Excluídos Sociais e Perseguidos Políticos
(meninos de rua, loucos, cangaceiros, anarquistas, sem-terra, ladrões, espancados, pobres, etc.)

12 FACES DO PRECONCEITO, org. de Jaime Pinsky. 3.ed. São Paulo, Contexto, 2000. 125p.
Sendo a escola um lugar privilegiado para discutir a questão do preconceito, o livro inicia um trabalho para atenuar sua abordagem, fornecendo material para profissionais e alunos discutirem o assunto na sala de aula.

ABUSADO, de Caco Barcellos.  Rio de Janeiro, Record, 2003.  488p.   ISBN 85-01065-52-X
Famoso repórter da televisão revela, pela primeira vez, os bastidores da formação de uma quadrilha e suas histórias de guerra, morte, prisões , fugas e traições, traçando um retrato histórico da ocupação dos morros pelo Comando Vermelho, principal organização criminosa do Rio de Janeiro.

ABUSO SEXUAL DOMÉSTICO – ATENDIMENTO ÀS VÍTIMAS E RESPONSABILIZAÇÃO DO AGRESSOR, de vários autores.  São Paulo, Cortez, 2002.  100p.  ISBN 85-24908-76-9
O CRAMI/CAMPINAS é uma Organização Não-Governamental na defesa de crianças vítimas de violência doméstica. Seus profissionais, em parceria com a UNICEF, aceitaram publicar o aprendizado que obtiveram ao longo de sua história de atendimento a essas pequenas vítimas do abuso sexual doméstico, como forma de contribuir para fazer valer os direitos dessas crianças e adolescentes.

ADOLESCÊNCIA E TRABALHO, de João César de Freitas Fonseca.  São Paulo, Summus, 2003. 120p.  ISBN 85-32308-35-X
busca entender as reações psicológicas, emocionais e sociais do jovem brasileiro obrigado a trabalhar para sobreviver.

ADORÁVEL COMUNISTA; HISTÓRIA, POLÍTICA, CHARME E CONFIDÊNCIAS DE FERNANDO SANT’ANNA, de Antonio Risério.  Rio de Janeiro, Versal, 2002.  356p.  ISBN 85-89309-01-0
Vida do líder comunista Fernando Sant’Anna, um “camarada” que sempre colocou a camaradagem em primeiro lugar. As principais movimentações políticas no Brasil dos últimos 100 anos. Mais que uma biografia, é uma aula de história e da cultura brasileira.

ANOS TORMENTOSOS – LUIZ CARLOS PRESTES: CORRESPONDÊNCIA DA PRISÃO (1936-1945) – VOLUME 2: org. de Anita Leocádia Prestes e Lygia Prestes.  Rio de Janeiro, Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, 2002.   526p.   ISBN 85-31905-45-9
Mostra as cartas do líder comunista brasileiro preso durante o Estado Novo.

O ANTI-SEMITISMO NA ERA VARGAS, de Maria Luiza Tucci Carneiro. São Paulo, Perspectiva, 2001. 540p. ISBN 85-27302-71-3
Relançamento baseado em pesquisas realizadas no Arquivo Histórico do Itamarary, onde a historiadora aborda a exclusão dos refugiados judeus - em especial - que buscavam escapar do nazismo no Brasil e também dos negros, ciganos e japoneses. Leitura indispensável para se ter idéia do quadro étnico-político idealizado pelos dirigentes do Brasil do Estado Novo, entre 1937 e 1945.

AS ASAS INVISÍVEIS DO PADRE RENZO, de Emiliano José. São Paulo, Casa Amarela, 2002. 432p. ISBN 85-86821-29-2
As visitas e observações do Padre Renzo nas prisões brasileiras foi um exercício de amor e de dor, um mergulho em histórias cheias de sofrimento.

ATLAS DA EXCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL, de Márcio Pochmann e Ricardo Gomes Amorim.  São Paulo, Cortez, 2003. 224p. 17x24cm brochura.  ISBN 85-24909-07-2
Economista, Professor e Pesquisador da UNICAMP mostram nesse Atlas que quase metade dos municípios do país encontra-se em situação de exclusão social. Aqui pode ser visualizado, estado por estado e de forma inédita, que o Brasil mantém 1/3 de sua população esfomeada e em pobreza absoluta, 20% de sua força de trabalho sem ocupação, baixos níveis de escolaridade e num grau de violência tão grande, próximo de uma guerra civil.

