
34 - ADEUS, PRINCESA, de Clara Pinto
Correia. Rio de Janeiro, Rocco, 2001. 232p.
Livro de escritora portuguesa, escrito em 1987, chega agora ao Brasil, recheado
de "traduções". Se assim não fosse, não
seria possível o entendimento de certos termos usados na pátria-mãe,
que tiveram que ser adaptados para o Brasil.
35 - ADMIRÁVEL BRASIL NOVO, de Ruy Tapioca.
Rio de Janeiro, Rocco, 2001. 284p.
Livro de ficção tupiniquim que se passa em 2045, para que possamos
avaliar melhor o que nos espera no Brasil dos próximos anos.
36 - ANTOLOGIA POÉTICA, de Manuel Bandeira.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001. 232p.
Sétima antologia do autor, organizada por ele mesmo e publicada pela
primeira vez em 1961. Bandeira foi o primeiro poeta brasileiro a usar o verso
livre.
37 - BORGES, O MESMO E O OUTRO, de Álvaro
Alves de Faria. Rio de Janeiro, Escrituras, 2001. 80 p. ilust. fotos.
Há 25 anos o jornalista Álvaro Alves de Faria entrevistou longamente
o escritor Jorge Luis Borges, um dos maiores nomes da literatura latino-americana.
O encontro raro se deu com um Borges amargurado, desesperado e aflito. Diante
desse quadro o jornalista decidiu guardar a entrevista inédita, que ele
publica somente agora, ilustrada com 15 fotos exclusivas.
38 - CADENCIANDO UM NING: UM SAMBA PARA O OUTRO,
de Michael Palmer e Régis Bonvicino. Rio de Janeiro, Ateliê, 2001.
150p.
Os poetas Michael Palmer (norte-americano) e Régis Bonvicino (brasileiro)
traduzem os respectivos textos e "conversam", num raro momento de
aproximação entre a literatura de dois hemisférios, no
qual ressaltam tanto os pontos em comum como as diferenças de sensibilidade
e universo de expressão. Vida e poesia no diálogo entre os dois.
39 - O CASEIRO DO PRESIDENTE, de Carlos Castelo
Branco. São Paulo, Nova Alexandria, 2001. 130p.
30 textos que traçam um perfil bem-humorado da vida brasileira dos últimos
tempos, dos absurdos do neoliberalismo aos pagodes e fast foods. O livro tem
como figura central o personagem Alencarino, caseiro do sítio de Fernando
Henrique Cardoso, em Ibiúna, interior de São Paulo, que está
revoltado com a má distribuição das terras de propriedade
do patrão e escreve-lhe uma carta advertindo-o .
40 - COMPÊNDIO DE HISTÓRIA DA LITERATURA
BRASILEIRA, de Silvio Romero. Rio de Janeiro, Imago; Aracaju, Ed. da Univ. Fed.
de Sergipe, 2001. 460p.
Edição comemorativa aos 150 anos de nascimento do autor, em iniciativa
da Universidade Federal de Sergipe, para homenageá-lo e também
para estabelecer uma relação cultural nova em honra ao legado
histórico da sociedade, na sua evolução mental e social.
41 - A CONFISSÃO DE LEONTINA E FRAGMENTOS,
de Lygia Fagundes Telles. Rio de Janeiro, Ediouro, 2001. 78p.
Textos na íntegra e uma seleção de contos e fragmentos
de anos de dedicação de Lygia, que mais do que escritora, é
testemunha do seu tempo e de sua sociedade.
42 - O CLARÃO: o romance do amigo, de Betty Milan. São Paulo,
Cultura, 2001. 192p.
Romance que conta a história de Ana, uma mulher cujo melhor amigo está
prestes a morrer e que transforma seu luto em um caminho para a consciência
de um novo valor à vida.
43 - CRÔNICAS DE VIAGEM: tomo 3, de Cecília
Meireles. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001. 290p.
Com apresentação de Leodegário Azevedo Filho, que, a pedido
da família, catalogou os originais deixados pela autora, privilegiando
sua prosa e revelando-a tão significativa quanto sua poesia, Cecília
narra suas andanças pelo mundo. Nesse volume traz suas crônicas
de viajante muito original pela Índia, Paquistão, Portugal, Israel
e Egito, escritas entre 1955 a 1964, quando viajou com o marido diplomata ou
proferindo palestras sobre literatura brasileira.
