
94) À MARGEM DOS 500 ANOS: REFLEXÕES
IRREVERENTES, org. de Maria Ligia Prado. São Paulo, Ed. USP, 2002. 265p.
ISBN 85-31406-53-6
Síntese dos debates realizados no Seminário da USP: "Á
Margem dos 500 Anos", ocorridos em 1999 e 2000. Assume uma perspectiva
oposta àquela das comemorações oficiais. O objetivo foi
abrir espaço para a reflexão crítica sobre questões
fundamentais da sociedade brasileira, a cargo de pesquisadores como Antonio
Candido, João Adolfo Jansen, Olgária Matos, etc.
95) AMOR NA INTERNET, de Alice Sampaio. Rio de
Janeiro, Record, 2002. 352p. ISBN 85-01062-33-2
Muitos conhecem e já viveram histórias de amor via Internet. A
autora passou um ano e meio em salas de bate-papo e "sites" de encontros
para tentar descobrir como funciona o namoro na rede e o que pensam as pessoas
que freqüentam esses ambientes virtuais. Aqui vão 18 histórias
vividas por ela, das mais diferentes, refletidas por especialistas, que dão
pistas para uma realização cyber-amorosa.
96) ANIMA BRASILIS - IDENTIDADE CULTURAL E EXPERIÊNCIA
RELIGIOSA, de Ênio Brito. São Paulo, Olho d'Água, 2002.
130p. ISBN 85-85428-63-5
Estudo que busca compreender a alma do Brasil, a partir do olhar do sociólogo,
do historiador e do psicanalista.
97) A BUSCA DE UM CAMINHO PARA O BRASIL: A TRILHA
DO CÍRCULO VICIOSO, de Hélio Santos. São Paulo, SENAC,
2002. 462p. ISBN 85-73592-34-6
O racismo é examinado aqui, mostrando como o negro e o negro-mestiço
voltam sem cessar aos mesmos constrangimentos, prisioneiros de um círculo
vicioso. Introduz conceitos como o da "tecnologia da inclusão",
instrumento para desenvolver e implementar "políticas massivas de
inclusão", formando passos do caminho que conduz à unificação
dos dois "Brasis" descritos pelo autor.
98) CAUSA MORTIS: HOMOFOBIA; VIOLAÇÃO
DOS DIREITOS HUMANOS E ASSASSINATO DE HOMOSSEXUAIS NO BRASIL - 2000, de Luiz
Mott e Marcelo Cerqueira. Salvador, BA, Ed. Grupo Gay da Bahia, 2001. 166p.
ilust. fotos p/b tab. graf. Não tem ISBN
Trata dos principais episódios de ódio contra homossexuais registrados
no Brasil no ano 2000, comprovando que a "homofobia" perpassa todos
os segmentos da sociedade brasileira, dos mais cultos aos mais ignorantes, chegando
mesmo à morte, praticada às vezes com requintes de crueldade.
99) CIDADANIA NEGADA: POLÍTICAS DE EXCLUSÃO
NA EDUCAÇÃO E NO TRABALHO, org. de Pablo Gentili e Gaudêncio
Frigotto. 2.ed. São Paulo, Cortez, 2001. 279p. ISBN 85-24908-03-3
Reúne estudos que analisam as condições de exclusão
social produzidas na educação e no trabalho no capitalismo contemporâneo.
100) CULTURA PÚBLICA: A ORGANIZAÇÃO
POLÍTICA DO SONHO, de Jorge da Cunha Lima. São Paulo, SENAC, 2001.
352p.
ISBN 85-73592-41-9
Coletânea de debates que põe no centro a questão da cultura
pública, com seus dilemas e aspirações, traçando
os rumos da vida cultural do Brasil no século 20, com projeção
para o 21. Textos de Elis Regina, Oswald de Andrade, Tancredo Neves, Paulo Emílio
Sales Gomes, Samuel Wainer, etc.
101) DIRETO DA SELVA, de Clester Cavalcanti. São
Paulo, Geração, 2002. 256p. ISBN 85-75090-47-X
Aventuras de um repórter durante o período em que foi correspondente
da revista "Veja" na Amazônia, apresentando aos leitores essa
região nua e crua, e não aquela que é mostrada em enciclopédias.
O autor ganhou o prêmio de Melhor Reportagem Ambiental da América
do Sul, em 1999, dado pela Reuters e pela The World Conservation Union.
102) DOS SUBTERRÂNEOS DA
HISTÓRIA: AS TRABALHADORAS DAS MINAS DE CARVÃO DE SANTA CATARINA
(1937-1964), de Carlos Renato Carola. Florianópolis, SC,Ed. UFSC, 2002.
