
45 - APARTAMENTO
41, de Nelson Luiz de Carvalho. São Paulo, Mandarim, 2001. 160p.
Romance que trata da descoberta de novos sentimentos de um homem maduro, bem-sucedido,
que após 15 anos de casamento resolve assumir sua homossexualidade e
com isso perde o emprego e o amor de sua família.
46 - ATRAVÉS DO VIDRO: AMOR E DESEJO, de
Heloísa Seixas. Rio de Janeiro, Record, 2001. (Amores extremos) 120p.
Ficção com narrativa intimista que o sentimento amoroso pode proporcionar,
entre uma mulher casada e o seu antigo amor, agora descasado.
47 - BORGES NO BRASIL, org. de Jorge Schwartz.
São Paulo, Ed. da UNESP, 2001. 604p.
O organizador, professor de literatura hispano-americana e especialista no trabalho
do escritor argentino, dividiu a obra em 3 partes: na primeira, revela que o
escritor brasileiro Mário de Andrade foi um dos primeiros a dedicar atenção
à escrita de Borges. Na segunda, mostra as primeiras vozes nacionais
que se interessaram por Borges. E na terceira a escritora brasileira Clarice
Lispector compara a narrativa de Borges com uma narrativa chinesa.
48 - DANCING BRASIL; as melhores
crônicas de Fritz Utzeri, de Fritz Utzeri. Rio de Janeiro, Record, 2001.
333p.
O autor, um dos grandes repórteres de sua geração, tornou-se
um excelente cronista, trazendo aqui uma seleção de suas melhores
crônicas, em textos que abordam os mais diversos assuntos, da política
brasileira às suas memórias de infância, questões
importantes da Igreja Católica, num retrato muito pessoal do Brasil atual.
49 - DONA NARCISA VILLAR, de Ana
Luísa de Azevedo Castro. Florianópolis, Mulheres, 2001. 130p.
Romance publicado em folhetins de 1858, por escritora catarinense e em livro
no ano seguinte. Conta a história de amores proibidos e faz uma crítica
ao estereótipo da dominação masculina e ao casamento de
conveniência como negócio imposto pelo pai às suas filhas.
50 - EÇA DE QUEIROZ E A TRADIÇÃO,
de João de Scatimburgo. São Paulo, Siciliano, 1995. 242p. ilust.
As idéias de Eça de Queiroz, interpretadas por seus personagens,
são sempre atuais e o grande romancista português não deve
ser recolhido ao museu das relíquias do passado.
51 - O ESCAPISTA, de Alexandre Salem Szlo. Rio
de Janeiro, 7 Letras, 2001. 196p.
Narrativas que compõe o duro tema da morte, surpreendendo por seus personagens
bem delineados, pela coragem em enfrentar a condição transitória
da vida humana e pelo domínio da linguagem.
52 - FRAGMENTOS DE UMA OBRA INÉDITA,
de Nísia Floresta. Brasília, DF, Ed. da UnB, 2001. 151p.
Uma das poetisas e prosadoras mais importantes do século 19, Nísia
faz neste livro uma narrativa sobre seu irmão, Joaquim Pinto Brazil,
morto no Rio de Janeiro em 1875, quando ela estava na Inglaterra. Mas, como
quase toda sua obra, esse livro está investido de enorme carga autobiográfica
e permite ao leitor conhecer a infância e momentos históricos que
a contextualizam, contendo também preciosas informações
sobre a vida de Nísia na Europa.
53 - HISTÓRIAS PARA PAIS, FILHOS E NETOS,
de Paulo Coelho. Rio de Janeiro, Globo, 2001. 304p.
Consagrado autor brasileiro, cuja obra já foi editada em 72 países,
reconta lendas e fábulas tradicionais de diversas culturas - entre elas
a brasileira - como a árabe, indiana, judaica, persa, chinesa, além
de relatar experiências e episódios pessoais de sua vida e também
da vida de celebridades, como Beethoven, Gandhi, El Greco e Matisse.
54 - OS JACARÉS, de Carlos Eduardo de Magalhães.
São Paulo, Cossac & Naify, 2001. 128p.
Romance onde dois jovens adultos de classe média alta se vêm prisioneiros
da rotina neurotizante da cidade de São Paulo.
