
36) BANDEIRANTES E PIONEIROS: PARALELO
ENTRE DUAS CULTURAS, de Clodomir Vianna Moog 19. ed. Rio de Janeiro, Graphia,
2001. 352p. (Série Memória Brasileira, 4). ISBN 85-85277-31-9
A partir do próprio título o autor vai até as origens de
Brasil e USA para examinar as causas e conseqüências de 2 projetos
distintos de ocupação européia no novo mundo: no Brasil
os "bandeirantes" e a exploração predatória das
riquezas; nos USA os "pioneiros" e a colonização da
terra distante como opção de vida. Clássico, agora em sua
19ª edição, tem já publicadas edições
em espanhol, francês e inglês.
37) O CAMINHO DO ELDORADO; A DESCOBERTA DA GUIANA,
de Eduardo San Martin. Porto Alegre, RS, Artes & Ofícios, 2002. 224p.
ISBN 85-74210-75-7
Nesse relato de sua viagem à Guiana em 1595, o poeta e político
Walter Raleigh (1552-1618) - uma das figuras mais polêmicas da Inglaterra
elizabethiana - relata a busca pela mítica "cidade de ouro"
e detalha um plano de livrar a região do controle espanhol.
38) CULTURA HISTORIOGRÁFICA E IDENTIDADE,
de Ironita P. Machado. Passo Fundo, RS, Ed. UPF, 2001. 244p.
ISBN 85-75150-05-7
A obra tem a dupla aspiração de contribuir para a discussão
dos limites e possibilidades de escritos circunstanciais, no que se refere aos
princípios teórico-metodológicos orientadores da prática
da pesquisa histórica e tematizar a abrangência das relações
sócio-culturais e políticas de grupos sociais pela busca de elementos
constitutivos de identidade.
40) HISTÓRIA DO RIO GRANDE SO SUL DOS DOIS
PRIMEIROS SÉCULOS - VOLUMES 1, 2 e 3, org. de Carlos Teschauer. São
Leopoldo, RS, Ed. UNISINOS, 2002. 3 volumes (1.596p) (Coleção
Fisionomia Gaúcha). ISBN 85-74310-82-4
Traz a história do Rio Grande do Sul desde os primitivos habitantes do
sul do Brasil; os tapes e mamelucos, as missões, a família cristã,
a colônia do Sacramento, a conversão dos índios, a presença
dos ibéricos na região, a conquista do território, a dominação
espanhola no Uruguai, a descrição do Paraguai, a confederação
Argentina, a Companhia de Jesús, etc.
41) IMAGENS EM DESORDEM: A ICONOGRAFIA
DA GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870), de André Toral. São Paulo,
Humanitas/ FFCL-USP, 2002. 220p. ilust. ISBN 85-75060-19-8
Ao mesmo tempo em que se desenvolvia a campanha militar no Paraguai, um outro
combate estava em andamento. Era uma guerra de imagens, na qual desenhistas
e pintores, soldados ou civis, nas trincheiras ou nas cidades, procuravam destruir
o inimigo e levantar o moral das tropas. O autor registra e analisa a produção
de imagens - fotos, gravuras e pinturas - dedicadas ao conflito, seja do lado
paraguaio, argentino ou brasileiro.
42) INQUISIÇÃO: PRISIONEIROS DO BRASIL,
de Anita Novinsky. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura, 2002. 276p. ilust.
tab.
ISBN 85-20803-21-0
Fonte de pesquisa que lista as 1.076 pessoas levadas do Brasil e presas sob
acusação de crimes contra a fé católica durante
os 285 anos de funcionamento do Tribunal da Inquisição. Constituído
por fontes históricas inéditas e rico em minúcias, o texto
traz detalhes como tabelas, o total de prisioneiros, tipo de sentenças
e punições, material de pesquisa encontrado no Arquivo Nacional
da Torre do Tombo, em Portugal.
43) OS LUSÍADAS NA AVENTURA DO RIO MODERNO,
de Carlos Lessa. Rio de Janeiro, Record, 2001. 592p. ISBN 85-01063-56-8
Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro revela, numa série
de ensaios, a vastidão e a profundidade das marcas da cultura lusa na
carne e no espírito da cidade de São Sebastião do Rio de
Janeiro, onde já tentaram vestí-la à francesa e fazer dela
a Paris dos Trópicos. Mas na verdade essa cidade carioca é um
burgo lusitano.
44) MALDITA GUERRA, de Francisco Doratioto. São
Paulo, Companhia das Letras, 2002. 600p. ilust. ISBN 85-35902-24-4
A Guerra do Paraguai foi um momento decisivo na história do continente
americano. Iniciada em 1864 durou 5 anos e envolveu 4 países: Brasil,
Argentina e Uruguai contra o Paraguai governado pelo ditador Solano López.
Depois dos estudos convencionais, que enalteciam a vitória brasileira,
houve uma revisão marxista na década de 70 e agora chega a revisão
do revisionismo, que estuda as causas regionais, o dia-a-dia nos campos de batalha,
as vacilações do alto comando brasileiro, o comportamento das
tropas (deserções, saques, etc.), as 200.000 vidas perdidas no
conflito. À luz de fontes originais são desmontados mitos como
o do imperialismo inglês sendo o responsável pela aliança
de Brasil, Argentina e Uruguai contra Solano López.
45) OS MARRANOS EM PORTUGAL (1920-1950), de Arnold
Diesendruck. São Paulo, Sefer, 2002. 304p. ISBN 85-85583-36-3
O autor se preocupou em transcrever a íntegra do auto de fé contra
Brites Henriques, um caso exemplar de marcas e conhecimento suficiente para
alimentar a tecnologia do horror da perseguição e da iniqüidade
por todas as ditaduras que se sucederam nos séculos seguintes.
46) MEMÓRIA DE ILHABELA: FACES OCULTAS,
VOZES NO AR, de Márcia Merlo. São Paulo, EDUC/FAPESP, 2000. 190p.
ISBN 85-28301-89-3
Obra de história oral, uma viagem no tempo com personagens da vida urbana
de Ilhabela, situada no litoral do estado de São Paulo, com o caiçara
alegre e triste. Histórias do mar generoso e belo, mas que pode tornar-se
repentinamente cruel. A pesca da tainha, os tesouros encontrados, as festas,
as cirandas, a Congada, a Folia de Reis. A canoa caiçara, o comércio
de bananas, a cachaça, a escravidão. O turismo e a religião
que transformam e ameaçam um tesouro cultural.
47) O SOBRADO E O CATIVO, de Mário Maestri.
Passo Fundo, RS, Ed. UPF, 2001. 250p. ISBN 85-75150-13-8
Aprofunda a discussão e a proposta da unidade arquitetônica e vivencial
brasileiras como produto de ordem escravista.