
36) O AR DAS CIDADES, de Sérgio
Alcides. São Paulo, Nankin Ed., 2001. 72p.
Carioca radicado em São Paulo, onde cursa doutorado em História
Social na Universidade de São Paulo, faz poemas que expressam diferentes
espaços e abrem um caminho de voz própria.
37) O ASSASSINO E SUA MUSA, de Rosa Lynn, trad.
de Ronald Kyrmse. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 2001. 464p.
Jornalista e escritora norte-americana escreve romance combinando personagens
reais e imaginários para criticar o macho brasileiro. Descreve o Brasil
a partir de observações bem-humoradas e pertinentes, falando de
um mundo carregado de erotismo e sedução, mostrando os homens
brasileiros como garanhões incansáveis sempre de olho na próxima
presa, que somente pensam "naquilo".
38) ATAQUE AO COMANDO P.Q., de Moacyr Scliar. São
Paulo, Ática, 2001. 88p.
O autor homenageia Lima Barreto ao criar aventura inspirada em "Triste
Fim de Policarpo Quaresma".
39) BREJO DAS ALMAS, de Carlos Drummond de Andrade.
Rio de Janeiro, Record, 2001. 112p.
Em relançamento, esse livro é considerado pela crítica
á sombra do restante da aclamada obra do Drummond, mas tem, na verdade,
fundamental importância para se acompanhar o desenvolvimento do trabalho
do grande poeta brasileiro.
40) O CHEIRO DE DEUS, de Roberto Drummond. Rio
de janeiro, Objetiva, 2001. 408p.
Consagrado autor de "Hilda Furacão" conta a história
de Inácia Micaela, de 65 anos, cega, que cada vez mais tenta apurar seu
olfato, tentando descobrir qual é o cheiro de Deus.
41) AS CINCO ESTAÇÕES DO AMOR, de
João Almino. Rio de janeiro, Record, 2001. 250p.
Neste romance o escritor e diplomata João Almino explora as mudanças
ocorridas no Brasil nas últimas 3 décadas. Livro que integra "A
Trilogia de Brasília", onde mostra a cidade atual e violenta, na
qual os personagens passaram sua juventude, o lugar onde utopia parecia possível.
42) COMO SE, de Luís Cajazeira Ramos. Salvador,
Selo Ed. Letras da Bahia, 2001. 116p.
Premiado autor baiano traz versos que falam da mitologia particular de um poeta
à luz do sol.
43) O CONSELHEIRO COME, de João Ubaldo Ribeiro.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001. 184p.
43 crônicas de renomado escritor brasileiro que tem a leveza e o bom humor
de João Ubaldo, especialmente a última, onde adverte o presidente
Fernando Henrique Cardoso.
44) CONTANDO CAUSOS, de Rolando Boldrin. São
Paulo, Nova Alexandria, 2001. 158p. ilust.
Rolando Boldrin conta "causos" como ponteia a viola: fazendo gente
saborear o modo gostoso de uma boa prosa, tendo o caipira como protagonista
dessas narrativas bem brasileiras.
45) CONTAR A ROMÃ, de Moacir Amâncio.
Rio de Janeiro, Global, 2001. 106p.
Quinto livro de poemas do jornalista Moacir Amâncio.
46) DOIDAS CONVERSAS: JOÃO DO RIO, O ANFITRIÃO
DE CHARLES BEAUDELAIRE, de Itérbio Galiano Aldrighi. Rio de Janeiro,
Litterio, 2001. 351p.
Os dois dândis malditos foram reunidos nesta ficção, na
qual o leitor é convidado a percorrer a fervilhante metrópole
do Rio de Janeiro na virada do século 19 para o 20, quando o festejado
poeta francês visita a glamourosa capital da "belle époque"
tropical, ciceroneado por Paulo Barreto.
47) ENTRE RESISTIR E IDENTIFICAR-SE; para uma teoria
da prática da narrativa brasileira de autoria feminina, org. de Peggy
Sharpe. Florianópolis, Mulheres/Goiânia, Ed. da UFG, 1997. 200p.
Textos de famosas escritoras brasileiros dos séculos 19 e 20, as transformações
da cultura feminina e a representação das relações
de gênero do imaginário feminino e masculino, como Ligia Fagundes
Telles, Marina Colsanti, Nelida Piñon, Lya Luft, etc.
