
102) AFRO-BRASILEIROS HOJE, de Darien J. Davis.
Rio de Janeiro, Selo Negro/Minority Rights Group International, 2001. 140p.
ISBN 85-87478-09-5
O historiador afro-caribenho Dr. Darien J. Davis, diretor de Estudos Latino-americanos
no Middlebury College, em Vermont, USA, incide sobre a sociedade brasileira
e faz um diagnóstico estrangeiro a respeito da população
negra no Brasil, tendo como base levantamentos demográficos, entrevistas,
livros e artigos. Retrata a situação dos afro-brasileiros e demais
brasileiros quanto aos índices de mortalidade infantil, educação,
situação nas áreas rurais, emprego, violência policial.
Publicação feita em parceria também com o GELEDÉS
- Instituto da Mulher Negra, uma das mais importantes ONGs brasileiras.
103) AMAZÔNIA; AMAZÔNIAS, de Carlos
Walter P. Gonçalves. São Paulo, Contexto, 2001. 184p. (Caminhos
da Geografia)
ISBN 85-72441-66-2
Livro que vem para descobrir a Amazônia, fruto de 22 anos de pesquisa
intensa, contribuindo no debate sobre esta fantástica região do
Brasil. Mais do que "Amazônia", são "amazônias"
que se revelam neste estudo ousado e esclarecedor.
104) BRASIL, CIDADES: ALTERNATIVAS PARA A CRISE
URBANA, de Ermínia Maricato. Petrópolis, Vozes, 2001. 210p.
ISBN 85-32626-33-5
Livro que lança luzes sobre as questões da crise urbana, dos territorialmente
excluídos, a participação social no planejamento da cidade,
relacionando o pensamento crítico a novas práticas urbanísticas
de planejamento, gestão e controle nas políticas públicas.
105) CAIÇARA DA LADEIRA DO SOL: O ABUSO
SEXUAL E A PROSTITUIÇÃO INFANTIL NO BRASIL, de Everaldo Botelho
Bezerra. Rio de Janeiro, Razão Cultural, 2001. 268p. ISBN 85-74890-28-6
Denuncia a realidade nua, crua e doída revelando personagens que transitam
na estória chocante dessa chaga existente na sociedade brasileira.
106) CAYAPÓ E PANARA: LUTA E SOBREVIVÊNCIA
DE UM POVO JÊ NO BRASIL CENTRAL, de Odair Geraldin. Campinas, SP, Ed.
UNICAMP, 1997. 200p. ISBN 85-26804-07-3
História do grupo indígena Cayapó nos séculos 18,
19 e 20, que mostrou que os Panara (também conhecidos como Kreen-Akrore)
são atualmente seus descendentes.
107) DOS CORONÉIS À
METRÓPOLE: FIOS E TRAMAS DA SOCIEDADE E DA POLÍTICA EM RIBEIRÃO
PRETO DO SÉCULO XX, de Thomas W. Walker e Agnaldo de Souza Barbosa, trad.
de Mariana Carla Magri. Ribeirão Preto, SP, Palavra Mágica, 2000.
222p. ilust fotos, tab. bibliog. ISBN 85-85997-29-X
Pelos cabarés e cafés de Ribeirão Preto, já uma
rica e pungente cidade do interior de São Paulo no início do século
20, fizeram-se acordos, selaram-se alianças políticas e escolheram-se
presidentes da República, ministros e governadores de estado ou presidentes
das províncias, na época.
108) CUIDADOS PELA VIDA: UM OLHAR
SOBRE SAÚDE E CIDADANIA NO BRASIL; textos de Marcelo Macca; fotos de
Pedro Martinelli, Roberto Linsker e Eduardo Simões. São Paulo,
Terra Virgem, 2001. ISBN 85-85981-21-0
Fartamente ilustrado por Martinelli, Linsker e Simões, o livro é
o 4º volume do "Projeto Cuidados pela Vida" que mobiliza suas
atenções para atos de cidadania e solidariedade na área
da saúde. O livro tem a intenção de mostrar um Brasil que
funciona com poucos recursos e em 15 capítulos, cada um com uma história
diferente, como os que tratam das crianças de rua da Bahia, dos menores
infratores de São Paulo, das parteiras negras Kalungas que vivem entre
a divisa do estado de Goiás e Tocantins, etc.
