18 - OS 100 MELHORES POETAS BRASILEIROS DO SÉCULO, org. por José Nêumanne Pinto. São Paulo, Geração Editorial, 2001. 328p. ilust.
Uma antologia definitiva da poesia brasileira, de 1900 a 2000. Os versos mais inspirados da nossa literatura, de Machado a Drummond, de Bilac a Vinicius, de Augusto dos Anjos a Bandeira, em poemas que nos dão orgulho de ser brasileiros.

19 - ADÁGIO PARA O SILÊNCIO, de Luís Giffoni. Belo Horizonte, Pulsar, 2000. 222p.
Segundo volume do autor na trilogia que se iniciou com "A árvore dos ossos". Em ambiente urbano, aristocrática família vela sua matriarca, em mescla de dramático, grotesco, lírico, convencional e insólito.

20 - ANTOLOGIA EFÊMERA, de E.M. de Melo e Castro. Rio de Janeiro, Lacerda, 2001. 342p.
Escritor português, em poemas feitos entre 1950 e 2000, define e pratica a poesia como "loucura da forma" e "experiência crítica".

21 - AS AVENTURAS SEXUAIS DE LUÍS ENSINADA: romance. Rio de Janeiro, Record, 2000. 350p.
Autor do sucesso "Dedé Mamata" romanceia o contraste entre um "Don Juan" de histórias pornográficas e o seu criador, vítima de incessantes reveses sexuais.

22 - O BEIJO NÃO VEM DA BOCA, de Ignácio de Loyola Brandão. São Paulo; Global, 2000. 376p.
Reedição do romance do festejado autor paulista, um best seller na época do seu lançamento, sobre um casal em crise durante a ditadura militar no Brasil.

23 - AS / OS BRASILÍADAS, de Renato Pompeu. São Paulo, Botequim de Idéias, 2001. 176p.
Epopéia em prosa rimada que fala do Brasil, à maneira de "Os Lusíadas", de Luís de Camões.

24 - O CÂNONE IMPERIAL, de Flávio Kothe. Brasília, DF, Ed. da UnB, 2000. 604p.
O autor minimiza os grandes mitos da literatura nacional, como Machado de Assis, Clarice Lispector, Tomás Antonio Gonzaga, Guimarães Rosa e outros e seus mantenedores históricos, como o sistema educacional, a Igreja Católica e a Academia Brasileira de Letras, amparados pelo sistema econômico, num tiroteio de balas perdidas que não poupa quase ninguém da literatura brasileira.

25 - CARTAS D'AMOR: o efêmero feminino, de Eça de Queiroz, org. por Décio Luiz. Rio de Janeiro, Garamond, 2000. 95p.
Organizados por Décio Luiz, as cartas aparecem juntas pela primeira vez, na ordem em que foram escritas.

26 - COMÉDIAS PARA SE LER NA ESCOLA, de Luís Fernando Veríssimo, seleção e apresentação de Ana Maria Machado. Rio de Janeiro, Objetiva, 2000. 145p.
A originalidade e o bom humor de Veríssimo funcionam como o melhor antídoto para quem não gosta de ler, ou melhor, para quem ainda não descobriu o prazer, a aventura e o gosto que um bom livro pode proporcionar.

27 - CONCERTO PARA CORDA E PESCOÇO, de Mauro Pinheiro. Rio de Janeiro, Rocco, 2000. 126p.
O autor se consagra como um dos melhores escritores brasileiros surgidos nos anos 90, acumula prêmios e elogios da crítica. Neste "concerto" que acaba em forca, o escritor tem sua vida desconcertada e a corda vai apertando em torno de seu pescoço, metaforizando assim ao que foi reduzida a sobrevivência de grande parte da população, da falta de horizontes sociais e existenciais.

28 - CORRESPONDÊNCIA DE CABRAL COM BANDEIRA E DRUMMOND, org. por Flora Sussekind. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001. 320p.
A troca de correspondência entre João Cabral de Melo Neto com Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, os 3 grandes nomes da poesia brasileira, reunindo um total de 104 documentos, anotados por Flora Sussekind, o que facilita o entendimento do contexto histórico das cartas e das discussões travadas pelos poetas.

29 - DEZ QUASE AMORES, de Cláudia Tajes. Porto Alegre, L&PM, 2000. 120p.
Encontros e desencontros de uma legítima "mulher solteira procura", sobre um clube de mulheres que não têm nenhum programa para um sábado.

