
(grupos indígenas,
educação, linguagem)
ADORADORES DO SOL – REFLEXÕES SOBRE A RELIGIOSIDADE INDÍGENA, de Lúcio Paiva Flores. Petrópolis, Vozes, 2003. 50p. ISBN 85-32628-27-3
Descortina a riqueza, magia e beleza da religiosidade indígena, misteriosa e milagrosamente preservadas ao longo desses 500 anos de Brasil, mostrando as experiências vivenciadas dentro das aldeias que participam de diversos rituais.
ALÉM DOS TERRITÓRIOS: PARA UM
DIÁLOGO ENTRE A ETNOLOGIA INDÍGENA, OS ESTUDOS RURAIS E OS ESTUDOS
URBANOS, org. por Ana Maria de Niemeyer e Emília Pietrafesa Godói.
Campinas, Mercado de Letras, 1998. 288p.
Discussão sobre espaços sociais e simbólicos, visando incentivar
um diálogo nos vários campos da antropologia urbana, rural e indígena.
Contém mapas cartográficos, etnocartográficos e fotografias.
AMAZÔNIA: O POVO DAS ÁGUAS,
de Pedro Martinelli; textos de Leão Serva. São Paulo, Terra Virgem,
2000. 262p. ilust. fotos.
Retrata a vida dos caboclos, povos da floresta amazônica, os meandros
dessa terra das águas. Ricamente ilustrado, é um documento do
cotidiano das populações ribeirinhas do grande rio-mar.
AO SABOR DE OIÁ, de Cléo Martins. Rio de Janeiro, Pallas, 2003. 256p. ISBN 85-34703-66-6
A autora, advogada graduada e pós-graduada na Universidade de São Paulo e também em Teologia, mistura realidade e ficção ao ressaltar a importância Iorubá na cultura brasileira, ao contar uma história passada na virada do milênio.
OS ANTIGOS HABITANTES DO BRASIL, de Pedro
Paulo Funari. São Paulo, Ed. UNESP/IMESP, 2002. 56p. Ilust. 22x27cm.
ISBN 85-71393-34-6
De maneira didática e com muitas ilustrações, mostra o
que acontecia em nossa terra antes da chegada dos portugueses. Mostra o que
seus habitantes faziam, o que comiam, seus desenhos e as histórias que
contavam e o quanto devemos a eles.
A ARTE DOS PAJÉS: IMPRESSÕES SOBRE
O UNIVERSO ESPIRITUAL DO ÍNDIO, de Orlando Villas Boas. Rio de Janeiro,
Globo, 2000. 130p. ISBN 85-85031-64-X
Baseado em 50 anos de observação e estudos, o livro mostra de
que forma a religião e os mitos estão integrados à vida
das nações indígenas que habitam a região do Xingu.
O autor relata histórias sobrenaturais que testemunhou durante sua convivência
com as tribos xinguanas.
AYAHUASCA – ALUCINÓGINOS, CONSCIÊNCIA E O ESPÍRITO DA NATUREZA, de Ralph Metzner. Rio de Janeiro, Gryphus, 2002. 270p. ISBN 85-75100-33-6
Ayahuasca é uma beberagem de plantas amazônicas que é usada com propósitos de cura e de oráculo através dos séculos, tanto pelos índios Xamãs como pelos mestiços do Brasil, Peru, da Colômbia e do Equador. O autor aqui procura desmistificar a associação que a sociedade ocidental faz entre ayahuasca e tem fatores negativos à saúde humana.
BORGES, BELINO E BENTO – A FALA RITUAL ENTRE OS TAPUIOS DE GOIÁS, de Christian Teófiloo da Silva. São Paulo, Annablume, 2002. 126p. ISBN 85-74192-87-2
Apresenta relatos e “causos” contados pelos índios tapuios do Carretão ao antropólogo-autor, durante uma pesquisa de campo realizada no interior do estado de Goiás, após um longo processo de reconhecimento étnico promovido pela FUNAI. Essas histórias são analisadas e retratadas de forma a capturar o sentido das falas indígenas como práticas retóricas ritualizadas.
OS BRASILEIROS E OS ÍNDIOS, de Márcio
Santilli. São Paulo, SENAC, 2001. 156p.
Através da pesquisa de opinião pública, o autor busca respostas
a várias questões relacionadas aos índios - discriminação,
direito à terra, exploração, cultura, sendo esse livro
mais uma contribuição ao debate das questões indígenas
no Brasil.
