46) O AMOR NATURAL, de Carlos Drummond de Andrade. Rio de Janeiro, Record, 2002. 144p. ISBN 85-01064-59-9
Publicado após a morte do autor, este é e, dúvida o livro mais ousado do poeta. Trata do amor com uma linguagem desnuda, quase pornográfica, dividindo as opiniões sobre seu conteúdo. Durante sua vida, Drummond evitou publicar tais poemas em livro, antes da revolução sexual e liberação dos costumes, com receio de serem confundidos com pornografia.

47) ÂNGULOS, LITERATURA & OUTRAS ARTES, de Evandro Nascimento. Argos, 2002. 212p. ISBN 85-85252-71-5
Livro de ensaios que abrange um leque de questões atuais, percorrendo um caminho de conceitos à reflexão de temas básicos da literatura e da cultura brasileira, como a obra de Guimarães Rosa, a Semana de Arte Moderna, Machado de Assis, Fernando Pessoa, poesia concreta, Lúcio Cardoso, etc.

48) ANTOLOGIA DE CRÔNICAS, de Herberto Sales. 2.ed. Rio de Janeiro, Ediouro, 2002. 192p. ISBN 85-00009-68-3
Aqui se encontram os maiores cronistas do nosso tempo, em textos que atestam porque a crônica no Brasil transcendeu o interesse efêmero do momento e conquistou o posto de uma verdadeira e autêntica literatura.

49) ARIANO SUASSUNA - O CABREIRO TRESMALHADO, de Maria Aparecida Lopes Nogueira. Rio de Janeiro, Palas Athena, 2002. 296p. ISBN 85-72420-34-7
Originalmente Tese na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é o primeiro livro no Brasil a analisar a vida e a obra do consagrado escritor paraibano. Ariano Suassuna, autor de "Auto da Compadecida", "O Romance da Pedra do Reino" e outros clássicos da literatura brasileira, já foi objeto de 20 publicações em todo mundo, entre teses, livros e artigos e teve suas obras traduzidas em 6 idiomas. O livro reúne argumentos e idéias que mostram que Suassuna e sua obra ajudam a compreender o Brasil, os brasileiros e sua cultura, na essência do sertão e do homem sertanejo, sempre tão presentes no universo suassuriano.

50) AS AVENTURAS DE NHÔ-QUIM E ZÉ CAIPORA - OS PRIMEIROS QUADRINHOS BRASILEIROS (1869-1883), de Athos Eichler Cardoso. Brasília, DF, Ed. do Senado Federal, 2002. 192p. álbum de luxo. Não tem ISBN
Álbum com 2 obras precursoras dos nossos primeiros heróis em quadrinhos, da época imperial. Criação de Ângelo Agostini para a revista "Vida Fluminense", que foi a primeira história em quadrinhos ("comics") feita no Brasil.

51) BIOGRAFIA DE UMA ÀRVORE: POEMAS ABANDONADOS, de Fabrício Carpinejar. São Paulo, Escrituras, 2002. 104p. ISBN 85-75310-41-0
Poemas que são também um exercício de fabulação, explorando as fronteiras clássicas entre a poesia e a prosa, entre o lirismo e a ficção. Aos 29 anos, o autor, poeta, jornalista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ganhou o Prêmio Nacional da União brasileira de Escritores, em 2001, na categoria Poesia.

52) BUSCANDO O SEU MINDINHO, de Mário Prata. Rio de Janeiro, Objetiva, 2002. 220p. (Coleção Cinco Dedos de Prosa).
ISBN 85-73024-37-2
Contos como um almanaque no qual se descobre que aquele dedo discreto e miúdo transforma-se, em mãos alheias, num intrépido aventureiro, com muitas histórias para contar. De jogador de futebol a juiz trabalhista, de adolescente rebelde a marido traído, remexendo as lembranças, todos tem algo a contar sobre o dedo mindinho.

53) CAÇADAS DE VIDA E DE MORTE, de João Gilberto Rodrigues da Cunha. São Paulo, Fund. Peirópolis, 2002. 410p.
ISBN 85-85663-39-1
Romance sobre a colonização do Triângulo Mineiro desde o final do Império até os primeiros anos e a consolidação da república, revelando a história desse tão falado mas pouco conhecido Sertão da Farinha Podre, semente de cidades importantes como Uberaba, Uberlândia e Araguari e contando das diferentes oligarquias rurais brasileiras.

54) CAFÉ, A POESIA DA TERRA E DAS ENXADAS, de Saulo Ramos. São Paulo, Expressão e Cultura, 2002. 150p.
ISBN 85-20803-26-1
Antes de ser importante jurista, Saulo ramos dedicava-se à poesia. Em 1953 saía o presente livro, descrevendo a saga cafeeira. A capa é ilustrada com afrescos de Cândido Portinari e o prefácio do poeta Guilherme de Almeida.