55 - JOÃO CABRAL E O POEMA DRAMÁTICO
- AUTO DO FRADE, de Níobe Abreu Peixoto. São Paulo, Annablume,
2001. (Coleção Selo Universidade) 150p.
Integrante de uma coleção voltada para publicação
de teses universitárias, esse livro tem como tema o poema "O Auto
do Frade", a partir da qual a autora analisa a estética da obra
do poeta João Cabral de Melo Neto.
56 - MAIS OU MENOS DO QUE DOIS, de Sérgio
Medeiros. São Paulo, Iluminuras, 2001. 120p.
Poesias que aproximam os mitos urbanos do universo da linguagem.
57 - MAR PARAGUAYO, de Wilson Bueno. São
Paulo, Interperie, 2001. 64p.
Novela que o autor paranaense escreveu em "portuñol", anteriormente
publicada no Chile, provoca no leitor o impacto de um acontecimento.
58 - MEU LIVRO DE CORDEL, de Cora Coralina. São
Paulo, Global, 2001. 112p.
A consagrada autora goiana deixa transparecer sua forte ligação
com a literatura regional do Nordeste, nesse livro publicado originalmente em
1976. Esgotado durante anos, a versão atual foi revisada ainda em vida
pela autora, que substituiu alguns textos, em prosa, por alguns poemas, até
então inéditos. Cora Coralina deixa clara sua afeição
pela literatura de cordel.
59 - MINHAS TUDO: INCLUINDO SEXO, DROGAS E ROCK
AND ROLL E UMAS MULHERES PELADAS. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001. 179p.
O autor enumera delicias e tragédias do cotidiano através de seus
objetos pessoais.
60 - NO SILÊNCIO DAS NUVENS, de Edla van
Steen. Rio de Janeiro, Global, 2001. 233p.
Contos em novo livro da escritora catarinense, que vive em São Paulo
há mais de 40 anos - traduzida já para vários idiomas e
muito premiado - onde, em boa prosa, reafirma o seu domínio narrativo.
61 - NORTE DAS ÁGUAS, de José Sarney.
São Paulo, Siciliano, 2001. 215p.
Republicação do livro de contos do ex-presidente do Brasil, José
Sarney, constituído de narrativas singelas sobre disputas políticas,
inimizades, pactos de sangue, conflitos entre parentes, casos de honra resolvidos
à tiros, entre outros temas, num país criado com base nas capitanias
hereditárias.
62 - NOSTALGIA, EXÍLIO E MELANCOLIA: leituras
de Camilo Pessanha, de Paulo Franchetti. São Paulo, Ed. da USP, 2001.
168p.
Professor universitário faz estudo sobre o desterro na poesia do simbolista
português Camilo Pessanha (1876-1926) .
63 - OUTRAS PRAIAS: 13 POETAS BRASILEIROS EMERGENTES
/ OTHER SHORES: 13 EMERGING BRAZILIAN POETS; Antonio Cícero e outros.
São Paulo, Iluminuras, 1997. 304p.
Em edição bilíngüe, antologia reúne versos
de 13 poetas dando uma amostra da intensa atividade literária que caracteriza
a cultura brasileira.
64 - A PEDRA E O RIO, de Lauro Escorel. Rio de
Janeiro, Ed. da Academia Brasileira de Letras, 2001. 141p.
Reedição do ensaio de Lauro Escorel sobre a poesia de João
Cabral de Melo Neto. O texto foi considerado pelo próprio poeta como
uma das melhores interpretações de sua obra. O livro nasceu do
diálogo diário entre os dois nos tempos em que Lauro chefiou a
Embaixada do Brasil em Asunción, Paraguay, e teve João como Ministro-Conselheiro.
65 - PRESENÇA DE ANITA, de Mário
Donato. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001. 303p.
Romance que deu origem a uma mini-série na televisão, narrando
um pacto de morte entre dois amantes. Ela, Anita, uma ninfeta de 17 anos e Eduardo,
um homem maduro, casado, pai de 2 filhos. O plano de ambos, contudo, acaba se
transformando em uma armadilha do destino.
66 - RECADOS DA LUA: amor e romantismo, de Helena
Jobin. Rio de Janeiro, Record, 2001. (Amores Extremos). 160p.
