Mulheres

ADVOCACIA PRO BONO EM DEFESA DA MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA, org. de Maria Lygia Quartim de Moraes e Rubens Naves. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado; Campinas, Ed. UNICAMP, 2002. 272p. ISBN 85-70600-037-2
Reunidos num manual de capacitação, estão artigos, intervenções e decisões do Seminário de Advocacia Pro Bono em Defesa da Mulher Vitima de Violência, realizado em São Paulo em novembro de 2001. A advocacia pro bono pretende complementar a ação do Estado na defesa de direitos dos cidadãos incapacitados de pagar advogados que os representem na Justiça.

ALMA FEMININA, de vários autores.  São Paulo, Abooks, 2002.  130p.ilust.  encadernado com sobrecapa.   ISBN 85-86664-04-9
Uma rara exposição de talentos da fotografia nacionais, como Bob Wolfenson, Cláudio Edinger, Ricardo Teles, etc., ao lado de grandes ensaístas brasileiros, como Arnaldo Jabor, Ignácio de Loyola Brandão, José Miguel Wisnick, em superposição de imagens e textos, refletindo uma diversidade e um contraste de visões que traduzem a riqueza da cultura brasileira.

ALMANAQUE 02 NEURÔNIO: GUIA DA MULHER SUPERIOR, de Raq Affonso, Jô Hallack e Nina Lemos.  Rio de Janeiro, Record, 2002.   192p.    ISBN 85-01062-63-4
Polêmico, sexo, batom, inteligência e muitas gargalhadas são os ingredientes do novo livro do trio de colunistas do jornal “Folha de São Paulo”. È uma reunião de textos bem humorados das meninas que brincam com a condição feminina e dão pistas para as leitoras se transformarem em “mulheres superiores”, representantes fortes, inteligentes e sensuais do que já foi um dia chamado de “sexo frágil”.

ANITA – GUERREIRA DA LIBERDADE, de Adílcio Cadorin.  São Paulo, Best Seller, 2003.  204p.  ISBN 85-71238-67-7
Narra a vida de Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, mulher que teve infância quase miserável, permanecendo analfabeta até a adolescência e que ficou famosa por sua luta libertária. Segundo o autor, o nome Anita Garibaldi é citado em mais de 15.000 publicações e teses em quase 100 idiomas.

ANTOLOGIA BILÍNGUE DE DRAMATURGIA DE MULHERES LATINO-AMERICANAS, de Graciela Ravetti, Graciela e Sara Rojo; trad.de Renato de Mello. Belo Horizonte, Armazém de Idéias/CENEX-UFMG, 1996. 294p.
Edição bilíngüe português-espanhol de peças de teatro de 3 dramaturgas: brasileira, argentina e chilena.

ANTROPÓLOGAS & ANTROPOLOGIA, de Marisa Corrêa.  Belo Horizonte, MG, Ed. UFMG, 2003.   278p.  (Coleção Humanitas).  ISBN 85-70412-99-1
Professora da UNICAMP mostra que sertanistas, naturalistas e diretores de museus são personagens masculinas na história da antropologia, sendo as versões femininas menos conhecidas. Traça a trajetória de Emília Snethlage, Leolinda Daltro e Heloísa Torres, avaliando-as no contexto nacional e internacional.

ARMADILHAS DA SEDUÇÃO: romances de M. Delly, de Maria Teresa Santos Cunha. Belo Horizonte, Autêntica, 2000. 152p.
Uma contribuição relevante à historiografia brasileira atual, especialmente para a educação feminina, ao analisar que os romances de M. Delly nortearam a educação das jovens brasileiras.

AS ARMAS DE AURORA, de Marco Antonio Gay. São Paulo, 7 Letras, 2000. 91p.
Romance urbano ambientado nos "anos de chumbo" (época da ditadura militar" que narra a história de uma mulher politizada e de uma geração desiludida.

ASSÉDIO DE SOMBRAS, de Graça Lopes. Rio de Janeiro, Alegro, 2001. 144p.
Romance sobre uma mulher, Eva, que passeia por suas memórias.

BENDITAS SEJAM AS MOÇAS: CRÔNICAS DE ANTONIO MARIA, org. por Joaquim Ferreira dos Santos. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2002. 128p.
ISBN 85-20006-21-3
Antonio Maria, cronista e também letrista de música popular brasileira (autor de “Ninguém me Ama” e “Manhã de Carnaval”) escreveu mais de 3.000 crônicas para jornais e revistas. Tratou a noite carioca, dos modismos dos anos dourados, de sua infância no Recife, da fascinação pela mulher e, acima de tudo, do encontro amoroso e suas alegrias e dissabores. Aqui estão 47 crônicas publicadas entre 1959 e 1961, todas tratando do encontro homem e mulher.

CABEÇAS COMPOSTAS: A PERSONAGEM FEMININA NA NARRATIVA DO ESCRITOR OSMAN LINS, de Ermelinda Ferreira. Rio de Janeiro, Fábrica de Livros SENAI/Xerox/Fungunten, 2001. 151p. bibliogr.
Originalmente dissertação de Mestrado, é um estudo sobre a composição das mulheres no romance Avalovara, de Osman Lins.

CADERNOS PAGU, v. 19. Campinas, 2003. 370p.
Publicado pelo Núcleo de Estudo de Gênero da UNICAMP, sob o tema “Crônicas Profanas”, esse número reúne artigos que incorporam o feminismo como transgressão.

CARTAS D'AMOR: O EFÊMERO FEMININO, DE EÇA DE QUEIROZ, org. por Décio Luiz. Rio de Janeiro, Garamond, 2000. 95p.
Organizados por Décio Luiz, as cartas aparecem juntas pela primeira vez, na ordem em que foram escritas.

A CASA E A RUA – ESPAÇO, CIDADANIA, MULHER E MORTE NO BRASIL, de Roberto da Matta.  6.ed. Rio de Janeiro, Rocco, 2003.  164p.  ISBN 85-32507-59-X
O autor, que escreveu vários clássicos da antropologia brasileira, apresenta aqui uma vigorosa tentativa de compreensão da intrincada teia de relações que forma o universo brasileiro, ao estudar nossa vida em sociedade, a maneira como entendemos a morte, exercitamos a cidadania, ou ao analisar uma obra de Jorge Amado.