262p. ISBN 85-32802-21-4
Traz à superfície a emocionante realidade das mulheres que trabalharam
nas minas de carvão e mais do que testemunhar documenta e enaltece a
mulher em sua luta diária pela sobrevivência, em condições
fortemente hostis e pela defesa de sua dignidade.
103) EXPRESSÕES DA IDENTIDADE BRASILEIRA,
de Fábio Lucas. São Paulo, EDUC, 2002. 216p. ISBN 85-28302-16-4
O autor, com 40 obras publicadas e 50 anos de docência, analisa o drama
do homem brasileiro e suas aporias, ante o autoritarismo interno e a presença
massiva das determinações imperialistas sobre a nossa produção
material e intelectual.
104) IDENTIDADES FRAGMENTADAS: A CONSTRUÇÃO
DISCURSIVA DE RAÇA, GÊNERO E SEXUALIDADE EM SALA DE AULA, de Luiz
Paulo da Moita Lopes. Campinas, SP, Mercado de Letras, 2002. 232p. (Coleção
Letramento, Educação e Sociedade).
ISBN 85-85725-86-9
Nenhuma questão tem chamado mais atenção nas Ciências
Humanas nos tempos atuais, do que a temática da identidade social. Esse
livro relata a investigação de cunho etnográfico sobre
como, nas práticas discursivas na escola, aprende-se a se constituir
como seres sociais, focando as identidades sociais de raça, gênero
e sexualidade.
105) IMIGRANTES MASCATES E DOUTORES,
de Meir Kucinski. São Paulo, Ateliê, 2002. 256p. ISBN 85-74801-07-0
Escritos em iídiche e produzidos num ambiente cultural intenso e espantoso,
têm agora sua primeira tradução em português. O autor,
judeu nascido na Polônia (1904-1976) veio para o Brasil em 1935. Professor
conta sobre imigrantes judeus na primeira metade do século 20, vindos
da Europa Oriental, que se tornaram populares na figura dos mascates, com seus
dramas, angústias e sonhos em seu novo país.
106) A INVENÇÃO DO "SER NEGRO":
UM PERCURSO DAS IDÉIAS QUE NATURALIZARAM A INFERIORIDADE DOS NEGROS,
de Gisleine Aparecida dos Santos. São Paulo, EDUC/FAPESP: Rio de Janeiro,
Pallas, 2002. 176p. ISBN 85-28302-39-3
Doutora pela Universidade de São Paulo e professora na Universidade Estadual
Paulista mostra como "ser negro" significou - e ainda significa -
ser inferior aos demais membros da sociedade, discutindo sobre o futuro do negro
e sua inserção em nossa sociedade.
107) MULHERES NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: ENTRE
O TRABALHO E A CULTURA, de Ligia T. L. Simonian. Belém, PA, Ed. UFPA/NAEA,
2001. 270p. ilust. fotos color. ISBN 85-71430-16-0
Pós-Doutora em Antropologia pela City University of New York e professora
o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal
do Pará, apresenta pesquisa de mais de 10 anos com o cotidiano das trabalhadoras
da região Amazônica. São seringueiras, castanheiras, agriculturas,
artesãs, quebradeiras-de-côco, que vem sendo discriminadas e carregam
sobre si os constrangimentos sociais e culturais do gênero feminino.
108) NU E VESTIDO: 10 ANTROPÓLOGOS REVELAM
A CULTURA DO CORPO CARIOCA, org. de Mirian Goldenberg. Rio de Janeiro, Record,
2002. 420p. ISBN 85-01062-60-X
Aborda diferentes visões sobre a valorização e transformação
do corpo, a democratização da cirurgia estética, o uso
de anabolizantes, o comportamento de homens e mulheres nas praias e nas academias
de ginástica. Pesquisa diversas áreas da antropologia brasileira
do final do século 20 ao início do 21, do corpo carioca nas camadas
médias urbanas.
109) PARINDO UM MUNDO NOVO: JANETE CAPIBERIBE E
AS PARTEIRAS DO AMAPÁ, org. de Nilson Moulin e Luiza Jucá. São
Paulo, Cortez, 2002. 150p. ISBN 85-24908-46-7
Na Amazônia uma figura muito comum é a da parteira, que vai às
casas das mulheres grávidas ajuda-las a ter seu filho. A primeira-dama
do estado do Amapá e também deputada estadual Janete Capiberibe
criou o "Projeto Parteiras Tradicionais do Amapá", em 1995,
pagando meio salário-mínimo por mês para que elas vão,
caminhando ou de barco, a lugares remotos, para trazer à vida os pequenos
caboclinhos da Amazônia. Esse Projeto conta com parceiros como a UNICEF,
o Ministério da Saúde e Organizações Não-Governamentais
do Brasil e do exterior. O livro relata a história do Projeto e traz
depoimentos de 62 das 1.500 parteiras participantes do programa.
