52) ALGUMA CRÍTICA, de João Alexandre Barbosa. São Paulo, Ateliê, 2002. 348p. ISBN 85-74800-68-6
Antologia de ensaios de professor de Teoria literária e literatura comparada, sugere uma série de questões que levam o leitor à reflexão, apresentando artigos apresentados em conferências, discussões que vão de Paul Valéry a João Cabral de Melo Neto.

53) AOS MEUS AMIGOS, de Maria Adelaide Amaral. Rio de Janeiro, Globo, 2002. 464p. ISBN 85-25035-01-7
Autora de peças para teatro, novelas e livros, traz a história de um suicídio que se revela uma elegia, em que o mote é dado pelo tema da amizade. Um romance da crise geracional.

54) O AZUL DO FILHO MORTO, de Marcelo Mirisola. São Paulo, Ed. 34, 2002. 172p. ISBN 85-73262-27-3
Romance de autor de contos onde a vida é contada de forma cronológica, indo dos frenéticos anos 70, passando pelo vazio dos anos 80 e caindo na falta de perspectiva dos anos 90, em que a personagem principal é criada numa família de classe média, com todas as neuroses potencializadas e exageradas: nazista, racista, autoritária, etc.

55) CARTAS DE UM SEDUTOR, de Hilda Hilst. São Paulo, Globo, 2002. 194p. ISBN 85-25034-91-6
Famosa poetisa, a autora já navegou pela prosa, ficção, teatro e crônicas, em meio século de atividades literárias. Neste romance descreve o cotidiano de Karl, um homem rico, amoral e culto, que busca explicação para sua incompreensão da vida através do sexo.

56) COMO ENLOUQUECER EM 10 LIÇÕES, de Letícia Dornelles. Rio de Janeiro, Record, 2002. 368p. ISBN 85-01062-36-7
Roteirista de novelas estréia na literatura com uma sátira aos bastidores da criação de uma telenovela, onde personagens exóticos ajudam a contar uma história levada ao ar por uma emissora paraguaia, com sede na cidade de Niterói (RJ).

57) CONTOS, de Adolfo Caminha; org. de Sânzio de Azevedo. Fortaleza, CE, Ed. da UFC, 2002. 110p. (Coleção Nordestina).
ISBN 85-72821-16-3
O autor, em sua curta existência (morreu aos 29 anos) publicou contos, crônicas e poesias na imprensa de Fortaleza e Rio de Janeiro, sem nunca tê-las reunida em um livro. O professor Sânzio, em longo trabalho de pesquisa, traz agora esse precioso documento para a Coleção Nordestina.

58) CRÍTICA LITERÁRIA NO BRASIL, v. 1 e 2, de Wilson Martins. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 2002. 606p. e 700p.
ISBN 85-26504-46-0 e 85-26504-47-9
História da prática da crítica literária no Brasil desde o nascimento até o fim do século 20. O autor faz a classificação dos autores não pelas doutrinas que seguiam, mas sim pelas suas verdadeiras linhagens espirituais, averiguando de que maneira coexistem, aproximam-se ou repelem-se, dentro de cada momento histórico.

59) DURANTE AQUELE ESTRANHO CHÁ - PERDIDOS E ACHADOS, de Lygia Fagundes Telles. Ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro, Rocco, 2002. 210p. ISBN 85-32514-00-6
Pela primeira vez Lygia publicou uma não-ficção. Em pequenos textos, a descrição de encontros e perfis memoráveis com escritores, como Jorge Luis Borges, Simone de Beauvoir, Carlos Drummond de Andrade, Monteiro Lobato, Hilda Hilst, Jorge Amado, Mário de Andrade e Clarice Lispector. Também impressões de viagens ao Irã e Suécia, textos sobre a língua portuguesa e a condição feminina. Publicada também na íntegra entrevista da escritora à revista Fatos e Fotos.

60) EM BUSCA DO INESPECÍFICO - LEITURA DE AMAR, VERBO INTRANSITIVO, DE MÁRIO DE ANDRADE, de Priscila Figueiredo. São Paulo, Nankin, 2001. 176p. ISBN 85-86372-33-1
O romance de Mário de Andrade que é objeto desse estudo, conta a breve história de amor entre um adolescente da elite paulista e uma professora de arte e música alemã. A autora mostra que além da historia de desengano afetivo, há a decepção social e a dolorosa diferença de classes.

61) ENCENAÇÕES DO BRASIL RURAL EM GUIMARÃES ROSA, de Deise Dantas Lima. Niterói, RK, Ed. UFF/ANPOLL, 2001. 135p. (Coleção Ensaios, 22). ISBN 85-22803-36-6
Merecedor do prêmio da Associação Nacional de Pós-Graduação em Letras e Lingüística (ANPOLL), foi originalmente Tese de Mestrado na Universidade Federal Fluminense. O autor aborda o texto Rosiano mostrando a contigüidade entre o sertão marcado pelos feitos dos jagunços e o humilde cotidiano dos trabalhadores da fazenda de pecuária.

