36) A ABOLIÇÃO DO COMÉRCIO DE ESCRAVOS: A GRÃ-BRETANHA, O BRASIL E A QUESTÃO DO COMÉRCIO DE ESCRAVOS (1807-1869), de Leslie Bethell. Brasília, DF, Ed. Senado Federal, 2002. 478p. (Coleção Biblioteca Básica Brasileira). Não tem ISBN
Consagrado brazilianist parte da indagação de como o comércio de escravos, um dos principais pilares da economia brasileira, veio a tornar-se ilegal, para em seguida investigar porque, embora declarada ilegal, provou-se impossível durante 20 anos, suprimir tal atividade comercial. E mostra como foi abolido.

37) DOSSIÊ GEISEL, org. de Celso Castro e Maria Celina d'Araújo. Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2002. ISBN 85-22503-83-4
Examina um acervo documental inédito sobre a história recente do Brasil: o arquivo pessoal do ex-presidente Ernesto Geisel, doado ao CPDOC da Fundação Getúlio Vargas por sua filha e professora universitária de História, Amália Lucy Geisel. Os textos, classificados como "confidenciais" foram produzidos no período em que Geisel ocupou a Presidência da República, durante a ditadura militar. Os autores fazem uma avaliação dos dossiês dos Ministérios da Justiça, Fazenda, Relações Exteriores, Educação, Previdência, Trabalho e Comunicações, além de relatórios do Serviço Nacional de Informações (SNI).

38) ESTATUÁRIOS, CATOLICISMO E GAUCHISMO, de Arnoldo Walter Doberstein. Porto Alegre, RS, Ed. PUCRS, 2002. 372p. ilust. (Coleção História, 47).
ISBN 85-74302-61-9
Início do século 20, até o período entreguerras, escultores europeus aportaram no estado do Rio Grande do Sul em busca de trabalho. Esculturas que ornamentam logradouros, edifícios e seus interiores, mausoléus, etc., para uma revitalização do catolicismo, na reafirmação do gauchismo.

39) A GUERRA DOS BÁRBAROS: POVOS INDÌGENAS E A COLONIZAÇÃO DO SERTÃO NORDESTE DO BRASIL (1650-1720), de Pedro Puntoni. São Paulo, Ed. USP/FAPESP/Hucitec, 2002. 323p. ilust. mapas, grav. (Estudos Históricos, 44). ISBN 85-27105-68-3
Das formas distintas da apropriação do território e da organização social - de um lado a zona produtiva (açúcar, tabaco, etc.) e do outro a pecuária de gado do sertão. Período fértil em história com a ocupação holandesa. Série de conflitos no Brasil colonial entre os povos indígenas e os colonos luso-brasileiros.

40) HISTÓRIA DA AMÉRICA LATINA, v. 5 , de Leslie Bethell. São Paulo, Ed. USP, 2002. 970p. ISBN 85-31406-51-X
O 5º volume da "História da América Latina" analisa o próspero período vivido pelos países latinos entre 1870 e 1930, a chamada Idade do Ouro, enfocando especialmente Brasil, México e Argentina. Participam desse volume 16 renomados historiadores de várias nacionalidades, entre eles Warren Dean, Roberto Cortes Conde, Boris Fausto, Emília Viotti da Costa, Ciro Falamarion Cardoso, etc.

41) HISTÓRIA SOCIAL DOS DIREITOS HUMANOS, de José Damião de Lima Trindade. São Paulo, Fundação Peirópolis, 2002. 216p. ISBN 85-85663-67-7
Investigação instigante, original e bem documentada da evolução, mudanças de significado e desdobramentos práticos dos direitos humanos nos últimos 200 anos. Conduz às conexões entre as leis e as condições histórico-sociais que induziram ao seu surgimento. Integra também as referências indispensáveis - econômicas, políticas, filosóficas, religiosas, etc., que estiveram na gênese dessas condições.

42) LÁ VEM O MEU PARENTE - AS IRMANDADES DE PRETOS E PARDOS NO RIO DE JANEIRO E EM PERNAMBUCO (SÉCULO XVIII), de Antonia Aparecida Quintão. São Paulo, Annablume, 2002. 230p. ISBN 85-74192-59-7
A autora teve amplo acesso à documentação portuguesa, o que conferiu ao seu trabalho maior abrangência na consideração dos aspectos centrais da vida associativa, ao mesmo tempo em que supriu parcialmente o desaparecimento dos registros internos das confrarias aqui consideradas.

