
115
- ÁFRICA E BRASIL: letras em laços, org. por Maria Teresa salgado e
Maria do Carmo Sepúlveda. Rio de
Janeiro, Atlântica, 2000. 352p.
Reúne ensaios sobre a obra de 17 poetas e romancistas da literatura africana de
língua portuguesa, entre eles Pepetela, Mia Couto, José Eduardo Agualusa e José
Craveirinha, com o objetivo de estreitar importantes laços culturais.Introdução
do Dr. Russell Hamilton, do Departamento de Espanhol e Português
da Vanderbilt University.
116
- ÁLIBIS, por Gilberto Mendonça Teles.
Rio de Janeiro, Sucesso Pocket, 2000.
110p.
Poeta publica seu 16. livro, com diversidade de formas poéticas.
117
- OS ANJOS DE BADARÓ, por Mário Prata.
Rio de Janeiro, Objetiva, 2000. 352p.
Comédia policial virtual - é o
25. livro do autor – foi escrito ao longo de 6 meses por meio de um “site”
na Internet, recebendo sugestões até do Japão e Austrália, com 400.000
acessos, 800.000 palpites (cerca de 2.500 por dia)
118
- ANTOLOGIA POÉTICA DA GERAÇÃO 60., org. por Álvaro Álvares Faria e
Moisés Carlos Felipe.
Antologia que cobre 4 décadas de produção coletiva, com textos de 30 poetas
de uma geração literária pautada pela tolerante – e silenciosa –
diversidade de estilos.
119
- AQUELE MENINO, por Paulo Bomfim. São
Paulo, Green Forest, 2000. 324p.
O poeta paulista escreve crônicas sobre o amor, o teatro e a liberdade, sob o
signo de suas origens e as origens de sua cidade.
120
- ASPADES, Ets, Etc., por Fernando Monteiro.
Rio de Janeiro, Record, 2000. 240p.
Romance .O autor somente agora tem o reconhecimento do público brasileiro,
depois de várias obras escritas em poesia, ficção e teatro. Foi revelado em
Portugal.
121
- BORGES E OS ORANGOTANGOS ETERNOS, por Luís Fernando Veríssimo.
São Paulo, Companhia das Letras, 2000. (Coleção Literatura ou Morte!).
136p.
Veríssimo como autor e Borges como personagem, ambos fascinados pelo crime.
Vogelstein, um cinquentão solitário que vive em Porto Alegre, vai a um
congresso da Israfel Society, em Buenos Aires, onde conhecerá Jorge Luís
Borges, seu ídolo. E de repente ... se vê no centro de um crime que envolve
demônios do tarô e mistérios da cabala.
122
- CABEÇA, CORPO, CAVEIRA E ALMA, por Fernando Burjato.
Rio de Janeiro, Bom Texto, 2000. 144p.
Livro de contos em estréia de jovem escritor, que usa certo preciosismo de
linguagem, mostrando um esscritor em gestação, com idéias supreendentes.
123
- O CASO DA CHÁCARA CHÃO, por Domingos Pellegrini. Rio de Janeiro, Record, 2000.
333p.
A partir da história de um ex-revolucionário que se envolve numa trama
policial, o autor discute o crime, a violência e outros problemas da sociedade
brasileira.
124
- EU COMPRO ESSA MULHER: romance e consumo nas telenovelas brasileiras e
mexicanas, por Cristiane Costa.. Rio
de Janeiro, Jorge Zahar, 2000. 135p.
Jornalista e professora universitária aborda e investiga as relações entre o
amor romântico e o consumo nas telenovelas, a partir de 2 modelos distintos: o
“culebrón” mexicano, excessivamente melodramático e a novela da Rede Globo, brasileira, padrão de qualidade e temática
modernizante do Brasil.
125
- O DECÁLOGO. São Paulo,
Nova Alexandria, 2000. 1120p.
Antologia, reunindo contos de Moacyr Scliar, Marcelo Coelho, Luiz Vilela e
outros, inspirados em cada um dos dez mandamentos bíblicos.
126
- O DESCONHECIDO E MÃOS VAZIAS, por Lúcio Cardoso. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.
322p.
Relançamento de duas novelas de famoso escritor brasileiro, a primeira delas de
1940 e a outra de 1938. Narrativas que, sob o invólucro do mundo externo, busca
o âmago dos conflitos subjetivos.
