
100) ALÉM DO APENAS MODERNO, de Gilberto
Freyre. 2.ed. Rio de Janeiro, Topbooks, 2001. 314p. (Coleção Gilbertiana).
ISBN 85-74750-33-6
Reedição do livro escrito em 1973, esgotado há muitos anos,
em momento pessoal e intelectual de Freyre. Aos 70 anos de idade, ele tinha
esgotado a análise de questões-chaves da sociologia, se permitindo
chegar à futurologia. Em tom de aconselhamento e com segurança,
ia imaginando o impacto da modernização sobre as sociedades futuras.
101) ANTROPOLOGIA E HISTÓRIA - DEBATE EM
REGIÃO DE FRONTEIRAS, org. de Lilia Moritz Schwarcz e Nilma Lino Gomes.
Belo Horizonte, MG, Autêntica, 2001. 194p. ISBN 85-86583-84-7
Além do desafio de aprofundar e conhecer melhor as relações
estabelecidas entre antropologia e história, as reflexões aqui
apresentadas mostram que regiões de fronteiras entre ciências são
locais intermediários e de difícil definição. Textos
sobre Gilberto Freyre, Sílvio Romero, migrantes bolivianos em São
Paulo, os negros Kalungas no quilombo, etc.
102) BRASIL SOCIEDADE PLURAL, de Miguel Reale.
Rio de Janeiro, Expressão e Cultura, 2002. 112p. ISBN 85-20802-88-5
Livro de eminente jurista, filósofo, professor universitário e
escritor, que corresponde a mais uma de suas contribuições no
sentido de que se deve assumir plenamente a identidade nacional da cultura brasileira.
Aborda o pluralismo da cultura nacional, aqui incluindo uma conferência
sobre Gilberto Freyre.
103) A CASA DO DELÍRIO: REPORTAGEM NO MANICÔMIO
JUDICIÁRIO DE FRANCO DA ROCHA, de Douglas Tavolaro. São Paulo,
SENAC, 2002. 192p. ISBN 85-73592-39-7
O manicômio judiciário da cidade de Franco da Rocha, na metrópole
de São Paulo, foi inaugurado em 1933 e continua sendo o maior abrigo
de doentes mentais criminosos do Brasil. Foi considerado nos anos 50 um dos
mais importantes hospitais-presídio da América Latina, na vanguarda
dos estudos psiquiátricos, mas a partir da década de 60 tornou-se
um "depósito de loucos". O autor colheu depoimentos e narras
fatos impactantes da "rotina" insana desse hospital-prisão.
104) CIDADANIA E EXCLUSÃO:
BRASIL 1937-1945, de Adriano Luiz Duarte. Florianópolis, SC, Ed. UFSC,
2000. 341p.
ISBN 85-32801-53-6
Discute as experiências sob a ditadura do Estado Novo, bem como as estratégias
do poder público que definiam os contornos daquilo que era aceitável
e a exclusão do que não estivesse de acordo com o projeto de construção
do Estado Nacional. Discussão feita pela ótica dos excluídos
que revela o ardil de um projeto que produz a exclusão social no mesmo
movimento que nomeia os direitos e a cidadania.
105) COISAS PARA O POVO NÃO FAZER - CARNAVAL
EM PORTO ALEGRE (1870-1915), de Alexandre Lazzari. Campinas, SP, Ed. UNICAMP,
2002. 250p. ISBN 85-26805-53-3
Resultado de extensa pesquisa, o livro se destina a interessados não
apenas na trajetória do Carnaval no Brasil e na história social
de Porto Alegre, mas também aos que buscam compreender com o choque social
está entremeado por identidades diversas, culturas e tradições.
106) CULTURA E IDENTIDADE - PERSPECTIVAS INTERDISCIPLINARES,
org. de Joanildo Burity. São Paulo, DPA,2002. 192p. ISBN 85-74901-17-2
Enfoca o tema das identidades culturais, pessoais e coletivas, em textos escritos
por pesquisadores da Fundação Joaquim Nabuco e das Universidades
Federais de Alagoas e Pernambuco. Busca explorar, não apenas diferentes
disciplinas, como a sociologia, política, história, crítica
literária, psicologia social, mas cada uma em aberto diálogo interdisciplinar.
107) DOS SUBTERRÂNEOS DA HISTÓRIA:
AS TRABALHADORAS DAS MINAS DE CARVÃO DE SANTA CATARINA (1937-1964), de
Carlos Renato Carola. Florianópolis, SC, Ed. UFSC, 2002. 262p. ilust.
ISBN 85-32802-21-4
Traz à superfície a emocionante realidade das mulheres que trabalharam
nas minas de carvão. Mais que um testemunho, é um documento que
enaltece a mulher em sua luta diária pela sobrevivência, em condições
fortemente hostis e pela defesa de sua dignidade.
108) FAVELAS E CORTIÇOS - ANÁLISE
DE UMA EXPERIÊNCIA., de Antonio Cláudio Moreira Lima. São
Paulo, FUPAM, 2001.
