
137 - Alencar, José Almino
de & Santos, Ana Maria Pessoa dos, orgs.
Meu caro Rui, meu caro Nabuco. Rio
de Janeiro, Ministério da Cultura/Fundação Casa de Rui Barbosa, 2000.
95p
A correspondência entre Rui Barbosa e Joaquim Nabuco, trocada entre 1887 e
1907, quando ambos discutiam a política externa brasileira.
138 - Azevedo, Elizabeth R.
Um palco sobre as Arcadas; o teatro dos estudantes do Largo de São
Francisco em São Paulo, no século 19. São
Paulo, Annablume/FAPESP, 2000. 196p.
Historiadora analisa a produção teatral da famosa Academia de Direito do Largo
de São Francisco (hoje integrante da Universidade de São Paulo), durante o século
19, com autores que vão de Castro Alves até Álvares de Azevedo.
139 - Bandeira,
Luís Alberto Moniz. O feudo; a Casa da Torre de Garcia D’Ávila: da conquista
dos sertões à independência do Brasil.
Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000.
603p.
Possibilita maior compreensão do sistema fundiário que até hoje existe no
Brasil. Analisa o único espaço conquistado que foi organizado economicamente,
o de Garcia D’Ávila e seus descendentes, ao longo do Rio São Francisco,
cerca de 300.000 quilômetros quadrados.
140 -
Barata, Alexandre
Mansur. Luzes e sombras: a ação da Maçonaria brasileira (1870-1919).
Campinas, Ed. UNICAMP, 2000. 200p.
O papel da Maçonaria na luta pela secularização da sociedade brasileira,
dominada pelo poder da Igreja Católica.
141 - Barbosa, Rui,
1849-1923. Pensamento e ação de
Rui Barbosa: organização e seleção de textos pela Fundação Casa de Rui
Barbosa. Brasília (DF), Senado
Federal, 1999. 448p.
Seleção de textos sobre as atividades de Rui Barbosa nos vários campos
profissionais em que atuou ao longo de sua profícua vida intelectual;
direito, política, jornalismo e diplomacia, publicados no ano que se
comemorou o sesquicentenáro de seu nascimento.
142 - Bueno, Eduardo.
A viagem do descobrimento. Rio
de Janeiro, Objetiva, 2000.
A viagem de Pedro Álvares Cabral e
sua chegada ao Brasil narradas em ritmo de aventura. Sucesso de vendas no
Brasil, com mais de 200 mil cópias já vendidas, está sendo lançado agora em
Portugal e com publicações previstas também para Espanha, França, Itália,
Japão, China, USA, Inglaterra e Austrália.
143 - Cytrynowics, Roney.
Guerra sem guerra. São
Paulo, Geração Editorial, 2000. 436p.
ilust.
Originalmente tese de Doutorado em História Social na Universidade de São
Paulo, a obra resgata o cotidiano da cidade de São Paulo durante a Segunda
Guerra Mundial (1939-1945), período tão pouco conhecido e lembrado pelos
brasileiros nos dias de hoje. O autor traz à luz uma série de dados riquíssimos,
como a xenofobia contra os japoneses, alemães e italianos, o racionamento de
alimentos e gasolina, bem como o clima de paranóia que dominou a população paulistana na época.
144 - Derngoski, Paulo Ramos.
Os cavaleiros do fim do mundo. Rio
de Janeiro, Papel Virtual, 2000. 127p.
Estudo sobre a Guerra do Contestado (1912-1916), entre a recém-fundada República
contra a “monarquia” militarista do monge José Maria, no sul do Brasil.
145 - Eisenberg, José.
As missões jesuíticas e o pensamento político moderno: encontros
culturais, aventuras teóricas. Belo
Horizonte, Ed. da UFMG, 2000. 264p.
Os jesuítas foram os primeiros homens a compreenderem não somente o horror mas
também os significados mais profundos da conquista européia do Novo Mundo. O
autor implode as distinções convencionais entre cultura secular e cultura
religiosa e mostra alguns dos temas mais explosivos da modernidade, que surgiram
no mundo católico.