44 - ESSA TERRA, de Antônio Torres. Rio de
Janeiro, Record, 2001. 188p.
Lançado em 1976, foi sempre sucesso de crítica e de público,
além de sucessivas edições no Brasil e traduções
em vários países, sendo tema de teses acadêmicas por todo
mundo. Merecedor de prêmios internacionais, é relançado
agora esse que é um dos mais marcantes romances da literatura brasileira
contemporânea, que tem como cenário a região do Agreste
nordestino.
45 - ESTRANHA APARIÇÃO, de Luíza
Lobo. Rio de Janeiro, Rocco, 2001. 159p.
Amor, morte, traição e paixões são os temas desses
contos que falam de jogos de afeto e perversão.
46 - EVITA VIVE E OUTRAS PROSAS, de Néstor
Perlongher. São Paulo, Iluminuras, 2001. 126p.
Poeta, jornalista, antropólogo e político engajado, Néstor
era argentino e vivia no Brasil, onde era professor de antropologia na UNICAMP,
falecendo em 1992, aos 43 anos. Esse livro revela uma face do intelectual até
então desconhecida, a de contista. Sua obra vai se tornando referencia
obrigatória na literatura latino-americana. Traz ainda textos de Haroldo
de Campos, Roberto Echavarren, Adrian Cangi, Glauco Mattoso e Josely Vianna
Baptista.
47 - FALAS DIVERSAS: quatro estudos sobre Joaquim
Norberto, de Eunice Moreira e outros. Porto Alegre, Ed. da Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2001. 94p.
Analisa a obra de Joaquim Norberto, autor hoje esquecido, mas que desempenhou
importante papel na construção do que conhecemos hoje como literatura
brasileira.
48 - FANTASMA, de José Castelo. Rio de Janeiro,
Record, 2001. 382p.
Romance escrito em torno do personagem M. Estensoro, crítico literário
do Uruguai, exilado na cidade de Curitiba (Paraná).
49 - O HERDEIRO DAS SOMBRAS, de Sinval Medina.
São Paulo, Mandarim, 2001. 376p.
Romance que narra a vida do pianista norte-americano Louis Moreau Gottschalk,
nascido em New Orleans, USA, em 1829 e falecido no Rio de Janeiro aos 40 anos.
Relato brilhante de acasos estranhos, lances eróticos-sentimentais, espionagem,
naufrágios, vodu antilhano, tudo combinado com mandinga carioca, reencarnações
jocosas, reencontros, tendo como cenário o Rio de Janeiro de 1869, quando
já estourava a Guerra do Paraguai.
50 - A LEITORA CLARICE LISPECTOR, de Ricardo Iannace.
São Paulo, Ed. da USP/FAPESP, 2001. 226p.
Originalmente dissertação de Mestrado, onde o autor rastreia os
autores citados por Clarice - que não são poucos - e procura estudar
a influência de alguns deles, como Monteiro Lobato, Dostoieviski, o Código
Penal Brasileiro, Chekhov, Madame Leprince de Beaumont, Katherine Mansfield,
etc. Concluiu que Clarice era uma excelente leitora, ao contrário do
que ele própria gostava de dizer nas entrevistas.
51 - A LÍNGUA PORTUGUÊSA
E A UNIDADE DO BRASIL, de Barbosa Lima Sobrinho. Rio de Janeiro, Nova Fronteira,
2001. 264p.
Reedição de um clássico publicado pela editora José
Olympio, em 1958 e que continua atualíssimo por possibilitar também
um passeio pela literatura brasileira, num texto claro e fluente, pontuado por
considerações lingüísticas e análise dos estilos
de escritores como Graciliano Ramos, Machado de Assis e Mário de Andrade.
52 - LIVRO ABERTO: PÁGINAS
SOLTAS AO LONGO DO TEMPO, de Fernando Sabino. Rio de Janeiro, Record, 2001.
656p.
O notável cronista reúne o melhor de suas crônicas e contos
- muitos deles inéditos - neste livro. Trata-se de livro síntese
de sua brilhante carreira literária e, como ele próprio definiu,
"um livro póstumo escrito ainda em vida". Relembra os tempos
vividos em New York, nos anos 40 e a época passada em Londres, nos 60,
bem como sua estada em Cuba e vários paises da Europa, seus encontros
com personalidades e amigos.