CARAMURÚ E CATARINA: LENDAS E NARRATIVAS
SOBRE A CASSA DA TORRE DE GARCIA D'ÁVILA, de Francisco Dória.
São Paulo, SENAC, 2001. 174p.
Conta sobre uma família de elite que mandou no país.
OS CARAÍBAS NEGROS DE HONDURAS, de Ruy Coelho. São Paulo, Perspectiva, 2002. 218p. ISBN 85-27303-03-5
O autor (1920-1990), ex-professor da Universidade de São Paulo e um dos grandes nomes das ciências sociais brasileiras, analisou a cultura africana como núcleo da vida social caribenha. Trabalho originalmente concebido como Tese de Doutoramento.
O CASAMENTO ENTRE O CÉU A TERRA: CONTOS
DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL, de Leonardo Boff. Rio de Janeiro,
Salamandra, 2001. 162p.
O autor narra contos indígenas sobre os mistérios da criação,
amor e morte, mitos do céu e da terra. O índio e sua visão
da natureza, em edição de excelente qualidade, fartamente ilustrado
e com fotos coloridas. Também traz uma lista dos povos indígenas
do Brasil contemporâneo e uma reflexão sobre a importância
de sua existência.
CAYAPÓ E PANARA: LUTA E SOBREVIVÊNCIA
DE UM POVO JÊ NO BRASIL CENTRAL, de Odair Geraldin. Campinas, SP,
Ed. UNICAMP, 1997. 200p. ISBN 85-26804-07-3
História do grupo indígena Cayapó nos séculos 18,
19 e 20, que mostrou que os Panara (também conhecidos como Kreen-Akrore)
são atualmente seus descendentes.
CERÂMICA ARQUEOLÓGICA DA AMAZÔNIA:
VASILHAS DA COLEÇÃO TAPAJÔNICA DO MUSEU DE ARQUEOLOGIA E
ETNOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, org. de Denise Maria Cavalcante
Gomes. Sãso Paulo, Ed. USP/FAPESP/IMESP, 2002. 360p. ilust. cores. ISBN
85-31406-16-1
Aqui estão reproduzidas, com esmero, peças do acervo da Coleção
Tapajônica do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São
Paulo. Traz também estudos que partem da leitura crítica de vasta
bibliografia, descrição sistemática das peças, classificação,
datação e interpretação, dando uma visão
sobre o desenvolvimento cultural dos povos da Amazônia.
COURO DOS ESPÍRITOS, de Betty Mindlin.
São Paulo, SENAC, 2001. 254p.
Livro que foi uma iniciativa dos índios Gavião Ikolen, de Rondônia,
que pediram à autora que escrevesse a primeira versão, em português,
das narrativas e depoimentos dos mais velhos do povo, em tradução
de Sebirop Catarino, um dos mais expressivos líderes indígenas
do país, num mergulho no Xamanismo e em outras tradições
desse povo indígena brasileiro, meio século depois do primeiro
contato com o homem civilizado.
CRIANÇAS INDÍGENAS: ENSAIOS ANTROPOLÓGICOS,
de Ana Vera L. S.Macedo, Ângela Nunes e Aracy Lopes da Silva. Rio de Janeiro,
Global, 2002. 280p. ISBN 85-26007-27-0
Os estudos incluídos neste livro abrem possibilidade de reflexão
e ação sobre os aspectos que afetam diretamente a vida das crianças
indígenas: como vivem? Do que brincam? Quais seus interesses? O que aprendem?
Etc.
DIAS EM TRUJILLO, de Ruy Coelho; tradução
de Sylvia Takeda e Sonia Fantauzzi. São Paulo, Perspectiva, 2000. 268p.
Diário de campo produzido durante as pesquisas junto aos indígenas
Caraíbas Negros, de Honduras, escrito em inglês entre 1947 e 1948,
para tese de doutorado na Nortwestern University (USA). O autor trabalhou na
UNESCO e foi professor na Universidade de São Paulo (USP).
DICIONÁRIO TUPI-PORTUGUÊS: COM
ESBOÇO DE GRAMÁTICA DO TUPI ANTIGO, de Luiz Caldas Tibiriçá.
2.ed. Santos, Traço, s/d. 200p.
Acervo de cerca de 10.000 palavras e também de gramática do velho
Tupi. Resultado de longos anos de pesquisas em Bibliotecas e andanças
pelo sertão em contato com nativos, listando topônimos desde o
Amazonas até o Rio Grande do Sul.