ATLAS DA EXCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL – VOLUME 2 : DINÂMICA E MANIFESTAÇÃO TERRITORIAL, org. de André Campos, Márcio Pochmann e outros. São Paulo, Cortez, 2003. 168p. ilust. tab. gráf.  ISBN 85-24909-49-8
Traz os índices de exclusão social, sua evolução social ao longo do tempo, a “velha” e a “nova” exclusão social, mostrando a melhoria dos índices desde 1960, como o analfabetismo e a escolaridade e a piora de outros, a partir de 1980, como o desemprego e a violência.

AUTÓPSIA DO MEDO: VIDA E MORTE DO DELEGADO SÉRGIO PARANHOS FLEURY, de Percival de Souza. Rio de Janeiro, Globo, 2000. 650p. ilust.
O autor, repórter policial, consumiu 10 anos de pesquisa para traçar um retrato fiel do homem que personificou a imagem da truculência no regime militar ditatorial, com fatos, fotos, documentos e bilhetes da vida profissional e pessoal do delegado de polícia que foi considerado o carrasco da repressão. Também é narrado o mundo da luta armada que entre 1969 e 1973 vitimou cerca de 500 pessoas. Fartamente ilustrado. Um best seller.

AVESSOS DO PRAZER: DROGAS, AIDS E DIREITOS HUMANOS, org. por Gilberta Acselrad. Rio de Janeiro, Ed. da Fundação Osvaldo Cruz, 2001. 265p.
A partir da experiência no curso "Drogas e AIDS: questão de direitos humanos", da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a organizadora reuniu estudos de 15 especialistas sobre aspectos sociológicos, jurídicos, toxicológicos, guerra contra drogas e prevenção.

BALCÃO DE DIREITOS; RESOLUÇÕES DE CONFLITOS EM FAVELAS DO RIO DE JANEIRO: imagens e linguagens, de Paulo Jorge Ribeiro e Pedro Strozenberg. Rio de janeiro, Mauad, 2001. 248p.
Avalia algumas faces de um dos projetos promovidos pela sociedade civil brasileira de maior repercussão e penetração social da última década - o Balcão de Direitos, a assistência jurídica às áreas de favelas do Rio de Janeiro, influenciando positivamente na conquista dos direitos individuais e coletivos.

BASTARDOS DO IMPÉRIO, de Maria Adenir Peraro. São Paulo, Contexto, 2001. 304p. ISBN 85-72441-90-5
O que acontecia às crianças que nasciam ilegítimas no Brasil Imperial? Quais os destinos daqueles que vieram ao mundo como filhos de padres, de relações adúlteras ou de amancebamento? Como a sociedade colonial via a mãe solteira, rica ou pobre? Com um importante trabalho de pesquisa, a autora traz à tona um assunto importante e pouco conhecido da História Social Brasileira.

BOCA DO LIXO, de Hiroito de Moraes Joanides. São Paulo, Labortexto, 2003.  258p. ISBN 85-87917-11-0
Lançado em 1970 e somente agora reeditado, esse clássico sobre as histórias da Boca do Lixo, na região central da cidade de São Paulo, evocam um tempo de um “crime style” que desapareceu, bem como todos os seus personagens. O autor, um dos reis da Boca, conta das gangs da prostituição, boêmios, viciados, artistas marginais, etc.

O BRASIL ACOSSADO PELO CRIME, de Luiz Tadeu Viapiana.  Diálogo Editorial, 2002.  254p.
A escalada da criminalidade provoca conseqüências trágicas não apenas porque envolve a perda de vidas humanas, sofrimento psicológico e emocional. Mas também porque introduz na sociedade um elemento permanente de desestabilização nas relações entre as pessoas. O crime destrói o capital social das comunidades. Aqui vai uma análise das causas da criminalidade e procura explicar o aumento da violência.

BRASIL@POVO.COM - A LUTA CONTRA A DESIGUALDADE NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO, de Bernardo Sorj.  Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2003.   180p.    ISBN 85-71107-38-6
Discute o impacto da telefonia, da informática e da Internet na estrutura social e nas relações de poder e analisa a sociedade da informação. Avalia o papel do Estado, das empresas e do terceiro setor na luta contra a exclusão digital, analisando a atuação da VIVA RIO, uma Organização Não-Governamental que se sobressai no combate à desigualdade social.