109) CULTURA POPULAR; TEMAS E QUESTÕES,
de José Ramos Tinhorão. São Paulo, Ed. 34, 2001. 192p.
ISBN 85-73262-18-4
Artigos que abordam diferentes temas e questões sobre a cultura popular
brasileira, que vão da música caipira e sertaneja, circo, cordel,
pastoril, onde o autor nos convida a uma viagem pela história de diversos
gêneros de nossa arte popular, em antigas e novas manifestações.
110) DEMOGRAFIA DA EXCLUSÃO SOCIAL, org.
de Maria Coleta Oliveira. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP, 2001. 194p.
ISBN 85-26805-46-0
Livro resultante das discussões ocorridas durante o Seminário
Internacional sobre Demografia e Exclusão Social organizado pelo Núcleo
de Estudos de População (NEPO) da Universidade Estadual de Campinas,
cujo objetivo foi o de explorar as interfaces entre a demografia e outras ciências
sociais no estudo das novas formas de exclusão social contemporâneas.
111) EM SOCIEDADE TUDO SE SABE, de Ibrahim Sued;
org. de Isabel Sued. Rio de Janeiro, Rocco, 2001. 260p. ilust. fotos
ISBN
Livro do ex-colunista social Ibrahim Sued que cobre 44 anos de notas do jornalista
que sacudiu a sociedade carioca de 1951 até sua morte em 1995. Fofocas
(gossips) da "high society" brasileira, histórias incríveis,
com bom humor e muita informação sobre os acontecimentos da época.
112) FAZENDO ANTROPOLOGIA NO BRASIL, org. de Peter
Fry, Miriam Goldenberg e Neide Esterci. Rio e Janeiro, DP&A, 2001. 344p.
ISBN 85-74900-85-0
Busca mostrar o ofício antropológico através de seus diferentes
objetos, métodos e abordagens teóricas. São 13 capítulos
produzidos pelos professores do Programa de Pós-graduação
em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais
da Universidade Federal do Rio de Janeiro, abordando temas como carnaval, ocupação
do espaço urbano e outros.
113) A FESTA: CULTURA E SOCIABILIDADE NA AMÉRICA
PORTUGUESA, org. de István Jancsó e Íris Kantor. São
Paulo, Ed. da USP/Hucitec/Imprensa Oficial do Estado, 2001. 2 vol. (992 p.)
encadern. 19x26cm Acompanha CD ISBN 85-31406-20-X
Dois grossos volumes originaram de um Seminário apresentado em São
Paulo em 1998 e que teve prosseguimento com pesquisas sobre o tema. Constitui-se
num marco na evolução dos estudos - realizados aqui e em Portugal
- sobre os fenômenos festivos no território brasileiro durante
o Brasil colonial, como memória gestual, festa barroca, exotismo e barbárie,
festas na corte portuguesa, etc., pesquisados por especialistas no assunto,
como Ronaldo Vainfas, Mary del Priore, João José Reis, etc. Acompanha
um CD com canções populares antigas.
114) HIP HOP: A PERIFERIA GRITA, de Janaina Rocha,
Mirella Domenich e Patrícia Casseano. São Paulo, Fundação
Perseu Abramo, 2001. 160p. ilust. fotos ISBN 85-86469-44-0
Viagem sociológica e teórica por esse fenômeno sociocultural
que contagia jovens da periferia, com mais de 100 fotos sobre os personagens
e cenários que contém o texto. Trata da cultura hip hop: música,
dança, grafite e expressões artísticas que tomam conta
das ruas.
