
37 - ALVÍDIA, UM HORIZONTE
A MAIS, de Luís Peazê. Rio de janeiro, Stylita, 2000. 347p.
Romance onde um casal de brasileiros joga tudo para o alto e sem conhecimento
prático constrói um veleiro para navegar pelos mares do Sul.
38 - O AR DAS CIDADES, de Sérgio Alcides.
São Paulo, Nankim Editorial, 2000. 72p.
Segundo livro de poemas de um carioca residente em São Paulo.
39 - BR 163, de Tony Bellotto. Sao Paulo, Companhia
das Letras, 2001. 211p.
Um dos integrantes da banda de rock "Os Titãs", Tony lança
livro rico em vida subterrânea de certas cidades do interior que, enriquecidas
pela agricultura e indústria se vêm envenenadas pela violência,
tráfico de drogas, tédio e corrupção.
40 - O BRUXO, de Maria Adelaide
Amaral. Rio de Janeiro, Globo, 2000. 262p.
Consagrada autora de peças teatrais e telenovelas cria a história
de uma mulher corajosa que se divorcia após 25 anos de casada. E que
recorre à astrologia e ao sobrenatural para tentar resolver seus conflitos.
41 - CABEÇAS COMPOSTAS: a personagem feminina
na narrativa do escritor Osman Lins, de Ermelinda Ferreira. Rio de Janeiro,
Fábrica de Livros SENAI/Xerox/Fungunten, 2001. 151p. bibliogr.
Originalmente dissertação de Mestrado, é um estudo sobre
a composição das mulheres no romance Avalovara, de Osman Lins.
42 - A CARNE E O SONHO, de Luiz G. Cancello. São
Paulo, Bom Texto, 2000. 144p.
Contista brasileiro ainda inédito reuniu histórias sobre o cotidiano
urbano, captando suas singularidades.
43 - A CONSCIÊNCIA CRIADORA NA POESIA BRASILEIRA
- do Barroco ao Simbolismo, de Sérgio Alves Peixoto. São Paulo,
Annablume, 2001. 282p.
O autor, professor na Universidade Federal de Minas Gerais, proporciona uma
visão diferenciada do período literário e uma ferramenta
nova para a análise da poesia brasileira.
44 - COROLA, de Cláudia Roquette-Pinto.
São Paulo, Ateliê Editorial, 2000. 111p.
48 poemas tendo como temas as flores e paisagens.
45 - CRÔNICAS EFÊMERAS:
João do Rio na Revista da Semana, org. por Níobe Abreu Peixoto.
São Paulo, Ateliê Editorial, 2001. 208p.
Reúne crônicas, peças teatrais e comentários escritos
e publicados por João do Rio, o pseudônimo mais conhecido de Paulo
Barreto. Registro de um período do Rio de Janeiro que ficou conhecido
como a "belle époque" brasileira, no começo do século
20, pela valorização dos hábitos e costumes europeus.
46 - DUAS VISÕES, de Carlos Theobaldo e
Ercília Bittencourt. Rio de Janeiro, Agora da Ilha, 2001. 275p.
Num trabalho de literatura comparada, os autores estudam duas obras de escritores
importantes da literatura brasileira: "Grande sertão, veredas",
de Guimarães Rosa e "A Paixão segundo G.H.", de Clarice
Lispector.
47 - A DUQUESA E O CÉU, de Sérgio
Lemos. Rio de Janeiro, Record, 2001p. 176p.
Uma história picaresca para divertir e edificar, em texto póstumo
do autor, romancista recentemente falecido em 1998, aos 63 anos, sem publicar
nenhum livro, apesar do notável talento literário.
48 - A ESPERA DO NUNCA MAIS, de Nicodemos Sena. Rio de Janeiro, CEJUP, 2001p.
880p.
Primeiro livro do autor paraense de Santarém, que conta histórias
entrecruzadas dos seres amazônicos, habitantes da esplendorosa floresta,
no choque entre as culturas branca e índia. Dedica-se a narrar a saga
amazônica, da década de 50 até o final da ditadura militar,
quando o capital internacional se instalou na Amazônia.
49 - ESSE AMOR DE TODOS NÓS, de Marina Colassanti.
Rio de Janeiro, Rocco, 2000. 232p.
A autora dá voz aos que falam do amor, do beijo, da escolha de um parceiro,
do amor-paixão, do amor que fere e outras variáveis.
50 - FIO TERRA, de Armando Freitas Filho. Rio de
Janeiro, Nova Fronteira, 2000. 86p.
Exibe, como fio condutor, a coerência dos sentimentos múltiplos
vivenciados e problematizados pelo autor, num retrospecto de suas emoções
em forma de poesia.
51 - FLOR DE ROMANCES TRÁGICOS,
de Luís da Câmara Cascudo. Natal, Univ. Fed. Do Rio Grande do Norte,
2000. (Coleção Nordestina). 170p.
Poemas que abordam a vida de cangaceiros do Nordeste entre 1710 e 1950, em 17
capítulos independentes, passeando da cultura popular à erudita.
52 - HILDA HILST: três leituras, de Vera
Queiroz. Rio de Janeiro, Ed. Mulheres, 2001. 74p.
Três ensaios da autora sobre a obra da poetisa Hilda Hilst na literatura
brasileira.
53 - OS INFANTES DE DEZEMBRO, de Antonio Calloni.
Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2000. 112p.
Poesia de ator de TV e teatro, cheia de fúria, castigo, libertação
e flagelo, mas também alimento, abrigo, devoção e contentamento
com as maravilhosas coisas simples da vida.