62) A EPOPÉIA BANDEIRANTE: LETRADOS; INSTITUIÇÕES, INVENÇÃO HISTÓRICA (1870-1940), de Antonio Celso Ferreira. São Paulo, Ed. UNESP, 2002. 373p. ISBN 85-71393-86-9
Responde a indagação: - que é ser paulista? Estuda a obra dos letrados paulistas entre 1870 e 1940. Relaciona literatura e história, mostrando que os intelectuais paulistas dessa época buscaram a criação de uma identidade regional.

63) ERA UMA VEZ: EU - A NÃO FICÇÃO NA OBRA DE CLARICE LISPECTOR, de Lícia Manzo. Juiz de Fora, MG, Ed. da UFJF, 2001. 241p. ISBN 85-85252-59-6
Ensaio biográfico que reconstitui a trajetória de vida de Clarice Lispector a partir da produção ficcional. A autora afirma que sem jamais ter caracterizado nenhum de seus livros como autobiográfico, Clarice esboça por meio de sua literatura um percurso irreversível em direção à primeira pessoa, acabando por converter-se na personagem central de seus escritos.

64) EUCLIDES DA CUNHA NO AMAZONAS, de Robério Braga. Manaus, AM, Fundação Lourenço Braga, 2002. 212p. ilust. fotos p/b ISBN 85-86512-58-3
Trabalho singular sobre a passagem de Euclides da Cunha pela região amazônica e suas impressões sobre a mesma, tendo o mérito de oferecer fontes histórico-documentais a partir de correspondência emitida de Manaus.

65) A GAIOLA DE FARADAY, de Bernardo Ajnberg. Rio de Janeiro, Rocco, 2002. 130p. ISBN 85-32513-49-2
Romance onde todos os personagens envolvidos com o protagonista experimentam seus limites éticos e acabam por analisar suas próprias vidas, a partir do inusitado desaparecimento de Enzo, engenheiro civil e desempregado.

66) HOLOCAUSTO DAS FADAS - A TRILOGIA OBSCENA E O CARMELO BUFÓLICO DE HILDA HILST, de Deneval S. de Azevedo. São Paulo, Annablume, 2002. 100p. ISBN 85-74192-47-3
Desmontando as definições de obsceno, erótico, pornográfico, o autor mostra que a narrativa Hilstiana nessa trilogia é operada e desmarcada no "como se fosse" ou "era uma vez" sem mostrar nenhuma preocupação com a realidade.

67) INFORMAÇÕES SOBRE A VÍTIMA, de Joaquim Nogueira. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 352p. ISBN 85-35902-29-5
Ex-delegado da polícia civil traz romance que narra a vida do policial Venício, que começa a investigar por conta própria o assassinato de um amigo, também policial, tendo como cenário a região da "boca do lixo" da cidade de São Paulo.

68) O INVASOR, de Marçal Aquino. São Paulo, Geração, 2002. 232p. ISBN 85-75090-44-5
Novela que inspirou o premiado filme do diretor Beto Brant. Conta a história de dois sócios de uma empreitera que se opõem com o terceiro e contratam um matador profissional para mata-lo. Trama recheada de intrigas, sexo, drogas e corrupção. O livro traz também o roteiro do filme.

69) JUÍZO FINAL, de Nani. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2002. 155p. ISBN 85-20911-83-8
Inspirada em caso verídico onde se depara com a balbúrdia de Copacabana e a violência a que todos estão sujeitos no Rio de Janeiro e de uma maneira geral em todo o Brasil.

70) A MACAÚBA DA TERRA, de Gero Camilo. São Paulo, Techway, 2002. 142p. sem ISBN
Contos e peças curtas em trabalho independente, escrito por autor graduado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e também ator cinematográfico.

71) A MÃE DA MÃE DA SUA MÃE E SUAS FILHAS, de Maria José Silveira. São Paulo, Globo, 2002. 368p. ISBN 85-25035-16-5
Romance que conta a história das mulheres que formaram a grande família que habitou e ainda habita o Brasil desde a época da colonização portuguesa e que tiveram influência no desenvolvimento do país. Cada mulher é heroína de um capítulo e as filhas vão tomando o lugar das mães. Recria a história do Brasil, os costumes, os desafios, as mortes, os dilemas.

72) MANA MARIA, de António de Alcântara Machado: apresentação de Cecília de Lara. São Paulo, Nova Alexandria, 2002.
ISBN 85-74912-30-4
Último capítulo a obra ficcional de António de Alcântara Machado, foi publicado postumamente em 1936, pela Livraria José Olympio. Depois pela Ed. Itatiaia, de Belo Horizonte. Agora foi possível republicá-lo graças à importante contribuição de Cecília de Lara, pesquisadora do Instituto de Estudos Brasileira da Universidade de São Paulo. Nessa obra o autor mostra a sua querida cidade de São Paulo e coloca questões relativas às transformações pelas quais passava a função social da mulher na metrópole do final dos anos 20 e início dos 30 do século passado.