110) O QUE É VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER,
de Mônica de Melo e Maria Amélia de Almeida Teles. São Paulo,
Brasiliense, 2002. 120p. ISBN 85-11000-63-1
As autoras, professoras de Direito e fundadoras da Organização
Não-Governamental "Oficina dos Direitos da Mulher", introduzem
o tema para que o público se descubra como agente fundamental no processo
de eliminação da violência contra a mulher, conhecida também
como violência de gênero.
111) RITA, RITINHA APRENDENDO A AMAR, de Rita Ruschel,
São Paulo, Agora, 2002. 222p. ISBN 85-71837-97-X
A autora faz relato real dos descaminhos e da incompreensão que marcaram
sua trajetória como filha de pai alcoólico, onde além do
relato de dor e sofrimento, há espaço para ironia, inteligência,
humor e esperança.
112) SÃO SEBASTIÃO:
TRANSFORMAÇÕES DE UM POVO CAIÇARA, de Rosangela Dias da
Ressurreição. São Paulo, USP/Humanitas, 2002. 254 p. ilust.
encadernado com sobrecapa (Coleção: Memória dos Municípios
Brasileiros, 1).
ISBN 85-75060-53-8
São Sebastião é um município litorâneo do
estado de São Paulo que guarda histórias de piratas, ouro, naufrágios
na época do Brasil colonial e cujos habitantes vivem da pesca e do artesanato.
113) SUSTENTÁVEL MATA ATLÂNTICA: A
EXPLORAÇÃO DE SEUS RECURSOS FLORESTAIS, de Luciana Lopes Simões
e Clayton Ferreira Lino. São Paulo, SENAC, 2002. 215p. ISBN 85-73592-44-3
Livro organizado por engenheira florestal e por arquiteto, fotógrafo
e espeleólogo, propõe a exploração do manejo sustentável
da Mata Atlântica e fornece subsídios para a adoção
de uma nova política em seu benefício - e no benefício
do país.
114) UM OUTRO OLHAR: O MUNDO ÁRABE E O ISLÃ
ATRAVÉS DA NOVELA "O CLONE", de vários autores. São
Paulo, Globo, 2002. 75p. ilust. fotos color. ISBN 85-25034-86-X
Apresenta o mundo árabe e a religião muçulmana através
da novela "O Clone", mostrando como essas duas culturas muitas vezes
se confundem. Mostra também as contribuições árabes
e islâmicas para o mundo nas áreas de arquitetura, ciência,
arte, literatura, culinária, dança e música. Aborda também
a clonagem, tema no qual a novela é baseada.
115) UM PEQUENO GRANDE MUNDO, de João Carlos
Tedesco. Passo Fundo, RS, Ed, UPF, 2001. 114p. ISBN 85-86010-96-0
Analisa a dinâmica de manutenção, redefinição
e ruptura da estrutura familiar do colono italiano no sul do Brasil. Mostra
os vínculos entre tradição e modernidade expressos na óptica
do trabalho do colono, no seu cotidiano familiar, nas técnicas do lar,
na organização patriarcal e na integração com o
capital industrial.
116) VALE DOS ÍNDIOS; VALE DOS IMIGRANTES,
de Maria do Carmo R. K. Goulart e Nilson César Fraga. Blumenau, SC, Cultura
em Movimento, 2000. 245p. ilust. fotos p/b, mapas, documentos. Não tem
ISBN
Os autores, mestres em Geografia, residiram na Reserva Indígena Duque
de Caxias com os índios Xokleng, no Vale do Itajaí, no estado
de Santa Catarina. Aqui vai um estudo dessa comunidade quando da construção
da Barragem Norte.
117) VIOLÊNCIA CONTRA MULHER - UM NOVO OLHAR,
de Alzira Rufino. Santos, Casa de Cultura da Mulher Negra, 2001. 210 p. ilust.
21x27cm. Não tem ISBN
Traz modelos de protocolos e capacitação sobre saúde doméstica
e também os Anais do Seminário Nacional "Saúde, Mulher
e Violência Intrafamiliar".