50 - ANTONIO VIEIRA: INFALÍVEL NAUFRÁGIO, de Marcus Alexandre Motta. Rio de Janeiro, Ed. da FGV, 2001. 170p. (Coleção: Os que fazem a história). ISBN 85-22503-48-6
Professor universitário apresenta o Padre Vieira através de diálogos teatrais entre os personagens Ironia, Luto e Mar. O texto narra a história de Portugal, mostrando a angústia do Padre de viver religiosamente; suas idéias e ideais, a descoberta da profundeza e do abandono.

51 - CAÇADORES NOTURNOS, de Felipe Greco. São Paulo, Desatino, 2001. 150p. ISBN 85-88467-01-1
Contos que são como declaração de amor a São Paulo, descarados, intensos e fazem parte de um universo marginal, quase proibido, onde não faltam traficantes, gays, esposas entediadas, solitários de toda espécie, entre outros.

52 - O CAMINHEIRO, de Paulo Bonfim. São Paulo, Green Forest, 2001. 190p. ISBN 85-86637-20-3
O renomado poeta apresenta, em seu mais recente livro, a cidade de São Paulo dos últimos 50 anos. Uma conversa com pessoas das famílias mais tradicionais da cidade, com boêmios, poetas, escritores, trazendo imagens que marcaram a história, com personagens que já partiram, figuras que ficaram esquecidas no passado e voltam à memória no livro.

53 - O COLETIVO ALEATÓRIO, de Luis Marra. São Paulo, Hedra, 2001. 160p. ISBN 85-87328-44-1
Médico que clinica há mais de 15 anos na periferia de São Paulo relata a experiência de vida que teve, em narrativas que trazem personagens vindos de uma massa anônima que transita pela cidade, figuras reais e ficcionais ao mesmo tempo, em seu dia-a-dia.

54 - CORPOS DE PASSAGEM, de Denise Bernuzzi de Sant'Anna. São Paulo, Estação Liberdade, 2001. 130p.
ISBN 85-74480-43-6
Coletânea de ensaios que discutem as relações entre o corpo humano, sensibilidade, subjetividade e modernidade.

55 - O CURANDEIRO DOS OLHOS EM GAZE, de Francisco Marins. São Paulo, Escrituras, 2001. 192p. ISBN 85-75310-11-9
Conhecido escritor apresenta 11 histórias, com seu estilo inconfundível, tendo como inspiração o homem e a terra. Traça, em episódios humanos, rudes ou cruéis, repletos de personagens autênticos do interior paulista, a luta dessas pessoas pela sobrevivência.

56 - O FILHO DO CRUCIFICADO, de Nelson de Oliveira. São Paulo, Ateliê Ed., 2001. 180p. ISBN 85-74800-77-5
Conjunto de narrativas que é um bom ponto de partida para análise de uma linguagem da literatura brasileira contemporânea, em uma de suas expressões mais novas e sugestivas. O autor realiza algo próximo ao realismo absoluto, uma espécie de positivismo literário.

57 - O GARÇOM B, de Alma de Assis. Rio de Janeiro, Record, 2000. 160p. ISBN 85-01052-10-8
O surpreendente diário de Alma de Assis, escrito de 1994 a 1997, que revela a sua relação sadomasoquista com um garçom. Sua vida se transforma numa sucessão de atos desesperados para não perder aquele que ela considera seu grande amor.

58 - ITINERÁRIO DE UMA VIAGEM À ALEMANHA, de Nísia Floresta; trad. de Francisco das Chagas Pereira. Florianópolis, Ed. Mulheres / Santa Cruz do Sul, Ed. da UNISC, 1998. 216p. (Não tem ISBN)
Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810-1885) foi uma das fundadoras da pedra fundamental do grande edifício da liberdade feminina no Brasil. Livro publicado primeiramente em Paris, em 1857, em sua primeira viagem à Alemanha no ano anterior. Descreve os momentos mais marcantes de seu percurso, narrando na forma de correspondência a viagem, dirigida aos irmãos e ao filho que ficara no Brasil.

59 - JOSÉ DE ALENCAR: O POETA DO SÉCULO XIX, de Antonio Edmilson Martins. Rio de Janeiro, Ed. da FGV, 2001. 160p. (Coleção: Os que fazem a história). ISBN 85-22503-51-6
Relato de como e escritor e poeta enfrentou o preconceito racial numa sociedade imperial e de base escravista. Para protestar contra tanta hipocrisia, Alencar usou armas poderosas: letras e idéias. O livro também mostra as produções de Alencar sobre teoria política, direito e constituição.

60 - A LITERATURA DOUTRINÁRIA NA CORTE DE AVIS, org. de Lenia Márcia de Medeiros Mongeli. São Paulo, Martins Fontes, 2001. 414p. ISBN 85-33614-37-4
Especialista no assunto lança ensaios que recuperam a prosa didática e moralista nos séculos 14 e 15 em Portugal, as virtudes da corte, sobre algumas das obras fundamentais produzidas nessa fase privilegiada da história portuguesa.