30 - ESTÓRIAS DA CASA DA VELHA PONTE, de Cora Coralina. 9.ed. São Paulo, Global, 2001. 11p.
A autora Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretãs, de pseudônimo Cora Coralina, foi trazida de Goiás Velho (Goiás) e apresentada, aos 80 anos de idade, a todo Brasil por Carlos Drummond de Andrade. Nessa reedição de seu livro de contos, de aparente simplicidade, traz "causos" com um estilo oral de temática rural das pequenas cidades do interior do Brasil.

31 - FRAGMENTOS DE UMA REALIDADE DESCOBERTA, de Wilson Hilário Borges. São Paulo, Germinal, 2001. 402p. Poemas sobre personagens encontradas nas ruas da cidade de São Paulo.

32 - OS GUERREIROS DO CAMPO, de Deonísio Silva. São Paulo, Mandarim, 2000. 192p.
Todos os ingredientes da ficção sedutora estão nessa obra, com os temas do momento: reforma agrária, herança católica, os sem-terra, políticos e escritores em evidência, em linguagem livre e solta.

33 - GUIMARÃES ROSA: Magma e gênese da obra, de Maria Célia Leonel. São Paulo, Ed. da UNESP, 2000. 285p.
Análise da obra de Rosa, através de seus livros "Magma" e "Sagarana".

34 - LEITURA, HISTÓRIA E HISTÓRIA DA LEITURA, org. por Márcia Abreu. Campinas, SP, Mercado de Letras, 2001. 640p.
Marco na história da leitura no Brasil, contém textos de 26 autores sobre leitura, escrita, livro, leitores, selecionados dentre os trabalhos apresentados no I Congresso de História do Livro e da Leitura no Brasil, realizado na UNICAMP em 1998.

35 - MACHADO DE ASSIS, por Domício Proença Filho. São Paulo, Global, 2001. (Coleção Melhores Contos). 300p.
Os contos machadianos escolhidos para compor essa obra formam um panorama significativo do conjunto do autor.

36 - A MANEIRA NEGRA, de Rafael Cardoso. Rio de janeiro, Record, 2001. (Coleção Negra). 160p.
Dois contos cariocas sobre as lúdicas ruas de Copacabana, o agitado centro da cidade, as mansões a Zona Sul e as apertadas vilas dos subúrbios.

37 - MÁQUINA DE DESTRUIR LEITORES, de Jefferson Assunção. Porto Alegre, Sulina, 2000. 112p.
Autor gaúcho conta a história de um leitor que é preso por uma professora e levado para dentro de uma máquina, numa sátira ao ensino forçado da literatura para crianças.

38 - MENINOS, POETAS E HERÓIS, de Luísa Franco Moreira. São Paulo, Ed. da USP, 2001. 200p.
Análise da obra do escritor modernista Cassiano Ricardo.

39 - MEU CARO H , de Samir Thomaz. São Paulo, Ática, 2001. 296p.
Funcionário de uma grande editora e escritor, é um HIV positivo, ou seja, um aidético. Empregado dedicado, pai exemplar, marido atencioso e escritor diletante, está com o vírus da AIDS, com os dias contados e esse novo livro na praça, relatando justamente sua nova experiência.

40 - AS MIGALHAS E A FOME, de Maria Carpi. Petrópolis, Vozes, 2001p. 166p.
Escritora gaúcha promove reflexão poética sobre a exclusão social e os desafios da condição humana, com temas sobre a reforma agrária, má distribuição de renda, minorias, etc.

41 - PALAVRA E TEMPO: ensaios sobre Dante, Carrol e Guimarães Rosa, de Heloísa Vilhena de Araújo. São Paulo, Mandarim, 2001. 253p.
A autora é diplomata e doutora em Literatura Brasileira pelo King's College, da London University. Três ensaios que apresentam uma preocupação em comum: a ligação entre a palavra e o tempo.

42 - A PEQUENA MORTE E OUTRAS NATUREZAS, por Cláudia Lage. Rio de Janeiro, Record, 2001. 222p.
Coletânea de 13 contos, onde a autora narra encontros/desencontros, nascimento/morte ou solidão/liberdade, através de linguagem romântica.

43 - PRESSINTO QUE OS ANJOS ME PERSEGUEM, de Helena Jobim. Rio de Janeiro, Record, 2000. 160p.
A escritora relata suas experiências entre a vida e a morte e suas premonições após acidente de carro, bem como a luta pela vida e a busca de caminhos diversos pelo catolicismo, espiritismo, "simpatias", candomblé, etc., até encontrar aquela com que mais se identifica.

44 - QUE ENCHENTE ME CARREGA, por Menalton Braff. São Paulo, Palavra Mágica, 2000. 144p.
O autor, do interior do estado de São Paulo, foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ficção de 1999. Nesse romance conta a história de um sapateiro angustiado que se agarra ao artesanato mas se sente pressionado a aderir a produção em série do pólo industrial que chega à sua cidade.

