
OS ADMIRÁVEIS ITALIANOS DE POÇOS
DE CALDAS (1884-1915), de Mário Seguso. 2.ed. Poços de Caldas,
MG, Dom Bosco, s.d. 188p. ilust. fotos, mapa
Relembra a história dos imigrantes italianos que vieram para Poços
de Caldas, em Minas Gerais, primeiramente importante pólo cafeeiro no
sul do estado e depois, famosa estância de águas termais, sua contribuição
para os costumes, comércio e indústria locais.
ALEMÃES, SUECOS, DINAMARQUESES E AUSTRÍACOS EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA – HISTÓRIA E GENEALOGIA. São João da Boa Vista, de Jaime Splettsloser Junior. São João da Boa Vista, SP, Graph Company, 2003. 619p. ilust. gravuras e fotos p/b, 19x27cm. Não tem ISBN
Resgata a importante participação dos pioneiros germânicos no desenvolvimento dessa progressista cidade do interior do estado de São Paulo. Chegaram na segunda metade do século 19, com seus negócios e oficinas, junto com a estrada-de-ferro. Introduziram máquinas para todos seus afazeres, inclusive o automóvel e fabricaram o que bem conheciam, como a cerveja e a pastelaria. Trouxeram novos paladares, hábitos e religiões. Fartamente ilustrado e com genealogia.
O ANARQUISMO EXPERIMENTAL DE GIOVANNI ROSSI
(DE POGGIO AL MARÉ À COLÔNIA CECÍLIA), de Cândido
de Mello Neto. 2.ed. Ponta Grossa (PR), Ed. UEPG, 1998. 296p.
O autor, descendente de uma das famílias italianas anarquistas que se
estabeleceu no Paraná para fundar a Colônia Cecília, desvenda
uma parte da história que, na grande maioria das vezes, foi mal compreendida
por quem dela tratou.
O ANTI-SEMITISMO NA ERA VARGAS, de Maria
Luiza Tucci Carneiro. São Paulo, Perspectiva, 2001. 540p. ISBN 85-27302-71-3
Relançamento baseado em pesquisas realizadas no Arquivo Histórico
do Itamarary, onde a historiadora aborda a exclusão dos refugiados judeus
- em especial - que buscavam escapar do nazismo no Brasil e também dos
negros, ciganos e japoneses. Leitura indispensável para se ter idéia
do quadro étnico-político idealizado pelos dirigentes do Brasil
do Estado Novo, entre 1937 e 1945.
BANIDOS – A INQUISIÇÃO E A LISTA DOS CRISTÃOS-NOVOS CONDENADOS A VIVER NO BRASIL, de Geraldo Pieroni. São Paulo, Bertrand-SP, 2003. 288p.
O autor, que já tem outras obras consagradas sobre o degredo na Inquisição portuguesa enfoca, neste livro, um grupo específico dentre os condenados a viver no Brasil – os cristãos-novos. Acompanha suas trajetórias individuais e familiares.
BRÁS – SOTAQUES E DESMEMÓRIAS, de Lourenço Diaféria. São Paulo, Boitempo, 2002. 200p. (Coleção Paulicéia). ISBN 85-75590-22-7
Memória paulistana do bairro do Brás, que recebeu grande quantidade de imigrantes italianos no princípio do século.
O BRASIL DOS IMIGRANTES, de Lúcia
Lippi de Oliveira. Rio de Janeiro, Zahar, 2000. (Coleção Descobrindo
o Brasil. 80p.
A relação entre a cultura brasileira e a cultura dos imigrantes
que para cá vieram entre o final do século 19 e início
do 20, apontando assimilações e transformações sofridas
e provocadas por ambas.
O CAFÉ E A IMIGRAÇÃO, de Sonia Maria de Freitas. Rio de Janeiro, Saraiva, 2003. 60p. (Coleção Que história é esta?). ISBN 85-02042-28-9
História das mudanças na sociedade e na economia brasileiras a partir da segunda metade do século 19, depois da transformação do café no principal produto de exportação brasileiro.
A CASA DOS ESPELHOS, de Sérgio Kokis.
Rio de Janeiro, Record, 2000. 304p.
Lançado no Canadá em 1994, conta a vida de um pintor brasileiro
exilado em um país gelado e saudoso dos trópicos, nos anos vividos
durante sua infância e juventude na terra natal. Indiciado em processo
durante a ditadura militar, o autor fugiu para o Canadá e doutorou-se
em psicologia clínica, dedicando-se também as artes plásticas
e literatura. Recebeu os quatro maiores prêmios literários de Quebec
e em 1997 foi homenageado pelo governo que batizou uma ilha, ao norte do país,
com o nome de "Le pavillon des mirois".
CITTÁ DI ROMA, de Zélia Gattai.
Rio de Janeiro, Record, 2000. 263p. ilust.
A autora, esposa do escritor Jorge Amado, traz novas lembranças de sua
infância e juventude, vividas em São Paulo, numa família
anarquista. Seus avós partiram do porto de Genova, no navio "Cittá
di Roma", para o Brasil, juntamente com 150 pessoas, para fundar a colônia
experimental socialista, Cecília, no estado do Paraná.
A CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE
INACABADA: NIPO-BRASILEIROS NO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, de
Marcelo Alario Ennes. São Paulo, Ed. da UNESP, 2001. 166p. ISBN 85-71393-60-5
Resultado de rigoroso trabalho de pesquisa onde o autor demonstra a situação
atual das relações inter-étnicas entre nipo-brasileiros
e não-nipo-brasileiros na cidade de Pereira Barreto, localizada no interior
do estado de São Paulo, onde foi grande a colonização por
japoneses e seus descendentes. Estudo sobre as mudanças culturais desses
imigrantes que começaram a chegar ao Brasil em 1908.
CONTOS REUNIDOS, de António Alcântara Machado, org. de Djalma Cavalcante e Cecília de Lara. São Paulo, Ática, 2002. 204p. (Coleção Bom Livro).
ISBN 85-08080-03-4
Contos que são marcados por uma linguagem direta, por meio da oralidade, rompendo com o estilo literário, dependendo das normas léxicas e gramaticais. Com muita ironia e humor, ele fala de São Paulo, dos imigrantes, os primórdios da industrialização e as transformações velozes da cidade.
CORAÇÕES SUJOS, por Fernando
Morais. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 351p. ilust.
O autor, um "gaijin" (estrangeiro) toca em uma ferida da comunidade
japonesa: a sociedade secreta Shindo-
Renmei (Liga dos Seguidores do Império), uma espécie de Gestapo
Nipônica. Formada em 1944 por imigrantes japoneses residentes no Brasil
que não acreditavam que o Japão pudesse ter perdido a guerra,
cometeu mais de 100 atentados contra seus próprios patrícios,
matando 231 pessoas e ferindo outras 147, entre 1947 e 1948. Essa não
foi a única associação nacionalista japonesa no Brasil,
mas sim a fusão de vários grupos aqui surgidos durante a II Guerra
Mundial.
O CULTIVO DO CAFÉ NAS BOCAS DO SERTÃO PAULISTA – MERCADO INTERNO E MÃO-DE-OBRA NO PERÍODO DE TRANSIÇÃO (1830-1888), de Rosane Carvalho Messias. São Paulo, Ed. UNESP, 2003. 192p. ISBN 85-71394-69-5
Trata da transição entre a mão de obra entre trabalhadores escravos e estrangeiros recém-chegados ao Brasil na região de Araraquara e São Carlos, no interior do estado de São Paulo, conhecida como “Boca de Sertão”.
DAS FOGUEIRAS DA INQUISIÇÃO ÀS
TERRAS DO BRASIL; A VIAGEM DE 500 ANOS DE UMA FAMÍLIA JUDIA, de Joseph
Pernidji. Rio de Janeiro, Imago, 2002. 272p. ilust. fotos p/b, glossário
ISBN 85-31208-14-9
Em busca de suas raízes, o autor descobriu que a grande diáspora
dos judeus portugueses, na verdade, concentrou-se no Brasil e que a maioria
da população brasileira, de origem portuguesa, tem, aqui ou ali,
uma gota de sangue judaico.
DESCALÇO SOBRE A TERRA VERMELHA,
por Francesc Escribano. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP, 2000. 151p.
Biografia romanceada dos 30 anos de atuação do bispo espanhol
Dom Pedro Casaldáliga, no Brasil, que chegou em São Félix
do Araguaia, estado de mato Grosso, em 1968. Uma das mais importantes figuras
combativas em prol dos pobres, desvalidos e daqueles que sofrem pela inexistência
de justiça social.
DOIS IRMÃOS, de Milton Hatoum. São
Paulo, Companhia das Letras, 2000.
Ficção que resgata a imigração árabe para
Manaus, Amazonas. Romance de um mundo flutuante, na mescla de árabes
com indígenas, da vida de irmãos gêmeos , da Segunda Guerra
Mundial até a ditadura militar.
ENTRE MOISÉS E MACUNAÍMA: OS JUDEUS
QUE DESCOBRIRAM O BRASIL, de Moacyr Scliar e Márcio Souza. Rio de
Janeiro, Garamond, 2000. 136p.
Dois escritores brasileiros e judeus resgatam os contos do Pentateuco e inserem
piadas (jokes) do cotidiano, num panorama da história do judaísmo
no Brasil do Oiapoque ao Chuí (de Norte a Sul).
OS ESPANHÓIS, de Sérgio Coelho de Oliveira. Sorocaba, SP, TCM, 2002. 176p. Ilust. Fotos p/b e color. encadernado 23x28cm. ISBN 85-87452-11-8
Fala da imigração espanhola na região de Sorocaba, interior do estado de São Paulo e sua contribuição para o desenvolvimento das cidades. Foram eles plantadores de cebola, de laranja e movimentaram os teares da incipiente indústria têxtil.
ESPELHO CEGO, de Robert Menasse, trad, de
George Sperber. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 384p.
O autor, professor universitário, nascido em Viena, viveu no Brasil entre
1981 e 1986 e daqui tirou a ambientação para seus 2 romances,
O protagonista de "Espelho Cego" é Léo Singer, aspirante
a filósofo que vice com sua musa e companheira Judith, ambos filhos de
fugitivos do regime nazista e têm a infância passada no Brasil.
Voltam para cá no período pós-1964, encontrando o país
mergulhado na ditadura militar.
O FASCISMO E OS IMIGRANTES ITALIANOS NO BRASIL,
de João Flávio Bertonha. Porto Alegre, Ed. da PUCRS, 2001. 446p.
