para a renovação da produção acadêmica sobre os povos indígenas do sul do Brasil.

Vide também : 3, 5, 32, 89, 98, 101, 103, 123, 139, 142, 182, 210, 213

 Artes | Biografias | Comunicação | Direito | Economia | Educação | Esportes | Filosofia | Fotografia
Generalidades | História | História da Ciência | Língua Portuguesa | Literatura | Música
Política | Referência | Religião | Revistas | Viagens