Negros

(história, cultura africana e afro-brasileira, escravidão, negros ilustres)

100 ANOS DE CARNAVAL NO RIO DE JANEIRO, de Haroldo Costa. Rio de Janeiro, Vitale, 2001. 253p. ilust.
Conta a história do carnaval desde o "entrudo", trazido pelos açorianos no período colonial, passando pelo "Zé Pereira", que abria a folia carioca e pela contribuição dos cantos e danças do candomblé dos negros, até a atualidade da maior manifestação cultural brasileira dos tempos atuais. Fartamente ilustrado.

A ABOLIÇÃO DO COMÉRCIO DE ESCRAVOS: A GRÃ-BRETANHA, O BRASIL E A QUESTÃO DO COMÉRCIO DE ESCRAVOS (1807-1869), de Leslie Bethell. Brasília, DF, Ed. Senado Federal, 2002. 478p. (Coleção Biblioteca Básica Brasileira). Não tem ISBN
Consagrado brazilianist parte da indagação de como o comércio de escravos, um dos principais pilares da economia brasileira, veio a tornar-se ilegal, para em seguida investigar porque, embora declarada ilegal, provou-se impossível durante 20 anos, suprimir tal atividade comercial. E mostra como foi abolido.

ACAÇÁ: ONDE TUDO COMEÇOU – HISTÓRIAS; VIVÊNCIAS, RECEITAS DAS COZINHAS DE CAMDOMBLÉ, de Pai Cido de O’sun Eyin.  São Paulo, Arx, 2002.  202p.  ISBN 85-35402-53-5
Não é um livro de culinária mas também inclui receitas. São histórias de vida aliadas à maneira de preparar algumas comidas de rituais, com passagens do cotidiano. Trabalho de pesquisa que fornece também material etnográfico. Comidas oferecidas aos orixás são parte fundamental dos rituais de candomblé. Aborda a importância da comida na religião e na vida.

AFRO-BRASILEIROS HOJE, de Darien J. Davis. Rio de Janeiro, Selo Negro/Minority Rights Group International, 2001. 140p. ISBN 85-87478-09-5
O historiador afro-caribenho Dr. Darien J. Davis, diretor de Estudos Latino-americanos no Middlebury College, em Vermont, USA, incide sobre a sociedade brasileira e faz um diagnóstico estrangeiro a respeito da população negra no Brasil, tendo como base levantamentos demográficos, entrevistas, livros e artigos. Retrata a situação dos afro-brasileiros e demais brasileiros quanto aos índices de mortalidade infantil, educação, situação nas áreas rurais, emprego, violência policial. Publicação feita em parceria também com o GELEDÉS - Instituto da Mulher Negra, uma das mais importantes ONGs brasileiras.

AFRO-DESCENDENTE: IDENTIDADE EM CONSTRUÇÃO, por Ricardo Franklin Ferreira. Rio de Janeiro, Pallas/Educ, 2000. 288p.
Tese de Doutorado em psicologia, trata da desvalorização da cultura africana frente à européia, resultando em uma auto-imagem negativa que alimento o processo de exclusão. Estuda as possibilidades de "construção de uma identidade afrocentrada", que supere os danos do preconceito racial à auto-estima e também oferece subsídios para uma afirmação positiva e o exercício da cidadania pelo negro no Brasil.

AS ÁGUAS DE OXALÁ, de José Beniste.  São Paulo, Bertrand-SP, 2002.  336p. ISBN 85-28609-65-0
Detalhe sobre um dos mais belos e longos rituais do candomblé, em que a cor branca domina integralmente o terreiro, por ser a cor da pureza ética que simboliza o grande orixá Oxalá. A mais longa religiosidade afro-brasileira é aqui descrita integralmente, de forma clara e com pormenores que enriquecem o conhecimento e as pesquisas no assunto.

AGUDÁS; OS "BRASILEIROS" DO BENIN, de Milton Guran. Rio de Janeiro, Nova Fronteira/Ed. Gama Filho, 2000. 290p. ilust.
Antropólogo, o autor pesquisou na comunidade de brasileiros a "abrasileirados" da República do Benin (África). Fotos, palavras e imagens se elucidam e se completam naturalmente.

O ALMIRANTE NEGRO (REVOLTA DA CHIBATA - A VINGANÇA), de Moacir C. Lopes. Rio de Janeiro, Quartet, 2001. 224p.ISBN 85-85696-30-3
O autor, ex-marinheiro e escritor de mérito reconhecido no exterior brinda os leitores com o melhor romance histórico até hoje escrito sobre João Cândido, e a rebelião que o transformou em herói de luta pelos direitos humanos, a Revolta da Chibata, em 1910.

O ANJO DA FIDELIDADE, por José Louzeiro. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 2000. 551p. ilust.
O temido comandante da Guarda Pessoal do presidente Getúlio Vargas (negro e filho de um ex-escravo) cresceu junto à essa família e foi, na verdade, um "testa-de-ferro" que encobriu todas as falcatruas do clã Vargas. Foi chamado de "um facínora que nomeava e demitia civis e militares". Tem agora sua primeira biografia, fruto de 3 anos de pesquisa do autor, provando que ele foi o "bode expiatório" que acabou pagando, sozinho, pelos crimes de todos os Vargas.

AO SABOR DE OIÁ, de Cléo Martins.  Rio de Janeiro, Pallas, 2003.  256p.   ISBN 85-34703-66-6
A autora, advogada graduada e pós-graduada na Universidade de São Paulo e também em Teologia, mistura realidade e ficção ao ressaltar a importância Iorubá na cultura brasileira, ao contar uma história passada na virada do milênio.

APROVADOS! CURSINHO PRÉ-VESTIBULAR E POPULAÇÃO NEGRA, de Wilson Silva e outros. Rio de Janeiro, Summus/Selo Negro, 2002. 228p. ISBN 85-87478-20-6
Estudo precioso sobre a relação entre os afro-descendentes com os cursinhos pré-vestibulares e as universidades. Os autores são profissionais renomados, com vivência no meio estudantil e propõem uma reflexão sobre os mecanismos de dominação e de exclusão racial. Entrevistas, depoimentos e análises dão uma noção da capacidade da população negra no mundo estudantil.

BARÕES E ESCRAVOS DO CAFÉ: UMA HISTÓRIA PRIVADA DO VALE DO PARAÍBA, de Sonia Sant'Anna. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2001. 180p.
Estudo sobre 124 anos de história da região, desde as minas de ouro até a decadência do café.

BRASIL AFRO-BRASILEIRO, org. por Maria Nazareth Fonseca. Belo Horizonte, Autêntica, 2000. 352p.
Artigos sobre as representações de negros que circulam em diferentes suportes da memória cultural; livros, objetos de culto, objetos de arte, pesquisas etnográficas e criação literária. A cara de um Brasil mestiço que não se pode esconder.

BRASIL: COLONIZAÇÃO E ESCRAVIDÃO, org. por Maria Beatriz Nizza da silva. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2001. 418p.
Professora Titular de História na Universidade de São Paulo reúne 24 ensaios de historiadores brasileiros, portugueses e americanos sobre os principais aspectos do modelo escravocrata instalado no Brasil, diferenciados do estudo tradicional da escravidão negra. Novas e originais contribuições de diversos especialistas discutem a questão do cativeiro indígena, colonização e escravidão sob a legislação e condição de negros e índios, a herança africana e o posicionamento da Igreja em relação ao tema.

BRASIL DE TODOS OS SANTOS, de Ronaldo Vainfas e Juliana Beatriz de Souza. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000. (Coleção Descobrindo o Brasil). 76p.
Os autores, professores universitários no Rio de Janeiro, contam a história das múltiplas crenças que se cruzaram no período colonial. Descortina a religiosidade indígena, os cultos afro-brasileiros e o mundo dos hereges. Mostra como o catolicismo foi se impondo, convivendo com bruxos, sortilégios e orações eróticas, tudo encenado no espetáculo barroco das festas religiosas.