CELA FORTE MULHER, de Antonio Carlos Prado.  São Paulo, Labortexto, 2003.  250 p. ilust. fotos p/b.  ISBN 85-87917-13-7
Fruto de uma experiência de 7 anos de pesquisas em diversos presídios femininos, trata da dimensão do abismo em que vivem as mulheres presidiárias. Conta suas histórias e traz fotos. Lindooo !!!

CENAS REPETITIVAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: UM IMPASSE ENTRE EROS E TANATOS, de Célia Braghini. Campinas (SP), Ed. da UNICAMP, 1999. 252p.
Seguindo o que dizia o escritor Nelson Rodrigues, "mulher gosta de apanhar", a autora pesquisou, como psicóloga, durante 12 anos de atendimento na ONG "SOS Ação Mulher e Família" sete clientes vítimas de repetidos espancamento no lar. Originalmente tese de mestrado.

CHICA DA SILVA E O CONTRATADOR DE DIAMANTES - O OUTRO LADO DO MITO, de Junia Ferreira Furtado.  São Paulo, Companhia das Letras, 2003.  464p. ilust.  ISBN 85-35903-49-6
Alguns romances, cinema e televisão conferiram a Chica da Silva uma imagem de mulher sedutora, mas a autora mostra que a vida da ex-escrava, nascida no Arraial de Tejuco, atual Diamantina, contradiz o mito. Ao contar sua verdadeira história, são mostrados os costumes da sociedade colonial mineira, o cotidiano das mulheres forras e as relações raciais nas Minas Gerais, no auge do ciclo da Mineração.

CONTOS DE BORDEL – A PROSTITUIÇÃO FEMININA NA BOCA DO LIXO DE SÃO PAULO, de Ana Laura Diniz, Michele Izawa e Renata Bortoleto.  São Paulo, Carrenho, 2003.  160p. ISBN 85-88371-10-3
Num quadrilátero de ruas no centro da cidade de São Paulo concentra-se o baixo mundo da sociedade paulistana: prostitutas, empregados e empregadores da indústria do sexo, além, é claro, de clientes. Mais conhecido como Boca do Lixo, tem aqui apresentada uma radiografia social, sem distorções, da prostituição feminina da região.

CORPO A CORPO COM A MULHER: PEQUENA HISTÓRIA DAS TRANSFORMAÇÕES DO CORPO FEMININO NO BRASIL, de Mary del Priore. São Paulo, SENAC, 2001. 108p.
Historiadora discute a ditadura das formas, dos atributos femininos e dos conceitos estéticos através dos tempos no Brasil.

O CORPO DO DIABO ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA: UM ESTUDO SOBRE A MULHER, O SADOMASOQUISMO E A FEMINILIDADE, de Silvia Alexim Nunes. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2000. 257p.
A estratégia de regulação do corpo feminino com vistas a circunscrever as mulheres à esfera doméstica e à maternidade foi iniciada no século 18. O assunto mulher e sua sexualidade era um tema privilegiado para os discursos médicos.

O CORPO FEMININO EM DEBATE, org. de Maria Izilda S. de Matos e Rachel Soihet.  São Paulo, UNESP, 2003.  224p. ISBN 85-71394-58-X
Análise das representações do corpo da mulher nos discursos religioso, médico, legal, cotidiano, artístico, literário e midiático.

CRÍTICA À TOLICE FEMININA, de Agenita Ameno. Rio de Janeiro, Record, 2001. 221p.
A obra se propõe à construção de um novo modelo de sociedade denominado Estado de Usufruto, onde caberá às mulheres a obrigação de construí-lo, pois elas são - depois das crianças - as mais afetadas em sociedades como as nossas.

DE MULHERES PARA MULHERES - MAS QUE TODO HOMEM DEVE LER, de Odilza Vital e Beatriz Thielmann.  Rio de Janeiro, Ed. PUC-RIO /  Loyola, 2002.  204p.  ISBN 85-15025-00-0
Relatos baseados em fatos verídicos que tratam de temas presentes no cotidiano feminino, tais como: stress, dieta, câncer de mama, depressão, aborto, frigidez, AIDS, aborto, cirurgia plástica e outras aflições próprias das mulheres.

DERCY GONÇALVES, pelo Departamento de Pesquisa da Universidade Estácio de Sá.  Rio de Janeiro, Ed. Rio, 2003.  100p. (Coleção Gente).  ISBN 85-75790-13-7
A mais famosa comediante que a TV, rádio e cinema brasileiros, Dercy Gonçalves começou a trabalhar aos 16 anos de idade. Hoje, com 95 anos de vida e quase 80 de carreira, fez história no teatro de revista, passando pelos cassinos e teatros do Rio de Janeiro, tendo começado a trabalhar na TV na década de 60. No cinema fez 36 filmes.

O DESAPARECIMENTO DO DOTE: MULHERES, FAMÍLIAS E MUDANÇA SOCIAL EM SÃO PAULO, de Muriel Nazzari. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 368p. ISBN 85-35901-85-X
Historiadora norte-americana revela a importância do dote no período colonial, analisa seu gradual desaparecimento entre os séculos XVII e XIX e mostra como essa mudança de costumes expressou transformações profundas na sociedade brasileira.

AS DEUSAS, AS BRUXAS E A IGREJA; SÉCULOS DE PERSEGUIÇÃO, de Maria Nazaré Alvim de Barros. Rio de Janeiro, Rosa dos Tempos, 2001. 404p.
A autora parte do Paleolítico e percorre diversas manifestações culturais e religiosas, considerando as heresias como práticas alternativas ao pensamento ortodoxo machista. Mostra que apesar da repulsa greco-romana e da judaico-cristã, a figura feminina jamais deixou de despertar admiração e medo e permanece no imaginário coletivo universal como a Grande-Mãe.

DEZ QUASE AMORES, de Cláudia Tajes. Porto Alegre, L&PM, 2000. 120p.
Encontros e desencontros de uma legítima "mulher solteira procura", sobre um clube de mulheres que não têm nenhum programa para um sábado.

DIÁRIO DA BARONESA E. DE LANGSDORFF RELATANDO SUA VIAGEM AO BRASIL POR OCASIÃO DO CASAMENTO DE S.A.R. O PRÍNCIPE DE JOINVILLE (1842-1843), trad. de Patrícia C. Ramos e Marco Antonio T. Neder. Florianópolis, Mulheres, 1999. 325p.
Narrativa de viagem ao Brasil que é uma página colorida e de História do Brasil, publicada em 1954 pela Association des Amis de Musées de La Marine, em Paris. A Baronesa começou a escrevê-la aos 15 anos de idade, a conselho de seu pai, e foi redigida por ela durante toda sua vida.