CAIÇARA DA LADEIRA DO SOL: O ABUSO SEXUAL E A PROSTITUIÇÃO INFANTIL NO BRASIL, de Everaldo Botelho Bezerra. Rio de Janeiro, Razão Cultural, 2001. 268p. ISBN 85-74890-28-6
Denuncia a realidade nua, crua e doída revelando personagens que transitam na estória chocante dessa chaga existente na sociedade brasileira.

CALABOUÇO HUMANO: ESCRAVOS E LIBERTOS EM PORTO ALEGRE (1840-1860), de Valéria Zanetti. Passo Fundo, RS, Ed. UPF, 2002.  255p.  ISBN 85-75151-00-2
Professora universitária e pesquisadora, especializada em escravismo gaúcho, faz estudo sobre o horror e a violência da escravidão urbana da gente de Porto Alegre.

CANTO DOS MALDITOS, de Austregésilo Carrano Bueno. Rio de Janeiro, Rocco, 2001. 204p.
É, ao mesmo tempo, uma grave denúncia a respeito da situação dos hospitais psiquiátricos no Brasil e o relato do próprio autor, ex-interno em alguns desses hospitais como paciente. O livro deu origem ao filme "Bicho de Sete Cabeças", dirigido por Laís Bodansky, com elenco de famosos artistas do cinema e da TV.

CAPÃO PECADO, de Ferréz, com a participação de Mano Brown. 2ª ed. São Paulo, Labortexto, 2000. 175p.
Capão Redondo, periferia da metrópole de São Paulo, é a pobreza, a injustiça, ruas de terra, esgoto correndo a céu aberto, crianças sem roupas e descalças, veículos transportando cadáveres subindo e descendo a toda hora, tráfico de drogas... o inferno! Lugar onde se pode perder a vida num piscar de olhos - o Pecado das periferias!

OS CARECAS DO SUBÚRBIO: CAMINHOS DE UM NOMADISMO MODERNO, de Márcia Regina Costa. São Paulo, Musa, 2000. 239p.
Originalmente tese de doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde a antropóloga analisa os skinheads brasileiros, jovens da periferia de São Paulo, que promovem a violência contra negros, gays, nordestinos e judeus.

A CASA DO DELÍRIO: REPORTAGEM NO MANICÔMIO JUDICIÁRIO DE FRANCO DA ROCHA, de Douglas Tavolaro. São Paulo, SENAC, 2002. 192p. ISBN 85-73592-39-7
O manicômio judiciário da cidade de Franco da Rocha, na metrópole de São Paulo, foi inaugurado em 1933 e continua sendo o maior abrigo de doentes mentais criminosos do Brasil. Foi considerado nos anos 50 um dos mais importantes hospitais-presídio da América Latina, na vanguarda dos estudos psiquiátricos, mas a partir da década de 60 tornou-se um "depósito de loucos". O autor colheu depoimentos e narras fatos impactantes da "rotina" insana desse hospital-prisão.

O CASO DA CHÁCARA CHÃO, por Domingos Pellegrini. Rio de Janeiro, Record, 2000. 333p.
A partir da história de um ex-revolucionário que se envolve numa trama policial, o autor discute o crime, a violência e outros problemas da sociedade brasileira.

O CASO DA FAVELA NAVAL: POLÍCIA CONTRA O POVO. São Paulo, Contexto, 2000. 240p. ilust. fotos.
O promotor de justiça Blatt e o jornalista Saraiva revelam os bastidores do caso que chocou o país, quando membros da Polícia Militar espancam e matam em cenas mostradas pela televisão.

CAUSA MORTIS: HOMOFOBIA; VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS E ASSASSINATO DE HOMOSSEXUAIS NO BRASIL - 2000, de Luiz Mott e Marcelo Cerqueira. Salvador, BA, Ed. Grupo Gay da Bahia, 2001. 166p. ilust. fotos p/b tab. graf. Não tem ISBN
Trata dos principais episódios de ódio contra homossexuais registrados no Brasil no ano 2000, comprovando que a "homofobia" perpassa todos os segmentos da sociedade brasileira, dos mais cultos aos mais ignorantes, chegando mesmo à morte, praticada às vezes com requintes de crueldade.