A autora une o lirismo mais tocante ao realismo da crônica do cotidiano,
para contar uma história de amor de puro fascínio, entre dois
ex-namorados na adolescência.
67 - A ROSA DO POVO, de Carlos
Drummond de Andrade. Rio de Janeiro, Record, 2001. 240p.
Publicado pela primeira vez na década de 40, quando Drummond já
era um poeta consagrado e este livro era apontado pela crítica como obra
importante tanto poética quando politicamente. São 55 poemas escritos
nos anos 1943-45, no transcorrer da Segunda Guerra Mundial.
68 - O SEGUNDO SUDOESTE, de Paulo
Sérgio Valle. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001. 154p.
Romance que narra as vidas de 3 colegas que passaram a juventude nos bancos
escolares de um colégio jesuíta. Vidas que, repentinamente mudaram
de rumo - um religioso que segue a Igreja politizada, outro piloto de avião
e outro que foi levado pelo vendaval da ditadura militar.
69 - OS SERMÕES, DE PADRE ANTONIO VIEIRA
- TOMO 2, org. de Alcir Pécora, São Paulo, Hedra, 2001. 600p.
Segundo volume da antologia organizada por professor universitário e
especialista em Padre Vieira (1608-1697), que reúne sua oratória
sacra, uma referência para o estudo do idioma português. A edição
é inteiramente marcada por notas elucidativas que identificam as citações
bíblicas latinas e as particularidades da tradução.
70 - OS SETE, de André Vianco. São
Paulo, século 21, 2001. 380p.
Uma caravela portuguesa de 5 séculos é resgatada no litoral brasileiro.
Dentro dela há uma caixa de prata contendo 7 cadáveres aprisionados.
O Departamento de História de uma universidade decide estudar os corpos
e nisso... um deles desperta. Romance.
71 - AS TÁGIDES, de José Alcides
Pinto. Ed. GRD, 2001. 100p.
Prosador exímio, o autor, cearense, agora faz versos sobre amor e morte,
em poesia radical de um suicida que quis ser salvo pela vida.
72 - O TECIDO DO OUTONO, de António Alçada
Baptista. São Paulo, Globo, 2001. 256p.
O autor português trata neste romance da solidão e do temor a Deus.
73 - TEMPO ESPANHOL, de Murilo Mendes. Rio de Janeiro,
Record, 2001. 170p.
Um dos melhores poetas brasileiros surgidos com o modernismo, Murilo Mendes
é o mineiro que se situa ao lado de Manuel Bandeira e Carlos Drummond
de Andrade.
74 - TRANSGRESSÃO E MODERNIDADE, de Raúl
Antelo. Ponta Grossa, PR, Ed. da UEPG, 2001. 280p.
Reunião de palestras em que o crítico trata, entre outros, do
brasileiro Osman Lins e do argentino Jorge Luis Borges.
75 - UM CERTO CAPITÃO RODRIGO, de Érico
Veríssimo. São Paulo, Globo, 2001. 264p.
Reedição de um dos mais consagrados romances do escritor gaúcho,
que integra a saga "O tempo e o Vento".
76 - UM PORTO PARA ELIZABETH BISHOP,
de Marta Góes. São Paulo, Terceiro Nome, 2001. 64p.
Dramaturga e jornalista lança livro com monólogo sobre Elizabeth
Bishop, poeta americana (1911-1979), prêmio Pulitzer de Poesia em 1956,
nos 15 anos em que viveu no Brasil (1952 a 1976). A vida de Elizabeth e a força
que se esconde sob sua aparente fragilidade são os temas centrais, nos
quais a autora também fala do Brasil dos anos dourados, décadas
de 50 e 60, em plena efervescência política e social.
77 - A UTOPIA BUROCRÁTICA DE MÁXIMO
MODESTO, de Dionísio Jacob. São Paulo, Companhia das Letras, 2001.
175p.
Primeira romance do paulista Dionísio Jacob, que narra os dilemas morais
de um passivo e amalucado funcionário público de carreira, Gerente
de Assuntos Relacionados, na obscura repartição dos Serviços
Interinos, sempre em meio a memorandos e "aguardando instruções
superiores".