DICIONÁRIO CRÍTICO DAS ESCRITORAS BRASILEIRAS, de Nelly Novaes Coelho. Rio de Janeiro, Escrituras, 2002.  752p. ilust.  ISBN 85-75310-53-4
Com 1.400 verbetes é uma experiência pioneira no Brasil, trazendo registros do período de 1752 a 2001. A autora trabalhou mais de 20 anos mapeando a produção das mulheres na literatura brasileira e buscando os contornos da imagem da mulher no mundo das letras – e também de alguns homens, como Nelson Rodrigues (com o pseudônimo de Suzana Flag) e o baiano dos anos 20, Eduardo Faria, que publicou com o codinome de Regina Alencar.

DICIONÁRIO MULHERES DO BRASIL: org. por Schuma Schumaer e Erico Vital Brasil, com textos de Ana Arruda Callado. 568p. ilustr.
900 verbetes, 270 ilustrações, 1.600 nomes compilados em pesquisas feitas por dezenas de colaboradores, tratam de mulheres conhecidas e anônimas - mães de santo, índias, curandeiras, aviadoras, ativistas políticas, etc - desde o século 16 até 1975. A obra faz parte de um projeto maior, o "Mulher 500 anos Atrás dos Panos" e foi feita em parceria entre a Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH) e Fundação Ford.

DIGNIDADE E TRANSGRESSÃO: MULHERES NO TRIBUNAL ECLESIÁSTICO EM MINAS GERAIS (1748-1830), de Marilda Santana da Silva. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP, 2001. 216p. ilust. fotos, mapas, tab., graf. ISBN 85-26805-49-5
Originalmente Dissertação de Mestrado em História na UNICAMP, trata do envolvimento de mulheres de condições sociais distintas com o Tribunal Eclesiástico instalado em Minas Gerais em 1745, com a criação do Bispado de Mariana, revelando seus aspectos importantes no plano religioso e moral, regido que era por diferentes códigos e valores.

DISCURSO FEMININO E IDENTIDADE SOCIAL, de Dina M. M. Ferreira.  São Paulo, Annablume, 2002.  125p.  ISBN 85-74192-91-0
A autora utiliza-se das narrativas orais da mulher executiva e da dona-de-casa para o estudo da identidade feminina em final de século, partindo do pressuposto que a relação linguagem e sociedade é fator condicionador de manifestação identitária.

DO LUGAR DAS MULHERES E DAS MULHERES FORA DO LUGAR: UM ESTUDO DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NA EMPRESA, de Andréa Pupin. Rio de Janeiro, Ed. da UFF, 2001. 190p.
Pesquisa mostra a luta feminina por espaço nas empresas e o predomínio dos homens em cargos de poder.

DOS SUBTERRÂNEOS DA HISTÓRIA: AS TRABALHADORAS DAS MINAS DE CARVÃO DE SANTA CATARINA (1937-1964), de Carlos Renato Carola. Florianópolis, SC, Ed. UFSC, 2002. 262p. ilust. ISBN 85-32802-21-4
Traz à superfície a emocionante realidade das mulheres que trabalharam nas minas de carvão. Mais que um testemunho, é um documento que enaltece a mulher em sua luta diária pela sobrevivência, em condições fortemente hostis e pela defesa de sua dignidade.

DOSSIÊ DEOPS/SP: RADIOGRAFIAS DO AUTORITARISMO REPUBLICANO BRASILEIRO – VOLUME 3 – O DISSECAR DA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO DEOPS/SP – O ANTICOMUNISMO: DOENÇA DO APARATO REPRESSIVO BRASILEIRO, org. de Maria Aparecida Aquino.  São Paulo, Arquivo do Estado/Imprensa Oficial do Estado, 2002.  176p.  ISBN 85-86726-43-5
Traz os catálogos sobre a documentação dos militantes comunistas, socialistas e anarquistas. Há ainda um artigo sobre o movimento feminista, baseado nos relatórios dos agentes nele infiltrados, a partir da década de 70.

DULCINA E O TEATRO DE SEU TEMPO, de Sérgio Viotti. Rio de Janeiro, Lacerda, 2001. 648p.
Biografia de Dulcina de Moraes, uma das maiores atrizes do teatro brasileiro, cuja vida se confunde com a própria história do teatro nacional.

ELE ME TROCOU POR UMA PORCA CHAUVINISTA, de Stella Florence. Rio de Janeiro, Rocco, 2001. 144p.
A autora aborda, em 9 contos, o machismo, a traição e o aborto na vida de uma mulher moderna, de 42 anos, um longo casamento e 2 filhos, que é abandonada pelo marido.

EMANCIPAÇÃO DO SEXO FEMININO – A LUTA PELOS DIREITOS DA MULHER NO BRASIL, 1850-1940, de June E. Hahner.  Santa Cruz do Sul, RS, Ed. UNISC, 2003.  445p. ISBN 85-86501-29-8
Traz a primeira história abrangente da luta pelos direitos femininos no Brasil, baseada em fontes primárias até então desconhecidas e fruto de 15 anos de pesquisa.

O EMPODERAMENTO DA MULHER: DIREITOS À TERRA E DIREITOS DE PROPRIEDADE NA AMÉRICA LATINA, de Carmen Diana Deere e Magdalena Leon.  Porto Alegre, RS, Ed. UFRGS, 2002.  504p.  ISBN 85-70256-42-6
Com apoio da Ford Foundation, foi realizada minuciosa pesquisa pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, envolvendo estudos de casos em doze países da América Latina.Um dos objetivos identificar e compreender os fatores que impedem o acesso e o controle da terra às mulheres latino-americanas. As autoras demonstram que a desigualdade de gênero na propriedade da terra deve-se à tradição fortemente arraigadas na família.

ENIGMA MULHER NO UNIVERSO MASCULINO MACHADIANO, de Anélia Montechiari Petrani.  Niterói. Ed. UFF, 2000.  136p.  ISBN 85-22803-11-0
A autora traz importante contribuição tanto para os estudos de gênero quanto para a compreensão dos efeitos que o narrador machadiano injeta nas relações humanas e sociais do Brasil em fins do século 19.