55) CENAS MÉDICAS: UMA INTRODUÇÃO A HISTÓRIA DA MEDICINA, de Moacyr Scliar. Porto Alegre, RS, Artes e Ofícios, 2002. 104p. ISBN 85-74210-82-X
Relato seguro e saboroso, escrito por um marcante escritor e médico sanitarista. Livro em "flashes" sobre alguns dos mais decisivos momentos da milenar prática da medicina, escrito por um jovem médico-residente em hospitais de Porto Alegre, no começo dos anos 60.

56) CIDADE DE DEUS - EDIÇÃO REVISTA PELO AUTOR, de Paulo Lins. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 408p.
ISBN 85-35902-80-5
O romance, que deu origem ao filme, agora em cartaz no Brasil, é escrito por Paulo Lins, que passou sua infância nesse conjunto habitacional. O autor define o lugar como "neofavela", na época em que lá viveu. Baseando-se em pesquisas antropológicas que coletou durante 8 anos sobre a criminalidade e as classes populares, ele define um painel sobre as transformações sociais que aconteceram no lugar, desde a pequena criminalidade até o domínio do tráfico de drogas.

57) CONTOS REUNIDOS, de António Alcântara Machado, org. de Djalma Cavalcante e Cecília de Lara. São Paulo, Ática, 2002. 204p. (Coleção Bom Livro). ISBN 85-08080-03-4
Contos que são marcados por uma linguagem direta, por meio da oralidade, rompendo com o estilo literário, dependendo das normas léxicas e gramaticais. Com muita ironia e humor, ele fala de São Paulo, dos imigrantes, os primórdios da industrialização e as transformações velozes da cidade.

58) CORAÇÃO PARTIDO - UMA ANÁLISE DA POESIA REFLEXIVA DE DRUMMOND, de Davi Arrigucci Junior. São Paulo, Cosac & Naify, 2002. 160p. ilust. encadernado com sobrecapa. ISBN 85-75031-37-6
O ensaísta e professor da Universidade de São Paulo revisita a obra do poeta mineiro e oferece uma visão , onde tudo ocorre por conflito e onde o lirismo aparece mesclado de drama e pensamento. Uma leitura que abre novas veredas no campo já tão percorrido do estudo da obra drummondiana.

59) DENTRO DA NOITE, de João do Rio. Rio de Janeiro, Antiqua, 2002. 200p.
Apresenta 8 histórias que têm como característica comum a hiperestesia espécie de deformação sensorial (olfativa, sonora ou sadomasoquista), que o autor trabalha de maneiras diversas dentro de temas como sexo, abuso de drogas e cleptomania.

60) DUAS TARDES E OUTROS ENCONTROS SILENCIOSOS, de João Anzanello Carrascoza. São Paulo, Boitempo, 2002. 112p. ISBN 85-85934-99-9
Contos onde fatos comuns do cotidiano transformam-se em cenas cinematográficas com um toque poético.

61) ENIGMA MULHER NO UNIVERSO MASCULINO MACHADIANO, de Anélia Montechiari Petrani. Niterói. Ed. UFF, 2000. 136p. ISBN 85-22803-11-0
A autora traz importante contribuição tanto para os estudos de gênero quanto para a compreensão dos efeitos que o narrador machadiano injeta nas relações humanas e sociais do Brasil em fins do século 19.

62) EX-LIBRIS: UMA DECLARAÇÃO DE AMOR AOS LIVROS, de Anne Fadiman. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2002. 164p.
ISBN 85-71106-44-4
Ensaios onde a autora mostra como seus livros prediletos se tornaram capítulos de sua história pessoal e, em rara combinação de humor e erudição, discorre sobre temas como leitura em voz alta, plágio, dedicatórias, livros usados e outros. Um relato sobre bibliofilia!

63) FALO DE MULHER, de Ivana de Arruda Leite. São Paulo, Ateliê, 2002. 100p. ISBN 85-74801-11-9
Contos onde a autora analisa friamente a vida a dois, a ausência de amor e o cinismo das mulheres diante de seus homens, flagrando o ridículo de cada um de seus personagens.

64) FARSA DA BOA PREGUIÇA, de Ariano Suassuna. Rio de Janeiro, José Olympio, 2002. 336p. ISBN 85-03007-30-4
Peça de teatro onde, apesar do título, ao chega a ser uma farsa, porque seu caráter religioso muito pronunciado deixa-a mais próxima da moralidade. Peça curta, cômica, com personagens estereotipados tomados em geral da burguesia.