ECONOMIA INDÍGENA, de vários autores. Recife, Ed. UFPE, 2003. 180p. ISBN 85-73151-95-1
Permite entender os critérios e perspectivas que norteiam parte dos consultores contratados pelos organismos de cooperação econômica, que são responsáveis pelo financiamento aos vários projetos indígenas, como a extração vegetal, a fruticultura, a comercialização, etc.
ENCICLOPÉDIA DA FLORESTA - O ALTO JURUÁ:
PRÁTICAS E CONHECIMENTO, de Manuela Carneiro da Cunha e Mauro Barbosa
de Almeida. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 735p. ilust. ISBN
85-35902-38-4
Ex-professora da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade de São
Paulo, atualmente na Chicago University, antropóloga e matemática,
juntamente com o também antropólogo Mauro Almeida, chefiando um
grupo de 145 cientistas, seringueiros e índios apresenta o conjunto das
práticas tradicionais dos habitantes do Alto Juruá, no Oeste do
estado do Acre, como uma alternativa ao modelo de desenvolvimento para a Amazônia,
que até agora tem estado mergulhado na miséria e degradação
ambiental.
ESPELHO ÍNDIO: A FORMAÇÃO
DA ALMA BRASILEIRA, por Roberto Gambini. São Paulo, Axis Mundi/Terceiro
Nome, 2000. 192p. ilust.
O autor, cientista social e psicanalista junguiano, faz um "flash back"
na história e chega à imagem que o europeu colonizador formou
o índio nativo - e vice-versa - desde o momento do primeiro encontro.
"O português não estava interessado na alma indígena
mas no corpo da índia e no braço escravo do mando dela".
As 100 imagens do livro tentam reconectar a linguagem perdida da alma.
FILHOS DO SOL – HISTÓRIA E COSMOLOGIA NA ORGANIZAÇÃO SOCIAL DE UM POVO KARIB: OS KURA-BAKAIRI, de Edir Pina de Barros. São Paulo, Ed. USP, 2003. 400p. ilust.
ISBN 85-31407-67-2
Fruto de 16 anos de convivência da autora com os índios Bakairi, da região do Alto Xingu, em Mato Grosso, a obra é um estudo aprofundado que revela a história, as crenças e a organização social desse povo, bem como sua economia, religião e as relações de parentesco.
FRANCESES E TUPINAMBÁS NA TERRA DO BRASIL,
de Adriana Lopez. São Paulo, SENAC, 2001. 160p.
A autora narra os passos iniciais incertos dados na terra que viria a ser o
Brasil, contando a história dos franceses na terra brasileira e a intenção
de nela estabelecer uma França Antártica e uma França Equinocial;
suas lutas com os portugueses e as alianças com os nativos da terra,
os tupinambás.
GRAMÁTICA DO KAMAIURÁ: LÍNGUA
TUPI-GUARANI DO ALTO XINGU. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP/São Paulo,
Imprensa Oficial, 2000. (Coleção Pesquisas). 500p. ilust. bibliogr.
Pesquisa que demandou muitos anos de trabalho, onde Professora da UNICAMP apresenta
um panorama lingüístico geral da região do Alto Xingu, bem
como uma breve história das migrações dos Kamaiurá
e suas relações com os demais povos da região. Prova que,
dentre as 170 línguas indígenas do Brasil, muitas delas permanecendo
em completo desconhecimento para a maioria de professores e alunos dos cursos
de letras e lingüística, que elas existem e são produtivas
em grande parte do território nacional.
A GUERRA DOS BÁRBAROS: POVOS INDÌGENAS
E A COLONIZAÇÃO DO SERTÃO NORDESTE DO BRASIL (1650-1720),
de Pedro Puntoni. São Paulo, Ed. USP/FAPESP/Hucitec, 2002. 323p. ilust.
mapas, grav. (Estudos Históricos, 44).
ISBN 85-27105-68-3
Das formas distintas da apropriação do território e da
organização social - de um lado a zona produtiva (açúcar,
tabaco, etc.) e do outro a pecuária de gado do sertão. Período
fértil em história com a ocupação holandesa. Série
de conflitos no Brasil colonial entre os povos indígenas e os colonos
luso-brasileiros.
A GUERRA DOS TAMOIOS, de Ayilton Quintiliano. Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 2003. 256p. ISBN 85-73163-19-4
O momento histórico que antecede a fundação da cidade do Rio de Janeiro é detalhadamente relatado pelo autor, ao mostrar a revolta que começava a moldar a mistura racial e social do povo brasileiro.
