
30) BRASIL - FARDO DO PASSADO; PROMESSA
DO FUTURO, de Leslie Bethell. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira,
2002. 352p. ISBN 85-20005-90-X
O autor reuniu 10 artigos sobre o Brasil, escritos por especialistas brasileiros,
que tentam responder algumas perguntas sobre até que ponto o passado
do Brasil é um obstáculo para um futuro economicamente mais estável
e próspero, socialmente mais justo e igualitário e politicamente
mais democrático. Uma tentativa de análise para saber como o país
se tornou o que é. Artigos do autor, José Murilo de Carvalho,
Simon Schwartzmann, Cláudio Moura Castro, Peter Fry, Paulo Sérgio
Pinheiro, Luciano Martins e outros.
31) O CAMPESINATO NA HISTÓRIA, org. de André
Leonardo Chevitarese. Rio de Janeiro, Relume-Dumará/FAPERJ, 2002. 302p.
ISBN 85-73162-72-4
Coletânea de textos referentes às questões teóricas
e metodológicas do campesinato, a respeito da identidade camponesa e
de suas lutas de resistência. Fruto de um Encontro realizado na Universidade
Federal do Rio de Janeiro em 2000, que contou com trabalhos de pesquisadores
das Universidades: Federal Rural do Rio de Janeiro, Federal Fluminense, Federal
do Espírito Santo, Metodista de São Paulo, Metodista de Piracicaba
e representantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e Comissão Pastoral
da Terra. A realidade das lutas dos camponeses no século V até
as reivindicações do MST.
32) OS CARAÍBAS NEGROS
DE HONDURAS, de Ruy Coelho. São Paulo, Perspectiva, 2002. 218p. ISBN
85-27303-03-5
O autor (1920-1990), ex-professor da Universidade de São Paulo e um dos
grandes nomes das ciências sociais brasileiras, analisou a cultura africana
como núcleo da vida social caribenha. Trabalho originalmente concebido
como Tese de Doutoramento.
33) O FIADOR DOS BRASILEIROS: CIDADANIA, ESCRAVIDÃO
E DIREITO CIVIL NO TEMPO DE REBOUÇAS, de Keila Grinberg. Rio de Janeiro,
Civilização Brasileira, 2002. 350p.
ISBN 85-20006-04-3
A autora, um dos mais promissores nomes da historiografia nacional, mostra os
significados de ser preto ou pardo no Brasil oitocentista, ainda sob a influência
do trabalho escravo. Explora a questão de adoção de políticas
afirmativas para o combate ao racismo e debate as questões das identidades
raciais no país.
34) HOMO BRASILIS, org. de Sérgio
D. J. Pena. Ribeirão Preto, SP, FUNPEC, 2002. 194p.
ISBN 85-87528-33-5
Estudos que exploram os aspectos históricos, genéticos, antropológicos
e lingüísticos do povo brasileiro e o impacto da percepção
das raças no país.
35) HISTÓRIA & LIVRO E LEITURA, de André
Belo. Belo Horizonte, MG, Autêntica, 2002. 120p.
ISBN 85-75260-54-5
Em um livro se encontram não somente as idéias do autor mas também
as marcas do lugar social onde foi escrito, estão os indícios
da produção e da venda de uma obra, a ilustração,
etc. Resistirá o livro à Internet? O que podemos aprender com
os livros de nossos antepassados?
36) A IDÉIA DE LIBERDADE
NO SÉCULO XIX - O CASO BRASILEIRO, de Ubiratan Borges de Macedo. São
Paulo, Expressão e Cultura, 1998. 212p. ISBN 85-20802-17-6
Analisa as idéias do segundo Reinado, enfocando o problema da liberdade,
tema central nos debates da época, quando o liberalismo marcava sua primeira
vitória.
37) JK - COMO NASCE UMA ESTRELA,
de Carlos Heitor Cony. Rio de Janeiro, Record, 2002. 160p. ISBN 85-010655-54-4
Neste ano de comemoração do centenário de nascimento de
Juscelino Kubitschek, o autor lança obra destinada basicamente aos que,
fora dos meios acadêmicos, pouco ou nada sabem dos tumultuados fatos da
história recente do país.
38) O MANTO DE PENÉLOPE, de João
Pinto Furtado. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 528p. ISBN 85-35902-63-5
O autor mostra que o movimento da Inconfidência não era tão
coeso como geralmente se acredita, contando dos conflitos de interesses pessoais
e políticos, distinguindo assim o que é memória e o que
é mito e chega a uma visão menos idealizada da figura de Tiradentes.
39) MÉRICA; MÉRICA
- ITALIANOS NO BRASIL, de Luiz Galdino. São Paulo, SENAC, 2002. 120p.
ISBN 85-73592-64-8
Inspirado na história de famílias italianas que vieram para o
Brasil para trabalhar em cafezais do estado de São Paulo, revela a contribuição
dessa comunidade de imigrantes a uma cidade, a um estado e ao Brasil.
40) AS NOITES DO GINÁSIO:
TEATRO E TENSÕES CULTURAIS NA CORTE (1832-1868), de Sílvia Cristina
Martins de Souza. Campinas, SP, Ed. UNICAMP/CECULT, 2002. 334p.
ISBN 85-26806-10-6
Um teatro verdadeiramente nacional era o objetivo de um grupo de literatos cariocas,
como Machado de Assis, José de Alencar e Joaquim Manoel de Macedo, a
partir da década de 1860, que pretendiam produzir uma dramaturgia séria
que testemunhasse o progresso da nação e servisse como escola
de costumes. Aqui se revelam as tensões entre teatro, literatura e política
na segunda metade do século 19, num rico painel da vida cultural na Corte.
41) PAU BRASIL, de Eduardo
Bueno, fotos de Fernando Bueno. São Paulo, Axis Mundi, 2002. 280p. ilust.
fotos color. edição de luxo encadernada com sobrecapa. ISBN 85-85554-21-5
História abrangente do pau Brasil, desde o início de sua exploração,
no século 16, com enfoque econômico, botânico e político,
destacando a ação dos contrabandistas franceses e o uso da cor
vermelha na moda européia e as ações atuais para preservá-lo.
Colaboram na obra algumas das maiores autoridades mundiais no assunto, como
Ana Roquero, Gwilym P. Lewis, Fernando Fernandes, Jean-Marc Montaigne, Nivaldo
Manzano e outros. Ricamente ilustrado em cores e com mapas e gravuras de livros
raros da Biblioteca de José Mindlin. Lindo, lindo, lindo!!!
42) QUEM MATOU CHE GUEVARA: O
SEU DELATOR ESTAVA NO BRASIL, de Saulo Gomes. São Paulo, Elevação,
2002. 224p. ISBN 85-75130-30-7
O episódio da morte de Che Guevara, até hoje envolto em mistérios
e controvérsia, é aqui passado a limpo. Revela que houve uma delação
que motivou o processo de perseguição ao guerrilheiro, envolvendo
agentes do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), do Brasil
e da CIA (USA).
43) VISCONDE DO URUGUAI, org. de José Murilo
de Carvalho. São Paulo, Ed. 34, 2002. 631p. (Coleção Formadores
do Brasil). ISBN 85-73262-37-0
O Visconde do Uruguai, Paulino José de Sousa (1807-1866), foi líder
do Partido Conservador nas décadas de 1840 e 50. Como Ministro da Justiça
foi um dos grandes artífices das mudanças centralizadoras do período
inicial do reinado de Dom Pedro II.
Vide também: 13, 53, 57, 75, 83, 87, 119, 120, 123, 126 e 127