127
- O ELEFANTE, por Francisco Alvim. São
Paulo, Companhia das Letras, 2000. 147p.
Poesias do autor, mineiro, na ativa desde os anos 60, lança seu 8. livro. Seus
poemas tem como elemento-chave a fala do brasileiro. A característica mais
marcante de sua obra é saber construir belas imagens e percorrer, com sucesso,
o território da lírica e da reflexão ”existencial”.
128
- ERRÂNCIAS, por Décio Pignatari.
São Paulo, Ed. SENAC,
2000. 202 p. ilust.
O popular e o erudito, o tradicional e o nunca visto, o sofisticado, e o simples
– tudo cabe na prosa ou na prosa-poesia de Décio Pignatari, no pleno domínio
de seu talento.
129
- O ESPELHO DE EGON, por Horácio Soares.
Rio de Janeiro, Rocco, 2000. 176p.
Estréia literária do autor, em romance policial que tem como pano de fundo a
cidade do Rio de Janeiro, na qual dois irmãos gêmeos muito parecidos são
confundidos em um crime.
130
- EUCLIDES DA CUNHA E GUIMARÃES ROSA: através dos Sertões – os
livros, os autores, por Paulo Dantas. São
Paulo, Massao Ohno, 2000. 130p.
Considerando “OS Sertões” e “Grande Sertões: Veredas” os dois mais
geniais livros brasileiros do século, o autor faz uma análise das 2 obras. A
idéia é tentar facilitar a leitura dos textos intrincados dos dois escritores.
131
- A GARGANTA DAS COISAS, de Regina Dalcastagné. Brasília, DF,
UnB/Imprensa Oficial, 2000. 288p.
Doutora em Teoria Literária promove uma reflexão do romance “Avalovara”, de
Osman Lins.
132
- O GOL É NECESSÁRIO, por Paulo Mendes Campos. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.
96p.
Reúne crônicas esportivas, com algumas dedicadas aos grandes ídolos do
futebol brasileiro, como Pelé e Garrincha, e também aos times cariocas.
133
- GONZAGA, UM POETA DO ILUMINISMO, por Adelto Gonçalves.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999.
538p.
Tese de Doutorado em Letras, descobre que - entre outras surpreendentes revelações
– que os últimos tempos de Gonzaga à frente da Ouvidoria Real foram marcados
por uma concessão e sesmarias, como a preparar terreno para que as pessoas de
influência vissem com bons olhos a sua ascensão a Ministro todo poderoso de
uma futura República.
134
- HÁ VINTE ANOS, LUZ, por Elza Osório.
Rio de Janeiro, Objetiva, 2000. 352p.
Um romance sobre um jovem que busca sua identidade, baseado no tráfico de bebês
e nas detenções argentinas durante a ditadura militar.
135
- O HERÓI DEVOLVIDO, por Marcelo Mirisola.
São Paulo, Ed. 34, 2000. 191p.
Textos que destilam fartas doses de raiva e sarcasmo, em alguns deles não
restando pedra sobre pedra! Sem cair na pornografia, o autor descreve visitas a
prostíbulos e fala de sexo, em contos cheios de força e humor.
136
- HORIZONTES MODERNISTAS: o jovem Drummond e seu grupo em papel jornal,
por Maria Zilda Cury. Belo
Horizonte, Autêntica, 1999. 232p.
A produção literária do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade no jornal
“Diário de Minas”; suas primeiras crônicas e poemas e sua liderança junto
ao grupo modernista. Também uma das últimas grandes entrevistas do poeta, na
íntegra.
137
- IRECÊ A GUANÁ: Alfredo D’Escragnolle Taunay.
Rio de Janeiro, Iluminuras, 2000. 176p.
Quatro autores literários – Antônio Cândido, Haroldo de Campos, Lúcia Sá
e Sérgio Medeiros – analisam o conto escrito pelo Visconde de Taunay sobre os
encontros e desencontros entre brancos e índios.
138
- MACUNAÍMA GINGANDO ENTRE CONTRADIÇÕES, por Marina Pacheco Jordão.
São Paulo, FAPESP/Annablume, 2000.
212p. ilust.
Leitura singular da obra de Mário de Andrade,s endo que a originalidade começa
pela proximidade da autora com o escritor, no bairro em que moravam, em São
Paulo, daí resultando fotos e lembranças.
139
- A MANEIRA NEGRA, por Rafael Cardoso.
Rio de Janeiro, Record, 2000. 160p.