146 - França,
Jean Marcel Carvalho. Outras visões do Rio de Janeiro colonial. Rio de Janeiro, José Olympio/EDUERJ, 1999.
350p. ilust.
Reunindo 17 relatos de viajantes estrangeiros, o autor lança novas luzes sobre
o passado colonial, recuperando as descrições da cidade.
147 - Guran, Milton.
Agudás; os “brasileiros” do Benin.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira/Ed. Gama Filho, 2000.
290p. ilust.
Antropólogo, o autor pesquisou na comunidade de brasileiros a
“abrasileirados” da República do Benin (África). Fotos, palavras e imagens
se elucidam e se completam naturalmente.
148 - Hans Staden: primeiros
registros escritos e ilustrados sobre o Brasil e seus habitantes; tradução de
Angel Bojadsen. São Paulo, Ed.
Terceiro Nome, 1999. 120p.
ilustr. Com xilogravuras.
Viajante alemão que veio ao Brasil no século 16, teve o relato de sua viagem
em 1557 “pirateado” em Frankfurt. Nunca é pouco divulgar mais e mais esse
relato, o que vem também, cada vez mais, estimulando o questionamento e realização
de estudos e pesquisas importantes sobre o Brasil. Texto de Fernando Novais nas
páginas 12 a 25.
149 - Iglésias, Francisco.
Os historiadores do Brasil: capítulos de historiografia brasileira.
Rio de Janeiro, Nova Fronteira: Belo Horizonte, UFMG/IPEA, 2000.
251p.
Publicado um ano após a morte do autor, o livro traça a trajetória da
historiografia brasileira, contribuindo para os avanços dos estudos históricos
e para superar as precariedades crônicas do país.
150 - Josaphat, Carlos, Frei.
Las Casas: todos os direitos para todos.
Rio de Janeiro, Loyola, 2000. 384p.
Bartolomé de Las Casas, religioso dominicano, foi a única voz que se levantou
em favor dos índios. O autor amalgama narrativa biográfica e análise de idéias,
eventos históricos e marcha do pensamento para mostrar o frei como homem de ação
e militante junto a reis e ao papa para forçar a promulgação de decretos,
leis e bulas na defesa dos indígenas.
151
- Karasch, Mary C. A vida
dos escravos no Rio de Janeiro: tradução de Pedro Maia Soares.
São Paulo, Companhia das Letras, 2000.
634p.
Um dos mais importantes livros sobre a história da escravidão no Brasil. Com
ampla pesquisa documental inédita, a autora prova o contrário do que muitos
historiadores ao assunto afirmaram – que os escravos NÃO tinham condições
razoáveis para viver e nem alforriar-se. Estudo revelador sobre a escravidão
no século 19.
152 - Lustosa, Isabel.
Insultos impressos. São
Paulo, Companhia das Letras, 2000. 497p.
Mostra o papel da imprensa em 1822, quando, movidos por ódios e ímpetos
passionais, jornalistas e políticos se confrontavam com discursos que acabariam
por consolidar a Independência e dar, aos poucos, uma cara para o Brasil.
Importante obra para o estudo da Independência, tanto do ponto de vista
da imprensa (jornais e panfletos) como das práticas discursivas políticas da
época. “Lavação de roupa suja” em público no momento da libertação do
país do jugo português.
153 - Menezes, Ângela Dutra
de. O português que nos pariu.
Rio de Janeiro, Relume Dumará, 2000.
150p.
Nos 500 anos do descobrimento, enquanto muitos recontam a chegada dos
portugueses ao Brasil, a autora procura explicar Portugal.
154 – Morelli, Rita de Cássia
Lahoz. Arrogantes, anônimos,
subversivos: interpretando o acôrdo e a discórdia na tradição autoral
brasileira. Campinas (SP), Mercado
das Letras, 2000.
Analisa a historia das entidades de gestão coletiva de direitos autorais no
Brasil, desde os primórdios, na década de 30, até a atualidade.