A BUSCA DE UM CAMINHO PARA O BRASIL: A TRILHA DO CÍRCULO VICIOSO, de Hélio Santos. São Paulo, SENAC, 2002. 462p. ISBN 85-73592-34-6
O racismo é examinado aqui, mostrando como o negro e o negro-mestiço voltam sem cessar aos mesmos constrangimentos, prisioneiros de um círculo vicioso. Introduz conceitos como o da "tecnologia da inclusão", instrumento para desenvolver e implementar "políticas massivas de inclusão", formando passos do caminho que conduz à unificação dos dois "Brasis" descritos pelo autor.

BÚZIOS: A FALA DOS ORIXÁS: CAÍDAS, SIGNIFICADOS, LEITURAS, de Nívio Ramos Sales.  Rio de Janeiro, Pallas, 2001.   150p.   ISBN 85-34702-48-9
Uma viagem ao mundo dos búzios (pequeninas conchas) e suas mensagens mágicas, tendo como autor uma personalidade bastante conhecida por sua vivência no candomblé

AS CAMÉLIAS DO LEBLON E A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA – UMA INVESTIGAÇÃO DE HISTÓRIA CULTURAL, de Eduardo Silva.  São Paulo, Companhia das Letras, 2003.  150p.  ISBN 85-35903-64-X
O quilombo do Leblon foi determinante para o êxito da campanha abolicionista e o autor conta a história do movimento a partir do estudo dessa comunidade de negros fugitivos, localizado em pleno Rio de Janeiro, onde se cultivavam camélias – motivo pela qual a flor se tornou símbolo da luta contra a escravidão.

CAMINHOS DA ALMA: MEMÓRIA AFRO-BRASILEIRA, org. de Wagner Gonçalves da Silva.  São Paulo, Summus, 2002.  268p. ilust. (Coleção Memória afro-brasileira).  ISBN 85-87478-08-7
Aborda o universo das religiões afro-brasileiras a partir de relatos sobre sacerdotes, cujas vidas se entrelaçam no campo religioso de 8 cidades. Percebe-se aqui o papel importante da tradição e seus transformadores em cidades como salvador (BA), São Luís (MA), Aracajú (SE), São Paulo, Rio de Janeiro e outras.

CANDOMBLÉ: RELIGIÃO DO CORPO E DA ALMA, org. por Carlos Eugênio Marcondes de Moura. Rio de Janeiro, Pallas, 2000.
Coletânea de textos de diversos estudiosos sobre o candomblé, seus mistérios e peculiaridades.

O CANDOMBLÉ DA BAHIA, de Roger Bastide. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 480p. ilust.
Lançado em 1958 esse clássico da sociologia da religião realiza análise pioneira do candomblé, estudando o transe e a possessão, os cânticos, as danças e os ritos dessa religião afro-brasileira.

CAPITALISMO E ESCRAVIDÃO NO BRASIL, de Fernando Henrique Cardoso.  Reedição.  Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003.  384p.  ISBN 85-20006-35-3
Reedição de um clássico da sociologia brasileiro que tem como tema a sociedade escravocrata do sul do Brasil. O autor foi professor da Universidade de São Paulo, conceituado sociólogo de renome internacional e ex-presidente do Brasil.

A CAPOEIRA ANGOLA NA BAHIA, por Mestre Bola Sete. 2.ed. Rio de Janeiro, Pallas, 1999. 200p. ilust.
Busca preservar a Capoeira Angola, como luta, jogo, dança e filosofia de vida, apresentando cantigas, fotos dos golpes e ritmos para tocar o berimbau.

A CAPOEIRA ESCRAVA E OUTRAS TRADIÇÕES REBELDES NO RIO DE JANEIRO (1808-1850) de Carlos Eugênio Libânio Soares. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP/CECULT, 2001. 606p.
Resulta da pesquisa sobre a capoeira na capital fluminense e outras manifestações culturais dos escravos na época do estudo. Nos capítulos iniciais o autor trata do papel dos africanos que contribuíram para a evolução da capoeira. Esses novos africanos que acabavam presos por praticar o jogo acrobático, geralmente vinham de países da África Centro-Ocidental, como Angola, Congo e Cabinda. Outros temas discutidos são as mudanças de estilo da capoeira e sua importância cultura.

OS CARAÍBAS NEGROS DE HONDURAS, de Ruy Coelho.  São Paulo, Perspectiva, 2002.  218p.  ISBN 85-27303-03-5
O autor (1920-1990), ex-professor da Universidade de São Paulo e um dos grandes nomes das ciências sociais brasileiras, analisou a cultura africana como núcleo da vida social caribenha. Trabalho originalmente concebido como Tese de Doutoramento.

CAROÇO DE DENDÊ: A SABEDORIA DOS TERREIROS – COMO IALORIXÁS E BABALORIXÁS PASSAM CONHECIMENTOS A SEUS FILHOS, de Mãe Beata de Yemonjá.  2.ed.  Rio de Janeiro, Pallas, 2002.  128p.  ISBN 85-34703-02-7
A autora é uma “mãe de santo”, que cresceu cercada pela presença de antigos escravos e seus descendentes e suas memórias são fortemente ligadas às usas histórias de vida. Traz aqui 43 relatos sobre suas vivências com gente, animais, plantas e deuses da natureza, ilustrados pelos desenhos de Raul Lody, antropólogo e pesquisador do Museu Folclórico do Rio de Janeiro.

CASA GRANDE & SENZALA, de Gilberto Freyre.  São Paulo, Global, 2003.  790p.  ISBN 85-26008-69-2
Edição comemorativa dos 70 anos de publicação desse clássico dos estudos brasileiros, com extenso prefácio do sociólogo e ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

CENAS DA ABOLIÇÃO: ESCRAVOS E SENHORES NO PARLAMENTO E NA JUSTIÇA, de Joseli Nunes Mendonça. São Paulo, Fund. Perseu Abramo, 2001. 120p. (Coleção História do Povo Brasileiro). ISBN 85-86469-59-9
Retoma uma das questões centrais da História do Brasil, a abolição da escravatura, abordando o tema a partir dos debates parlamentares e das ações judiciais movidas por escravos contra seus senhores.

CLASSES, RAÇAS E DEMOCRACIA, de Antonio Sérgio Alfredo Guimarães. São Paulo, Ed. 34, 2002. 232p. ISBN 85-73262-32-X
Sociólogo aborda temas complexos como raça e racialismo, racismo, democracia racial e estratificação, classes sociais e identidades, movimento negro, entre outros.

CONFLITOS SOCIAIS E MAGIA, de Liana Trindade. São Paulo, Hucitec/Terceira Margem, 2000. 176p.
Estudo sobre as origens da religiosidade popular brasileira, destacando a tradição do esoterismo em confronto com a cultura africana.

CONSCIÊNCIA NEGRA EM CARTAZ, de Nelson F. I. Silva. Brasília, DF, Ed. da UnB, 2001. 135p.
Trata da evolução do movimento negro no Brasil.

COR, PROFISSÃO E MOBILIDADE: O NEGRO E O RÁDIO DE SÃO PAULO, de João Baptista Borges Pereira. São Paulo, Ed. da USP, 2001. 279p.
Os negros eram bem-vindos nas emissoras de rádio de São Paulo nos anos 50-60 por causa de sua mobilidade, bossa, talento, ginga e outras habilidades e isso era um canal de mobilidade social para eles. Relançamento de um clássico de 1967, escrito por professor da Universidade de São Paulo a partir de pesquisas em rádios populares paulistanas entre 1958 e 1963.

O CULTIVO DO CAFÉ NAS BOCAS DO SERTÃO PAULISTA – MERCADO INTERNO E MÃO-DE-OBRA NO PERÍODO DE TRANSIÇÃO (1830-1888), de Rosane Carvalho Messias. São Paulo, Ed. UNESP, 2003.  192p.   ISBN 85-71394-69-5
Trata da transição entre a mão de obra entre trabalhadores escravos e estrangeiros recém-chegados ao Brasil na região de Araraquara e São Carlos, no interior do estado de São Paulo, conhecida como “Boca de Sertão”.