(Coleção História, 40). ISBN 85-74302-08-2
Professor de História Contemporânea da UNICAMP traça panorama
das atividades fascistas no Brasil no período entre guerras, onde trabalhou
com coletividades italianas espalhadas principalmente por São Paulo e
Rio Grande do Sul e a repercussão dessas atividades na política
brasileira e também inseridas na problemática internacional, comparando
o caso brasileiro com os de outros países de imigração
italiana.
A FERRO E FOGO, de Josué Guimarães. Porto Alegre, RS, L&PM, 2003. 2 volumes (228+266p.) v.1 – Tempo de solidão; v.2 – Tempo de guerra. ISBN 85-25405-27-2
Romance de tempos conturbados da história sul riograndense, tendo os colonizadores alemães como pano de fundo e também castelhanos, índios, caudilhos e politiqueiros, prostitutas e soldados em tempos de sofrimento, trabalho e luta.
GUERRA SEM GUERRA, de Roney Cytrynowics.
São Paulo, Geração Editorial, 2000. 436p. ilust.
Originalmente tese de Doutorado em História Social na Universidade de
São Paulo, a obra resgata o cotidiano da cidade de São Paulo durante
a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), período tão pouco conhecido
e lembrado pelos brasileiros nos dias de hoje. O autor traz à luz uma
série de dados riquíssimos, como a xenofobia contra os japoneses,
alemães e italianos, o racionamento de alimentos e gasolina, bem como
o clima de paranóia que dominou a população paulistana
na época.
HERANÇA AÇORIANA NAS DANÇAS TRADICIONAIS DO RIO GRANDE DO SUL, de Flávio Antonio de Azeredo. Santa Cruz do Sul, RS, Ed. UNISC, 2003. 220p. ISBN 85-75780-20-4
Resultado da pesquisa sobre a dança tradicional do Rio Grande do Sul e a dança original açoriana de Portugal. Também analisa as similitudes e discrepâncias das danças de mesma terminologia nos Açores e no Rio Grande do Sul, identificando suas influências.
HISTÓRIA DE CAMPINAS E HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO ITALIANA, de Vicente Botacini. Campinas, SP, Hortograph, 2003. 170p. ilust. p/b. Sem ISBN
Como o título diz, o autor narra a história de Campinas e os primórdios da imigração italiana e sua contribuição na formação da cidade, repassando a chegada dos imigrantes europeus à região, revendo a “escravidão branca” nas lavouras do interior paulista., de como a produção agrícola alavancou a economia campineira, transformando a cidade em referência nacional em pesquisas.
HISTÓRIAS DE FAMÍLIA ENTRE A ITÁLIA
E O BRASIL: DEPOIMENTOS, org. por Ângela de Castro Gomes. Niterói,
Muiraquitã, 1999.
Reconstituição da trajetória de famílias que vieram
da Calábria, região Sul da Itália, depois da II Guerra
Mundial para a região de Niterói, estado do Rio de Janeiro, através
de depoimentos orais. Ilustrado com fotos.
HISTÓRIAS DE (I) MIGRANTES: O COTIDIANO
DE UMA CIDADE, org. de Sandra P.L. de Camargo Guedes e outras. Joinville,
SC, Ed. Univille, 2000. 272p. ISBN 85-87977-02-4
Cidade formada por imigrantes em meados do século 19 e, aos poucos, transformada
por migrantes de diferentes partes do Brasil, em 1970. Trata de temas ainda
não explorados pela historiografia local, no sul do Brasil.
IMIGRAÇÃO ALEMÃ PARA O SUL DO BRASIL, de Ferdinand Schroder, trad. de Martin N. Dreher. São Leopoldo, Ed. UNISINOS/Porto Alegre, Ed. PUCRS, 2003. 176p. ISBN 85-74311-34-0
O autor (1892-1978) veio para o Brasil em 1921, após graduar-se em Teologia e História, como pastor. Doutorou-se com essa tese, que é um marco na construção da matriz sobre a história teuto-luterana. O tradutor Dreher encontrou-a num sebo da Alemanha.
IMIGRAÇÃO E FUTEBOL: O CASO PALESTRA
ITÁLIA, de José Renato de Campos Araújo. São
Paulo, IDESP, 2000, 151p.
Originalmente dissertação de Mestrado na UNICAMP, analisa a história
do Palestra Itália (atual Sociedade Esportiva Palmeiras), uma das principais
associações de futebol do Brasil, formada por um grupo de imigrantes
italianos na cidade de São Paulo no início do século 20.
A obra facilita o entendimento do processo de formação da "italianidade"
na cidade de São Paulo.
IMIGRAÇÃO ITALIANA E VOCAÇÕES
RELIGIOSAS NO VALE DO ITAJAÍ, de Marilda R. G. C. Gonçalves
da Silva. Campinas, SP, Ed. UNICAMP/ Blumenau, SC, Ed. FURB, 2001. 240p. ISBN
85-26805-54-1
Aborda a religiosidade das famílias italianas que se instalaram em Santa
Catarina e as estratégias da Igreja Católica para formar novos
sacerdotes, além das táticas destes imigrantes para dar uma educação
melhor aos seus filhos sem, necessariamente, direcioná-los aos seminários
ou conventos.
IMIGRANTES ITALIANOS EM ITATIBA: MEMÓRIA,
de Luís Soares de Camargo. Itatiba (SP), Berto Edit., 2000. 250p. ilust.