ENTRE RESISTIR E IDENTIFICAR-SE; PARA UMA TEORIA DA PRÁTICA DA NARRATIVA BRASILEIRA DE AUTORIA FEMININA, org. de Peggy Sharpe. Florianópolis, Mulheres/Goiânia, Ed. da UFG, 1997. 200p.
Textos de famosas escritoras brasileiros dos séculos 19 e 20, as transformações da cultura feminina e a representação das relações de gênero do imaginário feminino e masculino, como Ligia Fagundes Telles, Marina Colsanti, Nelida Piñon, Lya Luft, etc.

ESSE SEXO É FEMININO!, de Patrícia Travassos. Rio de Janeiro, Ed. Nome da Rosa/Símbolo, 2001.
A autora, atriz, comediante, roteirista e apresentadora, lança agora seu primeiro livro de contos e crônicas bem humoradas sobre o universo das mulheres em seu tempo de solidão, quando têm um par e quando voltam novamente a ser solteiras.

ESTUDO HISTÓRICO SOBRE A CONDIÇÃO JURÍDICA DA MULHER NO DIREITO LUSO-BRASILEIRO..., de Luiz Carlos de Azevedo. São Paulo, Ed. Revista dos Tribunais/ Osasco, SP, Ed. da UNIFIEO, 2001. 150p. ISBN 85-20319-88-2
Professor de Direito Civil da faculdade de Direito da Universidade de São Paulo desenvolve tema sob limites históricos e geográficos desde os anos mil até o terceiro milênio.

EVASÃO DE PRIVACIDADE, de Palmério Dória. Rio de janeiro, Geração Editorial, 2001p. 336p. ilust.
O que as mulheres mais bonitas e conhecidas do Brasil falam disso e, principalmente "daquilo".

FALO DE MULHER, de Ivana de Arruda Leite. São Paulo, Ateliê, 2002.  100p.  ISBN 85-74801-11-9
Contos onde a autora analisa friamente a vida a dois, a ausência de amor e o cinismo das mulheres diante de seus homens, flagrando o ridículo de cada um de seus personagens.

FAMÍLIA, MULHERES E POVOAMENTO (SÃO PAULO – SÉCULO 17), de Eni de Mesquita Sâmara.  Bauru, SP, Ed. USC/ANPUH, 2003.  110p.  ISBN 85-74602-06-X
A autora, professora na Universidade de São Paulo (USP) centrou  seu estudo nos primeiros anos da colonização do Brasil na família e nas mulheres, que ditaram as normas de condita nas relações sociais, trazendo riqueza de detalhes.

FIGURAS DO FEMININO NA CANÇÃO DE CHICO BUARQUE, de Adélia Bezerra de Meneses.  2.ed. São Paulo, Ateliê, 2002.  168p.  ISBN 85-74800-03-1
Chico sempre foi reconhecido como um dos poetas que mais sensivelmente captam o feminino e o exprimem, traduzindo-o em palavras e música, fazendo emergir de sua lírica o ser e a fala da mulher.

GUIMARÃES ROSA; DO FEMINISMO E SUAS ESTÓRIAS, de Cleusa Passos. São Paulo, Hucitec, 2000. 247p.
A trajetória de algumas presenças femininas, desde a opressão e engano, de donzelas, prostitutas, guerreiras, velhas, mães, até a virilidade e violência, na obra de Rosa.

HISTÓRIA DAS MULHERES NO BRASIL, org. de Mary Del Priore, 5.ed. São Paulo, Ed. UNESP/Contexto/FAPESP, 2001. 678p. ISBN 85-72440-72-3
Contando a história das mulheres no Brasil através do tempo numa viagem em que vê, ouve e sente como viveram - e morreram - as mulheres, como era o mundo que as cercava, desde o tempo colonial até os nossos dias nos diferentes espaços: casa, rua, fábrica, sindicato, campo, escola das escravas, operárias, sinhás, heroínas, donas-de-casa, professoras e bóias-frias. Texto inédito de Lygia Fagundes Telles.

HOMENS E MULHERES NA GUERRA DO PARAGUAI, de Joseph Eskenazi Pernidji e Maurício Eskenazi Pernidji.  Rio de Janeiro, Imago, 2003.  207p.   ISBN 85-31208-99-8
Dentre os muitos heróis da Guerra do Paraguai, destaca-se Elisa Lynch, a aventureira anglo-irlandes com seus amores, ódios e paixões incontroláveis, em seu sonho de ser a Imperatriz do Prata.

IGUALDADE DE OPORTUNIDADES PARA AS MULHERES, org. de Eva Alterman Blay. São Paulo, Humanitas FFLCH-USP, 2002. 262p. ISBN 85-75060-56-2
Apresenta uma análise de como profissionais - em saúde, mídia, violência, sexualidade - adotaram um novo olhar sobre suas atividades quando alertadas para construir a igualdade.

A IMAGEM DA MULHER: UM ESTUDO DE ARTE BRASILEIRA, de Cristina Costa.  Rio de Janeiro, SENAC-Rio, 2002.  200p.  ISBN 85-87864-22-X
A mulher representada na pintura, onde seu papel social aconteceu em diversos momentos da história nacional. A autora, cientista social e pesquisadora, conduz por um delicioso roteiro que especifica esses múltiplos papéis, resgatando as representações femininas. Imprescindível para ilustrar teses, livros, etc.

INTERFACES: GÊNERO, SEXUALIDADE E SAÚDE REPRODUTIVA, org. de Regina Barbosa, Estela M.L de Aquino. Maria Luiza Heilbom e Elza Berquó.  Campinas, SP, Ed. UNICAMP, 2002.  450p.  ISBN 85-26805-87-8
Coletânea de textos do Programa Interinstitucional de Treinamento em Metodologia de Pesquisa em Gênero, Sexualidade e Saúde Reprodutiva. São 11 artigos que abrangem adolescentes e jovens de bairros pobres cariocas e baianos; rapazes que se prostituem em Porto Alegre; mulheres de camadas médias baianas que estão na menopausa; homens idosos cariocas de classe média que se reúnem em praças públicas, etc.