155 - Mota, Carlos Guilherme,
org. Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000): a grande transação.
São Paulo, Ed. SESC, 2000. v.1
(496p.) Mota, Carlos Guilherme,org. Viagem incompleta: a experiência brasileira
(1500-2000): a formação, histórias. São Paulo, Ed. SESC, 2000. v.2 (370p.)
Coletâneas de ensaios produzidos por mestres da nossa historiografia. O
primeiro volume trata da pré-história da América tropical até a passagem da
monarquia para a República. O segundo volume trata do período republicano.
156 - Nunes, Sebastião.
História do Brasil; novos estudos sobre guerrilha cultural e estética
de provocação. São Paulo, Altana,
2000. 220p.
Obra-prima do escracho, sarcasmo e humor
inteligente, apresenta a história nacional na forma de verbetes que vão do
descobrimento a 1971, ano da morte do guerrilheiro Carlos Lamarca. Usa linguagem
clara expressa em colagem dos mais diversos estilos literários brasileiros.
157 - Paim, Antonio.
Momentos decisivos da história do Brasil.
São Paulo, Martins Fontes,
2000. 136p.
Autor defende que o “atraso” do país se deve à incapacidade em desenvolver
o potencial energético e criar um sistema representativo.
158 - Pieroni, Geraldo.
Os excluídos do reino: a Inquisição portuguesa e o degredo para o
Brasil colônia. Brasil, Ed. da
UnB: São Paulo, Imprensa Oficial do estado, 2000.
310p. ilust.
Fundamental para o estudo do degredo e melhor entendimento da atuação da
Inquisição no mundo luso-brasileiro. Pesquisa documental e ilustrações.
159 - Ricúpero, Bernardo.
Caio Prado Junior e a nacionalização do marxismo.
São Paulo, Ed. 34/USP-Departamento de Ciência Política/FAPESP, 2000.
254p.
Para comemorar os 10 anos da morte de Caio Prado Junior, o autor mostra como o
historiador aplicava o materialismo dialético na decifração do Brasil.
160 - Sant’Anna
Pinheiro,
Sonia. Inconfidências mineiras;
uma história da Inconfidência através da família de Bárbara e Alvarenga
Peixoto. Rio de Janeiro, Jorge
Zahar, 2000. 132p. ilust.
Aliando fundamentação histórica e qualidade literária, a autora recria a
atmosfera que cercou o movimento pioneiro que pretendeu emancipar o Brasil de
Portugal, a partir do casal de apaixonados Bárbara Eliodora e o inconfidente
Alvarenga Peixoto. Ilustrações a “bico de pena” que retratam Minas Gerais
do século 18.
161 - Tota, Antonio Pedro.
O imperialismo sedutor. São
Paulo, Companhia das Letras, 2000. 228p.
Estudo do processo de americanização do Brasil, analisa a receita do
“chiclet com banana” e a atribulada relação do Tio Sam com Zé Carioca.
Uma história de aculturação e antropofagia.
162 - Vieira, Cláudio.
A história do Brasil são outros 5000.
Rio de Janeiro, Record, 2000. 255p.
A autora relembra os sofrimentos do povo brasileiro através da história, como
a Guerra do Paraguai, o que foi feito com os negros e índios, o colonizador se
aproveitando as nossas riquezas ... antes de sacar a rolha do champagne para
comemorar.
163 - Weinstein, Bárbara.
(Re)Formação da classe trabalhadora no Brasil: 1920-1964; tradução de
Luciano Vieira Machado. São Paulo,
Cortez/ Ed. da USP, 2000. 460p.
A autora, orientanda da professora Emília Viotti da Costa na pós-graduação
em História na Yale University (USA), discute a necessidade de se oferecer ao
trabalhador brasileiro meios para que possa adquirir uma boa formação
profissional.
Vide também: 1, 9, 32, 35, 41, 42, 48, 61, 73, 74, 88, 99, 112, 124, 132, 133, 164, 166, 167, 169, 172.