Memória, sociedade e relatos de famílias italianas que colonizaram
essa outrora rica região cafeeira do estado de São Paulo. Fartamente
ilustrado com fotos.
IMIGRANTES ITALIANOS EM ITATIBA E MORUNGABA, de Luís Soares de Camargo. Itatiba, SP, Berto, 2003. 320p. ilust. fotos p/b, 24x28cm. (Série Memória). Não tem ISBN.
Dando continuidade a sua pesquisa sobre “Imigrantes Italianos em Itatiba”, o autor estende a investigação para a vizinha cidade de Morungaba, pois os dois municípios que foram importantes centros cafeeiros do estado de São Paulo. Uma lição de história sobre o ciclo do café.
IMIGRANTES JUDEUS DO ORIENTE MÉDIO – SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO, de Rachel Mizrahi. São Paulo, Ateliê, 2003. 334p.ilust. fotos, tab., graf., mapas. companha CD-ROM.
ISBN 85-74801-62-3
Estudo inédito sobre a imigração judaica, mostrando grupos culturais distintos: asquenazis, sefaradis, orientais e grupos menores, com trajetórias distintas bem como suas estratégias de sobrevivência. Baseado em depoimento oral dos imigrantes, estatutos de sinagogas, sociedades beneficentes, discursos, relatórios, jornais. Acompanha CD-ROM com esboço genealógico das famílias estudadas.
IMIGRANTES MASCATES E DOUTORES, de Meir
Kucinski. São Paulo, Ateliê, 2002. 256p. ISBN 85-74801-07-0
Escritos em iídiche e produzidos num ambiente cultural intenso e espantoso,
têm agora sua primeira tradução em português. O autor,
judeu nascido na Polônia (1904-1976) veio para o Brasil em 1935. Professor
conta sobre imigrantes judeus na primeira metade do século 20, vindos
da Europa Oriental, que se tornaram populares na figura dos mascates, com seus
dramas, angústias e sonhos em seu novo país.
A INEXISTÊNCIA DA TERRA FIRME: A IMIGRAÇÃO GALEGA EM SÃO PAULO (1946-1964), de Elena Pájaro Peres. São Paulo, Ed. USP, 2003. 424p. ISBN 85-31407-51-6
Análise de uma parcela dos imigrantes espanhóis – os galegos – que deixaram a Espanha em direção ao Brasil, após a Segunda Guerra. Traz documentação, depoimentos de imigrantes, fontes literárias, etc.
INGLÊSES NO BRASIL: ASPECTOS DA INFLUÊNCIA
BRITÂNICA SOBRE A VIDA, A PAISAGEM E A CULTURA DO BRASIL, de Gilberto
Freyre. Rio de Janeiro, Topbooks, 2001. 224p.
Com prefácio de Evaldo Cabral de Mello está sendo reeditado o
trabalho mais ambicioso de Freyre, de antropologia histórica, que dedica
considerável atenção à organização
sócio-econômica e à cultura material.
INVENTÁRIO DO DEOPS-ALEMANHA, de
Maria Luiza Tucci Carneiro, São Paulo, Arquivo do Estado, 2000. 166p.
Reúne documentos existentes no antigo Departamento de Ordem Política
e Social sobre a trajetória dos imigrantes alemães radicados em
São Paulo.
INVENTÁRIO DEOPS – MÓDULO III – JAPONESES – O PERIGO AMARELO EM TEMPOS DE GUERRA (1939-1945), de Márcia Yumi Takeuchi. São Paulo, Arquivo do Estado/Imprensa Oficial do Estado, 2002. 200p. ISBN 85-85-86726-38-9
Durante a Segunda Guerra Mundial, imigrantes japoneses e seus descendentes foram, de maneira geral, considerados “inimigos da pátria” no entendimento da polícia política. Aqui vai um levantamento minucioso da documentação guardada nos arquivos do DEOPS paulista, referente às ações de coerção e vigilância contra eles empreendidas naquele período.
INVENTÁRIO DEOPS - MÓDULO IV -
ESPANHÓIS, de Ismara Izepe de Souza. São Paulo, Arquivo de
Estado/Imprensa Oficial do Estado, 2001. 186p. ISBN 85-86726-31-1
Analisa a orientação da polícia paulista para tratar das
questões ligadas à Guerra Civil Espanhola, nos anos 30 do século
passado, tratando também dos brasileiros ou estrangeiros aqui residentes,
que se engajaram na luta em defesa da república espanhola.
INVENTÁRIO DEOPS - MÓDULO V -
ITALIANOS, de Viviane Teresinha dos Santos. São Paulo, Arquivo do
Estado/Imprensa Oficial do Estado, 2001. 170p. ISBN 85-86726-30-3
Porque o fascismo italiano lançou bases no Brasil, especialmente em São
Paulo, onde foram fundadas várias instituições ligadas
ao movimento? Os documentos analisados e apresentados, pertencem ao DEOPS (Departamento
de Ordem Política e Social) e mostram como a polícia do estado
encarava essas organizações e a comunidade italiana onde elas
se infiltravam.
INVENTÁRIO DEOPS-SHINDO-RENMEI, por
Rogério Dezem. São Paulo, Imprensa Oficial, 2000. 300p. ilust.
A partir de um "racha" na colônia de 200.000 imigrantes nipônicos
no Brasil na época da Segunda Guerra Mundial, os "kachigumi"
(japoneses que acreditavam na vitória do Japão) assassinaram e
mataram seus patrícios "makegumi"(os que sabiam da derrota).