CULTURA NEGRA E DOMINAÇÃO, de Wilson do Nascimento Barbosa.  São Leopoldo, Rs, Ed. UNISINOS, 2002.  132p.  ISBN 85-74311-27-8
Fala sobre as disposições estruturais e as práticas institucionais que provoca a desigualdade racial em nosso país.

CULTURA NEGRA EM TEMPOS PÓS-MODERNOS, de Marco Aurélio Luz.  Salvador, BA, Ed. UFBA, 2002.  138p.  ISBN 85-23202-78-1
Reúne artigos e ensaios abordando o significado dos processos culturais das tradições africanas nas Américas, na atualidade.

DESIGUALDADES RACIAIS NO BRASIL; UM BALANÇO DA INTERVENÇÃO GOVERNAMENTAL, de Luciana de Barros Jaccoud e Nathelie Beghin.  Brasília, IPEA, 2002.  152p. ilust. tab. gráf. bibliogr.   Acompanha CD-ROM.  ISBN 85-86170-48-8
Histórico das desigualdades raciais no Brasil e diagnóstico da situação do negro, ações realizadas no âmbito federal entre 1995 - 2002.

DEVOTOS DA COR, de Mariza de Carvalho Soares. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000. 303p.
Trata da identidade étnica, religiosidade e escravidão no Rio de Janeiro do século 18, numa abordagem "africanista", que possibilita deixar de pensar o escravo como um marciano negro que, de repente, desembarcava nos portos na época colonial.

DICIONÁRIO DE ARTES SACRAS & TÉCNICAS AFRO-BRASILEIRAS, de Raul Lody.  Rio de Janeiro, Pallas, 2003.  314p. ilust.  ISBN 8534701873
Obra de 30 anos de pesquisas vivenciadas de norte a sul do Brasil pelo autor, antropólogo, que vivenciou o cotidiano e festas em comunidades e terreiros. Entrevistou lideranças religiosas, artistas, músicos, instrumentistas, cozinheiros e vendedores de comidas, visitou feiras e mercados. O resultado esta em diversos livros por ele publicados, inclusive nesta obra de referência, que abriga 1.416 verbetes.

DO TRONCO AO OPA EXIM, e Marco Aurélio Luz.  Rio de Janeiro, Pallas, 2003.  248p. ISBN 85-34701-66-0
Reúne 36 artigos que tratam da história, dos valores religiosos, culturais e da identidade dos africanos no Brasil, realçando a luta dos afro-descendentes para conquistar um espaço na sociedade como um todo. Traz ainda entrevistas com Gilberto Gil, Romário, Agenor Miranda e Mãe Senhora.

O DRAGÃO DO MAR E SEU TEMPO, de Audifax Rios. Fortaleza, Ed. Livro Técnico, 2001. 96p. ilust. (Não tem ISBN)
Enfoca a personalidade do lendário líder do movimento pela abolição da escravatura negra no Ceará, Francisco José do Nascimento, mais conhecido como "O Dragão do Mar".

ENCANTARIA DE “BARBA SOEIRA”: CODÓ; CAPITAL DA MAGIA NEGRA, de Mundicarmo Ferretti. São Paulo, Siciliano, 2001. 216p. ilust,. fotos color. ISBN 85-26708-56-2
O livro é resultado de vários anos de pesquisa da autora na área de cultura e religião afro-brasileira. Trata sobre terecô – religião de origem africana tradicional no município de Codó, no Maranhão – da forma como foi e é encarado pelos terecozeiros. Obra indispensável para os estudos da rica religião e cultura afro-brasileiras.

O ENCANTO DOS ORIXÁS, de Flávio Miragaia Perri.  São Paulo, Expressão e Cultura, 2002.  264p.   ISBN 85-20803-48-2
Reflexão sobre o preconceito que cerca a Umbanda, a partir da experiência que viveu ao visitar a “Tenda de Umbanda Luz, esperança e Fraternidade”, na Zona Norte do Rio de Janeiro, oportunidade em que o pesquisador pode descobrir uma religião autenticamente brasileira e identificada com as idéias ambientalistas.

ESCRAVIDÃO E CIDADANIA NO BRASIL MONÁRQUICO, por Hebe Maria Mattos. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000.
Traça um paralelo original entre intelectuais negros e escravidão.

ESCRAVIDÃO E UNIVERSO CULTURAL NA COLÔNIA – MINAS GERAIS, 1716-1789, de Eduardo França Paiva.  Belo Horizonte, Ed. da UFMG, 2001. 285p.
ISBN 85-70412-71-1
A tônica dessa obra é a compreensão apurada e sólida da complexa e fascinante sociedade colonial mineira, particularmente das relações escravistas aí desenvolvidas. É investigado, principalmente, o dia-a-dia das mulheres ex-escravas e de suas famílias, no período que se estende entre 1716-1789.

ESCRAVOS, ROCEIROS E REBELDES, de Stuart Schwartz: trad. de Jussara Simões. Bauru, SP, Ed. da USC, 2001. 300p. ilust. bibliog. ISBN 85-74601-25-X
Livro de Brazilianist norte-americano, professor da Yale University, reafirma que, ao invés de "virar a página" da escravidão, é necessário aprofundar os estudos sobre diversos aspectos do triste regime no Brasil. Vasta bibliografia com cerca de 250 títulos.

THE ETERNAL NOW, de Mário Cravo Neto.  Ed. Artes, 2002.  238p. ilust. p/b. ISBN 85-85098-05-8
Celebra os povos da África no Brasil, em imagens em preto-e-branco feitas pelo fotógrafo baiano Mário Cravo Neto. Um retrato e um elemento a mais no “eterno agora” do universo afro-brasileiro.

O FIADOR DOS BRASILEIROS: CIDADANIA, ESCRAVIDÃO E DIREITO CIVIL NO TEMPO DE REBOUÇAS, de Keila Grinberg.  Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2002.  350p.  ISBN 85-20006-04-3
A autora, um dos mais promissores nomes da historiografia nacional, mostra os significados de ser preto ou pardo no Brasil oitocentista, ainda sob a influência do trabalho escravo. Explora a questão de adoção de políticas afirmativas para o combate ao racismo e debate as questões das identidades raciais no país.

FLUXO E REFLUXO, de Pierre Verger, trad. de Tasso Gadzanis.  Reedição.  Salvador, BA,  Corrupio, 2002.   732p.   ISBN 85-86551-15-5
Estudo que valeu ao autor (1902-1996) o título de Doutor pela Université Sorbonne (Paris) e que se tornou obra obrigatória para pesquisas do sistema escravista no Brasil. Um clássico que enfoca os aspectos culturais e econômicos do tráfico negreiro entre o Golfo de Benin e a Bahia.

A FOGUEIRA DE XANGÔ, O ORIXÁ DO FOGO, de José Flávio Pessoa de Barros. Rio de Janeiro, Ed. da UERJ/Intercom, 2001. 247p.
Estudo de antropólogo pesquisador de música sacra afro-brasileira dos terreiros de macumba, a expressão musical litúrgica jêje-nagô, estabelecendo associações com as criações de compositores como Gilberto Gil, Baden Powell, Caetano Veloso, Pixinguinha, Vinicius de Moraes, etc.

FRONTEIRA NEGRA - DOMINAÇÃO; VIOLÊNCIA E RESISTÊNCIA ESCRAVA EM MATO GROSSO (1718-1888), de Maria do Carmo Brazil.  Passo Fundo, RS, Ed. UPF, 2002.  176p. ISBN 85-75150-58-8
Doutora em História pela Universidade de São Paulo e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e pesquisadora associada ao Núcleo de Políticas Estratégicas da USP, faz uma releitura do passado sob a ótica das classes exploradas, contribuindo para a história regional mato-grossense.

FRONTEIRAS DA IMAGINAÇÃO – OS ROMÂNTICOS BRASILEIROS: MESTIÇAGEM E NAÇÃO, de Silvina Carrizo.  Niterói, Ed. UFF, 2001.  174p.  (Coleção Ensaios)  Não tem ISBN
Aborda e atualiza as questões que desafiaram nossos românticos, com o binômio mestiçagem e nação.