48) ENQUANTO SEU LOBO NÃO VEM, de Aluísio
Santiago Campos Junior. Campinas, SP, Komedi, 2000. 248p.
Vencedor de vários concursos literários no Brasil, o autor apresenta
romance que conta a trajetória de Lobo, que quer limpar a cidade da escória,
atingindo as pessoas que julga amar com sua fúria trazida desde a infância.
49) ESSE SEXO É FEMININO!,
de Patrícia Travassos. Rio de Janeiro, Ed. Nome da Rosa/Símbolo,
2001.
A autora, atriz, comediante, roteirista e apresentadora, lança agora
seu primeiro livro de contos e crônicas bem humoradas sobre o universo
das mulheres em seu tempo de solidão, quando têm um par e quando
voltam novamente a ser solteiras.
50) EU E AS CORRUÍRAS, de Salim Miguel,
São Paulo, Insular, 2001. 156p.
Seleção de textos de premiado autor, em temas variados que vão
desde um texto de Antônio Houaiss até uma viagem ao México,
51) A FESTA NO CASTELO, de Moacyr Scliar. Porto
Alegre, LP&M, 2001. 133p.
Um dos mais reconhecidos nomes da literatura brasileira descreve a vida requintada
da aristocracia italiana, um jovem idealista, um velho sapateiro e a pretensão
de mudar o mundo e também o golpe militar de 1964 .
52) GALVEZ, O IMPERADOR DO ACRE, de Márcio
Souza. Rio de Janeiro, Record, 2001. 224p.
Publicado pela primeira vez em 1976, o livro marcou a estréia literária
de Márcio Souza. Elogiadíssimo pela imprensa nacional e internacional,
especialmente pelo "New York Times" e "New Yorker", esse
folhetim humorístico busca refletir, no relato de acontecimentos do passado,
o caótico das realidades brasileira e latino-americana.
53) A GERAÇÃO DA
UTOPIA, de Pepetela. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001. 384p.
O autor angolano Pepetela (pseudônimo do escritor e sociólogo Arthur
Pestana) mistura fatos históricos e ficção para narrar
a trajetória de um grupo de jovens que deixa Angola para estudar em Lisboa
nos anos 60. A explosão da guerra civil angolana contudo transforma radicalmente
a vida desses estudantes, no cenário de barbaridades vividas de perto
pelo autor, guerrilheiro que lutou pela libertação de seu país.
Pepetela significa "pestana" em umbundo, uma das línguas de
Angola.
54) A ILHA: um repórter brasileiro no país
de Fidel Castro, de Fernando Morais. 30.ed. São Paulo, Companhia das
Letras, 2001. 231p. ilust. fotos
Lançado há 25 anos e agora entrando em sua 30ª. Edição,
é um dos maiores sucessos editoriais brasileiros. A histórica
reportagem vem agora com novo prefácio e fotos atuais de Cuba.
55) A INVASÃO DAS SALSICHAS GIGANTES E OUTROS
ESCRITOS, de Arnaldo Jabor. Rio de Janeiro, Objetiva, 2001. 250p.
Cineasta e jornalista, o autor tem o poder de despertar, inquietar, polemizar
com suas crônicas, que falam de violência, política, sexo,
economia, futebol, música, o "American Way of Life", lixo e
luxo, poesia e informática, em seus 66 artigos aqui contidos.
56) LÉSBIA, de Maria Benedita Câmara
Bormann (pseud. Delia). Florianópolis, Mulheres, 1998. 264p.
A autora, de pseudônimo Delia, escreveu esse romance, que foi publicado
em 1890, quando poucas experiências eram permitidas às mulheres.
O livro conta a vida de uma mulher que quanto mais conhecia os homens mais se
apegava aos livros.
57) MACHADO DE ASSIS: ficção e utopia,
por Massaud Moisés. São Paulo. Cultrix, 2001. 151p.
Fruto de uma longa intimidade com a obra machadiana, o autor, professor decano
da USP, reúne uma série de ensaios dedicados àquele que
é considerado a maior figura da literatura brasileira, voltados principalmente
para os contos, romances, poesia, crônica a à crítica.,
com ênfase para a narrativa de sua fase mais madura.