CENAS REPETITIVAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: UM IMPASSE ENTRE EROS E TANATOS, de Lucélia Braghini. Campinas (SP), Ed. da UNICAMP, 1999. 252p.
Seguindo o que dizia o escritor Nelson Rodrigues, "mulher gosta de apanhar", a autora pesquisou, como psicóloga, durante 12 anos de atendimento na ONG "SOS Ação Mulher e Família" sete clientes vítimas de repetidos espancamento no lar. Originalmente tese de mestrado.

CIDADANIA E EXCLUSÃO: BRASIL 1937-1945, de Adriano Luiz Duarte. Florianópolis, SC, Ed. UFSC, 2000. 341p. ISBN 85-32801-53-6
Discute as experiências sob a ditadura do Estado Novo, bem como as estratégias do poder público que definiam os contornos daquilo que era aceitável e a exclusão do que não estivesse de acordo com o projeto de construção do Estado Nacional. Discussão feita pela ótica dos excluídos que revela o ardil de um projeto que produz a exclusão social no mesmo movimento que nomeia os direitos e a cidadania.

CIDADANIA E EXCLUSÃO: OS MOVIMENTOS SOCIAIS URBANOS E A EXPERIÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO EM PORTO ALEGRE, de Marcelo Kunrath Silva.  Porto Alegre, RS, Ed. UFRGS, 2002.  158p. (Coleção Academia – Humanas).   ISBN 85-70256-51-5
Originalmente Dissertado de Mestrado analisa a construção dos Movimentos Sociais Urbanos, surgidos na década de 80 em muitas cidades do sul do Brasil.

CIDADANIA EM AÇÃO, de Janett Ramirez. Rio de Janeiro, DP&A, 2001. 128p.
Apresenta a Organização-Não-Governamental "Movimento da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e a Vida", num livro destinado a pessoas comprometidas com a formação de agentes populares multiplicadores.

CIDADE CERZIDA: A COSTURA DA CIDADANIA NO MORRO DE SANTA MARTA, por Adair Rocha. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 2000. 142p.
Tomando como base o exemplo da comunidade do morro de Santa Marta, o autor quer quebrar a imagem de que favela é apenas violência, criminalidade, tráfico e drogas, tornando entendível aos leitores os complexos elos entre o morro e o "asfalto", apoiado nos mais de 15 anos de convivência como os moradores dessa favela.

CIDADE DE DEUS – EDIÇÂO REVISTA PELO AUTOR, de Paulo Lins.  São Paulo, Companhia das Letras, 2002.  408p.  ISBN 85-35902-80-5
O romance, que deu origem ao filme, agora em cartaz no Brasil, é escrito por Paulo Lins, que passou sua infância nesse conjunto habitacional.  O autor define o lugar como “neofavela”, na época em que lá viveu. Baseando-se em pesquisas antropológicas que coletou durante 8 anos sobre a criminalidade e as classes populares, ele define um painel sobre as transformações sociais que aconteceram no lugar, desde a pequena criminalidade até o domínio do tráfico de drogas.

COMBATE Á FOME E À POBREZA RURAL, de Walter Belk, José Graziano da Silva e Maya Takagi.  São Paulo, Instituto de Cidadania, 2002. 254p. ISBN 85-88939-01-0
Traz alternativas que esperam contribuir para o debate das alternativas de políticas públicas existentes hoje para combater a fome e garantir a segurança alimentar. Traz também como o Brasil está tratando o problema da fome na última década.

CONVERSANDO EM CASA, org. por Gina Ferreira e Paulo Fonseca. Rio de Janeiro, 7 Letras, 2001. 141p.
Reúne palestras proferidas no lar Abrigado do Pinel, mais conhecido como Casa Paulo Barreto 70, a primeira residência destinada a pacientes psiquiátricos no Rio de Janeiro. Entre os palestrantes estão Leonardo Boff e Jurandir Freire Costa.

COPAS DO MUNDO DE 1930 a 2002, pelo Departamento de Pesquisa da Universidade Estácio de Sá.  Rio de Janeiro, Ed. Rio/Ed. da UES, 2002.  288p. ilust. fotos e documentação   32 x 40cm.  ISBN 85.85-75790-06-4
História ilustrada de todas as 17 Copas do Mundo de Futebol já realizadas, de 1930 a 2002. A recente conquista do Pentacampeonato pelo Brasil apenas coroou o Departamento de Pesquisa da Universidade Estácio de Sá para poder oferecer essa obra multidisciplinar que vai da história ao esporte.