Com sede na cidade de São Paulo, a sociedade Shindô-Renmei, uma
espécie de Ku-Klux-Klan oriental, teve sede na cidade de São Paulo,
com filiais no Peru e no México, porém sem registro de atentados
nesses países. Depois dos assassinatos, o Departamento de Ordem Política
e Social (DEOPS) prendeu 30 mil suspeitos, condenando 289 e expulsando 80.
ITALIANOS NO BRASIL... “ANDIAMO IN MERICA”..., de Franco Cenni. São Paulo, Ed. USP, 2002. 536p. ISBN 85-31406-71-4
Obra lançada a mais de 40 anos e agora reeditada, o autor, um “oriundi”, faz um relato da presença italiana no Brasil, desde os pioneiros, fazendo sobressair sua importância na ciência, artes, humanidades e principalmente agrupando-os em anarquistas, carbonários, artistas, médicos, cientistas, etc. Importante obra para se conhecer a presença peninsular em nosso país.
OS ITALIANOS NO BRASIL / GLI ITALIANI IN BRASILE,
de Ângelo Trento. São Paulo, Prêmio, 2000. 160p. ilust. fotos
27x31cm (Não tem ISBN)
Em edição bilíngüe português/italiano, foi patrocinada
pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália
e Instituto Italiano de Cultura de São Paulo e algumas indústrias.
Mostra a inegável participação de homens e mulheres italianas,
anônimos em sua maioria, na construção da sociedade brasileira
dos últimos 130 anos, suas dificuldades e alternativas na busca de uma
melhor condição de vida. Lin-dí-ssi-mo!!!
ITALIANOS NO MUNDO RURAL PAULISTA, de João
Baptista Borges Pereira. 2.ed. rev. e atual. São Paulo, Ed. USP, 2002.
256p. ISBN 85-31406-63-3
Um clássico nos estudos sociológicos que focalizam a composição
étnica da sociedade brasileira, fruto de pesquisa de campo realizada
na Itália e no Brasil, analisa os processos culturais e sociais envolvidos
na fixação de um grupo de imigrantes italianos após a Segunda
Guerra Mundial.
OS ITALIANOS NO TRÓPICO: PRESENÇA
ITALIANA NO NORTE E NORDESTE DO BRASIL, de Manoel Correia de Andrade. Passo
Fundo, RS, Ed. UPF, 2002. 184p.
Conta da ação dos italianos no processo de desenvolvimento das
grandes navegações dos séculos 14, 15 e 16, que devassaram
o Oceano Atlântico e, em seguida, possibilitaram a exploração
da costa brasileira e a ocupação do Nordeste e da Amazônia.
Também demonstra como o processo migratório nos séculos
19 e 20 teve influência na formação das sociedades nordestinas
e amazônicas modernas.
JOINVILLE - OS PIONEIROS: DOCUMENTO E HISTÓRIA,
de Maria Thereza Bobel e Raquel S. Thiago. Joinville, SC, Ed. Univille, 2001.
445p. ilust. 21 x 30cm. ISBN 85-87979-02-4 (acabamento simples) e ISBN 85-87977-03-2
(acabamento de luxo)
Resgata a saga dos imigrantes que iniciaram a Colônia Dom Francisco, berço
da cidade de Joinville, em meados do século 19. Através de documentos,
diários de viagem e notícias de jornais da época, conta
as aventuras e dificuldades dos imigrantes, depois da longa viagem ao cruzar
o oceano, contando as razões que motivaram a emigração
em massa da Europa para a América.
O KITSCH SAUDOSISTA JAPONÈS NA ARQUITETURA
BRASILEIRA, de Irajá Gouvêa. Marília (SP), Arte &
Ciência, 2000. 176p. ilust.
O japonês foi um dos responsáveis pelo povoamento no interior do
estado de São Paulo. Sua colônia deixou uma herança muito
rica e saudosista nas cidades onde se fixou. Essa obra traz o levantamento das
cidades onde mais se encontram esses traços da cultura japonesa na arquitetura.
LEMBRANÇAS, por Myriam Rosansky.
Rio de Janeiro, Ed. da Autora, 2000. 118p.
Reunião de textos da autora, que levou para Niterói (RJ) a Organização
Cultural Judaica Feminina (WIZO), desde as primeiras crônicas escritas
por ela até as mais recentes.
MEMÓRIAS DA IMIGRAÇÃO:
LIBANESES E SÍRIOS EM SÃO PAULO, por Betty Loeb Greiber, Lina
Saigh Maluf e Vera Cattini Mattar. São Paulo, Discurso, 1998. 772p. ilust.
Relato de imigrantes libaneses e sírios, chamados de "turcos",
do início do século, em São Paulo, a respeito dos costumes,
religião, forma de casamento, convivência com outros imigrantes
e a vida na nova terra. Fartamente ilustrado com fotos.
MÉRICA; MÉRICA - ITALIANOS NO BRASIL, de Luiz Galdino. São Paulo, SENAC, 2002. 120p. ISBN 85-73592-64-8
Inspirado na história de famílias italianas que vieram para o Brasil para trabalhar em cafezais do estado de São Paulo, revela a contribuição dessa comunidade de imigrantes a uma cidade, a um estado e ao Brasil.