115) HISTÓRIAS DE (I) MIGRANTES: O COTIDIANO
DE UMA CIDADE, org. de Sandra P.L. de Camargo Guedes e outras. Joinville, SC,
Ed. Univille, 2000. 272p. ISBN 85-87977-02-4
Cidade formada por imigrantes em meados do século 19 e, aos poucos, transformada
por migrantes de diferentes partes do Brasil, em 1970. Trata de temas ainda
não explorados pela historiografia local, no sul do Brasil.
116) IMIGRAÇÃO ITALIANA E VOCAÇÕES
RELIGIOSAS NO VALE DO ITAJAÍ, de Marilda R.G.C.Gonçalves da Silva.
Campinas, SP, Ed. UNICAMP/ Blumenau, SC, Ed. FURB, 2001. 240p. ISBN 85-26805-54-1
Aborda a religiosidade das famílias italianas que se instalaram em Santa
Catarina e as estratégias da Igreja Católica para formar novos
sacerdotes, além das táticas destes imigrantes para dar uma educação
melhor aos seus filhos sem, necessariamente, direcioná-los aos seminários
ou conventos.
117) MATURIDADE: MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA
DA MULHER - COMO CHEGAR A IDADE DA LOBA DE BEM COM A VIDA, de Léa Maria
Aarão Reis. São Paulo, Campus, 2001. 256p. ISBN 85-35208-96-8
Apresenta um painel amplo e completo sobre quem são, como pensam e como
agem na maturidade as mulheres brasileiras dos centros urbanos e quais seus
planos para o futuro, através de entrevistas e depoimentos reais.
118) MULHER, GÊNERO E SOCIEDADE, org. de
Rose Marie Muraro e Andréa Brandão Puppin. Rio de Janeiro, Relume-Dumará,
2001. 180p. ISBN 85-73162-55-4
Reunião de ensaios que discutem a inserção das mulheres
na sociedade, na política e na literatura brasileiras.
119) MULHER, MULHERES: IDENTIDADE, DIFERENÇA
E DESIGUALDADE NA RELAÇÃO ENTRE PATROAS E EMPREGADAS DOMÉSTICAS,
de Suely Kofes. Campinas, SP, Ed. UNICAMP, 2001. 470p. ISBN 85-26805-68-1
Professora de Antropologia da UNICAMP reafirma a recusa da idéia de que
mulheres e/ou homens, classes, etnias, raças, possam ser "a priore"
considerados grupos, categorias sociológicas, entidades culturais rigidamente
demarcadas, ou garantias necessárias às identificações,
evocando sua pesquisa sobre a relação entre patroas e empregadas
domésticas.
120) MULHERES, TRENS E TRILHOS: MODERNIDADE NO
SERTÃO PAULISTA, de Lídia Maria Vianna Possas. Bauru, SP, Ed.
USC, 2001. 462p. ilust. bibiog. (Coleção História). ISBN
85-74600-74-1
Ferrovias, símbolo do avanço capitalista e interiorizando a lógica
da dominação econômica na região noroeste do estado
de São Paulo, de Bauru, "boca de sertão", nos anos 30
e 40, em uma obra que reúne documentos, literatura, material iconográfico
que enriquece a história social brasileira.
121) OS NAGÔ E A MORTE, de Juana Elbein dos
Santos. Petrópolis, Vozes, 2001. 264p. ISBN 85-32609-23-6
Examina e desenvolve algumas interpretações sobre a concepção
da morte, suas instituições e seus mecanismos rituais, tais como
são expressos e elaborados simbolicamente pelos descendentes de populações
da África Ocidental no Brasil, nas comunidades, grupos ou associações
Nagô e que a etnologia moderna chama de Yorubá.
122) O NEGRO BRASILEIRO E O CINEMA,
de João Carlos Rodrigues. Rio de Janeiro, Pallas, 2001. 224p. ilust.