HANS STADEN: PRIMEIROS REGISTROS ESCRITOS E
ILUSTRADOS SOBRE O BRASIL E SEUS HABITANTES; tradução de Angel
Bojadsen. São Paulo, Ed. Terceiro Nome, 1999. 120p. ilustr. Com xilogravuras.
Viajante alemão que veio ao Brasil no século 16, teve o relato
de sua viagem em 1557 "pirateado" em Frankfurt. Nunca é pouco
divulgar mais e mais esse relato, o que vem também, cada vez mais, estimulando
o questionamento e realização de estudos e pesquisas importantes
sobre o Brasil. Texto de Fernando Novais nas páginas 12 a 25.
A INCONSTÂNCIA DA ALMA SELVAGEM, de
Eduardo Viveiros de Castro. São Paulo, Cosac & Naify, 2002. 552p.
ilust. encadernado com sobrecapa ISBN 85-75031-26-0
Um dos mais importantes antropólogos brasileiros da atualidade reúne
aqui 9 ensaios, a maioria publicado em revistas acadêmicas na década
passada, que ilustram a trajetória intelectual do autor desde os primeiros
estudos sobre tribos amazônicas. Discípulo de Lévi-Strauss
e professor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, depois de ter pesquisado e
lecionado em centros acadêmicos de excelência como Cambridge (England)
e Paris (França), ele aqui afirma que os ameríndios partilham
uma herança cultural comum, procurando as equivalências entre a
visão do mundo dos diferentes povos indígenas do continente americano.
OS INDÍGENAS DO PLANALTO PAULISTA NAS
CRÔNICAS QUINHENTISTAS E SEISCENTISTAS, de Benedito A. G. Prezia.
São Paulo, Humanitas/FFLCH-USP, 2000. 268p. ilust.bibliogr.
Originalmente dissertação de Mestrado na Universidade de São
Paulo, aborda 2 temas: a importância dos relatos dos cronistas e missionários
na pesquisa da história e da etnolinguística e apresenta as populações
indígenas do Planalto paulista nos séculos 16 e 18. O autor militou
no Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e foi redator do Suplementos
Cultural do jornal indigenista "Porantim".
O ÍNDIO NA HISTÓRIA DO BRASIL:
O POVO TENETEHARA EM BUSCA DA LIBERDADE, de Mércio Pereira Gomes.
Petrópolis, Vozes, 2002. 631p ilust. 16x23cm ISBN 85-32626-23-8
O autor, com PhD em Antropologia e vários livros publicados, foi professor
na UNESP, UNICAMP, UERJ e Macalestes (USA) e atualmente está na Universidade
Federal Fluminense. Conta a saga do povo Tenetehara, desde sua escravidão,
no Brasil colônia, nos estados do Maranhão e Grão-Pará,
até serem missionizados, cristianizados, africanizados, etc. Fizeram
uma das rebeliões da história do Brasil há mais de 100
anos atrás e hoje, com sua população em ascensão,
buscam um novo destino.
OS ÍNDIOS ANTES DO BRASIL, de Carlos
Fausto. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000. 95p.
Antropólogo e professor universitário relata um mundo que se desenvolveu
por milênios, até um dia ser descoberto e conquistado. Das escarpas
dos Andes ao Amazonas, do cerrado ao litoral, o conhecimento desse mundo antes
da chegada de Pedro Álvares Cabral.
OS ÍNDIOS CHARRUA E MINUANO NA ANTIGA
BANDA ORIENTAL DO URUGUAI, de Ítala Irene Basile Becker. São
Leopoldo, RS, Ed. UNISINOS, 2001. 248p. (Série Acadêmica). ISBN
85-74310-88-3
Os índios Charrua e Minuano foram os principais ocupantes da antiga Banda
Oriental, do Uruguai, durante o período de colonização
do Brasil. A autora pesquisou, coletou, fixou e organizou os inúmeros
dados dispersos sobre essas comunidades e mostra como o colonizador ibérico,
tanto o espanhol como o português, agiu sobre esses indígenas e
como eles reagiram à essa ação e foram, à revelia,
incorporados à sociedade branca.
INDIOS TUPI-GUARANI NA PRÉ-HISTÓRIA:
SUAS INVASÕES DO BRASIL E O PARAGUAY - SEU DESTINO APÓS O DESCOBRIMENTO,
de Moacyr Soares Pereira. Maceió, Ed. da Univ. Fed. de Alagoas, 2000.
(Coleção Nordestina) 160p.
A trajetória dos índios tupi-guaranis antes e depois dos descobrimentos.