A LIDERANÇA FEMININA NO SÉCULO 21, de Denise Carreira, Menchu Ajamil e Tereza Moreira. São Paulo, Cortez, 2001. 232p. ISBN 85-24907-80-0
Livro que tem como foco as mulheres, assumidas em toda sua diversidade. Expo caminhos e horizontes para reflexão, desenvolvimento e aprimoramento do exercício da liderança democrática e transformadora.

LUTAS DO CORAÇÃO, de Inês Sabino; atualização do texto, introdução e notas de Susan Canty Quinlan. Florianópolis, SC, Ed. Mulheres / Santa Cruz do Sul, Ed. da UNISC, 1999. 336p. ISBN 85-86501-13-1
A primeira edição data de 1898. A autora foi uma das brasileiras que mais escreveu e publicou, para mostrar seus valores intelectuais. Na obra ela examina a mulher brasileira à luz de sua contribuição na formação da sociedade.

MARIA BADERNA, A BAILARINA DE DOIS MUNDOS, de Silvério Corvisieri. Rio de Janeiro, Record, 2001. 236p.
"Baderna", em português, significa confusão, bagunça, e era também o sobrenome de uma jovem bailarina italiana de gênio forte, que lutou pela liberdade e que viveu no Brasil no século 19 e teve sua vida pesquisada pelo autor.

MARIA QUITÉRIA, de Aderbal Torres de Amorim.  Mercado Aberto, 2002.  168p. ISBN 85-28005-61-5
Baiana de nascimento, Maria Quitéria de Jesus Medeiros foi uma das participantes das guerras pela Independência. É a patrona do Exército Brasileiro.

MARIAS – JORNADA HERÓICA DE 50 MULHERES QUE FIZERAM HISTÓRIA, de Lara Braun e Eduardo Castor Borgonovi. Rio de Janeiro, Campus, 2003. 224p.  ISBN 85-87122-46-0
As mulheres aqui biografadas são apenas algumas, dentre as que se destacaram na história da humanidade, pela força e perseverança que tiveram para lutar contra os obstáculos nas épocas em que viveram.

MATURIDADE REVISTA – DEPOIMENTOS DE CORPO E ALMA SOBRE A FEMINILIDADE, de Rosana Hermann.  São Paulo, Gente, 2003.  200p.    ISBN 85-73123-88-5
Traz depoimentos e experiências de mulheres anônimas, formadoras de opinião e especialistas da área médica, que, em 10 capítulos, falam das relações da mulher com o trabalho, família, corpo, saúde, sentimentos, etc.

MENINAS DO BRASIL, por Mari Stockler.  São Paulo, Cosac & Naify, 2002. sem paginação. ISBN 85-75031-33-3
Fotógrafa retrata os diferentes modos de vestir das meninas brasileiras, de norte a sul do país, em bailes, nas ruas, no trabalho, em “malls”, mostrando o quanto a vida delas pode ser colorida e diversificada.

MITO E ESPIRITUALIDADE, por Helena Teodoro. Rio de Janeiro, Pallas, 2000. 216p.
A autora mostra mulheres negras que conseguiram sobrepujar a sociedade machista e preconceituosa, tornando-se símbolos de resistência religiosa, cultural e étnica.

MORBIMORTALIDADE FEMININA NO BRASIL (1979-1995), org, por Elza S. Berquó e Estela Maria G.P. da Cunha. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP, 2000. 413p.
Trata-se do primeiro estudo feito no Brasil sobre a morbimortalidade feminina, mas também permite indagar sobre as relações entre a interrupção da vida das mulheres e os desgastes a que estão submetidas, num assunto do qual se sabe muito pouco em nosso país: os determinantes de gênero sobre o processo saúde-doença.

MUDANDO O MUNDO: A LIDERANÇA FEMININA NO SÈCULO 21, de vários autores. São Paulo, Cortez, 2001. 232p.ilust.
Resumo das principais transformações empreendidas pelas mulheres em diversos campos sociais nas últimas décadas. O capítulo "Imagens de uma trajetória" traz fotografias de mulheres de diversas partes do Brasil em eventos e projetos políticos, sociais e culturais

MULHER - PRODUTO COM DATA DE VALIDADE, de Margareth de Mello Ferreira dos Reis. Rio de Janeiro, O Nome da Rosa, 2002. 136p. ISBN 85-86872-21-0
A autora mostra o quanto a repetição da mesma função da mulher ao longo da história (na posição da mulher-objeto), a perpetuação da supremacia masculina e a banalização da sexualidade têm causado prejuízo aos homens, às mulheres e ao seu relacionamento. Analista também o quanto a erotização intensa e precoce tem interferido no desenvolvimento normal das crianças e no empobrecimento do feminino.

A MULHER CARIOCA AOS 22 ANOS, de João de Minas. 4.ed. Rio de Janeiro, Dantes, 1999. 266p.
Originalmente escrito em 1933, o livro é um hino de louvor à mulher carioca, a realidade sexual brasileira. O autor disse, na época, que sua maneira de escrever era escandalosa para a época, mas no futuro seria modalidade vulgar. Fazia ponte entre a república velha e a nova. Best seller.

MULHER E POLÍTICA: GÊNERO E FEMINISMO NO PARTIDO DOS TRABALHADORES, org. de Ângela Borba, Nalu Faria e Tatau Godinho.  São Paulo, Ed. Fundação Perseu Abramo, 2001.   240p.   ISBN 85-86469-07-6
Apresenta a história, experiência e reflexões de mais de 15 anos de lutas e de organizações das mulheres no Brasil, desde o final do regime militar até os dias atuais, com textos de Marta Suplicy, Maria Victória Benevides, Hildete Melo e outras.

A MULHER MUÇULMANA SEGUNDO O ALCORÃO, de Paulo Eduardo Oliveira.  Ed. Palavra e Imagem, 2001.   105p.   ISBN 85-88099-05-5
Escritor brasileiro há anos convertido ao Islamismo responde qual é a verdadeira faze da mulher muçulmana nos dias de hoje, quem é essa mulher que o Islã esconde de forma tão ciumenta sob véus e o que está realmente escrito no Alcorão sobre a condição feminina.

MULHERES DE ESCRITORES, de Cida Golin.  São Paulo, Annablume, 2002.  200p.  ISBN 85-74192-56-2
Com o objetivo de fornecer “subsídios para uma história privada da literatura”, o livro analisa depoimentos de esposas de escritores, como a de Dyonélio Machado e Guimarães Rosa, entrecruzando discursos de vida privada, história pública, sociologia, política, literatura, práticas culturais, autobiografia, memórias, etc.