CORAÇÕES VERMELHOS – OS COMUNISTAS BRASILEIROS NO SÉCULO XX, org. de Antonio Carlos Mazzeo e Maria Izabel Lagoa.  São Paulo, Cortez, 2003.  312p.    ISBN 85-24909-41-2
Livro resultante do Seminário “80 Anos do Movimento Comunista no Brasil”, realizado em maio de 2002 na Universidade Estadual Paulista (UNESP).

CORAÇÕES SUJOS, por Fernando Morais. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 351p. ilust.
O autor, um "gaijin" (estrangeiro) toca em uma ferida da comunidade japonesa: a sociedade secreta Shindo-Renmei (Liga dos Seguidores do Império), uma espécie de Gestapo Nipônica. Formada em 1944 por imigrantes japoneses residentes no Brasil que não acreditavam que o Japão pudesse ter perdido a guerra, cometeu mais de 100 atentados contra seus próprios patrícios, matando 231 pessoas e ferindo outras 147, entre 1947 e 1948. Essa não foi a única associação nacionalista japonesa no Brasil, mas sim a fusão de vários grupos aqui surgidos durante a II Guerra Mundial.

AS CORES DE ACARI, de Marcos Alvito. Rio e Janeiro, Ed. da FGV, 2001. 340p.
Acari é uma das favelas que as autoridades do Rio de Janeiro consideram de alta periculosidade. Aqui estão as histórias dos anônimos que ali vivem.

CRIANÇAS DO TRÁFICO - UM ESTUDO DE CASO DE CRIANÇAS EM VIOLÊNCIA ARMADA, de Luke Dowdney. Rio de Janeiro, 7 Letras, 2003.  270p.    ISBN 85-75770-20-9
Estudo feito pelo autor, baseado em trabalho de campo sobre crianças e adolescentes envolvidos em confrontos armados nas favelas do Rio de Janeiro, pesquisando as causas, os dados em torno dessa realidade e relação dessas crianças – que são chamadas de “crianças-soldados” – com o tráfico de drogas nas favelas do Rio.

CRIANÇAS E ADOLESCENTES NAS RUAS DE SÃO PAULO, de Isabel da Cunha Frontana. Rio de Janeiro, Loyola, 1999. 284p. (Coleção Teses). ISBN 85-15019-64-7
O livro privilegia um momento específico e particularmente importante da história do Brasil - o período em que o país se encontrou sob o regime militar (1964-1985), enfocando a cidade de São Paulo, buscando resgata o modo de inserção social do segmento específico da infância, em face das particularidades que envolvem a questão do "menor de idade" no âmbito complexo de uma metrópole.

CRIME E CASTIGO: REFLEXÕES POLITICAMENTE INCORRETAS, de Ricardo Dip e Volney Corrêa Leite de Moraes Junior. Rio de Janeiro, Millennium, 2002. 292p. encadernado. ISBN 85-86833-48-7
Na região da Grande São Paulo cerca de 1.200 roubos são cometidos diariamente e somente cerca de 300 são registrados na polícia. Para os criminosos isso é um incentivo á pratica delitiva. O que levou a essa situação foi a adoção de uma política criminal laxista, que prega que a culpa dos crimes não é do criminoso, é da sociedade. Os autores acham-se na vanguarda de uma reconstrução desse pensamento, argumentando que o que levou o Brasil à mais tenebrosa insegurança pública de sua história foi esse pensamento politicamente correto.

O CRIME ORGANIZADO, de César Corrêa Borges.  São Paulo, Ed. UNESP, 2002.  102p. ISBN 85-71394-02-4
O autor, Promotor de Justiça, quer provar que o crime organizado é altamente complexo e que seu combate exige uma bem articulada política de ações e de instrumentos de contra-ataque. Raio-X de organizações criminosas no Brasil e no mundo. Contribuição para o debate do fenômeno do crime organizado, para que se possa levar a cabo uma eficiente soma de elementos jurídicos, executivos e legislativos que auxiliem a comunidade no seu combate, inspirada no modelo italiano da “operação mãos limpas”.