GALINHA D’ANGOLA: INICIAÇÃO E IDENTIDADE NA CULTURA AFRO-BRASILEIRA, de Arno  Vogel, Marco Antônio e José Barros.  3.ed.  Rio de Janeiro, Pallas, 2002, 224p.  ISBN 85-34702-72-1
A galinha d’angola é a oferenda de axé e equilíbrio pessoal. A pesquisa realizada pelos autores, deu um mergulho na riqueza, na sofisticação e nas sutilezas das práticas do Candomblé, desvendando seus mistérios e estudos para a construção da identidade cultural de praticantes e afro-descendentes.

GRÃOS VERMELHOS NO VALE, de Clair de Mattos. Rio de Janeiro, Razão Cultural, 2001. 182p.
Escritora revive, em ficção, o impacto da abolição da escravatura na economia do Rio de Janeiro, no final do século 19.

GUIA PRÁTICO DA LÍNGUA YORUBÁ – EM 4 IDIOMAS: PORTUGUÊS, ESPANHOL, INGLÊS E YORUBÁ, de Fernandez Portugal Filho.  Rio de Janeiro, Madras, 2002.  180p.  ISBN 85-73744-97-9
É um verdadeiro manual da linguagem utilizada nos ritos afros, trazendo  os significados de vários termos, não somente em Yorubá, mas também em português, espanhol e inglês.

HERÓI POR NÓS - ADHEMAR FERREIRA DA SILVA, O OURO NEGRO BRASILEIRO, por Tânia Mara Siviero e Victor Burton. São Paulo, DBA, 2000.
Em edição bilíngüe inglês-português, com prefácio de Carl Lewis, e patrocinado pela Bolsa de Mercadorias e Futuro de São Paulo, a biografia do único atleta brasileiro, até hoje, a conquistar 2 medalhas olímpicas consecutivas.

A HIERARQUIA DAS RAÇAS: NEGROS E BRANCOS EM SALVADOR, por Jeferson Bacelar. Rio de Janeiro, Pallas, 2000.
Aborda a presença hierarquizada dos grupos raciais e étnicos na sociedade baiana, revelando e desmistificando os mitos da democracia racial e o ideal de branqueamento, mostrando a discriminação e a desigualdade vigentes na cidade mais negra do Brasil. Apóia o esforço para compreender essa questão nacionalmente.

IEMANJÁ - A MÃE AFRICANA DO BRASIL, de Armando Vallado.  Rio de Janeiro, Pallas, 2002.  260p.   ISBN 85-34702-46-2
Um pesquisador-sacerdote ou um sacerdote-pesquisador, o autor concentrou-se em 5 temáticas para descrever esse orixá: suas origens místicas na diáspora africana para o Brasil; os ritos de iniciação, seguidores, terreiros, etc; perfil dos filhos de Iemanjá e seus símbolos; festas públicas de Iemanjá e o orixá na cultura popular laica e nas religiões afro-brasileiras.

A INCLUSÃO DO NEGRO; UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA, de Aluísio Pimenta. 2.ed. Brasília, DF, Instituto Teotônio Vilela, 2003.  60p.  Não tem ISBN
Mostra que também existe, entre os brasileiros, a “discriminação passiva”.

O INFAME COMÉRCIO: PROPOSTAS E EXPERIÊNCIAS NO FINAL DO TRÁFICO DE AFRICANOS PARA O BRASIL (1800-1850), de Jaime Rodrigues. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP/CECULT, 2000. 238p.
Originalmente dissertação de Mestrado em História Social do Trabalho. Revisita a clássica extinção da escravidão e apresenta personagens conhecidas e outras sempre esquecidas quando o assunto é o fim do tráfico: senhores de escravos e seus representantes no Legislativo, autoridades policiais, população livre que assistia passivamente ao desembarque clandestino dos cativos, etc.

A INVENÇÃO DO "SER NEGRO": UM PERCURSO DAS IDÉIAS QUE NATURALIZARAM A INFERIORIDADE DOS NEGROS, de Gisleine Aparecida dos Santos. São Paulo, EDUC/FAPESP: Rio de Janeiro, Pallas, 2002. 176p. ISBN 85-28302-39-3
Doutora pela Universidade de São Paulo e professora na Universidade Estadual Paulista mostra como "ser negro" significou - e ainda significa - ser inferior aos demais membros da sociedade, discutindo sobre o futuro do negro e sua inserção em nossa sociedade.

JOÃO CÂNDIDO DO BRASIL – A REVOLTA DA CHIBATA, de César Vieira. 170p.  São Paulo, Casa Amarela, 2003. 170p. (Coleção: Teatro Popular União e Olho Vivo).  ISBN 85-86821-44-6
A história de João Cândido, o marinheiro negro, percorreu páginas de livros, ganhou letras de samba e agora chega ao público numa versão para o teatro. O livro tem prefácio do crítico literário Antônio Cândido. O autor, cujo nome verdadeiro é Idibal Pivetta, foi advogado de presos políticos e fundador do Teatro Popular União e Olho Vivo.

JOAQUIM FIRMINO, O MÁRTIR DA ABOLIÇÃO, de Jácomo Mandato. Campinas, SP, Ed. do Autor, 2001. 158p.
Autor reconstitui o assassinato do líder abolicionista Joaquim Firmino, ocorrido em fevereiro de 1888 e cometido por fazendeiros escravocratas.

JOGO DE BÚZIOS: UM ENCONTRO COM O DESCONHECIDO, de José Beniste. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2000. 294p.
O autor, historiador, pesquisador, integrante de movimentos que procuram resgatar a dignidade afro-religiosa e iniciado no candomblé-ketu, explica como se processa o jogo de búzios (pequenas conchas de mar) na modalidade odu. O adivinho manipula 16 búzios como forma de consulta nos cultos afro-brasileiros, para saber dos problemas dos integrantes da sua comunidade.

LÁ VEM O MEU PARENTE - AS IRMANDADES DE PRETOS E PARDOS NO RIO DE JANEIRO E EM PERNAMBUCO (SÉCULO XVIII), de Antonia Aparecida Quintão. São Paulo, Annablume, 2002. 230p. ISBN 85-74192-59-7
A autora teve amplo acesso à documentação portuguesa, o que conferiu ao seu trabalho maior abrangência na consideração dos aspectos centrais da vida associativa, ao mesmo tempo em que supriu parcialmente o desaparecimento dos registros internos das confrarias aqui consideradas.

LARÓYÈ, por Mário Cravo Neto. São Paulo, Áries, 2000. 200p. ilust. fotos
Tendo como título uma saudação ioruba ao orixá Exu (a quem o livro é dedicado), foram reunidas 141 imagens feitas pelo famoso fotógrafo, desde a década de 70, "clickadas" na capital baiana, Salvador. Não são um simples registro ou documentação de uma cidade, mas a interpretação de um cotidiano, de procurar compreender o que vai pela mente das pessoas que transitam pela rua.

A LEI DO SANTO, de Muniz Sodré. Rio de Janeiro, Bluhm, 2000. 142p.
15 contos com elementos contemporâneos brasileiros e negros, alguns do ambiente rural e outros decididamente urbano, porém todas as histórias com algo a ver com a religiosidade da maioria dos afro-brasileiros, suas divindades trazidas para o Brasil em seu exílio forçado.

MADE IN AFRICA, de Luís da Câmara Cascudo. São Paulo, Global, 2001p. 188p.
Delicioso livro de Cascudo, publicado pela primeira vez em 1966, e que encerra as reedições de sua obra.. O andar rebolado de nossas mulheres, a banana (que, segundo ele, foi a fruta do paraíso e não a maçã), a capoeira e muitas outras coisas e comportamentos herdados dos negros são analisados nesse "Feito na África".