43) NOVA LUSITÂNIA, HISTÓRIA DA GUERRA BRASÍLICA, de Francisco de Brito Freire. São Paulo, Beca, 2002. 360p. encadernado ISBN 85-87256-24-6
Essa obra faz parte do acervo de livros dos primeiros cronistas do Brasil. Pouco conhecida atualmente, era sempre citada nos primeiros estudos sobre o país. No livro, originalmente publicado em 1670, ao falar do índio, do negro e do branco, o autor mostra os conflitos e a violência que marcaram nossa história colonial, sempre em torno da moral cristã e a preocupação primeira com o lucro mercantilista. Livro obrigatório em qualquer coleção sobre o Brasil, indispensável para os estudos do Brasil colonial.

44) QUEIMADO, QUEIMADO, MAS AGORA NOSSO! , de Rosely Forganes. São Paulo, Labortexto, 2002. 512p. acompanha CD. ISBN 85-87917-08-0
Uma jornalista brasileira narra a destruição e o renascimento do Timor Leste, onde serviu como correspondente internacional. Trata-se de um registro histórico. O livro é dividido em 3 partes: a primeira trata de 1999, quando Rosely chegou e encontrou a capital, Dili, queimando: a segunda fala do ano 2000, com o povo retornando a vida normal; a terceira conta de 2001, quando da festa da democracia no ano das eleições. Acompanha o CD "Vozes do Timor".

45) A RESISTÊNCIA ANARQUISTA: UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE (1927-1937), de Raquel de Azevedo. São Paulo, Arquivo do Estado/IMESP, 2002. 466p. (Coleção Teses e Monografias). ISBN 85-86726-36-2
Minucioso trabalho de pesquisa que estuda a atividade dos sindicatos de trabalhadores e grupos libertários de tendência anarquista que sobreviveram no Brasil até quase o fim dos anos 30. Suas lutas contra o governo, mas também contra outras correntes ideológicas, sindicatos oficiais e a dura repressão policial, que de certa forma levaram à criação da falsa imagem do militante anarquista como agitador violento.

46) O RIO SÃO FRANCISCO E A CHAPADA DIAMANTINA, de Teodoro Sampaio, org. por José Carlos Barreto de Santana. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 352p. (Coleção Retratos do Brasil). ISBN 85-35902-56-2
Reedição de consagrada obra que o autor escreveu durante 6 meses, entre agosto de 1879 e janeiro de 1880. Teodoro Sampaio, engenheiro baiano, percorreu 3.000 km do rio São Francisco, desde sua foz, no Oceano Atlântico, até a cidade mineira de Pirapora, retornando a partir da cidade baiana de Carinhanha, através das trilhas da Chapada Diamantina. Conceituado pesquisador, participou da fundação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

47) UM SOPRO DE DESTRUIÇÃO, de José Augusto de Pádua. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2002. 320p. ISBN 85-71106-58-4
Historiador faz uma pesquisa que reconstitui, pela primeira vez, uma época esquecida na história do pensamento social brasileiro: o debate ambiental. Mapeando textos de José Bonifácio, Joaquim Nabuco e André Rebouças, que alertaram para as conseqüências sociais da destruição de florestas, erosão dos solos e desequilíbrios climáticos, quando fazendeiros, escravos, estrangeiros, estado, todos participavam impunemente da devastação e ninguém era responsabilizado por nada e nunca houve medida legal de proteção que se efetivasse. A devastação ambiental já era um tema polêmico nos séculos 18 e 19.

48) SOROCABA NO IMPÉRIO - COMÉRCIO DE ANIMAIS E DESENVOLVIMENTO URBANO, de Cássia Maria Badini. São Paulo, Annablume, 2002. 308p.
ISBN 85-74192-78-3
Trata do desenvolvimento urbano de Sorocaba, no interior do estado de São Paulo, ao longo do período imperial, enfocando uma atividade econômica característica do Centro-Sul do Brasil naquela época: o comércio de animais para transporte. Pesquisas sobre os documentos administrativos da Câmara Municipal e do Registro de Animais, a imprensa sorocabana, as descrições de viajantes estrangeiros e memorialistas, revelam uma relação entre desenvolvimento urbano e comércio de animais numa dimensão até então nunca estudada.

49) O TRATADO DE MADRI (Tomos I e II), de Jaime Cortesão. Brasília, DF, Ed. Senado Federal, 2002. 912p.(tomo I, 438p. ; tomo I, 474p.) Não tem ISBN
Edição fac-similar da obra que compreende estudo histórico, analítico e interpretativo, a que se associa o esboço biográfico de Alexandre de Gusmão; obras várias de Gusmão e documentos biográficos, antecedentes do Tratado de Madrid. Ademais, constitui amplo painel da política e da cultura portuguesas no período que vai de 1695 a 1753. O autor foi professor de história da cartografia do Brasil e da história da formação territorial brasileira.

Vide também: 9, 10, 15, 24, 32, 105, 113 e 117


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