Romance policial nacional, ambientado no submundo carioca, de grande força
narrativa.
140
- AS MENTIRAS QUE OS HOMENS CONTAM, por Luís Fernando Veríssimo.
Rio de Janeiro, Objetiva, 2000. 176p.
Mentiras que sempre vêm a cabeça de todos, seja para enganar a mãe, a esposa
ou faltar à aula ou ao trabalho.
141
- MEU FILHO, O DOUTOR: medicina e judaísmo na história, na literatura
e no humor, de Moacyr Scliar. Porto
Alegre, Artmed, 2000. 127p.
Porque tantos médicos são judeus? De onde vem a histórica associação entre judaísmo
e medicina? O autor – médico e escritor – vai buscar respostas a essas questões
na história, na literatura e – é claro! – no famoso humor judaico.
142
- MORRO VELHO: Avelino Fóscolo, ed.
por Letícia Malard e José Américo Miranda.
Belo Horizonte, Ed. da UFMG, 1999. 203p.
O escritor mineiro Avelino Fóscolo foi autor do primeiro romance ambientado em
Belo Horizonte, cuja ação se
passa no tempo da construção da nova capital de Minas Gerais. A história se
desenrola em torno da mina de Morro Velho, onde o autor trabalhou quando jovem,
retratando suas condições de vida e de trabalho, no final do século 19.
143
- MURAIS DE VINÍCIUS E OUTROS PERFIS, por Paulo Mendes Campos.
Rio de Janeiro, Civilização brasileira, 2000.
112p.
Um dos mais festejados cronistas brasileiros, falecido em 1991, celebra sua
amizade com o poeta e compositor Vinicius de Moraes e também com os pintores
Djanira e Di Cavalcanti, poeta
Carlos Drummond de Andrade e compositor Ary Barroso (autor da música Aquarela
do Brasil) e outros.
144
- UM OLHO DE VIDRO, DE SÉRGIO SANT’ANNA, por Luís Alberto Brandão
Santos. Belo Horizonte, Ed. da
UFMG, 2000. 132p.
Originalmente dissertação de Mestrado em Literatura Brasileira, analisa a obra
ficcional de Sérgio Sant’Anna. Consta, além do estudo, uma entrevista e um
ensaio poético do escritor.
145
- ORALIDADE NA LITERATURA: o caso Rubem Fonseca, por Hudinilson Urbano.
São Paulo, Cortez, 2000.
Originalmente tese de Doutorado. Na primeira parte aborda assuntos teóricos da
língua falada e escrita. Na segunda faz análise da lingüística de 8 contos
de Rubem Fonseca.
146
- PALAVRAS AO SUL: 6 escritores latino-americanos contemporâneos, por
Maria Antonieta Pereira e Luiz Alberto Brandão. Belo Horizonte, Autêntica, 1999.
200p.
Análise da obra de 6 grandes autores latino-americanos, com entrevistas e
textos inéditos, cedidos especialmente para essa publicação.
147
- POESIA BARROCA, org. por Nadia Paulo Ferreira. Rio de janeiro, Ed. Ágora da Ilha, 2000.
204p.
Antologia com introdução teórica e glossário, reunindo composições dos
principais nomes da poesia em língua portuguesa do século 17, como o baiano
Gregório de Matos (o “Boca do Inferno”)
148
- POESIA INDIANISTA, por Gonçalves Dias (1823-1864). São Paulo, Martins Fontes, 2000.
364p.
O poeta maranhense Gonçalves Dias, morto num naufrágio aos 41 anos, é
considerado um dos fundadores da literatura brasileira. Expoente do Romantismo,
dotado de refinada linguagem lírica, imaginação criativa, rigor técnico e
senso de nacionalidade, tem sua obra relançada no momento que o país busca
firmar sua identidade literária.
149
- PORTINARI, AMICO MIO: cartas de Mário de Andrade a Cândido Portinari,
org. por Annateresa Fabris. Campinas,
SP, Mercado de Letras/Projeto Portinari/ Autores Associados, 1995.
160p.
60 cartas constituem o “corpus” da correspondência enviada por Mário de
Andrade a Cândido Portinari, revelando uma amizade e um momento da cultura
brasileira.
150
- O PRESIDENTE QUE SABIA JAVANÊS, por Carlos Heitor Cony e Angeli.
São Paulo, Boitempo, 2000. 200p.