MAMMA ANGOLA: SOCIEDADE E ECONOMIA DE UM PAÍS NASCENTE, de Solival Menezes. São Paulo, EDUSP, 2000. 409p.
Ex-residente em Angola, o autor traça um panorama econômico daquele país. Apesar de rico em minerais e de ter um dos solos mais férteis do mundo, a realidade angolana é semelhante a de outros países africanos. Também são reforçados e identificados os laços de Angola com o Brasil, sendo lá uma importante matriz de costumes e cultura brasileira.

A MANILHA E O LIBAMBO: A ÁFRICA E A ESCRAVIDÃO, DE 1500 A 1700, de Alberto da Costa e Silva. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2002. 1.072p. ISBN 85-20912-62-1
Apresenta os painéis que formam a metade africana da história do Atlântico, ajudando a compreender de forma completa a história da escravidão no continente americano e, conseqüentemente, a história do Brasil.

MAÕS NEGRAS – ANTROPOLOGIA DA ARTE NEGRA, de Celso Prudente.  São Paulo, Panorama do Saber, 2002.  154p. Ilust. encadernado  ISBN 85-75670-03-4
Mostra a obra de artistas negros participantes da exposição “Mãos Negras”, organizada pelo Metrô de São Paulo. Analisando os trabalhos dessa exibição à luz da antropologia, o autor põe em evidência vários aspectos, com sensibilidade, para revelar o universo da cultura negra brasileira.

MESTRE BIMBA: CORPO DE MANDINGA, de Muniz Sodré.  Rio de Janeiro, Manati, 2002.  112p     ISBN 85-86218-13-8
Conta de Mestre Bimba, criador da capoeira regional e reconhecido internacionalmente como uma das figuras mais importantes dessa arte, que é parte importante da cultura brasileira.

MÍDIA E RACISMO, org. de Sílvia Ramos.  Rio de Janeiro, Pallas, 2002.  178p.  ISBN 85-34703-45-0
Caso-modelo de reprodução das relações raciais brasileiras e de propagação do racismo, a mídia é discutida em artigos produzidos para seminário na Universidade Cândido Mendes, do Rio de Janeiro.

MITO E ESPIRITUALIDADE, por Helena Teodoro. Rio de Janeiro, Pallas, 2000. 216p.
A autora mostra mulheres negras que conseguiram sobrepujar a sociedade machista e preconceituosa, tornando-se símbolos de resistência religiosa, cultural e étnica.

MITOLOGIA DOS ORIXÁS, de Reginaldo Prandi. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 591p. ilust.
Sociólogo reuniu a mais completa coleção de mitos da religião dos Orixás: deuses iorubas, histórias sobre Exu, Ogum, Edé, Iemanjá, Logum, Oxossi, Iansã e outros, apresentados ao lado de registros fotográficos. Também dedica capítulos aos leitores que desejam se iniciar no estudo do candomblé, religião que vem ganhando adeptos nos USA e Europa.

O NASCIMENTO DA CULTURA AFRO-AMERICANA, de Sidney W, Mintz e Richard Price, trad. de Vera Ribeiro.  Rio de Janeiro, Pallas/Ed. Universidade Cândido Mendes, 2003.  128p.  ISBN 85-34703-47-7
Estudo onde 2 antropólogos norte-americanos famosos acrescentam algo comedido ao debate sobre as raízes da cultura afro-americana, explorando os vínculos culturais entre africanos e afro-americanos, abrindo nova perspectiva sobre o passado desses povos.

AS NAÇÕES KÊTU: ORIGENS, RITOS E CRENÇAS, OS CANDOMBLÉS ANTIGOS, de Agenor Miranda Rocha.  2.ed.  Rio de Janeiro, Mauad, 2000.  112p.    ISBN 85-74780-18-9
Um trabalho diferente, o primeiro livro que um sacerdote de Ifá, nascido na África e professor no Brasil, escreve na América ou na África. Mestre no conceituado Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, Agenor foi pai-de-santo e é o brasileiro que mais conhece a herança cultural afro-brasileira.

OS NAGÔ E A MORTE, de Juana Elbein dos Santos. Petrópolis, Vozes, 2001. 264p. ISBN 85-32609-23-6
Examina e desenvolve algumas interpretações sobre a concepção da morte, suas instituições e seus mecanismos rituais, tais como são expressos e elaborados simbolicamente pelos descendentes de populações da África Ocidental no Brasil, nas comunidades, grupos ou associações Nagô e que a etnologia moderna chama de Yorubá.

NATURAL DO MARANHÃO, de Christian Knepper e Dirce Carrion.  Edição do Autor, 2002.  160p. ilust. encadernado com sobrecapa.  ISBN 85-88120-02-X
Fotógrafo alemão radicado no Brasil traz documentação fotográfica das belezas naturais do estado do Maranhão, bem como traça um perfil comportamental da população maranhense (artesanato, festejos populares, etc.) e o registro das relações entre a população nativa com o meio ambiente.

A NEGAÇÃO DO BRASIL: O NEGRO NA TELENOVELA BRASILEIRA, de Joel Zito Araújo. São Paulo, Ed. SENAC, 2000. 323p.
Primeiro livro brasileiro a contar a história da teledramaturgia a partir da participação de artistas negros, analisando de 1964 (quando apareceu a primeira telenovela diária) até 1997. O negro é nelas retratado como reflexo da sociedade brasileira que é centrada no branqueamento da população.

NEGRO; LIBERDADE PRESA E OUTRAS HISTÓRIAS E POEMAS, de Maria José dos Santos.  Campinas, SP, Komedi, 2002.  176p.   ISBN 85-75820-05-2
A autora, mineira, trabalha como lavradora na pequena fazenda de seu avô, se inspira em fontes como injustiça social, preconceito, fatos simples da vida e formas de amar.

O NEGRO BRASILEIRO, de Arthur Ramos. São Paulo, Graphia, 2001. 376p.
Após 50 anos fora do mercado editorial, esse estudo clássico de etnografia é reeditado. Referência indispensável ao estudo das religiões africanas transplantadas ao Brasil pelos escravos, com descrições minuciosas dos cultos e recuperação da história dos orixás e outras divindades afros.

O NEGRO BRASILEIRO E O CINEMA, de João Carlos Rodrigues. Rio de Janeiro, Pallas, 2001. 224p. ilust. ISBN 85-34702-53-5
Ensaio onde o autor-pesquisador que soma experiência na imprensa, no cinema e na produção musical, enriquece seus primeiros estudos, publicados há 13 anos atrás. Com minuciosa filmografia e fartamente ilustrado, o livro busca responder que tipo de imagem o cinema nacional transmite dos negros e se essa imagem prejudica ou ajuda a auto-estima dos afro-brasileiros. E também se ela reflete a realidade atual ou repete os mesmo estereótipos do tempo da escravidão, retratando a posição do negro na produção cinematográfica nacional . Sua atuação na frente e por trás das câmeras.

NEGRO NÃO ENTRA NA IGREJA, ESPIA DA BANDA DE FORA, de José Carlos Barbosa. Piracicaba, SP, Ed. Univ. Metodista de Piracicaba, 2002. 222p. ISBN 85-85541-40-7
O autor, Doutor em História da América pela Universidade de Sevilla, Espanha, dedica-se ao estudo do protestantismo no Brasil. Aqui explica o desinteresse pelo negro no Brasil na fase inicial das missões norte-americanas, ainda na vigência do regime escravocrata.

O NEGRO NO FUTEBOL BRASILEIRO, de Mário Filho.  4.edição.  Rio de Janeiro, Mauad/FAPERJ, 2003.  343p.  ISBN 85-74780-96-0
Lançado em 1947, o livro pode ser considerado um dos livros de referência sobre a transformação do futebol em esporte de massa no Brasil. Faz um reflexão sobre o futebol, um dos componentes da identidade nacional, por meio da presença do negro, dando a esse esporte um caráter popular, bem diferente do modelo aristocrático vindo da Inglaterra.

NEGRO, MACUMBA E FUTEBOL, de Anatole Rosenfeld. 2.ed. São Paulo, Perspectiva, 2000. 112p. (Coleção Debates - Antropologia) ISBN 85-27300-62-1
Três ensaios que se interligam numa visão multidisciplinar considerando o homem, sua atitude, sua inserção social e econômica, sua fé e suas equipes favoritas.