58) MÁQUINAS DE GÊNEROS, de Alcir
Pécora. São Paulo, Ed. da USP, 2001. 248p.
Consagrado professor de Literatura da UNICAMP reúne estudos sobre a literatura
dos séculos 16, 17 e 18, como Camões, Boccage, Padre Vieira, Padre
Manoel da Nóbrega e outros.
59) MIL OLHOS DE UMA ROSA, de Sonia Coutinho. Rio
de Janeiro, 7 Letras, 2001. 115p.
Escritora nascida na Bahia e residindo no Rio de Janeiro já ganhou duas
vezes o prêmio Jabuti. Agora lança livro de contos que possui como
unidade temática a solidão e a dificuldade de relacionamento no
mundo contemporâneo.
60) NOVELAS, ESPELHOS E UM POUCO DE CHORO, de Gilberto
Braga. São Paulo, Ateliê Ed., 2001. 176p.
Doze autores, roteiristas de TV, amigos de profissão e de muitas conversas
em torno de uma mesa farta e um bom vinho, escrevem contos em diversos estilos
e diferentes interesses, sobre um tema comum: a televisão.
61) PARA SEMPRE, de Ana Maria Machado. Rio de Janeiro,
Record, 2001. 159p.
O tema "amor eterno" percorre esse longo ensaio, onde a consagrada
autora discorre sobre isso, citando textos clássicos e provocando o leitor
com idéias, em 3 histórias, vividas em tempos e condições
sociais diferentes.
62) POEMINHAS PESCADOS NUMA FALA DE JOÃO,
de Manoel de Barros. Rio de Janeiro, Record, 2001. 24p. ilust.
Versos de poeta do Pantanal mato-grossense, acompanhados de belíssimas
imagens criadas por Ana Raquel.
63) PORTO ALEGRE; CARTAS EXTRAVIADAS E OUTROS POEMAS,
de Martha Medeiros. Porto Alegre, LP&M, 2001. 130p.
Poeta e cronista gaúcha, 39 anos, a autora já escreveu 10 livros
e vendeu 50.000 cópias, mas ainda é pouco conhecida fora do Rio
Grande do Sul.
64) PRIMOS ENTRE SI; TEMAS EM PROUST E MACHADO
DE ASSIS, de Paulo Venâncio Filho. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001.
154p.
Machado de Assis, brasileiro, nunca conheceu o francês Marcel Proust.
Impressionado com as semelhanças entre o estilo literário dos
dois, o autor mergulhou nos clássicos de ambos para traçar um
surpreendente paralelo entre suas obras.
65) PRODUÇÃO E LEITURA DE TEXTOS,
de Beatriz Citelli. São Paulo, Cortez, 2001. 184p.
Professora de Teoria Literária mostra como o trabalho sistemático
com os textos amplia a consciência da linguagem.
66) O RONCO DA ABELHA, de Paulo Vieira. São
Paulo, Beca, 2001. 208p.
Romance que tem como ponto de partida a transição do Império
para a República, no fim do século 19, quando houve melhoria na
vida das populações carentes.
67) SENTIMENTO DE MUNDO, de Carlos Drummond de
Andrade. Rio de Janeiro, Record, 2001. 118p.
Considerado um dos grandes livros do poeta mineiro, de alma e ofício,
tem agora relançamento.
68) TEORIA E PRÁTICA DE LEITURA, APREENSÃO
E PRODUÇÃO DE TEXTO, de João Batista Cardoso. Brasília,
Ed. da UnB/ São Paulo, Imprensa Oficial do estado, 20011. 192p.
Tem como objetivo desenvolver novos recursos para a leitura precisa de textos
e também para obter uma elevada capacidade de comunicação,
seja pela escrita ou pela fala.
69) UMA MENINA DE ITAJAÍ:
crônicas de Rachel Liberato Meyer. Florianópolis, Ed. Mulheres,
1999. 140p.
Histórias maravilhosas que encantaram a infância e a juventude
da autora.
70) VINTÉM DE COBRE, de Cora Coralina. 7.ed.
Rio de Janeiro, Global, 2001. 240p.
Esgotado por muito tempo, o livro tem agora relançamento em sua 7ª.
edição com a pujança de seu lançamento. Conta com
uma apresentação de Carlos Drummond de Andrade, que foi quem consagrou
Cora Coralina quando ela já tinha 90 anos.