73) MEU ADORADO PEDRO: ROMANCE BASEADO NA VIDA DE DONA LEOPOLDINA, de Vera Moll. Rio de Janeiro, Bomtexto, 2001. 276p. ilust. ISBN 85-87723-13-8
O mais gratificante neste romance é enquanto o leitor é conquistado pela história da paixão da imperatriz Leopoldina pelo Imperador D. Pedro II e é também convidado a caminhar pelos becos e ruas do Rio de Janeiro, num passeio nostálgico pela capital do Império.

74) NOTÍCIAS DO MIRANDÃO, de Fernando Molica. Rio de Janeiro, Record, 2002. 220p. ISBN 85-01062-73-1
Romance onde universitários de esquerda se instalam numa favela, fazem aliança com traficantes de drogas e principiam uma revolução socialista na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

75) PALAVRA DESORDEM, de Arnaldo Antunes. São Paulo, Iluminuras, 2002. 208p. ilust. ISBN 85-73211-71-7
O autor é músico, compositor, poeta, ensaísta e videasta, ex-integrante da banda de rock Titãs. Traz poemas desenhados como se fossem cartazes, que podem ser lidos em qualquer direção. Sua produção poética tem forte influência dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos, é uma coleção de "boutades" ou epigramas, ditados, aforismos, máximas, axiomas, provérbios ou refrões.

76) PEQUENAS CRIATURAS, de Rubem Fonseca. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 290p. ISBN 85-35902-23-6
Novo livro de contos do recluso escritor traz 30 histórias curtas de gente envolvida em problemas só aparentemente menores, as mais novas criaturas, que tem aqui revelado a grandeza de seus pequenos atos.

77) POEMAS, de Augusto dos Anjos. São Paulo, Paz e Terra, 2002. 112p. ISBN 85-21904-37-1
Poeta de um único livro, "Eu", publicado em 1912 com recursos próprios, Augusto dos Anjos adquiriu e utilizou o novíssimo e pesado jargão da biologia, do final do século 19, combinando-o com a linguagem tradicional da religião e a vivência cotidiana. Até hoje críticos vêm relendo e tentando decifrar o mistério dessa poesia, ao mesmo tempo difícil e comunicativa.

78) POESIA DO GRÃO PARÁ, seleção e notas de Olga Savary. São Paulo, Graphia, 2001. 524p. ISBN 85-85277-37-8
A vida amazônica do século 19 à atualidade, desfilando na voz de 117 de seus filhos. Traz antigos poetas esquecidos, como Abguar Bastos, Ismael Nery e Dulcinéia Paraense; outros injustamente pouco lembrados como Joaquim Francisco Coelho e Simão Bitar; novos como Lília Chaves e Paes Loureiro e os mais velhos e maiores, como Mário Faustino, Cauby Cruz e a própria Olga Savary.

79) A REPÚBLICA MUNDIAL DAS LETRAS, de Pascale Casanova, trad. de Marina Appenzeller. São Paulo, Estação Liberdade, 2002. 440p. ISBN 85-74480-54-1
Propõe uma história da literatura universal, dos revoltados e dos revolucionários, que conseguiram subverter a lei literária e arrancar sua liberdade de escritores, graças à invenção de novas formas. Kafka, Joyce, Mário de Andrade, Ibsen, Faulkner e Michaux são alguns dos escritores abordados.

80) A SELVA DO DINHEIRO, de vários autores, org. de Roberto Muggiati. Rio de Janeiro, Record, 2002. 366p. ISBN 85-01061-83-2
Contos de17 escritores que integram essa coletânea, retratando ou tratando de alguma maneira problemas econômicos.

81) TRADIÇÃO E MODERNIDADE: AFONSO SCHMIDT E A LITERATURA PAULISTA (1906-1928), de Maria Célia Rua de Almeida Paulillo. São Paulo, Annablume, 2002. 228p. ISBN 85-74192-32-5
A autora delineia recantos originais da paisagem literária de São Paulo nas primeiras décadas do século 20.

82) VEREDICTO EM CANUDOS, de Sándor Márai. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 150p. ISBN 85-35902-34-1
Nas comemorações dos 100 anos da publicação de "Os Sertões", escritor húngaro exilado nos USA apresenta uma visão contemporânea da obra-maior de Euclides da Cunha, em que aborda questões sobre a barbárie e a loucura, em leitura apaixonada desse clássico da literatura brasileira.

83) A VOLTA DE SIMÃO BACAMARTE, de Annibal Augusto Gama. Funpec Ed., 2002. 131p. ISBN 85-87528-24-6
Não se trata de uma paródia ou de uma suposta continuação de "O Alienista", de Machado de Assis. È uma recriação onde o médico Simão bacamarte se revela outro, muitos séculos depois, tanto em suas experiências como na absorção das mais avançadas pesquisas da vida, adiantando-se na experiência da clonagem.


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