MEU FILHO, O DOUTOR: MEDICINA E JUDAÍSMO
NA HISTÓRIA, NA LITERATURA E NO HUMOR. De Moacyr Scliar, Porto Alegre,
Artmed, 2000. 127p.
Porque tantos médicos são judeus? De onde vem a histórica
associação entre judaísmo e medicina? O autor - médico
e escritor - vai buscar respostas a essas questões na história,
na literatura e - é claro! - no famoso humor judaico.
MONTANHAS QUE FURAM AS NUVENS! IMIGRAÇÂO POLONESA EM ÁUREA – RS (1910-1945), de Thaís Janaína Wenczenovicz. Passo Fundo, RS, Ed. UPF, 2002. 175p.
ISBN 85-75150-71-5
Abrange os aspectos econômicos, políticos e sociais do fluxo migratório polonês sulino no período de 1910 a 1945, particularmente no município de Áurea. Aborda temas como a justificativa para a vinda dos poloneses para o Brasil e para o Rio Grande do Sul e o sonho do trabalhador rural pobre de se transformar em proprietário de terra.
MOUROS, FRANCESES E JUDEUS - TRÊS PRESENÇAS
NO BRASIL, de Luís da Câmara Cascudo. São Paulo, Global,
2001. 112p.
Relançamento, em boa hora, da obra do mestre folclorista, historiador,
etnólogo e sociólogo, onde ele registra um estudo sobre o legado
que esses 3 povos deixaram na formação cultural brasileira.
NAS RUAS DO BRÁS, por Dráusio
Varella. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000. 80p. ilust.
Pequeno relato da infância do famoso médico infectologista (autor
de "Estação Carandiru") vivida no bairro paulista do
Brás, cuja paisagem humana era dominada pelos imigrantes italianos, portugueses
e espanhóis, na primeira metade do século 20.
A NEGOCIAÇÃO DA IDENTIDADE; IMIGRANTES,
MINORIAS E A LUTA PELA ETNICIDADE NO BRASIL, de Jeffrey Lesser. São
Paulo, Ed. da UNESP, 2001. 345p. ilust.
Historiador norte-americano vem preencher uma lacuna que ele próprio
considera surpreendente: a ausência de estudos sobre o grande número
de imigrantes não-europeus no Brasil. Os imigrantes que conquistaram
uma identidade brasileira sem perder suas características étnicas,
onde 400.000 asiáticos, árabes e judeus influenciaram a política,
a sociedade e a cultura brasileira. Ilustrados com caricaturas, propaganda,
fotos e mapas.
NEM TUDO ERA ITALIANO- SÃO PAULO E POBREZA
(1890-1915), de Carlos José Ferreira dos Santos. São Paulo,
Annablume, 1999. 200p. ilust. tab. Gráf. fotos. ISBN 85-74190-27-6
A partir de relatórios governamentais, censos demográficos e estudos
sobre a população de São Paulo entre 1890 e 1915, o autor
construiu tabelas e quadros estatísticos e, no cruzamento desses dados
com fotografias, crônicas e reminiscências, vem provar que, na metrópole
que mais crescia no Brasil, nem tudo era italiano, prosperidade e coesão.
O NOME E O SANGUE, por Evaldo Cabral e Mello.
Rio de Janeiro, TopBooks, 2000. 312p.
Narrativa da história de uma manipulação destinada a esconder,
no período colonial, as origens judaicas de uma família local.
NOSOTROS IN USA; LITERATURA, ETNOGRAFIA E GEOGRAFIAS
DE RESISTÊNCIA, de Sonia Torres. 195p. ilust.
ISBN 85-71106-24-X
Detalhado estudo de professora de literatura da Universidade Federal Fluminense,
que combina análise histórica, antropológica, espacial
e, especialmente, literária da vida de 3 grandes grupos de imigrantes
hispânicos: mexicanos, porto-riquenhos e cubanos, que escrevem em "spanglish"
na América dos latinos. Compara diferentes literaturas norte-americanas
de língua espanhola, produzidas nos USA por imigrantes e seus descendentes,
revelando as afinidades e as diferenças das heranças mexicana,
porto-riquenha e cubana.
OS OPERÁRIOS E A COLMÉIA: TRABALHO
E ETNICIDADE NO SUL DO BRASIL, de Regina weber. Ijuí. RS, Ed.UNIJUÍ,
2002. 280p. ISBN 85-74292-16-8
Enfoca os trabalhadores fabris de Ijuí, Rio Grande do Sul, município
que se originou de um núcleo de colonização européia,
principalmente alemã, nas décadas de 1930 e 1940, quando a cidade
passava por um processo de industrialização.
PARA ONDE VÃO OS BRASILEIROS: IMIGRANTES BRASILEIROS NO JAPÃO, de Lili Kawamura. 2.ed. rev. Campinas, SP, Ed. UNICAMP/Fundação Japão, 2003. 272p. ISBN 85-26806-40-8
Mostra quem são, como vivem e o que encontram no Japão os imigrantes brasileiros que para lá vão em busca de sucesso e riqueza.
PASSANDO A AMÉRICA A LIMPO - O TRABALHO DE “HOUSECLEANERS” BRASILEIRAS EM BOSTON, MASSACHUSSETS, de Soraya Resende Fleischer. São Paulo, Annablume, 2002. 244p. ISBN 85-74192-72-4
Retrata a vida de emigrantes brasileiras na cidade de Boston que se dedicam a faxina doméstica, na difícil escolha pela emigração, não apenas pela labuta diária mas, principalmente, pela saudade e o desafio de reconstruir um novo espaço no mundo.