NEGROS NA UNIVERSIDADE – IDENTIDADE E TRAJETÓRIAS DE ASCENSÃO SOCIAL NO RIO DE JANEIRO, de Moema de Poli Teixeira. Rio de Janeiro, Pallas, 2003.  270p. ilust. tab. gráf.  ISBN 85-34703-58-2
Doutora em Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro traz contribuição original sobre a especificidade e princípios que norteiam o preconceito e a discriminação racial num espaço institucional – a Universidade.

NEGROS NAS TERRAS DO OURO: COTIDIANO E SOLIDARIEDADE NO SÉCULO 18, de Julita Scarano. São Paulo, Brasiliense, 2002. 150p. ISBN 85-11131-12-4
Denominados, na época, "gente de cor", os escravos negros e mulatos nas Gerais do século 18 têm aqui pesquisado o seu cotidiano - o que comiam, como se vestiam, onde moravam - aprofundando questões do passado da história do Brasil. Mostra a luta pela sobrevivência e solidariedade entre os negros, que buscavam uma maneira de tornar a vida mais suportável durante a escravidão.

NOVAS ELITES DE COR, de Ângela Figueiredo.  São Paulo, Annablume, 2002.  124p. ISBN 85-71492-34-1
Estudo sobre um tema instigante: o “embranquecimento” dos negros profissionais liberais da cidade de Salvador, Bahia. Confronta os mestres do assunto, como Roger Bastide, Florestan Fernandes, Thales de Azevedo e Marvin Harris, ao dizer que negros que  ascendem socialmente “embranquecem”, explorando a mobilidade social e a identidade negra.

NOVO DICIONÁRIO BANTO DO BRASIL, de Nei Lopes.  2.ed. rev.  Rio de Janeiro, Pallas, 2003.  260p.   ISBN 85-34703-48-5
Publicado pela primeira vez em 1999, é considerado obra de referência pioneira na investigação das línguas africanas. Os verbetes foram todos revistos e além da contribuição para a música e literatura, traz também a fala das ruas, morros, terreiros, bares, estádios de futebol, trens suburbanos, etc. Mostra o amplo repertório dos vocábulos originários do centro, sul, leste e sudoeste africano. Interessantes palavras criadas pela boca do negro brasileiro, como maconha, fofoca, quizumba, moleque, sarava e outras que hoje fazem parte do vocabulário brasileiro, foram aqui investigadas pelo autor, que já tem mais de 30 anos de carreira de pesquisador, escritor e compositor.

NOVOS PACTOS, OUTRAS FICÇÕES – ENSAIOS SOBRE LITERATURAS AFRO-LUSO-BRASILEIRAS, de Laura Cavalcante Padilha. Porto Alegre, RS, Ed. PUCRS, 2002. ISBN 85-74302-62-7
Resultado de mais de 10 anos de pesquisas na área, o conjunto de idéias aqui reunido traz temas atuais como o questionamento do cânone, o feminismo e suas simbologias, a desterritorialização, a questão do sujeito e sua identidade, entre outros, discutidos dentro do contexto da literatura produzida no Brasil, em Portugal e na África.

OBÁ - A AMAZONA BELICOSA, de Cléo Martins.  Rio de Janeiro, Pallas, 2002.  200p. (Coleção Orixás)  ISBN 85-34702-56-X
Dá a conhecer mais uma entidade do candomblé, a orixá Obá.

OBALUAÊ E OMULU, de Antonio Alves Teixeira.  Rio de Janeiro, Pallas, 2003. (Coleção Orixás). ISBN 85-34701-09-1
Mais um dos orixás do Candomblé é apresentado ao público.

OGUM: O REI DE MUITAS FACES E OUTRAS HISTÓRIAS DOS ORIXÁS, de Lídia Chaib e Elizabeth Rodrigues, ilustrações de Miadaira. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 80p. ilust.
Os orixás são deuses... quem são essas divindades, de onde surgiram, como vieram parar no Brasil? Um lado muito especial de nossa cultura. Fartamente ilustrado.

OMINDAREWA: UMA FRANCESA NO CANDOMBLÉ – EM BUSCA DE UMA OUTRA VERDADE, de Michel Dion.  Rio de Janeiro, Pallas, 2002.  180p.  ISBN 85-34702-55-1
Importante registro sobre o Candomblé, pois conta a transformação da francesa Gisèle Cossard, nascida no Marrocos e casada com um diplomata, em alorixá Omindarewa. O autor pesquisou no terreiro dessa sacerdotisa, em Santa Cruz da Serra, no Rio de Janeiro.

ORFEU E O PODER: O MOVIMENTO NEGRO NO RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO (1945-1988), de Michael George Hanchard, tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro, Ed. da UERJ, 2001. 246p.
O autor, professor na Universidade do Texas, empreendeu pesquisa cuidadosa sobre o movimento social negro no Rio de Janeiro e São Paulo e o livro tornou-se um marco da recente reflexão africano-americana sobre a política racial no Brasil após a II Guerra Mundial.

ORIXÁS ANCESTRAIS – A HEREDITARIEDADE DIVINA DOS SERES, de Rubens Saraceni.  Rio de Janeiro, Madras, 2002.  152p.  ISBN 85-73744-21-9
Contém ensinamentos que partem da noção básica de uma energia viva capaz de desencadear a formação de alguma coisa nos planos e sustentar desdobramentos posteriores pela união de novos fatores.

PAJENS DA CASA IMPERIAL; JURISCONSULTOS E ESCRAVIDÃO NO BRASIL DO SÉCULO XIX, de Eduardo Spiller Pena. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP, 2001. 328p.
Doutor em História pela UNICAMP discute as longas polêmicas dos homens de casacas, participantes da Ordem dos Advogados Brasileiros, fundada em 1843 e procura desvendar o significado do idealismo jurídico que os levava a conciliar a defesa da liberdade e manutenção da propriedade, penetrando nas profundezas do pensamento conservador das elites brasileiras.

O PAPEL DA LIDERANÇA RELIGIOSA NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA, de Maria Salete Joaquim. Rio de Janeiro, Pallas/EDUC/FAPESP, 2001. 185p. ISBN 85-34702-47-0
A autora, doutora em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo fez dedicado trabalho de campo com mães-de-santo do candomblé. Para ela o candomblé se constitui num foco de resistência negra às pressões exercidas pela escravidão, pelo poder e pela religião dominante - o catolicismo. Traça um panorama dos conceitos religiosos do candomblé e traz, nas palavras das mães-de-santo entrevistadas, o modo como vêm promovendo essa revolução no pensamento afrodescendente.

PARA NUNCA ESQUECER - NEGRAS MEMÓRIAS / MEMÓRIAS DE NEGROS, de vários autores. São Paulo, Associação dos Amigos da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Fundação Palmares/Museu Histórico Nacional, 2002. 347p. ilust. fotos p/b e coloridas, gravuras, plantas, desenhos, mapas 27x27cm encadern. papel couché Não tem ISBN
Um dos mais ricos livros lançados até hoje sobre negros no Brasil, feito em comemoração aos 300 anos da morte do ex-escravo e herói da resistência negra Zumbi dos Palmares. Fartamente ilustrado (tem ilustrações em todas as folhas) traz textos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Mott, Roger Bastide, Mário de Andrade, Gilberto Freyre, Rubem Braga, etc., além de poesias de Murilo Mendes, Gilberto Gil, Cruz e Souza, João Bosco, Machado de Assis, Caetano Veloso, etc. Textos sobre temas como racismo, escravidão, exclusão social dos negros, o negro nas artes, negros famosos, etc. Uma obra das mais completas sobre os negros no Brasil, imprescindível em qualquer coleção latino-americana que se preze. ES-PE-TA-CU-LAR !!!