IRECÊ a GUANÁ: Alfredo D'Escragnolle
Taunay. Rio de Janeiro, Iluminuras, 2000. 176p.
Quatro autores literários - Antônio Cândido, Haroldo de Campos,
Lúcia Sá e Sérgio Medeiros - analisam o conto escrito pelo
Visconde de Taunay sobre os encontros e desencontros entre brancos e índios.
KAPOTO: LAUDO ANTROPOLÓGICO, por
Vanessa Rosemary Lea. Campinas, UNICAMP/IFCH, 1997. 201p. ilust. fotos, mapas
Área indígena habitada pelos índios Mebengokre e Juruna,
foi amputada pela construção da estrada BR-80, no início
da década de 70. Depois foi reconhecida como área indígena.
A obra mostra a diversidade das linguagens jurídica e antropológica,
uma estabelecendo um limite territorial e outra compreendendo o modo de vida
indígena. A autora, inglesa, é doutora em Antropologia e professora
na UNICAMP.
LAS CASAS: TODOS OS DIREITOS PARA TODOS,
de Frei Carlos Josaphat. Rio de Janeiro, Loyola, 2000. 384p.
Bartolomé de Las Casas, religioso dominicano, foi a única voz
que se levantou em favor dos índios. O autor amalgama narrativa biográfica
e análise de idéias, eventos históricos e marcha do pensamento
para mostrar o frei como homem de ação e militante junto a reis
e ao papa para forçar a promulgação de decretos, leis e
bulas na defesa dos indígenas.
LEITURA E ESCRITA EM ESCOLAS INDÍGENAS,
org. por Wilmar D'Angelis e Juracilda Veiga. Campinas, Mercado de Letras, 1997.
224p.
Reúne os principais trabalhos apresentados no II Encontro sobre Educação
Indígena, em Campinas, que procurou diagnosticar os problemas enfrentados
pelas comunidades de indígenas brasileiros.
AS LÍNGUAS AMAZÔNICAS HOJE,
org. de F. Queixalós e O. Renault-Lescure. São Paulo, Instituto
Socioambiental, 2000. 431p. ilust. mapas ISBN 85-85995-06-1
Em artigos de pesquisadores e professores universitários da área,
traz artigos em 4 idiomas; português, inglês, francês e espanhol.
Acompanha encarte com 9 mapas.
MAKUNAÍNA E JURUPARI, org. de Sérgio Medeiros. São Paulo, Perspectiva, 2002. 418p. ISBN 85-2703-01-9
Pesquisas pioneiras do alemão Koch-Griinberg e do italiano Ermanno Stradelli, feitas na primeira década do século passado com índios que habitam a fronteira do Brasil, Venezuela e Guiana, deram a conhecer os contos indígenas de Makunaína e Jurupari. O autor reuniu estudos sobre essas lendas e repõe as aventuras de Makunaíma, que inspirou Mário de Andrade a compor seu famoso “herói sem nenhum caráter”. Compara as ações de Makunaíma com as de Jurupari, dois dos maiores heróis da tradição oral latino-americana.
MEU QUERIDO CANIBAL, de Antônio Torres.
Rio de Janeiro, Record, 2000. 192p.
Amontoado histórico sobre o famigerado chefe indígena Cunhambebe
e as primeiras décadas da nossa desde então maltratada "terra
brasilis".
AS MISSÕES JESUÍTICAS E O PENSAMENTO
POLÍTICO MODERNO: ENCONTROS CULTURAIS, AVENTURAS TEÓRICAS,
de José Eisenberg. Belo Horizonte, Ed. da UFMG, 2000. 264p.
Os jesuítas foram os primeiros homens a compreenderem não somente
o horror mas também os significados mais profundos da conquista européia
do Novo Mundo. O autor implode as distinções convencionais entre
cultura secular e cultura religiosa e mostra alguns dos temas mais explosivos
da modernidade, que surgiram no mundo católico.
MÚLTIPLO VIEIRA: ESTUDO DOS SERMÕES INDIGENISTAS, de Thereza C. A Domingues. São Paulo, Annablume, 2002. 100p. ISBN 85-74192-17-1
Análise dos discursos de um Vieira-sacerdote e de Vieira-cortesão, empenhados(s) na causa do indígena brasileiro.Destaca o caráter popular nos sermões de denúncia social preferidos pelo autor, em Portugal e no Maranhão.
