
21 - Braghini, Lucélia.
Cenas repetitivas de violência doméstica: um impasse entre Eros e
Tanatos. Campinas (SP), Ed. da
UNICAMP, 1999. 252p.
Seguindo o que dizia o escritor Nelson Rodrigues, “mulher gosta de apanhar”,
a autora pesquisou, como psicóloga, durante 12 anos de atendimento na ONG
“SOS Ação Mulher e Família” sete clientes vítimas de repetidos
espancamento no lar. Originalmente tese de mestrado.
22 - Camargo, Luís Soares
de. Imigrantes italianos em
Itatiba: memória. Itatiba (SP), Berto Edit., 2000.
250p. ilust.
Memória, sociedade e relatos de
famílias italianas que colonizaram essa outrora rica região cafeeira do estado
de São Paulo. Fartamente ilustrado com fotos.
23 – Coelho, Ruy.
Dias em Trujillo; tradução de Sylvia Takeda e Sonia Fantauzzi.
São Paulo, Perspectiva, 2000. 268p.
Diário de campo produzido durante as pesquisas junto aos indígenas Caraíbas
Negros, de Honduras, escrito em inglês entre 1947 e 1948, para tese de
doutorado na Nortwestern University (USA).
O autor trabalhou na UNESCO e foi professor na Universidade de São
Paulo.
24– Costa, Márcia Regina.
Os Carecas do Subúrbio: caminhos de um nomadismo moderno.
São Paulo, Musa, 2000. 239p.
Originalmente tese de doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo, onde a antropóloga analisa os skinheads brasileiros, jovens da periferia
de São Paulo, que promovem a violência contra negros, gays, nordestinos e
judeus.
25 – Fonseca, Maria
Nazareth Soares, org. Brasil
afro-brasileiro. Belo Horizonte,
Autêntica, 2000. 352p.
Artigos sobre as representações de negros que circulam em diferentes suportes
da memória cultural; livros, objetos de culto, objetos de arte, pesquisas
etnográficas e criação literária. A cara de um Brasil mestiço que não se
pode esconder.
26
– Goldenberg, Mirian, org. Os
novos desejos: das academias de musculação às agências de encontro.
Rio de Janeiro, Record, 2000. 188p.
Transformações de papéis ocorridas nas relações de gênero, a partir do
discurso de homem e mulher e seu reflexo na vida cotidiana dos indivíduos.
27
- Greiber, Betty Loeb; Maluf, Lina Saigh & Mattar, Vera Cattini.
Memórias da imigração: libaneses e sírios em São Paulo.
São Paulo, Discurso, 1998. 772p.
ilust.
Relato de imigrantes libaneses e sírios, chamados de “turcos”, do início
do século, em São Paulo, a respeito dos costumes, religião, forma de
casamento, convivência com outros imigrantes e a vida na nova terra. Fartamente
ilustrado com fotos.
28 – Gomes, Laura Graziela
Gomes & outros, ogs. O Brasil não
é para principiantes. Rio de Janeiro, Ed. da Fundação Getúlio Vargas, 2000.
268p.
Homenagem ao antropólogo Roberto DaMatta, pelos 20 anos da publicação de seu
“Carnaval, malandros e heróis”, mostra um Brasil complexo, amálgama de raças
e culturas diversas.
29
– Green, James N. Além do
carnaval. São Paulo, Ed. da UNESP,
2000. 541p. ilust.
O autor, norte-americano, ativista do movimento gay brasileiro,
trata da história da homossexualidade no Brasil desde o fim do século 19 até
o surgimento do movimento político GLS, no início dos anos 80. Livro muito bem
documentado e rico em originalidades.
30
- Lea, Vanessa Rosemary. Parque indígena do Xingu. Campinas (SP), IFCH/UNICAMP,
1997.220p. ilust.
Antropóloga inglesa, professora na UNICAMP, apresenta o resultado de
pesquisa de campo feita na parte norte do Parque Nacional do Xingu, junto aos índios
mebengokre, permitindo conhecer a constituição dessa área, bem como sua
população. Ilustrado com fotos de habitações, artesanato, pessoas, animais,
etc.
31 – Menezes,
Solival. Mamma Angola: sociedade
e economia de um país nascente. São
Paulo, EDUSP, 2000. 409p.
Ex-residente em Angola, o autor traça um panorama econômico daquele país.
Apesar de rico em minerais e de ter um dos solos mais férteis do mundo, a
realidade angolana é semelhante a de outros países africanos. Também são
reforçados e identificados os laços de Angola com o Brasil, sendo lá uma
importante matriz de costumes e cultura brasileira.