PELÉ, O ATLETA DO SÉCULO. São Paulo, Abril Multimídia, 2000. 220p. ilust.
Fartamente ilustrado, com poucos textos, é um documento fotográfico da trajetória em campo do atleta maior do futebol (a alma e a religião do povo brasileiro). Mais de 200 imagens que testemunham a história que ficará para a posteridade, numa homenagem aos 60 anos do Rei do Futebol Mundial. Best seller.

PINDORAMA REVISITADA: CULTURA E SOCIEDADE EM TEMPOS DE VIRADA, de Nicolau Sevcenko. São Paulo, Fund. Peirópolis, 2001. 120p.
Historiador com apurado senso de pesquisa, chama a atenção pelo texto primoroso desse seu livro, onde, em quatro ensaios reescreve, com brilhantismo, aspectos da historia do Brasil, como a paisagem, o barroco, o colonialismo e a escravidão.

PISA NA FULÔ MAS NÃO MALTRATA O CARCARÁ: VIDA E OBRA DE JOÃO DO VALE, o poeta do povo, de Mário Paschoal. Rio de Janeiro, Lumiar, 2000. 295 p. ilust.
Célebre autor da música Carcará (Pega! Mata! E come!) grito de guerra no início da ditadura militar que incendiava o país em 1964, contava do carcará, pássaro malvado que sobrevive à seca do Nordeste representava o poder, o capitalismo. O livro contém mais de 40 fotos, cópias de contratos, partituras musicais, discografia, musicografia (mais de 200 títulos) e depoimentos de gente diversa do meio artístico e intelectual.

PLANTANDO AXÉ: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA, de Ana Maria Bianchi Reis. São Paulo, Cortez, 2000. 258p. ilust.
Projeto educacional que trabalha em Salvador, Bahia, com meninos e meninas que vivem em situação de extrema pobreza nas ruas da cidade. Tem a força de "rito de passagem", revivido em meio às contradições sociais deste fim de século, tendo como fundamentos a cultura, a ética, a estética, buscando, pela educação, promover a igualdade.

POESIA NEGRA NO MODERNISMO BRASILEIRO, de Benedita Gouveia Damasceno.  2.ed.  Campinas, SP, Ed. Pontes, 2003.  150p. bibliogr.   ISBN 85-71130-03-5
Com posfácio de Luciana Stegagno Picchio, a poesia negra – motivo de poucos estudos na literatura brasileira – é aqui estudada pela autora, no período do modernismo brasileiro.

POLÍTICA E PRECONCEITO - A HISTÓRIA E A LUTA DO PREFEITO QUE ENFRENTOU OS PODEROSOS, de Celso Pitta. São Paulo, Martin Claret, 2002. 176p. ISBN 85-72325-43-3
Ex-prefeito e primeiro governante negro da cidade de São Paulo apresenta a versão dos fatos que marcaram seu governo, entre 1997 e 2000: a opção do economista pela política, as inúmeras denúncias de corrupção, o rompimento com seu ex-padrinho político Paulo Maluf, a influência política dos vereadores no governo, etc., inclusive dando "nome aos bois".

POVOADORES DE ALÉM MAR: PORTUGUESES E AFRICANOS NO SÉCULO XVI, de Carmelindo Rodrigues da Silva.  Piracicaba, SP, Ed. Do Autor, 2002.  120p.    ISBN 85-90259-21-8
Mostra um pouco da cultura e da tecnologia dos negros que, escravizados, foram trazidos ao Brasil colonial. Os africanos que vieram para cá procediam de culturas estabelecidas e de sociedades bem estruturadas e não vinham de um continente desorganizado, sem cultura, sem tradições e sem passado, como pensavam os europeus dessa época.

PRETO E BRANCO - A IMPORTÂNCIA DA COR DA PELE, de Marco Frenette, Rio de Janeiro, Publisher Brasil, 2001. 120p.
Análise do racismo brasileiro com menções a Gilberto Freyre e um texto escrito por um operário negro brasileiro.

OS PRÍNCIPES DO DESTINO, de Reginaldo Prandi. São Paulo, Cosac & Naify, 2001. 108p. ilust. ISBN 85-75030-59-0
Renomado sociólogo e professor da Universidade de São Paulo, o autor vem resgatando, com seu primoroso trabalho, o lugar da mitologia afro-brasileira no imaginário e no espaço social do país. Em linguagem simples e repleto de ilustrações, ele conta como foi o surgimento do mundo e dos primeiros príncipes - justamente aqueles incumbidos de passar às gerações seguintes as histórias do começo do universo.

O QUILOMBO DOS PALMARES, de Benjamin Péret. Porto Alegre,RS, Ed. UFRGS, 2002.  200p. ISBN 85-70256-55-8
O Quilombo dos Palmares representa um episódio da luta dos homens pela sua libertação e trouxe aos negros uma grande esperança de liberdade.

QUILOMBOS - IDENTIDADE ÉTNICA E TERRITORIALIDADE, org. de Eliane Cantarino O'Dwyer. 268p. ISBN 85-22503-75-3
Reúne trabalhos de antropólogos, historiadores, advogados e procuradores que focalizam, em detalhes, casos específicos de remanescentes de quilombos, assim como discussões que procuram elucidar aspectos teóricos e metodológicos relativos à questão dos quilombos. A obra é resultado do projeto "Terra de Quilombos", que a Associação Brasileira de Antropologia desenvolveu com o apoio financeiro da Fundação Ford.

RAÇA COMO RETÓRICA, de Yvonne Maggie e Cláudia Barcelos Rezende. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2002. 462p.
ISBN 85-20005-32-2
Apresenta novos rumos para as teorias sobre o racismo no Brasil, analisando do atual movimento "funk" carioca até uma expedição científica à África do Sul em 1936, tendo a raça como base para construção da identidade. Desenvolvido de 1994 a 1997, a pesquisa é resultado do "Programa Raça e Etnicidade", apoiado pela Fundação Rockefeller e desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com estudos feitos em Moçambique, cabo Verde e na África do Sul.

RACCONTO DEL BRASILE, de Bruno Pedro Giovannetti. Rio de Janeiro, Lemos, 2001. 115p.
Contos sobre temas como ambientalismo e escravidão.

RACISMO E ANTI-RACISMO NA EDUCAÇÃO, org. de Eliane Cavalleiro. São Paulo, Selo Negro, 2001. 216p.
Com artigos de educadores e militantes da causa do negro, analisa a presença do preconceito e das discriminações raciais no ambiente educacional.

REBELIÃO ESCRAVA NO BRASIL: A HISTÓRIA DO LEVANTE DOS MALÊS EM 1835, de João José Reis.  Reedição rev. e ampl. São Paulo, Companhia das Letras, 2003.  640p. ilust. grav. ISBN 85-35903-94-1
Em reedição revista e ampliada, aqui vai a história da revolta dos negros muçulmanos que, na Bahia do século 19, pretendiam abolir a escravidão africana, trazendo cerca de 80 imagens de época.

REIS NEGROS NO BRASIL ESCRAVISTA: HISTÓRIA DA FESTA DE COROAÇÃO DE REI CONGO, de Marina de Mello e Souza. Belo Horizonte, MG, Ed. da UFMG, 2002. 390p. (Coleção Humanitas). ISBN 85-70412-74-6
As congadas, importante tradição cultural em muitas comunidades brasileiras, descritas por viajantes e memorialistas do século 19 no Brasil, são originárias do Reino do Congo no século 16. Vieram para o Brasil com o tráfico transatlântico dos escravos e perpetuaram-se com seus descendentes. História dessa festa negra e da história de Portugal, do Congo e da escravidão na América.

SISTEMA COLONIAL E TRÁFICO NEGREIRO: NOVAS INTERPRETAÇÕES DA HISTÓRIA BRASILEIRA, de Jean-Baptiste Nardi.  Campinas, SP, Pontes, 2002.  92p.  ISBN 85-71131-68-6
Doutor em História, o autor é francês e especialista em Brasil. Mostra a relação complexa entre a importação de negros, as novas técnicas de cultivo de fumo e suas bases comerciais e industriais.