53 - MANUAL PARA APRENDIZ DE FANTASMA, de Annibal
Augusto Gama. Ribeirão Preto, SP, Funpec, 2001. 196p.
Escrito há mais de 10 anos por escritor mineiro, residente em Ribeirão
Preto, não há nada de imagem fantasmagórica que infunde
terror, mas sim se seres sobrenaturais que participam do cotidiano, bebem vinho
do Porto e são poliglotas.
54 - A OBRA DE ARTE E SEU INTÉRPRETE, de
Odalice de Castro e Silva. Fortaleza, Ed. da Univ. Fed. do Ceará, 2000.
322p.
A autora, doutora pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e professora na
Universidade Federal do Ceará, faz um estudo sobre a obra ficcional e
ensaística do escritor pernambucano Osman Lins (1924-1978). Reúne
reflexões sobre sua contribuição crítica, produzida
de 1950 a 1970, período de convergência de grandes correntes literárias.
55 - PORTUGAL, TEMPO DE PAIXÃO, de Leonor
Xavier. Notícias Ed., 2001. 173p.
Escritora portuguesa que viveu durante muitos anos no Brasil, exercendo a profissão
de jornalista, pediu a 100 pessoas que escrevessem sobre suas experiências
vividas de março a novembro de 1975, em Portugal. Com esses depoimentos
conseguiu um quadro rico sobre o processo revolucionário em Portugal
e o embate entre democratas e comunistas.
56 - RELEMBRAMENTOS: JOÃO
GUIMARÃES ROSA, MEU PAI, de Vilma Guimarães Rosa. 2 .ed. rev.
e ampl. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001. 514p. ilust. fotos.
A filha, Vilma, resgata a vida do pai desde criança e jovem, reconstituindo
a intimidade de um dos maiores autores brasileiros, médico e diplomata,
homem sensível, religioso e amante da natureza. Aqui estão reunidos
textos inéditos, entrevistas, fotografias e uma coletânea de cartas.
57 - RETALHOS DE JONAS, de Gilberto Dupas. São
Paulo, Paz e Terra, 2001. 114p.
Romance composto por 12 contos que abordam temas que vão da infância
à maturidade de um único personagem - Jonas - tarefa engenhosamente
facilitada por um narrador que se identifica e se acumplicia com o ponto de
vista e a versão do mundo sob o olhar do personagem central.
58 - SECREÇÕES; EXCREÇÕES
E DESATINOS, de Rubem Fonseca. São Paulo, Companhia das Letras, 2001.
144p.
14 contos onde um dos principais escritores brasileiros volta a ser o contista
insuperável na criação de situações fortes
com desdobramentos inesperados. Desta vez ele relembra as práticas populares
de magia e adivinhação do futuro, criando curandeiros e cartomantes
que definem os caminhos decisivos do futuro dos personagens.
59 - SILÊNCIO NO BORDEL
DE TIA CHININHA, de Eliziário Goulart Rocha. Rio de Janeiro, Globo, 2001.
128p.
No português falado no Rio Grande do Sul, por influência dos vizinhos
hispano-americanos, china (com inicial minúscula) é sinônimo
de "mulher de vida fácil" ou "rameira" - porque as
tabernas por elas freqüentadas tinham um ramo na porta. O autor, gaúcho,
trata desse tema em romance onde sabe a arte de narrar e a preocupação
com o leitor.
60 - SONETO DE FIDELIDADE, de Vinicius de Moraes.
Rio de Janeiro, Ediouro, 2001. (Clássicos de Ouro) 80p.
Reunião dos poemas de diversas fases e épocas vivenciadas pelo
nosso poeta e diplomara, que reverenciam a dor e o amor.
61 - TRÊS ABUTRES, de Cláudio Feldman.
São Paulo Taturana, 2001. 70p.
10 contos com enredos reconhecíveis e linguagem que, sem ser frívola,
é ligeira e prazerosa. O autor já publicou 13 livros de poemas,
5 de contos, 7 de ficção humorística e 9 de literatura
infanto-juvenil, com seus livros circulando de maneira alternativa. Agora está
se tornando conhecido por um público mais amplo.
62 - UMA MULHER NÃO CHORA, de Rita Ferro.
Rio de Janeiro, Lacerda, 2001. 192p.
A escritora portuguesa descreve, neste romance, o cotidiano de uma mulher de
meia-idade.
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