ISBN 85-34702-53-5
Ensaio onde o autor-pesquisador que soma experiência na imprensa, no cinema
e na produção musical, enriquece seus primeiros estudos, publicados
há 13 anos atrás. Com minuciosa filmografia e fartamente ilustrado,
o livro busca responder que tipo de imagem o cinema nacional transmite dos negros
e se essa imagem prejudica ou ajuda a auto-estima dos afro-brasileiros. E também
se ela reflete a realidade atual ou repete os mesmo estereótipos do tempo
da escravidão, retratando a posição do negro na produção
cinematográfica nacional . Sua atuação na frente e por
trás das câmeras.
123) A ORDEM AMBIENTAL INTERNACIONAL, de Wagner
Costa Ribeiro. São Paulo, Contexto, 2001. 180p. ISBN 85-72441-86-7
O autor discute a possibilidade de conciliação entre desenvolvimento
sustentável e segurança ambiental.
124) O PAPEL DA LIDERANÇA
RELIGIOSA NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA, de Maria Salete Joaquim.
Rio de Janeiro, Pallas/EDUC/FAPESP, 2001. 185p. ISBN 85-34702-47-0
A autora, doutora em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo fez dedicado trabalho de campo com mães-de-santo
do candomblé. Para ela o candomblé se constitui num foco de resistência
negra às pressões exercidas pela escravidão, pelo poder
e pela religião dominante - o catolicismo. Traça um panorama dos
conceitos religiosos do candomblé e traz, nas palavras das mães-de-santo
entrevistadas, o modo como vêm promovendo essa revolução
no pensamento afrodescendente.
125) REVISTAS EM REVISTAS: IMPRENSA E PRÁTICAS
CULTURAIS EM TEMPOS DE REPÚBLICA - SÃO PAULO 1890-1922, de Ana
Luiza Martins. São Paulo, Ed. USP/FAPESP/Imprensa Oficial do Estado,
2001. 600p. ilust. ISBN 85-31405-69-6
Minuciosa pesquisa realizada em arquivos e bibliotecas onde fez o levantamento
de revistas paulistanas do período 1890-1922, resultando em preciosa
análise cultural da República Velha, com apurado registro iconográfico.
126) SENTIMENTO MASCULINO: MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA
NA SELVA, de Miguel Paiva.- Rio de Janeiro, Campus, 2001. 256p. ISBN 85-01062-15-4
Cartunista que retrata um homem quarentão com bom humor e ironia em "comics"
diários em jornais brasileiros, trata com as dificuldades masculinas
em lidar com o mundo exterior, permitindo que homens - e mulheres também
- descubram que é possível sobreviver aos embates amorosos com
inteligência e bom humor.
127) SEXUALIDADE E REPRODUÇÃO:
O QUE OS PADRES DIZEM E O QUE DEIXAM DE DIZER, de Lúcia Ribeiro. Petrópolis,
Vozes, 2001. 256p. ISBN 85-32625-88-6
Fruto de pesquisa de campo a respeito de experiências vivenciadas pelos
sacerdotes na orientação do tema da sexualidade e reprodução,
a obra analisa seu discurso em sua vertente pastoral e hierárquica. Sexualidade
juvenil, gravidez, métodos contraceptivos e aborto serão sempre
polêmicos mas não menos importantes.
128) TIRANDO A MÁSCARA: ENSAIO SOBRE O RACISMO
NO BRASIL, de Antonio Sérgio A. Guimarães. São Paulo, Paz
e Terra, 2000. 436p. ISBN 85-21903-69-3
Tirando a máscara, como a lembrar que as igualdades formais podem muito
bem esconder e perpetuar a desigualdade mais iníqua, por meio da ausência
contínua de lutas pela implantação dos direitos humanos,
depois de passados 112 anos da emancipação formal dos negros brasileiros,
quando o país ainda não foi capaz de garantir a igualdade de oportunidades
e de tratamento para os negros.
129) O ÚLTIMO DIA DE OUTONO, de Valéria
Melki Busin. São Paulo, Ed. GLS, 2001. 168p. ISBN 85-86755-30-3
Quando o amor acontece entre garotas.
Vide também: 18, 20, 29, 56, 79, 101 e 130