MULHERES DE TUCUM; textos e fotos de Edson Chagas. Vitória, ES, Fotografia Planejada, 2003.  110p. ilust. fotos.  ISBN 85-90330-11-7
Fotos de mulheres prisioneiras, tiradas durante meses, na maior prisão feminina do estado do Espírito Santo, dando a conhecer a vida no cárcere, revelando intimidades e o comportamento feminino atrás das grades.

MULHERES DO SERTÃO, de Maria Conceição de Góes. Rio de Janeiro, Revan, 2001. 96p. ISBN 85-71062-39-0
É um escrito a respeito das mulheres que se fazem escrita no ato de contar uma história que, por sua vez, é a história de outras histórias, cuja autora é doutora em História Social e professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

AS MULHERES E A FILOSOFIA, org. de Márcia Tiburi e outros.  São Leopoldo, RS, Ed. UNISINOS, 2002.  286p.  ISBN 85-74311-26-X
Doutores em Filosofia e Teologia examinam a questão de gênero sobre o porque o conhecimento da filosofia ainda ser caracterizada como um estudo quase que reservado aos homens.

MULHERES ESPECIAIS, de Anna Maria Cascudo Barreto.  Rio de Janeiro, Global, 2003.  416p.  ISBN 85-26008-00-5
Valorização a figuras femininas vivas ou já falecidas, cujos retratos escritos testemunham uma época.

MULHERES FLUMINENSES DO VALE DO PARAÍBA, de várias autoras. Rio de Janeiro, CEDIM, 2001. 132p.
Publicado pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, conta a história de personagens femininas que tiveram atuação relevante na formação dos municípios do estado do Rio de Janeiro.

MULHERES LEIGAS NA IGREJA DE CRISTO, de Terezinha Zanlochi.   Bauru, SP, Ed. USC/ANPUH, 2001.   260p.   ISBN 85-74600-78-4
Estudo retrospectivo da história bauruense que resgata, com propriedade, o papel essencial desempenhado pela mulher na Diocese de Bauru, a partir de experiências vivenciadas pela autora, baseada em farta documentação histórica, explicando que a transmissão, inovação e conservação da fé só foram possíveis na região devido à intensa participação feminina nesse processo.

MULHERES MÁS, de Sandra Saruê.  São Paulo, Celebris, 2003.  128p.   ISBN 85-89219-13-5
São 13 contos inspirados na história de mulheres que em algum momento de suas vidas tiveram coragem e tomaram atitudes que modificaram suas trajetórias.

MULHERES NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: ENTRE O TRABALHO E A CULTURA, de Ligia T. L. Simonian.  Belém, PA, Ed. UFPA/NAEA, 2001.  270p. ilust. fotos color.    ISBN 85-71430-16-0
Pós-Doutora em Antropologia pela City University of New York e professora o Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará, apresenta pesquisa de mais de 10 anos com o cotidiano das trabalhadoras da região Amazônica. São seringueiras, castanheiras, agriculturas, artesãs, quebradeiras-de-côco, que vem sendo discriminadas e carregam sobre si os constrangimentos sociais e culturais do gênero feminino.

MULHERES NA ELITE POLÍTICA BRASILEIRA, de Lúcia Avelar. 2.ed. rev. e ampl. São Paulo, Ed. UNESP/Fundação Konrad Adenauer, 2002. 2.ed. rev. e ampl. 200p. ISBN 85-71393-76-1
Reedição de estudo que analisa a participação política feminina no Brasil, verificando como a mulher conquistou seu direito à cidadania e as diversas maneiras que ela encontrou para, progressivamente, ocupar espaço nos canais de poder, em cargos eletivos e instâncias executivas, judiciais e sindicais.

MULHERES NO BRASIL: NOSSAS MARCAS E MITOS, por Marisa Belém. São Paulo, Escuta, 2000. 228p.
Pesquisa sobre a sexualidade feminina, feita por uma mulher, como sugeriu Freud.

MULHERES QUE ABREM PASSAGEM, de Julio Lobos. São Paulo, Instituto da Qualidade, 2002. 300p. ISBN 85-90094-32-4
Livro sobre mulheres brasileiras bem sucedidas e formadoras de opinião, trazendo mais de uma centena de depoimentos de empresárias, executivas de empresas privadas multinacionais ou estatais, diretoras de organismos internacionais, além de uma análise da escalada da mulher no mundo dos negócios.

MULHERES QUE MATAM: O UNIVERSO IMAGINÁRIO DO CRIME NO FEMININO, de Rosemary de Oliveira Almeida. Rio de Janeiro, Relume-Dumará/Núcleo de Antropologia Política, 2001. 200p. ISBN 85-73162-56-2
Analisa o trajeto de mulheres que "subvertem" o estereótipo do feminino ao enveredarem pelo mundo do crime.

NAIR DE TEFFÉ – VIDAS CRUZADAS, de Antonio Edmilson Martins Rodrigues.  Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2002. 164p. ISBN 85-22503-89-3
Histórias confusas, onde os depoimentos se contradizem. Para alguns era uma revolucionária, envolvida em movimentos de vanguarda, para outros não passou de uma “pobre coitada”, forçada a se casar com um homem bem mais velho, o presidente Marechal Hermes da Fonseca. Sua vida e a sociedade brasileira da época, nas duas primeiras décadas do século XX.

NESTA TERRA, NESTE INSTANTE, de Marília Guimarães. São Paulo, Ebendinger, 2001. 170p.
A hoje empresária Marília Guimarães relembra seu passado de guerrilheira na ditadura dos anos 70. Descoberta pelos militares, ela e seu grupo fugiram para Cuba seqüestrando um avião comercial, numa aventura marcada por vários lances de terror e de humor, onde ela estava acompanhada de seus 2 filhos, na época com 2 e 3 anos e lá viveram por 10 anos.

NOVA DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO: UM OLHAR VOLTADO PARA EMPRESA E A SOCIEDADE, de Helena Hirata. São Paulo, Boitempo, 2002. 336p. ISBN 85-85934-90-5
Aborda questões como a exploração do trabalho assalariado, opressão do masculino sobre o feminino, após pesquisas realizadas no Brasil, na França e no Japão.