O SORTILÉGIO DA COR – IDENTIDADE, RAÇA E GÊNERO NO BRASIL, de Elisa Larkin Nascimento. Rio de Janeiro, Summus/Sele Negro, 2003.  416p.  ISBN 85-87478-23-0
Livro que se insere na nova corrente de reflexões sobre o negro brasileiro, onde a autora mostra que a identidade não é apenas um conceito teórico, mas se manifesta concretamente na realidade social. Descreve a recusa dos afro-descendentes em ver sua identidade diluída em uma homogeneidade cultural ditada pela branquitude e pelo universalismo europeu.

O TERREIRO E A CIDADE - A FORMA SOCIAL NEGRO-BRASILEIRA, de Muniz Sodré. Rio de Janeiro, Imago, 2002.  184p. ISBN 85-31208-55-6
Estudo interdisciplinar sobre a cultura negra no Brasil, suas formas de resistência na religião e nos costumes, sua relevância no “território cultural das classes brancas dominantes”, onde são analisadas suas festas, a ecologia, o espaço, a terra, os costumes, sempre à luz de diferentes enfoques: intercultural, sociológico, lingüístico, histórico, filosófico, etc.

TIRANDO A MÁSCARA: ENSAIO SOBRE O RACISMO NO BRASIL, de Antonio Sérgio A. Guimarães. São Paulo, Paz e Terra, 2000. 436p. ISBN 85-21903-69-3
Tirando a máscara, como a lembrar que as igualdades formais podem muito bem esconder e perpetuar a desigualdade mais iníqua, por meio da ausência contínua de lutas pela implantação dos direitos humanos, depois de passados 112 anos da emancipação formal dos negros brasileiros, quando o país ainda não foi capaz de garantir a igualdade de oportunidades e de tratamento para os negros.

A TRAMA DOS TAMBORES: A MÚSICA AFRO-BRASILEIRA DE SALVADOR, de Goli Guerreiro. São Paulo, Ed. 34, 2000. 320p. ilust.
Explicação para a força da música produzida na Bahia, tornando-a independente do que se produz no eixo Rio-São Paulo. Inclui discografia e bibliografia.

A TRAVESSIA DA CALUNGA GRANDE: TRÊS SÉCULOS SOBRE O NEGRO NO BRASIL (1637-1899), de Carlos Eugênio Marcondes de Moura. São Paulo, Ed. da USP, 2001. (Coleção Uspiana Brasil 500 Anos). 694p. ilust.
Sem dúvida, o mais completo catálogo de fontes iconográficas que registram imagens dos africanos e seus descendentes no Brasil, segundo a avaliação de "experts" no assunto. Contribuição inestimável para pesquisadores interessados em traçar a história da construção da figura do negro no imaginário nacional, seja pela riqueza do material coletado ou pela qualidade das imagens. Com 800 registros divididos por séculos, permite avaliar isoladamente cada período ou acompanhar as mudanças ocorridas na maneira de representar o negro ao longo dos quase 300 anos aqui mapeados.

UM CONTRPONTO BAIANO, de Bert Barickman. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003.  448p.  ISBN 85-20005-38-1
Originalmente Tese de Doutoramento do autor, em 1998, nos USA. Hoje um dos principais “Brazilianists” da nova geração, é Professor na Universidade do Arizona. O livro trata de pesquisa sobre a região do Recôncavo Baiano, sobre as “plantations” de fumo, cana-de-açúcar e mandioca e sua relação com a escravidão, no final do século 18, em estudo de história social da economia baiana.

UMBANDA OMOLOCO; LITURGIA E CONVERGÊNCIA, de Caio de Omulu. São Paulo, Ícone Ed. 2002.   402p.  ISBN 85-27406-86-1
O culto Omoloco ou Umbanda Primitiva era o ritual dos negros escravizados, que subiram os morros e interiorizaram-se pelo Rio de Janeiro no final da escravidão. Essa prática era muito perseguida pela polícia nos anos 40 e 50. Hoje esse culto é quase extinto mas conserva ainda uma identidade própria.

A UTOPIA FRAGMENTADA; AS NOVAS ESQUERDAS NO BRASIL E NO MUNDO NA DÉCADA DE 1970, de Maria Paula Nascimento Araújo. Rio de Janeiro, Ed. da FGV, 2000. 264p.
Historiadora pesquisou grupos independentes, organizações dissidentes e movimentos sociais vinculados a "minorias políticas" (mulheres, homossexuais, negros, etc.) com o objetivo de resgatar a experiência política da chamada "esquerda alternativa" durante os anos 70.

VERGER-BASTIDE: DIMENSÕES DE UMA AMIZADE, de Pierre Verger.  São Paulo, Bertrand, 2002.  260p.  ISBN 85-28609-80-4
Pierre “Fatumbi” Verger (1902-1996) e Roger Bastide (1898-1974) foram duas figuras intelectuais da maior importância quando nos referimos aos estudos afro-brasileiros. Bastide ligado ao estudo de aspectos sociológicos das religiões afro-brasileiras e Verger ligado à história dos candomblés da Bahia e às relações entre África e o Brasil. Aqui são mostradas suas buscas permanentes, suas trocas constantes, fincadas numa amizade sólida de profundo respeito recíproco.

A VIDA DOS ESCRAVOS NO RIO DE JANEIRO, de Mary C. Karasch; tradução de Pedro Maia Soares. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 634p.
Um dos mais importantes livros sobre a história da escravidão no Brasil. Com ampla pesquisa documental inédita, a autora prova o contrário do que muitos historiadores ao assunto afirmaram - que os escravos NÃO tinham condições razoáveis para viver e nem alforriar-se. Estudo revelador sobre a escravidão no século 19.

XANGÔ, de Ildásio Tavares. São Paulo, Pallas, 2000. (Coleção Orixás) 152p.
Advogado e doutor em Letras, que já recebeu vários prêmios literários, o autor nasceu em uma fazenda de cacau no interior da Bahia. Com introdução do compositor e cantor Gilberto Gil, ele apresenta uma face da cultura afro-brasileira.

XANGÔ, O TROVÃO – OUTRAS HISTÓRIAS DOS DEUSES AFRICANOS QUE VIERAM PARA O BRASIL, de Reginaldo Prandi. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 64p. ilust. ISBN 85-74061-58-1
Quando vieram escravizados para o Brasil, os negros africanos trouxeram suas tradições, costumes, crenças, santos e deuses – estes chamados orixás. Cada orixá é responsável por um determinado aspecto da vida. Xangô é o deus do trovão, que controla as questões de justiça. Rei poderoso e que tem muitas esposas, entre elas Obá, Iansã e Oxum.

XIRÊ! O MODO DE CRER E DE VIVER NO CANDOMBLÉ, de Rita Amaral.  Rio de Janeiro, Pallas, 2002.  120p.  ISBN 85-34703-46-0
A autora, Doutora em Antropologia Social e Pós-Doutorada em Etnologia Afro-Brasileira pela Universidade de São Paulo, demonstra que o caráter festivo das cerimônias do candomblé valoriza a alegria, o prazer, o dispêndio, a sensualidade, o corpo, a vida. Mostra que a festa traduz a percepção de que o contato entre o mundo dos deuses e dos homens é um momento singular e a experiência do sagrado deve ser vivida como um deleite.

ZÉ KETI: O SAMBA SEM SENHOR, por Nei Lopes. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 2000. (Série Perfis do Rio). 144p.
O autor cresceu ouvindo musicas brasileiras em reuniões que se estendiam pela madrugada na casa de seu avô. Mais tarde, se revelou compositor de famosas composições e também revelou grandes talentos da Musica Popular Brasileira, como Maria Bethânia e Paulinho da Viola.

ZUMBI DOS PALMARES: A HISTÓRIA DO BRASIL QUE NÃO FOI CONTADA, de Eduardo Fonseca Junior. Rio de janeiro, Yorubana do Brasil, 2000. 461p. ilust. ISBN 85-87930-01-X
Trata da odisséia do sumo-sacerdote da nação Gegê-Nagô, Zumbi dos Palmares, a qual o autor pesquisou perfazendo a rota África-Brasil.


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