65) FIGURAS DO FEMININO NA CANÇÃO DE CHICO BUARQUE, de Adélia Bezerra de Meneses. 2.ed. São Paulo, Ateliê, 2002. 168p. ISBN 85-74800-03-1
Chico sempre foi reconhecido como um dos poetas que mais sensivelmente captam o feminino e o exprimem, traduzindo-o em palavras e música, fazendo emergir de sua lírica o ser e a fala da mulher.

66) FRONTEIRAS DA IMAGINAÇÃO - OS ROMÂNTICOS BRASILEIROS: MESTIÇAGEM E NAÇÃO, de Silvina Carrizo. Niterói, Ed. UFF, 2001. 174p. (Coleção Ensaios) Não tem ISBN
Aborda e atualiza as questões que desafiaram nossos românticos, com o binômio mestiçagem e nação.

67) A GATA DO NILO, de Lia Neiva. 2.ed. Rio de Janeiro, José Olympio, 2002. 102p. ISBN 85-03006-77-4
Contos com história contada em 5 versões, nas quais os personagens passeiam por diferentes épocas e estilos literários, em trama muito bem tecida e envolvente.

68) O HOMEM QUE AMAVA RAPAZES E OUTROS ENSAIOS, de Denílson Lopes. Rio de Janeiro, Aeroplano, 2002. 260p.
ISBN 85-86579-32-7
Contos que traz escritos em diferentes momentos, compondo um quadro incompleto e provisório. Mais que uma resposta pessoal às relações entre homossexualidade, travestimento e arte, são uma afirmação incondicional e apaixonada da capacidade construtora e ética da afetividade atual.

69) HUMANOS E MUNDANOS & DIVINOS E DIABÓLICOS, de Ivan J. Panchiniak. Florianópolis, Ed. UFSC, 2002. 186p.
Os 14 contos que compõe o livro são marcados pela ironia e um profundo humor.

70) A IDÉIA MODERNISTA, de Wilson Martins. Rio de Janeiro, Topbooks, 2002. 350p. ISBN 85-74750-48-4
Faz um balanço da Semana de Arte Moderna. Focalizando um dos períodos mais importantes da história literária do Brasil. Dividido em 3 partes, traça um panorama geral do modernismo, apresenta suas obras mais representativas e seus autores mais importantes.

71) INÁCIO; O ENFEITIÇADO E BALTAZAR, de Lúcio Cardoso. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2002. 340p.
ISBN 85-20005-83-7
Três novelas que compõe a "Trilogia de um mundo sem Deus" e encerram cada qual o seu enigma de prostitutas, embriagados e assassinos num mundo de vícios, perseguições e mortes no Rio de Janeiro da angústia e desolação, do famoso escritor mineiro (1912-1968).

72) LITERATURA E CULTURA NO BRASIL: IDENTIDADES E FRONTEIRAS, org. de Lígia Chiappini e Maria Stella Bresciani. São Paulo, Cortez, 2002. 328p. ISBN 85-24908-75-0
Reúne 24 ensaios de conceituados críticos literários, acadêmicos e historiadores do Brasil e do exterior, em 5 capítulos: Fronteiras da Brasilidade; Fronteiras Antropófagas; Fronteiras Oblíquas; Fronteiras Temporais e Fronteiras da Literatura. Escritos das organizadoras e de Albert Von Brunn, Edgar de Decca, Sandra Pesavento, Ettore Finazzi-Agró, Vera Chalmers, Gerhild Reisner, etc.

73) MATOGROSSO, de Márcio Amaral. São Paulo, Espaço e Tempo, 2002. 150p. ISBN 85-74240-16-8
Romance que se passa em um dos Mato Grossos brasileiros.

74) MULHERES DE ESCRITORES, de Cida Golin. São Paulo, Annablume, 2002. 200p. ISBN 85-74192-56-2
Com o objetivo de fornecer "subsídios para uma história privada da literatura", o livro analisa depoimentos de esposas de escritores, como a de Dyonélio Machado e Guimarães Rosa, entrecruzando discursos de vida privada, história pública, sociologia, política, literatura, práticas culturais, autobiografia, memórias, etc.

75) MÚLTIPLO VIEIRA: ESTUDO DOS SERMÕES INDIGENISTAS, de Thereza C. A Domingues. São Paulo, Annablume, 2002. 100p. ISBN 85-74192-17-1
Análise dos discursos de um Vieira-sacerdote e de Vieira-cortesão, empenhados(s) na causa do indígena brasileiro.Destaca o caráter popular nos sermões de denúncia social preferidos pelo autor, em Portugal e no Maranhão.