NOVAS FRONTEIRAS DA DESIGUALDADE – HOMENS E MULHERES NO MERCADO DE TRABALHO, de Margareth Maruani e Helena Hirata.  São Paulo, SENAC, 2003.  366p.  ISBN 85-73592-99-0
Mostra a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho, que, mesmo às voltas com crises de emprego, se abre progressivamente para a contribuição feminina.

PASSAPORTE DIPLOMÁTICO: LEMBRANÇAS DE UMA EMBAIXATRIZ, de Yeda Assumpção.  Rio de Janeiro, Record, 2002.  269p.  ISBN 85-01064-00-9
A embaixatriz Yeda Assumpção revela os detalhes e as dificuldades de uma carreira que a levou a países como Marrocos, Índia e Síria, revelando como é a vida de uma mulher diplomata.

O QUE É VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, de Mônica de Melo e Maria Amélia de Almeida Teles. São Paulo, Brasiliense, 2002. 120p. ISBN 85-11000-63-1
As autoras, professoras de Direito e fundadoras da Organização Não-Governamental "Oficina dos Direitos da Mulher", introduzem o tema para que o público se descubra como agente fundamental no processo de eliminação da violência contra a mulher, conhecida também como violência de gênero.

A PAIXÃO NO BANCO DOS RÉUS, de Luiza Nagib Eluf. São Paulo, Saraiva, 2002. 200p. ISBN 85-02036-95-5
Procuradora de Justiça de São Paulo mostra que ninguém comete esse crime por amor, mas sim por prepotência. Em texto onde aborda de forma simples, sucinta, lógica e conclusiva o dilema entre Eros (o amor) e Tanatos (a morte). Narra 14 assassinatos violentos provocados pelo sentimento de posse que foram objetos de muita discussão na mídia (ocorridos entre 1873 e 2000).

PALAVRA DE MULHER, de Lia Faria.  São Paulo, Quartet, 2002.  112p.  ISBN 85-85696-53-2
Trajetória da educadora Lia Faria e como se impôs o desafio de fazer educação, primeiramente como professora de história, depois como sindicalista, fundadora do Partido dos Trabalhadores, pesquisadora e gestora na área de educação.

PASSANDO A AMÉRICA A LIMPO - O TRABALHO DE "HOUSECLEANERS" BRASILEIRAS EM BOSTON, MASSACHUSSETS, de Soraya Resende Fleischer. São Paulo, Annablume, 2002. 244p. ISBN 85-74192-72-4
Retrata a vida de emigrantes brasileiras na cidade de Boston que se dedicam a faxina doméstica, na difícil escolha pela emigração, não apenas pela labuta diária mas, principalmente, pela saudade e o desafio de reconstruir um novo espaço no mundo.

PEREGRINAÇÕES DE UMA PÁRIA, de Flora Tristán, trad. de Maria Nilda Pessoa e Paula Berinson. Florianópolis, SC, Ed. Mulheres/ Santa Cruz do Sul, Ed. da UNISC, 2000. 400p.
ISBN 85-86501-18-2
Primeira tradução integral em português da obra de Flora Tristán, publicada em 1838. Interessante relato da filha natural de um general peruano, casado na Espanha com uma francesa, em cerimônia religiosa cuja legitimidade não foi reconhecida quando da morte do pai. E aí começa o caminho para o Calvário da jovem ilegítima. Relato da viagem ao Peru, para reivindicar parte na herança da avó peruana.

POR UMA HISTÓRIA DA MULHER, De Maria Izilda S. de Mota. São Paulo, EDUSP, 2000. 58p.
Aborda a presença feminina na historiografia brasileira nas últimas décadas e analisa seus impasses, dificuldades e perspectivas.

PRESENÇA DE RACHEL, de Hermes Rodrigues Nery. São Paulo, FUNPEC, 2003. 270p.  ISBN 85-87528-05-5
Em conversas ao longo dos anos com o autor, Rachel de Queiroz tem aqui seu perfil traçado, em depoimentos, recordações e opiniões da escritora sobre literatura, arte e aspectos da vida.

PRISIONEIRAS; VIDA E VIOLÊNCIA ATRÁS DAS GRADES, de Bárbara Musumeci Soares e Iara Ilgenfritz.  160p.  ISBN 85-86435-84-8
Resultado de pesquisa iniciada com mulheres presas no final de 1999, quando as autoras integravam o staff da Subsecretaria de Pesquisa e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro. O livro enfoca o tema das prisões femininas sob 3 pontos: pequenos textos que descrevem situações e histórias vividas pelas pesquisadoras nos presídios e manicômio judiciário; debates sobre a criação dos presídios femininos no Brasil e análise dos dados resultantes do levantamento realizado junto às mulheres presas.

O QUE É VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, de Mônica de Melo e Maria Amélia Almeida Teles.  São Paulo, Brasiliense, 2002.  120p.  ISBN 85-11000-63-1
As autoras introduzem o tema de maneira prática e objetiva, para que o leitor se descubra como agente fundamental no processo de eliminação contra a mulher, conhecida também como violência de gênero.

REFÚGIO DO EU: HISTÓRIA E ESCRITA AUTOBIOGRÁFICA, org. de Ana Cristina V. Mignot, Maria Helena C. Bastos e Maria Tereza S. Cunha. Florianópolis, SC, Ed. Mulheres, 2000. 240p. ISBN 85-86501-19-0
Pesquisa que traz à discussão o universo textual autobiográfico de mulheres nas áreas de educação, literatura, adolescentes, memória, etc.

O REVELAR DO PECADO – OS FILHOS ILEGÍTIMOS NA SÃO PAULO DO SÉCULO XVIII, de Eliane Cristina Lopes.  São Paulo, Annablume, 1999.  262p.  ISBN 85-74190-44-6
Revisa a situação do bastardo na São Paulo dos anos setecentos. Os códigos e leis e de conduta moral da época jogavam os filhos ilegítimos na marginalidade, apresentando a relação Instituição e Sociedade na época e o tratamento dado ao bastardo na cena social.