61 - MACHADO DE ASSIS: A PIRÂMIDE E O TRAPÉZIO, de Raymundo Faoro. Rio de Janeiro, Globo, 2001. 560p.
ISBN 85-25303-30-4
Os anos em que Machado de Assis escreveu suas obras - de 1864 a 1906 - foram ricos em fatos para a configuração e o entendimento do Brasil atual, como a guerra do Paraguai, a abolição da escravatura e a proclamação da República. Aqui vai a reedição de uma das mais importante obras de análise da ficção machadiana, publicada primeiramente em 1974. Nela Machado surge como um desmascarador da sociedade estamental de seu tempo.

62 - MACUNAÍMA DE ANDRADE, de Arlindo Daibert. Juiz de Fora, MG, Ed. da UFJF, 2001. 160p. encad. ISBN 85-85252-53-7
Livro que traz colagens e desenhos criados pelo autor, artista plástico, entre 1981 e 1982. Reúne ilustrações de uma das obras literárias que ele procurou traduzir plasticamente, sendo possível avaliar o espírito do brasileiro do sul-americano por meio de Macunaíma - um herói dinâmico em suas características morais, culturais e étnicas. Ilustra a saga do herói sem nenhum caráter com imagens que embaralham os mitos da cultura brasileira e sul-americana em geral. Essa coleção de arte faz parte do acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

63 - OS MELHORES CONTOS DE ARTUR AZEVEDO, org. de Antonio Martins de Araújo. São Paulo, Global, 2001. 282p.
ISBN 85-26006-07-X
Contos e crônicas que revelam uma faceta menos conhecida do dramaturgo e comediógrafo Artur Azevedo (1855-1908), irmão do escritor e naturalista Aluísio de Azevedo. Também apresenta o autor em suas várias fases, desde jovem até a idade adulta.

64 - A MÚMIA DO ROSTO DOURADO DO RIO DE JANEIRO, de Fernando Monteiro. Rio de Janeiro, Globo, 2001. 250p.
ISBN 85-25033-41-3
Terceiro livro de escritor pernambucano, que faz biografia romanceada de Childe, personagem do qual pouco se sabe. Na verdade era o russo Dmitri Vonizin, que na primeira metade do século 20 foi conservador-chefe do Museu Nacional do Rio de Janeiro.

65 - O NAPOLEÃO DE BOTAFOGO: A PRESENÇA FRANCESA EM "QUINCAS BORBA", DE MACHADO DE ASSIS, de Gilberto Pinheiro Passos. São Paulo, Annablume, 2001. 95p. ISBN 85-74191-16-7
No século 19 era grande a influência francesa sobre a produção cultural do país. Com uma sociedade interessada em integrar a marcha da civilização européia, o Brasil vai buscar principalmente na França suas influências na literatura, filosofia, moda e até mesmo na tecnologia. Nesse contexto Machado de Assis escreve "Quincas Borba". O autor analisa essa influência francesa, pesquisando suas origens e como ela chegou ao Brasil e expõe todo o diálogo de Machado com a cultura francesa em uma de suas mais famosas obras.

66 - A NOITE DOS CANGACEIROS MORTOS-VIVOS: UMA PULP-FICTION DE IDÉIAS, de Edson Aran e Rogério Nunes. São Paulo, Nova Alexandria, 2001. 200p. ISBN 85-74920-37-1
Saga alucinante que conta a história de Ermenegildo, um megalomaníaco metido a revolucionário, que arrumou dois comparsas, Raulzito e Bom Selvagem, para tomar o poder em Brasília e implantar a República Cangaceira do Brasil. História em quadrinhos (comics).

67 - Ô COPACABANA, de João Antônio. São Paulo, Cosac & Naif, 2001. 145p. ISBN 85-75030-76-0
Publicado inicialmente em 1978 em primeira e única edição, tem 3 contos em que personagens das noites e manhãs do Rio de Janeiro irrompem no estilo ácido e cheio de gírias do autor, relatando, com ternura, os excluídos que sobrevivem na Copacabana, a "princesinha do mar".

68 - O PÃO DO CORVO, de Nuno Ramos. São Paulo, Ed. 34, 2001. 90p. ISBN 85-73262-17-6
Livro com 17 narrativas que habitam o universo dos sentidos: o cheiro, a aparência visual, a textura, o gosto e os ruídos do mundo e de seus objetos.

69 - PALAVRA E TEMPO, de Heloisa Vilhena e Araújo. São Paulo, Mandarim, 2001. 255p. ISBN 85-35401-49-0
Em três ensaios, a autora busca a palavra mítica que determina o mundo de Guimarães Rosa, Dante e Carroll.

70 - TUMULTO DE AMOR E OUTROS TUMULTOS: CRIAÇÃO E ARTE EM MÁRIO DE ANDRADE, de Ruy Espinheira Filho. Rio de Janeiro, Record, 2001. 316p. ISBN 85-01061-05-0
Estudo das idéias de Mário de Andrade sobre criação e arte, o que envolve questões da crítica e da técnica, desde suas primeiras manifestações até o último texto de "O Banquete", publicado em 1945. três dias antes da morte do autor. Ao lado de obras mais conhecidas, são examinados inúmeros escritos de crítica, ensaios, palestras e aulas.

71 - ZERO, de Ignácio de Loyola Brandão. 12.ed. São Paulo, Global, 2001. 312p. ISBN 85-26002-80-5
Um dos melhores romances do autor, retrata a vida de um casal, José e Rosa, que se amam entre tapas e beijos durante o período da ditadura militar.

Vide também: 5 e 94


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