NO BOM DA FESTA, de Antonella Maria Imperatriz Tassinari. São Paulo, Ed. USP, 2003. 416p. ISBN 85-31407-22-2
Trata do processo de construção cultural das famílias indígenas Karipuna, do Amapá.
NOTÍCIAS SOBRE OS SELVAGENS DO MUCURI,
de Teófilo Otoni, org. de Regina Horta Duarte. Belo Horizonte, MG, Ed.
UFMG, 2002. 184p. ISBN 85-70412-90-8
Teófilo Otoni (1807-1869) foi marcante político mineiro do Serro,
vindo de uma família de tradições liberais. De destacada
atuação política em torno de Abdicação de
Dom Pedro I, em 1831 e durante a Revolta Liberal de 1842. Voltou-se depois para
o sonho de desbravar o Vale do Rio Mucuri, em Minas Gerais, região da
Mata Atlântica, que era habitada por indígenas nômades.
NOVE NOITES, de Bernardo Carvalho. São Paulo, Companhia das Letras, 2002. 176p.
ISBN 85-35902-87-2
Romance que narra a história do antropólogo norte-americano Buell Quain, que suicidou-se no interior do Brasil em 1939, aos 27 anos. Pesquisando índios da tribo Craó, pergunta-se se foi uma crise existencial que o levou a cortar seu corpo todo, queimar dinheiro e escrever 7 cartas antes de se matar. Em busca de respostas o autor entrevistou parentes e outros antropólogos, pesquisou documentos e concluiu que romancear o episódio seria uma saída honrosa para tentar elucidar o caso.
ORE AWE ROIRU’MA – TODAS AS VEZES QUE DISSEMOS, de Kaka Werá Jecupé. São Paulo, Triom, 2002. 120 p. ilust. encadernado. ISBN 85-85464-46-1
O autor é filho de indígenas Txucarramães, ou Tapuias, nascido em 1964 na periferia de São Paulo. Sempre lutou, no Brasil e no exterior, pela cultura e cidadania cultural indígena, criando Organizações Não-Governamentais para isso. Aqui está mais uma de suas pesquisas sobre o seu povo.
PACIFICANDO O BRANCO: COSMOLOGIA DO CONTATO
DO NORTE-AMAZÔNICO, org. de Bruce Albert e Alcida Rita Ramos. São
Paulo, Ed. UNESP, 2002. 540p. Ilust. 21x27cm. ISBN 85-71393-55-9
No trato com as nações indígenas, o problema sempre foi
como fazer para compreender aqueles povos de civilização rudimentar.
Este livro inverte a questão: no desenrolar desse processo, os índios
estavam também tentando entender os brancos, descreve-los, amansando-os,
portanto, tentando compreendê-los como eles nos compreendem. Como está
escrito em sua contra-capa, é um livro magistral, esperado há
muitos anos pelos especialistas da área.
PAJÉ, de Yara Miowa. Rio de Janeiro,
Gryphus, 2001. 197p. ISBN 85-75100-18-1
Conto, no qual a cultura oriental encontra-se com a indígena, de autora
que estudou Antropologia Religiosa. As duas culturas, unidas, analisam a cultura
ocidental contemporânea de modo singular.
PANARÁ: A VOLTA DOS ÍNDIOS GIGANTES:
texto de Ricardo Arnt, Lúcio Flávio Pinto e Raimundo Pinto; fotos
e relato de Pedro Martinelli. São Paulo, Instituto Socioambiental, 1998.
170p. ilust. fotos p/b 21x30cm. ISBN 85-85994-04-5
História e saga dos índios, o que aconteceu antes e depois do
"primeiro contato" de um povo indígena com a sociedade brasileira,
revisitando fontes de informações e com entrevistas de inúmeros
personagens. Es-pe-ta-cu-laaaarrr !!!
PARQUE INDÍGENA DO XINGU: LAUDO ANTROPOLÓGICO,
de Vanessa Rosemary Lea. Campinas (SP), IFCH/UNICAMP, 1997 220p. ilust. fotos,
mapas.
Antropóloga inglesa, professora na UNICAMP, apresenta o resultado de
pesquisa de campo feita na parte norte do Parque Nacional do Xingu, junto aos
índios mebengokre, permitindo conhecer a constituição dessa
área, bem como sua população. Ilustrado com fotos de habitações,
artesanato, pessoas, animais, etc.
POESIA INDIANISTA, de Gonçalves Dias, org. de Maria Ligia Guidin. 2.ed. Rio de Janeiro, Martins Fontes, 2002. 363p. ISBN 85-33615-42-6
Repõe para os estudiosos a obra de Gonçalves Dias e sua poesia indianista.