32 – Mota, Maria Izilda S.
de. Por uma história da mulher.
São Paulo, EDUSP, 2000. 58p.
Aborda a presença feminina na historiografia brasileira nas últimas décadas e
analisa seus impasses, dificuldades e perspectivas.
33 – Niemeyer, Ana Maria de
& Godói, Emília Pietrafesa, orgs. Além
dos territórios: para um diálogo entre a etnologia indígena, os estudos
rurais e os estudos urbanos. Campinas,
Mercado de Letras, 1998. 288p.
Discussão sobre espaços sociais e simbólicos, visando incentivar um diálogo
nos vários campos da antropologia urbana, rural e indígena. Contém mapas
cartográficos, etnocartográficos e fotografias.
34 – Nunes, Silvia Alexim.
O corpo do diabo entre a cruz e a caldeirinha: um estudo sobre a mulher, o
sadomasoquismo e a feminilidade. Rio
de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.
257p.
A estratégia de regulação do corpo feminino com vistas a circunscrever as
mulheres à esfera doméstica e à maternidade foi iniciada no século 18. O
assunto mulher e sua sexualidade era um tema privilegiado para os discursos médicos.
35 – Pinsky,
Carla Bassanezi. Pássaros da liberdade:
jovens judeus e revolucionários no Brasil.
São Paulo, Contexto, 2000. 352p.
Originalmente tese de doutorado na UNICAMP, analisa o DROR, um dos movimentos
juvenis judaicos mais ativos no Brasil, nos anos seguintes a tragédia do
holocausto até a reconstrução de sua pátria na Palestina. Vários nomes bem
conhecidos nos círculos culturais do Brasil atual militaram nesse movimento
socialista de 1945.
36 – Piza, Daniel.
Questão de gosto. Rio de Janeiro, Record, 2000.
392p.
Série de ensaios do jornalista, editor-executivo de “O Estado de São
Paulo”, que vão da literatura, costumes, história e artes plásticas até a
música popular, num olhar crítico do autor sobre a cultura brasileira.
37 – Queiroz, Rachel de.
O não-me-deixes: suas histórias e sua cozinha.
São Paulo, Siciliano, 2000. 180p.
ilust.
Descreve a cozinha sertaneja, “cozinhando” receitas e lembranças neste
breve tratado sobre a mesa e costumes do sertão nordestino, resgatando o caráter
nacional.
38 – Santos, Norma B., org.
Brasil e Israel: diplomacia e sociedades. Brasília, Ed. da UnB, 2000.
264p.
Análise e visão mais clara desse tema para avaliação e compreensão do
alcance das relações entre os dois países. US$ 26.40.
39 – Silva, Marco Aurélio
Dias da. Todo poder às mulheres.
Rio de Janeiro, Best Seller, 2000. 280p.
Autor identifica na estrutura patriarcal a causa principal dos males da civilização
e propõe uma reavaliação na posição feminina.
40 – Sorj, Bernardo.
A nova sociedade brasileira. Rio
de Janeiro, Jorge Zahar, 2000. 168p.
Introdução à sociologia contemporânea do Brasil.
O autor, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, analisa os processos
de transformação da estrutura social e institucional da sociedade brasileira
– as seqüelas da inflação, o impacto das privatizações, o papel do
consumo e as novas identidades coletivas.
41 – Tinhorão, José
Ramos. As festas do Brasil
colonial. São Paulo, Ed. 34, 2000.
176p.
As festas de caráter coletivo, tal como o carnaval de hoje em dia, eram
inconcebíveis no tempo da chegada dos portugueses ao Brasil. Havia somente
algumas efemérides ligadas ao poder do Estado ou festas do calendário
religioso estabelecido pelo poder espiritual da Igreja.
42 – Trevisan, João Silvério.
Devassos no paraíso. Ed. rev. e ampl.
Rio de Janeiro, Record, 2000. 588p.
Edição revista e ampliada sobre a história do homossexualismo no Brasil, da
colônia aos dias atuais.
43 – Vasconcellos, Gilberto
Felisberto. O xará de Apipucos.
Recife, Casa Amarela, 2000. 150p.
Os dois Gilbertos (autor e sociólogo) compartilham intenso convívio, no
Recife, por meio de cartas, bilhetes, telefonemas e almoços. Longo ensaio sobre
“Casa Grande e Senzala”.
Vide também: 4, 12, 17, 18, 20, 57, 60, 62, 65, 72, 76, 88, 100, 105, 108, 130, 135, 143, 147, 150, 151, 162, 163, 164, 167, 174.