PÁSSAROS DA LIBERDADE: JOVENS JUDEUS
E REVOLUCIONÁRIOS NO BRASIL, por Carla Bassanezi Pinsky. São
Paulo, Contexto, 2000. 352p.
Originalmente tese de doutorado na UNICAMP, analisa o DROR, um dos movimentos
juvenis judaicos mais ativos no Brasil, nos anos seguintes a tragédia
do holocausto até a reconstrução de sua pátria na
Palestina. Vários nomes bem conhecidos nos círculos culturais
do Brasil atual militaram nesse movimento socialista de 1945.
POVOADORES DA FRONTEIRA: OS CASAIS AÇORIANOS
RUMO AO SUL DO BRASIL, de Maria Bernadete Ramos Flores. Florianópolis,
SC, Ed. da UFSC, 2000. 85p. Ilustr. ISBN 85-32801-96-X
História da emigração de casais açorianos que, ao
saberem de edital do Rei, em meados do século 18, sonharam com as riquezas
do Brasil e atravessaram o Atlântico numa viagem de até três
meses, para receberem um quinhão de terra na Ilha de Santa Catarina.
PROCESSO JUDICIAL DA SHINDO-RENMEI: UM FRAGMENTO
DA HISTÓRIA DOS IMIGRANTES JAPONESES NO BRASIL, de Maria Lúcia
Eiko Hatanaka. São Paulo, Annablume, 2002. 165p. ISBN 85-74192-39-2
Estudo fundamental sobre o dilema e as tensões que envolveram o longo
e complexo processo de transculturação em curso na sociedade brasileira
envolvendo os japoneses imigrantes.
O QUE ACONTECEU, ACONTECEU, por Jacó
Guinsburg. São Paulo, Ateliê Editorial, 2000. 208p. ilust.
O autor, consagrado ensaísta, mestre, tradutor, editor da Perspectiva
e professor da Universidade de São Paulo, conta a saga dos imigrantes
judeus em seu processo de adaptação no Brasil. Em 28 textos curtos,
apresenta uma diversidade de gêneros que vão do conto curto ao
conto-quase novela.
QUEIROZ DE NORTE A SUL, de Regyna de Queiroz
Gazolla. Caxias do Sul, EDUCS, 2000. 190p.
Escritora gaúcha reconstitui a saga de uma família espanhola,
descendente dos imperadores de Constantinopla, que se fixou no Nordeste do Brasil.
Posteriormente desceram para o Rio Grande do Sul, na serra gaúcha, em
Caxias do Sul.
QUIXOTE NAS TREVAS – O EMBAIXADOR SOUZA DANTAS E OS REFUGIADOS DO NAZISMO, de Fábio Koifman. Rio de Janeiro, Record, 2002. 540p. ilust. ISBN 85-01063-03-7
Inicialmente tese do autor na Universidade Federal do Rio de Janeiro, narra a vida do embaixador brasileiro Luiz Martins de Souza Dantas, que chefiou a delegação brasileira na França durante 20 anos, alguns dos quais passados durante a Segunda Guerra e o Holocausto. Ele desafiou o Terceiro Reich e as orientações da política externa de Getúlio Vargas para ajudar judeus, comunistas e homossexuais vítimas do nazismo que se espalhava pela Europa, ajudando aproximadamente 800 pessoas, dentre as quais 425 judeus.
REGIÃO E NAÇÃO NA AMÉRICA
LATINA, org. de George de Cerqueira Leite Zarur. Brasília, DF, Ed.
da UnB, 2001. 246p.
Antropólogos do Brasil, Venezuela, Colômbia e México discutem
questões comuns, como a identidade étnica, imigrantes e seus descendentes,
grupos indígenas, globalização e regionalização.
A REVOLTA DOS MUCKER, de Janaína
Amado. 2.ed. São Leopoldo, RS, Ed. da Universidade do Vale dos Sinos
(UNISINOS), 2002. 380p. ISBN 85-74310-87-5
Doutora em História pela Universidade de São Paulo e com pós-doutorado
nos USA e Portugal, traz completa pesquisa histórica sobre o importante
movimento messiânico ocorrido na área de colonização
alemã no Rio Grande do Sul, nos municípios de São Leopoldo
e Sapiranga, a partir de 1868, quando os Mucker, liderados por Jacobina Mauer,
desafiaram as regras sociais e morais da época e atraíram contra
si os principais políticos, o exército e a polícia do Rio
Grande do Sul.
RIO CLARO - UMA CIDADE EM TRANSFORMAÇÃO,
de Fábio Alexandre dos Santos. São Paulo, Annablume, 2002. 210p.
ISBN 85-74192-46-5
Relação entre o café, as ferrovias, a imigração
e a urbanização de São Paulo no século 19. Rio Claro,
cidade do interior do estado, foi colonizada por imigrantes de diferentes origens,
muitos deles alemães e foi também importante entroncamento ferroviário,
onde as elites cafeeiras, estrangeiros, figuras de renome e personagens anônimas,
como escravos, libertos, artífices e operários desfilavam nas
ruas do vilarejo que se transmutava em cidade sob o impulso das grandes transformações
do período.