A SANTA DO CABARÉ, de Moacir Japiassu.  São Paulo, Globo, 2002.   254p.  ISBN 85-25035-02-5
Romance que tem história passada entre 1937 a 1940, no sertão nordestino, que junta personagens da ficção e da realidade, mescla a linguagem culta dos salões e o dialeto nordestino numa complicada ousadia. Vanda, moca fina da cidade de João Pessoa, sofre o abuso sexual do pai e vai para um cabaré de Recife. Depois se transfere para um prostíbulo do interior de Pernambuco, onde provoca paixões em um cangaceiro.

SARAMINDA, de José Sarney. São Paulo, Siciliano, 2000. 250p.
A vida de uma mulata de olhos verdes e seios com bicos de ouro, que encanta e é encantada pelos homens, seduz o dono de um garimpo na fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, no fim do século 19. Tudo contado com pitadas de história e realismo mágico pelo ex-presidente da República e literato José Sarney.

SEM FANTASIA – MASCULINO-FEMININO EM CHICO BUARQUE, de Maria Helena Sansão Fontes. 2.ed.  Rio de Janeiro, Graphia, 2003.  192p.  ISBN 85-85277-45-9
Examina toda as canções de Chico Buarque, desde sua iniciação até a maturidade, examinando as figuras femininas mas músicas de lirismo amoroso. Fala também dos enigmas e tabus que unem ou separam sexo e sensibilidade.

SILÊNCIO NO BORDEL DE TIA CHININHA, de Eliziário Goulart Rocha. Rio de Janeiro, Globo, 2001. 128p.
No português falado no Rio Grande do Sul, por influência dos vizinhos hispano-americanos, china (com inicial minúscula) é sinônimo de "mulher de vida fácil" ou "rameira" - porque as tabernas por elas freqüentadas tinham um ramo na porta. O autor, gaúcho, trata desse tema em romance onde sabe a arte de narrar e a preocupação com o leitor.

SOLO FEMININO: AMOR E DESACERTO, de Lívia Garcia-Roza.  Rio de Janeiro, Record, 2002.   223p.  ISBN 85-01063-80-0
Romance onde uma mulher lutadora, que desconhece o próprio poder, vive insatisfeita com uma série de problemas em sua vida.

TODO PODER ÀS MULHERES, de Marco Aurélio Dias da Silva. Rio de Janeiro, Best Seller, 2000. 280p.
Autor identifica na estrutura patriarcal a causa principal dos males da civilização e propõe uma reavaliação na posição feminina.

TRÁFICO INTERNACIONAL DE MULHERES E CRIANÇAS NO BRASIL, de Damásio e Jesus. São Paulo, Saraiva, 2003.  405p.   ISBN 85-02041-78-9
O tráfico internacional de seres humanos tem entre suas maiores vítimas as mulheres a crianças, que são levadas aos Estados Unidos, Europa Ocidental, Israel e Japão. As rotas, no Brasil, espalham-se por diferentes estados.

UMA COLÔNIA NO BRASIL, de Mme. Van Langendonck, trad. de Paula Berinson, introd. de Augusto Meyer.  Florianópolis, SC, Mulheres/Ed. UNISC, 2002.
Uma dama com mais de 60 anos, poetisa, deixa sua culta Europa, em 1857e atira-se em um navio de emigrantes para adentrar as selvagens matas do Rio Grande do Sul e ali construir uma nova vida. Resultado: essa narrativa de uma bela aventura, numa época que as mulheres se contentavam com a vida familiar e as de mais de 60 anos ficavam ao pé do fogo costurando e bordando. Suas idéias a respeito da imigração tornam a narrativa bem singular.

UMA HISTÓRIA DO FEMINISMO NO BRASIL, de Céli Pinto.  São Paulo, Fundação Perseu Abramo, 2003.  120p.  ISBN 85-86469-83-1
A autora resgata a atuação de algumas das principais militantes e organizações que construíram a história do feminismo no país, situando sua atuação no processo de transformação de nossa sociedade a partir deo final do século 19.

UMA MENINA DE ITAJAÍ: crônicas de Rachel Liberato Meyer. Florianópolis, Ed. Mulheres, 1999. 140p.
Histórias maravilhosas que encantaram a infância e a juventude da autora.

UMA MULHER DO SÉCULO PASSADO, de Ema Hatzky. Florianópolis, UFSC, 2000. 608p.
Memórias de uma imigrante alemã que chegou ao sul do Brasil em 1924 e escreveu, em alemão gótico, a dura vida de seus patrícios que se estabeleceram no estado de Santa Catarina no início do século 20.

UMA TEMPESTADE COMO SUA MEMÓRIA – A HISTÓRIA DE LIA, de Martha Vianna.  Rio de Janeiro, Record, 2002.  182p.  ISBN 85-01064-01-7
Conta a história de Maria do Carmo Brito, de codinome Lia, única mulher a assumir um posto de comando no movimento guerrilheiro de resistência ao regime militar no Brasil. Era ela o braço direito na Vanguarda Popular Revolucionária, assumindo a direção dessa organização após a morte de Carlos Lamarca. Nascida em tradicional e conservadora família de barões do leite de Minas Gerais, foi capaz de manter um olhar humano sobre a vida, mesmo nas duras circunstâncias políticas daqueles momentos.

A UTOPIA FRAGMENTADA; AS NOVAS ESQUERDAS NO BRASIL E NO MUNDO NA DÉCADA DE 1970, de Maria Paula Nascimento Araújo. Rio de Janeiro, Ed. da FGV, 2000. 264p.
Historiadora pesquisou grupos independentes, organizações dissidentes e movimentos sociais vinculados a "minorias políticas" (mulheres, homossexuais, negros, etc.) com o objetivo de resgatar a experiência política da chamada "esquerda alternativa" durante os anos 70.

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER - UM NOVO OLHAR, de Alzira Rufino. Santos, Casa de Cultura da Mulher Negra, 2001. 210 p. ilust. 21x27cm. Não tem ISBN
Traz modelos de protocolos e capacitação sobre saúde doméstica e também os Anais do Seminário Nacional "Saúde, Mulher e Violência Intrafamiliar".

VIVA BELA VERENA: A SAGA DE UMA PROFESSORA NEGRA NA MEMÓRIA DE UMA CIDADE DA MESMA COR, por Marlene Gonçalves. Ceilândia (DF), Idea, 2000. 126p.
A vida da mulher-professora-negra, que venceu o isolamento geográfico de sua cidade, na memória de uma comunidade no estado de Mato Grosso e a desvalorização de sua diferença, para construir sua resistência e a felicidade de sua geração.


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