OS POVOS DO ALTO XINGU: HISTÓRIA E CULTURA,
org. por Bruna Franchetto e Michael Heckenberger. Rio de Janeiro, Ed. da UFRJ,
2000. 493p.
Os 15 ensaios reunidos foram objeto de pesquisa de antropologia cultural entre
as 9 etnias do Alto Xingu, no estado de Mato Grosso, em plena Amazônia
meridional. Os povos que habitam o Parque Nacional do Xingu (criado em 1961,
como a primeira reserva indígena do Brasil) tem papel importante na história
das sociedades indígenas formadoras da nacionalidade brasileira.
POVOS INDÍGENAS E TOLERÂNCIA: CONSTRUINDO
PRÁTICAS DE RESPEITO E SOLIDARIEDADE, de vários autores. São
Paulo, Ed. USP, 2002. 304p. ISBN 85-31406-61-7
Textos apresentados no Seminário Internacional de Ciência, Cientistas
e Tolerância, abordando o tema central do índio e seu papel sociocultural.
A tolerância, foco maior do livro e de todo seminário, é
vista como a grande aliada da ciência para a produção de
uma civilização guiada pelos direitos universais e crescimento
social.
POVOS INDÍGENAS NO BRASIL: 1996-2000,
org. por Carlos Alberto Ricardo. São Paulo, Instituto Sócio-Ambiental,
2001. 832p. ilust. mapas e fotos.
A população indígena no Brasil chega a 350.000 pessoas
e apresentou um crescimento de 3.5% anuais entre 1996 e 2000, porém 12
povos estão à beira da extinção. Para fazer esse
livro, que é referência sobre o tema, foi preciso reunir dados
de mais de 200 colaboradores de todo país, apresentados em 832 paginas,
27 mapas, 270 fotos e 81 artigos de especialistas no tema e mais de 1.500 notícias
de jornais brasileiros, e que pela primeira vez inclui depoimentos de representantes
indígenas. O Instituto Sócio-Ambiental é uma Organização-
Não-Governamental (ONG) que trabalha com indígenas brasileiros.
A QUESTÃO INDÍGENA E A ESCOLA,
de vários autores. Rio de Janeiro, Global, 2001. (Série Antropologia
e Educação, v.1) 400p.
Comenta a escolarização dos povos indígenas.
REGIÃO E NAÇÃO NA AMÉRICA
LATINA, org. de George de Cerqueira Leite Zarur. Brasília, DF, Ed.
da UnB, 2001. 246p.
Antropólogos do Brasil, Venezuela, Colômbia e México discutem
questões comuns, como a identidade étnica, imigrantes e seus descendentes,
grupos indígenas, globalização e regionalização.
RITUAIS INDÍGENAS BRASILEIROS, org.
de Maria Silvia S. Carvalho e Renate B. Vietler. São Paulo, Ed. do Autor,
2000. 176p. (Não tem ISBN)
Coletânea organizada pelo Centro de Estudos "Miguel A. Menéndez"
(CEIMAM), com textos de seus pesquisadores. Apresenta e analisa rituais das
mais diversas etnias nativas do Brasil, que permitem observações
e aprofundamento em vários níveis e diversos enfoques.
A SAGA DOS GUARANI, GUERREIROS, GAÚCHOS E GAUDÉRIOS, de Paulo Ramos Derengosky. Porto Alegre, RS, Insular, 2003. 70p. ISBN 85-74741-40-6
Mostra a saga dos Guarani, cuja história bela e trágica desperta para o espírito libertário desse povo indígena, bem como para a história dos primeiros gaúchos, descendentes de indígenas, portugueses e espanhóis que habitaram os campos sul-americanos.
SHENIPABU MIYUI, HISTÓRIA DOS ANTIGOS,
org. por Comissão dos Professores Indígenas do Acre. Belo Horizonte,
Ed. da UFMG, 2000. 168p.
Reúne, em edição bilíngüe Kaxinawá-Português,
12 narrativas dos mitos de fundação da nação indígena
Kaxinawá, que habita a região do Alto Rio Purus, na fronteira
do Acre com a Peru. Fruto de pesquisa dos professores que ali trabalham, que
percorreram as diversas terras do seu povo, com o objetivo de criar uma escrita
que preservasse a sua memória.