ISBN 85-88126-01-X
Resultado de estudo que leva a refletir sobre a realidade total da metrópole
paulistana, tanto aquela que integra o seu cotidiano, como a que produz distintas
formas de morar na cidade, onde metade da população mora de forma
irregular.
109) HIDRELÉTRICAS E POPULAÇÕES
LOCAIS, de Maria José Reis e Neusa Maria Sens Bloemer. Florianópolis,
SC, Ed. da UFSC/Cidade Futura, 2001. 200p. ilust.
Relata sobre os impactos causados com a implantação de usinas
hidrelétricas nas populações e localidades cujas condições
e história de vida são radicalmente modificados.
110) IDENTIDADES E REPRESENTAÇÕES
NA CULTURA BRASILEIRA, de Rita Olivieri-Godet e Lúcia de Souza. João
Pessoa, PB, Idéia, 2001. ISBN 85-76867-69-1
Trabalhos apresentados no V Congresso da BRASA (Brazilian Studies Association)
de 2000, em Recife, PE., nas mesas apresentadas por Rita Olivieiri-Godet, da
Coordenação européia do evento. A professora Lúcia
de Souza é da Universidade do Estado da Bahia. Fazem parte do livro estudos
sobre a terra como paradigma identitário na cultura brasileira; expressões
do Nordeste na literatura brasileira e identidade, memória e representações
étnicas e culturais do Brasil.
111) O ÍNDIO NA HISTÓRIA DO BRASIL:
O POVO TENETEHARA EM BUSCA DA LIBERDADE, de Mércio Pereira Gomes. Petrópolis,
Vozes, 2002. 631p ilust. 16x23cm ISBN 85-32626-23-8
O autor, com PhD em Antropologia e vários livros publicados, foi professor
na UNESP, UNICAMP, UERJ e Macalestes (USA) e atualmente está na Universidade
Federal Fluminense. Conta a saga do povo Tenetehara, desde sua escravidão,
no Brasil colônia, nos estados do Maranhão e Grão-Pará,
até serem missionizados, cristianizados, africanizados, etc. Fizeram
uma das rebeliões da história do Brasil há mais de 100
anos atrás e hoje, com sua população em ascensão,
buscam um novo destino.
112) O JOGO DAS DIFERENÇAS - O MULTICULTURALISMO
E SEUS CONTEXTOS, de Luiz Alberto Oliveira Gonçalves e Petronília
B. Gonçalves e Silva. Belo Horizonte, MG, Autêntica, 2001. 150p.
ISBN 85-86583-19-7
Explica sobre o direito à diferença e busca compreender, na cena
social, os diversos significados de multiculturalismo, observando conceitos
como "discriminação", "preconceito" e "politicamente
correto".
113) MARCAS DA CATÁSTROFE:
EXPERIÊNCIA URBANA E INDÚSTRIA CULTURAL EM RUBEM FONSECA, JOÃO
GILBERTO NOLL E CHICO BUARQUE, de Edu Teruki Otsuka. São Paulo, Nankin,
2001. 224p. ISBN 85-86372-34-X
Os romances aqui estudados - O Caso Morel, Rastros de Verão e Estorvo,
respectivamente de Fonseca, Noll e Buarque, tem em comum a vida urbana contemporânea
no Brasil, com o isolamento e a alienação ligados ao desenvolvimento
dos centros urbanos e às transformações materiais da existência.
114) OS MENINOS E A RUA, de Tânia Ferreira.
Belo Horizonte, MG, Faculdade de Ciências Humanas da Fundação
Mineira de Educação e Cultura/Autêntica, 2001. 130p. ISBN
85-75260-14-6
Aborda a inclusão de crianças e adolescentes "de rua"
no processo de cidadania.
115) O MITO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL:
MEIO AMBIENTE E CUSTOS SOCIAIS NO MODERNO SISTEMA PRODUTOR DE MERCADORIAS, de
Gilberto Montibeller Filho. Florianópolis, SC, Ed. UFSC, 2001. 306p.
O autor analisa o papel do movimento ambientalista e, a partir de evidências
empíricas e suas tendências, verifica as perspectivas de concretização
do novo paradigma sociopolítico e científico no mundo capitalista.
116) MULHER - PRODUTO COM DATA DE VALIDADE, de
Margareth de Mello Ferreira dos Reis. Rio de Janeiro, O Nome da Rosa, 2002.
136p. ISBN 85-86872-21-0
A autora mostra o quanto a repetição da mesma função
da mulher ao longo da história (na posição da mulher-objeto),
a perpetuação da supremacia masculina e a banalização
da sexualidade têm causado prejuízo aos homens, às mulheres
e ao seu relacionamento. Analista também o quanto a erotização
intensa e precoce tem interferido no desenvolvimento normal das crianças
e no empobrecimento do feminino.
117) MULHERES QUE ABREM PASSAGEM, de Julio Lobos.