76) NA VIRADA DO SÉCULO: POESIA DE INVENÇÃO NO BRASIL, org. de Frederico Barbosa e Cláudio Daniel. São Paulo, Landy, 2002. 348p. ISBN 85-87731-63-7
Panorama da poesia contemporânea, reunindo 46 poetas brasileiros, que começaram a despontar na década de 70 e 80, mas só foram editados com destaque na década de 90, como Arnaldo Antunes, Cláudia Roquette-Pinto, Carlito Azevedo, os próprios organizadores e chega aos novos talentos que despontam como esperanças poéticas para o século 21.

77) NOVE NOITES, de Bernardo Carvalho. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 176p. ISBN 85-35902-87-2
Romance que narra a história do antropólogo norte-americano Buell Quain, que suicidou-se no interior do Brasil em 1939, aos 27 anos. Pesquisando índios da tribo Craó, pergunta-se se foi uma crise existencial que o levou a cortar seu corpo todo, queimar dinheiro e escrever 7 cartas antes de se matar. Em busca de respostas o autor entrevistou parentes e outros antropólogos, pesquisou documentos e concluiu que romancear o episódio seria uma saída honrosa para tentar elucidar o caso.

78) PALAVRA DESORDEM, de Arnaldo Antunes. São Paulo, Iluminuras, 2002. 208p. ISBN 85-73211-71-7
O autor, poeta da nova geração, faz livro composto de frases independentes, que pode ser lido em sua seqüência, ou em qualquer ordem. Todas as páginas foram desenhadas como se fossem cartazes, que podem ser lidos em várias direções.

79) PEDAÇO DE MIM, de João Silvério Trevisan. Rio de Janeiro, Record, 2002. 352p. ISBN 85-01064-52-1
Os ensaios aqui contidos tentam desvendar o que o travestismo revela e o que ele encobre, qual o sentido reacionário do populismo de esquerda, porque os nossos manuais de revolução criaram desastres históricos e em que sentido o caos brasileiro pode dar certo. O autor aguça essas perguntas de modo provocador.

80) POESIA - ÁLVARO DE CAMPOS, org. de Teresa Rita Lopes. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 600p.
ISBN 85-35902-52-X
O mais "vanguardista" dos heterônimos do português Fernando Pessoa (1888-1935) foi o poeta-engenheiro Álvaro de Campos. Também foi o mais escandaloso e febril, fortemente influenciado pelo futurismo italiano. Sua obra poética, que se estendeu de 1914 a 1935 e inclui "Tabacaria" é aqui compilada, em edição que traz também textos inéditos e revistos.

81) POESIA INDIANISTA, de Gonçalves Dias, org. de Maria Ligia Guidin. 2.ed. Rio de Janeiro, Martins Fontes, 2002. 363p.
ISBN 85-33615-42-6
Repõe para os estudiosos a obra de Gonçalves Dias e sua poesia indianista.

82) REVISÃO DE SOUSÂNDRADE, de Augusto e Haroldo de Campos. Ed. rev. e ampl. São Paulo, Perspectiva, 2002. 656p.
ISBN 85-27303-00-0
Antologia dedicada ao poeta Sousândrade (1833-1902), em edição que traz os poemas e crítica, expondo o arrojo das formas e a atualidade dos temas do autor.

83) VERMELHO BRASIL, de Jean-Christophe Rufin, trad. de Adalgisa Campos da Silva. Rio de Janeiro, Objetiva, 2002. 410p.
ISBN 85-73024-63-1
O autor, médico e escritor francês, já viveu no Recife como Adido Cultural de seu país. Passeando no Rio de Janeiro, ficou fascinado com quadros que viu no Museu do Paço Imperial, que retratavam a época em que os primeiros europeus estavam se estabelecendo na baía de Guanabara. Resolveu escrever um romance sobre a malograda aventura dos franceses que tentaram colonizar o Brasil, com Nicolas Durand de Villegagnon, que no século 16 tentou fundar aqui a França Antártica. Com esse livro ganhou o Premio Goncourt, o mais importante prêmio literário da França.

84) XAMÃ DOURADO, de Roberto Lima Neto. São Paulo, Ediouro, 2002. 200p. ISBN 85-00012-89-7
Romance onde o leitor terá a oportunidade de acompanhar o crescimento de um jovem que levava a vida de maneira inconseqüente, até a queda de seu avião na selva Amazônica, quando encontra um pajé da tribo Kauauá.

Vide também: 36, 105 e 112


Início | Arte | Biografia | Direito | Economia | Educação | Esportes
Filosofia
| Fotografia | História | Lingua Portuguesa | Literatura
Música | Política | Referência | Religião | Sociedade | Viagens | Boletins