Artigos do jornalista e escritor Cony e o cartunista Angeli, publicados entre
1994 e 2000, no jornal “Folha de São Paulo”. Críticas ao governo Fernando
Henrique Cardoso, num resumo da vida política recente do país, em seus acertos
e desacertos.
151
- PREZADO SENHOR, PREZADA SENHORA: estudos sobre cartas, por Walnice Galvão
e Nádia Batelha Gotlib. São
Paulo, Companhia das Letras, 2000. 416p.
Os 40 ensaios do livro reúnem destinatários e remetentes de épocas e
nacionalidades distintas, grandes nomes do cenários político, literário e das
ciências sociais, desde a época do Império até a atualidade.
152
- PROTESTO E O NOVO ROMANCE BRASILEIRO, por Malcolm Silverman.
2.ed.ver. Rio de Janeiro,
Civilização brasileira, 2000. 462p.
Literatura de protesto, em reedição de estudo sobre a produção romanesca do
Brasil, em um de seus momentos de maior agitação política, de 1964 a 1984, É
o único bom estudo panorâmico sobre o romance nacional nas décadas de 60, 70
e 80, ensejando várias discussões, quando o combate era travado entre os
inimigos – a ditadura militar e a burguesia exploradora.
153
- RIO DE JANEIRO: operação carnaval, por Hélio Gouvêa Joly.
Itatiba, SP, Berto, 1999. 270p.
... e tudo acontece no Carnaval! Aparentemente normal, aquele edifício à
beira-mar ocultava segredos que poderiam mudar o curso da história da
humanidade. Ficção.
154
- O SABADOYLE: histórias de uma confraria literária, por Homero Senna.
Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2000.
Publicado pela primeira vez em 1985, em edição não-convencional, chega agora
às livrarias, com texto original. Retrata os célebres encontros literários
acontecidos aos sábados na casa de Plínio Doyle, recentemente falecido,
advogado e bibliófilo, reunindo os mais importantes nomes da literatura
nacional, entre eles o autor do livro.
155
- SENHORES DA GUERRA, por José Antonio Severo.
Porto Alegre, L&PM, 2000. 504p.
Jornalista-autor, deu forma narrativa romanceada ao explicar as diferenças e
semelhanças entre conservadores e liberais, republicanos e monarquistas,
libertadores e federalistas, maragatos e chimangos, etc. Descreve o que sucedeu
no Rio Grande do Sul entre 1923 e 1924, antecipando o movimento que conduziu o
Brasil à Revolução de 1930.
156
- OS SOBREVIVENTES, por Luiz Ruffato.
São Paulo, Boitempo, 2000. 183p.
O autor retrata em textos, de forma lírica, a dura realidade
vivida pelo povo, procurando desnudar a condição humana e suas tragédias.
157
- A TRAMA POÉTICA DE MURILO MENDES, por Leila Maria Fonseca Barbosa e
Marisa Timponi Pereira Rodrigues. Rio
de Janeiro, Lacerda, 2000. 204p.
Duas especialistas em literatura brasileira discutem o múltiplo universo
muriliano e os aspectos diferentes da obra do poeta mineiro: o gênero memórias,
a malandragem, os “murilogramas” (pequenos poemas, a religiosidade, as
leituras político-críticas das obras de arte, os neologismos e outros.
158
- VAIANDO O SOL: o melhor do humor e da molecagem cearense, por Tarcísio
Matos. Fortaleza, Livro Técnico
Tupyniquim, 2000. 246p.
Humor popular do povo do nordeste, aquele que vaiou o sol, quando ele apareceu
depois de 3 dias de chuva.
159
- O VERDE VIOLENTOU O MURO, por Ignácio de Loyola Brandão.
São Paulo, Global, 2000. 400p.
Totalmente reeditado e revisto pelo autor, 16 anos depois da edição original,
o livro que oscila entre a crônica e o aforismo, relata os descompassos da vida
em Berlim antes e depois da reunificação alemã e queda do antigo muro.
160
- VIDA OCIOSA, por Godofredo Rangel.
Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2000.
Romance publicado em 1920. foi recebido com entusiasmo por Monteiro Lobato, que
o considerava o único livro brasileiro capaz de figurar entre “Brás Cubas”
e “Dom Casmurro” ambos de Machado de Assis. Livro que nos dá um dos trechos
mais belos da nossa literatura.
Vide
também : 24, 33,
35, 38, 39,
180, 215, 219,
220
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