São Paulo, Instituto da Qualidade, 2002. 300p. ISBN 85-90094-32-4
Livro sobre mulheres brasileiras bem sucedidas e formadoras de opinião,
trazendo mais de uma centena de depoimentos de empresárias, executivas
de empresas privadas multinacionais ou estatais, diretoras de organismos internacionais,
além de uma análise da escalada da mulher no mundo dos negócios.
118) O MUNDO INACABADO, org. de Marco Antonio Gonçalves.
Rio de Janeiro, Ed. UFRJ, 2001. ilust. ISBN 85-71082-40-5
Professor de Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro reúne
estudos sobre os pirahãs, povo indígena da Amazônia, cujo
universo não é criado por pensamentos abstratos, mas sim constantemente
reinventado por meio da performance dos Xamãs.
119) UM OUTRO OLHAR: O MUNDO ÁRABE E O ISLÃ
ATRAVÉS DA NOVELA "O CLONE". Rio de Janeiro, Globo, 2002. 75p.
ilust. ISBN 85-25034-86-X
Apresenta o mundo árabe e a religião muçulmana através
da telenovela "O Clone", da Rede Globo de Televisão. Mostra
como estas duas culturas muitas vezes se confundem. Traz fotos do Marrocos.
Mostra as contribuições árabes e islâmicas para o
mundo nas áreas de arquitetura, ciência, arte, literatura, culinária,
dança e música. As páginas finais abordam o tema clonagem,
no qual a novela é baseada.
120) REMEMÓRIA: ENTREVISTAS SOBRE O BRASIL
DO SÉCULO XX, de várias autores. São Paulo, Ed. Fundação
Perseu Abramo, 2001. 424p. ISBN 85-86469-06-8
Resgata importantes testemunhos sobre a história dos movimentos sociais
no Brasil, com depoimentos de Paulo Freire, Florestan Fernandes, Goffredo Silva
Telles Junior, Betinho, D. Pedro Casaldáliga, Antonio Candido, etc.
121) SEM LIBERDADE, SEM DIREITOS:
PRIVAÇÃO DA LIBERDADE NA PERCEPÇÃO DO ADOLESCENTE,
de Mário Volpi. São Paulo, Cortez, 2001. 154p. ISBN 85-24908-01-7
Adolescentes que já foram presos demonstram que essa prisão não
contribuiu para melhorar suas vidas. Mostra que é necessário revisar
as práticas atuais substituindo-as por projetos em que o envolvimento
da comunidade e do próprio adolescente contribuam para aumentar sua participação
na sociedade e não a privação da sua liberdade.
122) SERIAL KILLER: LOUCO OU CRUEL, de Ilana Casoy.
São Paulo, WVC, 2001. 300p. ISBN 85-73860-49-9
Trata-se de uma das primeiras coletâneas organizadas por uma autora brasileira
que faz uma investigação sobre o perfil dos frios e perversos
assassinos e de suas vítimas. Apresenta nomes, casos específicos,
histórias, atos, autos, relação de vítimas, época
dos crimes, mergulhando no universo desses personagens.
123) A SOCIEDADE DOS CHAVÕES, de Cláudio
Júlio Tognolli. São Paulo, Escrituras, 2001. 247p. ISBN 85-75310-15-1
Trata da presença e função do lugar-comum na comunicação.
124) TEORIA DA COMUNICAÇÃO NA AMÉRICA
LATINA: ENFOQUES, ENCONTROS E APROPRIAÇÕES DA OBRA DE VERÓN,
de Alberto Efendy Maldonado Gómez de la Torre. São Leopoldo, RS,
Ed. UNISINOS, 2001. 272p. ISBN 85-74310-90-5
O autor, equatoriano, trabalhou como jornalista no México, Guatemala,
Nicarágua, El Salvador, Panamá, Colômbia e é Doutor
pela Universidade de São Paulo e atualmente é coordenador de pós-graduação
na Universidade do Vale dos Sinos. Nessa obra ele percorre a produção
de Eliseo Verón, autor-paradigma no campo da comunicação
na América Latina.
125) TREVAS NO ELDORADO: COMO OS CIENTISTAS E JORNALISTAS
DEVASTARAM A AMAZÔNIA, de Patrick Tierney. Rio de Janeiro, Ediouro, 2002.
526p. ISBN 85-0007-86-9
Trabalho de pesquisa que narra a história da exploração
dos índios yanomamis e de suas terras por pesquisadores estrangeiros,
jornalistas e antropólogos. Segundo alguns pesquisadores, esses indígenas
foram o primeiro povo a alcançar a América do Sul, vindos do Norte
e são o maior grupo indígena intocado que restou na floresta amazônica.
126) A TV AOS 50: CRITICANDO A TELEVISÃO
BRASILEIRA NO SEU CINQÜENTENÁRIO, org. de Eugênio Bucci. São
Paulo, Ed. Fundação Perseu Abramo, 2001. 201p. ISBN 85-86469-41-6
Textos sobre a história e o papel da televisão no país
desde sua instalação. Traz importantes estudos sobre a participação
cultural e política do mais influente veículo de comunicação
de todos os tempos na formação dos brasileiros.
Vide também: 5, 15, 27, 34, 51, 55, 64, 72 e 96