54 - LITERATURA BRASILEIRA EM QUESTÃO, org.
por Arnaldo Saraiva. Porto, Fac. de Letras do Porto, 2001. 551p.
Professor da faculdade de Letras do Porto (Portugal) reúne textos não
apenas de docentes brasileiros e portugueses, mas também de espanhóis
e franceses, em tentativa de enriquecer o debate entre os dois países.
55 - O MENINO E O TREM, de Antonio Olinto. Rio
de Janeiro, Ao Livro Técnico, 2000. 160p.
Situações banais do dia-a-dia adquirem densidade metafísica
nesta primeira antologia de contos do escritor.
56 - A MIGALHA E A FOME, de Maria Carpi. Petrópolis,
Vozes, 2001. 166p.
Poetisa gaúcha mergulha profundamente no tema da fome, abordando-o do
tema social, material e espiritualmente em 143 poemas.
57 - MINHA MÃE MORRENDO
E O MENINO MENTINDO, de Valêncio Xavier. São Paulo, Companhia das
Letras, 2001. 224p.
O autor desenvolve uma forma peculiaríssima de literatura visual, que
mistura recursos da prosa e das artes gráficas, numa colagem das mais
variadas: fotos antigas, reclames de jornal, trechos de história sobre
o cangaceiro Lampião, citações do Marquês de Sade,
etc. Faz parte de uma importante linhagem de autores brasileiros de inclinação
vanguardista que sempre pensaram a literatura em relação com o
desenho, a pintura e outras artes plásticas.
58 - NO SHOPPING, de Simone Campos. Rio de Janeiro,
7 Letras, 2000. 76p.
A autora, de apenas 17 anos, descreve a rotina de adolescentes da atualidade,
num passeio pelos "malls", onde moral e ética são artigos
que não estão à venda.
59 - O OLHO DE ALDEBARÁN, de Volmer Silva
do Rego. Rio de Janeiro, Papel Virtual, 2001. 263p.
Autor pernambucano dedica-se, em 13 capítulos, a "science fiction",
gênero pouco explorado pelos escritores brasileiros.
60 - OS OLHOS DO DESERTO, de Marco Lucchesi. Rio
de Janeiro, Record, 2000. 160p.
Um dos mais competentes e respeitados tradutores brasileiros agora escreve sua
obra provocante e poética, num ensaio sobre o lado exótico do
Oriente.
61 - PAI MORTO, VIVO, de Ricardo Gontijo. Rio de
Janeiro, Record, 2000. 208p.
Romance que conta de loucura, adultério, amor proibido e tumultuada relação
entre pai e filho.
62 - PESCOÇO LADEADO POR PARAFUSOS, de Manoel
Carlos Karam. Rio de Janeiro, Ciência do Acidente, 2001. 184p.
Texto diferenciado, por mesclar dois gêneros literários: a novela
e o conto.
63 - POESIA REUNIDA E INÉDITOS, de Dora
Ferreira da Silva. Rio de Janeiro, Topbooks, 2000. 483p.
O lirismo da autora vai da velha poesia ao metapoema.
64 - PILATOS, de Carlos Heitor Cony. São
Paulo, Companhia das Letras, 2001. 219p.
Reedição do romance do jornalista Cony, que conta a história
de um personagem sem nome que dá o nome de Pilatos ao seu pênis
e sofre um acidente, ficando mutilado.
65 - RACCONTO DEL BRASILE, de
Bruno Pedro Giovannetti. Rio de Janeiro, Lemos, 2001. 115p.
Contos sobre temas como ambientalismo e escravidão.
66 - REDES SOLIDÁRIAS, de Maria Tereza Maldonado.
São Paulo, Saraiva, 2001. 96p.
Nesse romance a autora aborda o trabalho voluntário que conta a história
de dois jovens que se envolvem em um projeto social.
67 - UMA VEZ, SEMPRE, de Marly de Oliveira. São
Paulo, Massao Ohno, 2000. 167p.
Três livros da autora, reunidos nesta obra, com 51 poemas.
68 - UMA VIDA EM SEGREDO, de Autran Dourado. Rio
de Janeiro, Rocco, 2000. 132p.
Relançamento da novela publicada em 1964, com um novo apêndice:
"História de uma história - como nasceu Prima Biela",
escrito pelo próprio autor, no qual ele explica a gênese de sua
criação.
69 - URRO, de Leonardo Mendonça. Rio de
janeiro, Ed. Independente do Autor, 2001. 87p.
Autor de teatro, produtor e roteirista, premiado diversas vezes, reúne
crônicas e contos marcados pela temática urbana, como morte, vida,
velhice, solidão, etc.
70 - VILA NOVA DE MÁLAGA, de Ariosto Augusto
de Oliveira. São Paulo, Conexão Nacional e Nankim, 2001. 192p.
A narrativa do romance esta sustentada nos pilares da hipocrisia e superficialidade
da classe alta brasileira. Tendo um pícaro oportunista como personagem
central, o autor apresenta outro herói sem nenhum caráter.
71 - ZÉ LIMEIRA, O POETA DO ABSURDO, de
Orlando Tejo. João Pessoa, Univ. Fed. Da Paraíba, 2000. (Coleção
Nordestina) . 200p.
O polêmico autor Orlando Tejo foi o primeiro preso político da
Paraíba, durante a ditadura militar, em 1964. Nunca aceitou fazer parte
da Academia Pernambucana de Letras. Alguns dizem ser ele o próprio poeta
Zé Limeira e esse livro ser autobiográfico, mas Tejo nega isso,
afirmando que Zé Limeira existiu e ele o conheceu em um cabaré
em Campina Grande (Paraíba), em 1951, aos 54 anos.