O SUPRA-SEGMENTAL EM TIKUNA E A TEORIA FONOLÓGICA,
por Marília L. C. F. Soares. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP, 2000. (Coleção
Pesquisas) 186p. v.1
A autora, doutora pela UNICAMP, publica o primeiro volume de uma obra de 2 livros
que tem como tema a teoria dos casos em sintaxe - e não a ordem das palavras,
uma conseqüência dessa teoria.
Obra considerada por especialistas da área lingüística como
uma enorme contribuição a literatura sobre línguas indígenas
existentes no Brasil.
TUPÃ TENONDÉ: A CRIAÇÃO
DO UNIVERSO, DA TERRA E DO HOMEM, de Kaka Werá Jecupé. São
Paulo, Fundação Peirópolis, 2001. 120p. IBSN 85-85663-51-0
Pela primeira vez um índio Guarani comenta as "palavras formosas".
Tupã Tenondé é a revelação dos ensinamentos
secretos da tradição oral Tupi-Guarani e chegam até nós
como que para cumprir a profecia Guarani, segundo a qual "quando o espaço
abraçar o círculo do novo tempo, Tupã renascerá
no coração dos estrangeiros e os ensinamentos sagrados serão,
enfim, divulgados".
URI E WAXI: ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DOS KAINGANG,
org. por Lúcio T. Mota, Francisco S. Noelli e Kimie Tommasino. Londrina,
Ed. UEL, 2000. 378p. ilust.
Resultados mais recentes de um grupo de pesquisadores das Universidades de Londrina,
Maringá, UNICAMP e Federal de Santa Catarina, reunidos no Grupo Interdisciplinar
sobre os JÊ do Sul. Mostra as principais reflexões nas áreas
de arqueologia, história, antropologia, lingüística, educação
indígena e arquitetura Kaingang, que vêm contribuindo para a renovação
da produção acadêmica sobre os povos indígenas do
sul do Brasil.
O USO RITUAL DA AYAHUASCA, org, de Beatriz
Caiubi Labate e Wladimyr Sena Araújo. Campinas, SP, Mercado de Letras/FAPESP,
2002. 690p. ISBN 85-85725-91-5
Artigos apresentados no I Congresso sobre o Uso Ritual da Ayahuasca, realizado
na Universidade Estadual de Campinas, em 1997. A ayahuasca é uma bebida
que saiu do âmbito das sociedades indígenas amazônicas, para
se difundir entre seringueiros em cultos no interior da floresta ou também
entre os vegetalistas amazônicos, seja na forma de diferentes religiões
urbanas espalhadas pelo Brasil e, mais recentemente, por outros países
do mundo.
VALE DOS ÍNDIOS; VALE DOS IMIGRANTES,
de Maria do Carmo R. K. Goulart e Nilson César Fraga. Blumenau, SC, Cultura
em Movimento, 2000. 245p. ilust. fotos p/b, mapas, documentos. Não tem
ISBN
Os autores, mestres em Geografia, residiram na Reserva Indígena Duque
de Caxias com os índios Xokleng, no Vale do Itajaí, no estado
de Santa Catarina. Aqui vai um estudo dessa comunidade quando da construção
da Barragem Norte.
VOCÊS, BRANCOS, NÃO TÊM ALMA – HISTÓRIAS DE FRONTEIRAS, de José Pozzobon. São Paulo, Instituto Socioambiental, 2002.
O antropólogo gaúcho José Pozzobom (1955-2001) era um contador de histórias. Nesse livro estão reunidas conversas, andanças e registros que ele fez, durante 20 anos, na região amazônica de fronteira, onde trabalhou com os índios Maku, uma das 23 etnias que vivem nos limites de Brasil/Colômbia/Venezuela. Os Maku são um povo semi-nômade de agricultores-caçadores-coletores, de língua ágrafa.
XAMÃ DOURADO, de Roberto Lima Neto. São Paulo, Ediouro, 2002. 200p.
ISBN 85-00012-89-7
Romance onde o leitor terá a oportunidade de acompanhar o crescimento de um jovem que levava a vida de maneira inconseqüente, até a queda de seu avião na selva amazônica, quando encontra um pajé da tribo Kauauá.
YANOMAMI: UM POVO EM LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS,
de Neusa Romero Barazal. São Paulo, Ed. USP, 2001. 205p. ilust. mapas,
tab. glossário. ISBN 85-31406-32-3
Depois de uma década da demarcação do maior território
indígena da Amazônia brasileira, a autora faz uso correto de fontes
históricas e etnológicas, além de farta documentação
jurídica para trazer uma radiografia das sociedades indígenas
que habitam entre o Brasil e a Venezuela.