45 - RÉQUIEM PARA MONALISA, de Antenor Pimenta. São Paulo, Rocco, 2000. 190p.
Terceiro livro do autor, onde em romance policial conta sobre um assassinato ocorrido no interior de Minas Gerais, levando o leitor entre pistas falsas, profusão de conflitos, amores não-correspondidos, escândalos e traições.

46 - SAMPLERS, de Fabrício Marques. Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 2000. 62p.
Poesias de autor mineiro, ganhador do Prêmio Cultural de Literatura da Fundação Cultural da Bahia em 1998. Usa como título a palavra inglesa "Sample", para definir colagem musical, apropriação, mistura. Poemas que tem como referência o cinema, a música e as artes plásticas.

47 - SÓ UMA PALAVRA ME DEVORA, de Abel Silva. Rio de Janeiro, Record, 2001. 252p.
Poeta, escritor e letrista de música popular brasileira reúne, em antologia, seus textos, com palavras expostas à luz e à dor, cheias de amor pela vida.

48 - SORTILÉGIO, de Sérgio Jockymann. Porto Alegre, L&PM, 2001. 107p.
Escritor gaúcho conta uma pequena história de amor sobre o mistério da vida e os segredos da arte.

49 - O TESOURO DA CASA VELHA, de Cora Coralina. 3.ed. São Paulo, Global, 2001. 139p.
Em reedição, esse livro de contos traz a lenda de um tesouro enterrado, escrito com algumas expressões em desuso na língua escrita, mas que foram e ainda são comuns na linguagem oral de todo o grande sertã, dando veracidade à narrativa, por mais fantasiosa que seja.

50 - TIETÊ, TEJO, SENA: a obra de Paulo Prado, de Carlos E. Berriel. Campinas, SP, Papirus, 2000. 248p.
Analisa a obra do ensaísta Paulo Prado (1869-1943), humanista e milionário, considerado o mecenas do modernismo, e o vínculo entre a geração de 1870 em Portugal e o modernismo brasileiro.

51 - AS TRÊS GRAÇAS: nova contribuição ao estudo de Guimarães Rosa, de Heloísa Vilhena de Araújo. São Paulo, Mandarim, 2001. 328p.
Mostra que Guimarães Rosa procura capturar o que está além do real e do imaginário, encontrado no sonho, na ficção, na arte e na alucinação. A autora é diplomara, tendo servido em grandes capitais da América Latina e Europa e doutorada em Literatura Brasileira pelo King's College da London University.

52 - UILCON PEREIRA: no coração dos boatos, de Aricy Curvello, Belo Horizonte, AGE, 2001. 196p.
Pesquisadora procurou traçar as linhas gerais da biografia, da bibliografia e da fortuna crítica do escritor Uicon Pereira, buscando responder as interrogações a respeito do homem e do escritor, que teve morte prematura, o que dificulta o acesso às informações sobre sua personalidade e obra.

53 - UNICÓRNIO AZUL, de Rubens Pântano Filho. Campinas, SP, Pontes, 2000. 160p.
A primeira namorada, o jardineiro na praça, o carnaval, o torcedor fanático, são alguns dos personagens lembrados no cotidiano da cidade, nos contos de Pântano Filho.

54 - VEREDAS DE ROSA, de vários autores. Belo Horizonte, Ed. da PUC-MG, 2001. 768p.
Coletânea de artigos mobilizam disciplinas como a semiótica, filosofia, psicanálise, etc., para os estudos da obra do escritor Guimarães Rosa (1908-1967).

55 - A VIAGEM: itinerário intelectual que fez João Cabral de Melo Neto, do racionalismo ao materialismo dialético, de Felix de Athayde. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2000. 112p.
Ao falecer, em 1955, o autor deixou inéditos deste livro. Sendo grande amigo do poeta João Cabral de Melo Neto, ele reconstrói seu caminho literário através de ensaios, onde cada um analisa um livro de Cabral, centrando-se na moral que ela implica e encontra, entre outras coisas, a influência da literatura espanhola.

56 - VISIBILIDADE: ensaios sobre imagens e interferências, por Felipe Fortuna. Rio de Janeiro, Record, 2000. 160p.
Poeta e diplomata reuniu 23 ensaios que empreendem uma acurada leitura dos mitos do nosso tempo - o "bug" do milênio, Machado de Assis, Cicciollina, Drummond, Villa-Lobos, etc, numa resenha das situações contemporâneas.

Vide também: 5, 88, 100


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