O RIO DE JANEIRO COMO É (1824-1826),
de C. Schichthorst. Rio de Janeiro, Senado Federal, 2000. (Coleção
O Brasil visto por estrangeiros). 326p.
O autor foi oficial do Imperial Exército Brasileiro, tendo deixado sua
Alemanha natal para vir morar no Brasil, esperando um Eldorado que não
encontrou. Mas seu encanto por certos aspectos e hábitos brasileiros
está presente em todo o texto.
SAMOVAR NOS TRÓPICOS – ANTI-SEMITISMO, SIONISMO E IMIGRAÇÃO, de Ivonete Pinto. São Paulo, Artes e Ofícios, 2003. 160p. ISBN 85-74211-01-X
Aborda a temática judaica, utilizando os depoimentos dos imigrantes judeus russos que aportaram no sul do Brasil a partir de 1904. resgatando seu modo de vida, religião, tradições e histórias.
O SOBREVIVENTE; MEMÓRIAS DE UM BRASILEIRO
QUE ESCAPOU EM AUSCHWITZ, de Aleksander Henryk Laks e Toya Sender. Rio de
Janeiro, Record, 2000. 178p. ilust.
Brasileiro naturalizado, atualmente presidente da Associação Brasileira
dos Israelitas Sobreviventes da Perseguição Nazista, relata o
que aconteceu quando esteve confinado no mais temido campo de concentração
nazista.
SOLDADO DESCANSA – UMA EPOPÉIA NORTE-AMERICANA SOB OS CÉUS DO BRASIL, de Judith MacKnight Jones. 2. e definitiva edição. São Paulo, Cromosete, 1999a. 435p. ilust. fotos p/b, grav. mapas. Não tem ISBN
ATENÇÃO: quem já comprou, comprou; quem não comprar agora não compra mais. Última e definitiva edição, pois os originais se perderam. A verdadeira história de uma colonização norte-americana no Brasil, principalmente no estado de São Paulo, escrita pela descendente e historiadora da comunidade Fraternidade Descendência Americana. Ilustrado.
TRAJETÓRIA DE DUAS VIDAS, de José
Yamashiro. São Paulo, Cultura Ed. Assoc, 2001. 470p.
Combinação da autobiografia do imigrante japonês Riutiki
Yamashiro e a de seu filho, o autor.
UM PEQUENO GRANDE MUNDO, de João
Carlos Tedesco. Passo Fundo, RS, Ed, UPF, 2001. 114p. ISBN 85-86010-96-0
Analisa a dinâmica de manutenção, redefinição
e ruptura da estrutura familiar do colono italiano no sul do Brasil. Mostra
os vínculos entre tradição e modernidade expressos na óptica
do trabalho do colono, no seu cotidiano familiar, nas técnicas do lar,
na organização patriarcal e na integração com o
capital industrial.
UMA COLÔNIA NO BRASIL, de Mme. Van Langendonck, trad. de Paula Berinson, introd. de Augusto Meyer. Florianópolis, SC, Mulheres/Ed. UNISC, 2002.
Uma dama com mais de 60 anos, poetisa, deixa sua culta Europa, em 1857e atira-se em um navio de emigrantes para adentrar as selvagens matas do Rio Grande do Sul e ali construir uma nova vida. Resultado: essa narrativa de uma bela aventura, numa época que as mulheres se contentavam com a vida familiar e as de mais de 60 anos ficavam ao pé do fogo costurando e bordando. Suas idéias a respeito da imigração tornam a narrativa bem singular.
UMA MULHER DO SÉCULO PASSADO, de
Ema Hatzky. Florianópolis, UFSC, 2000. 608p.
Memórias de uma imigrante alemã que chegou ao sul do Brasil em
1924 e escreveu, em alemão gótico, a dura vida de seus patrícios
que se estabeleceram no estado de Santa Catarina no início do século
20.
UMA SÃO PAULO ALEMÃ, de Silvia C. L. Siriani. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado, 2003. 327p. ISBN 85-70601-52-2
A autora usou diversas fontes para a pesquisa, como inventários, processos, jornais entre outras, para contar o cotidiano dos imigrantes alemães em São Paulo no início do século 20.
... VIERAM E ENSINARAM: COLÉGO PIRACICABANO, 120 ANOS, por Beatriz Vicentini Elias. Piracicaba, SP, Ed. UNIMEP, 2001. 420p. ilust. Fotos p/b 21x29cm. encadernado com sobrecapa.
ISBN 85-85441-37-7
Piracicaba, cidade no interior do estado de São Paulo, foi o local escolhido para a missão metodista norte-americana, em 1881, implantar uma escola, que passou a oferecer uma alternativa de proposta moderna e avançada em educação e por esse tradicional e afamado Colégio tem passado gerações sucessivas de expoentes de vida estadual e nacional nas artes, política, diplomacia, educação, ciências, etc.
WOLFF KLABIN: A TRAJETÓRIA DE UM PIONEIRO, por Carlos Heitor Cony e Sérgio Lamarão.
Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2002. 205p. ilust. Fotos
Vida e sucesso profissional de um dos empresários mais bem sucedidos que o Brasil já teve. Recheado de curiosidades, a obra ressalta o pioneirismo da família Klabin, bem como a forte personalidade do empresário Wolff. Homem de idéias progressistas, foi graças a ele que o Brasil viu surgir, em 1940, a maior fábrica de papel e celulose da América Latina.