CULTURA NEGRA E DOMINAÇÃO, de Wilson do Nascimento Barbosa.  São Leopoldo, Rs, Ed. UNISINOS, 2002.  132p.  ISBN 85-74311-27-8
Fala sobre as disposições estruturais e as práticas institucionais que provoca a desigualdade racial em nosso país.

DA FAVELA PARA O MUNDO, de José Junior.  Rio de Janeiro, Aeroplano, 2003.  111p. ilust. fotos.  Edição de luxo.  ISBN 85-86579-46-7
Com financiamento da Ford Foundation, conta os 100 anos do grupo Afro-Reggae, jovens pobres da periferia, sem perspectivas na vida, que tinham em comum o gosto por músicas afro. Hoje o Grupo é uma gigantesca Organização Não-Governamental que faz extenso trabalho sociocultural, constando de vários grupos musicais, de circo, teatro, coral e dança, bem como forte trabalho nas comunidades carentes.

DA INSUREIÇÃO ARMADA (1935) À UNIÃO NACIONAL (1938-1945): A VIRADA TÁTICA NA POLÍTICA DO PCB, de Anita Leocádia Prestes. São Paulo, Paz e Terra, 2001. 120p.
A autora, professora de História na Universidade Federal do Rio de Janeiro, é filha de Luis Carlos Prestes e Olga Benário, dá continuidade ao trabalho de pesquisa de mais de 10 anos e explica, no novo livro, o surgimento da consciência que tinha sido plantada pelos comunistas, democratas e seus aliados, quando a Aliança Nacional Libertadora nacional (ANL) chegou a ter 100.000 membros. Fala sobre sua infância no exterior e ao lado do pai e analisa documentos que contam a história do PCB.

DA RUA PARA A CIDADANIA: FUNDAÇÃO PROJETO TRAVESSIA, de Maria Izabel Calil. São Paulo, Publisher Brasil, 2001. 102p. ISBN 85-85938-25-0
O livro retrata a trajetória dos 5 anos de existência do Projeto Travessia, uma Organização Não-Governamental (ONG) que reúne empresários e sindicalistas para cuidarem de crianças carentes.

DEMOCRACIA, VIOLÊNCIA E INJUSTIÇA, por Juan Méndez, Guillermo O'Donnel e Paulo Sérgio Pinheiro. São Paulo, Paz e Terra, 2000. 392p.
Estudos que abordam desde o arbítrio policial até a discriminação racial na América Latina.

DEMOGRAFIA DA EXCLUSÃO SOCIAL, org. de Maria Coleta Oliveira. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP, 2001. 190p. ISBN 85-26805-46-0
Resultado de discussões ocorridas durante o Seminário Internacional sobre Demografia e Exclusão Social realizado e organizado pelo Núcleo de Estudos de População da UNICAMP, em 1997. O objetivo do Seminário foi explorar as interfaces entre a demografia e outras ciências sociais no estudo das novas formas de exclusão social contemporâneas.

DESCALÇO SOBRE A TERRA VERMELHA, por Francesc Escribano. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP, 2000. 151p.
Biografia romanceada dos 30 anos de atuação do bispo espanhol Dom Pedro Casaldáliga, no Brasil, que chegou em São Félix do Araguaia, estado de mato Grosso, em 1968. Uma das mais importantes figuras combativas em prol dos pobres, desvalidos e daqueles que sofrem pela inexistência de justiça social.

A DERRADEIRA GESTA: LAMPIÃO E NAZARENOS GUERREANDO NO SERTÃO, por Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros. Rio de Janeiro, Mauad/FAPERJ, 2000. 364p.
Autora, em permanente desafio no entendimento do cangaço, coloca em debate antigas e novas formulações sobre o tema. Analisa a história de uma vila no sertão nordestino - Nazaré, que se bateu contra o cangaceiro Lampião e seu bando durante 19 anos.

DESAFIO METROPOLITANO: UM ESTUDO SOBRE A PROBLEMÁTICA SÓCIO-ESPACIAL DAS METRÓPOLES BRASILEIRAS, por Marcelo Lopes de Souza. Rio de Janeiro, Bertrand do Brasil, 2000. 368p.
Escrito para geógrafos, arquitetos, urbanistas e sociólogos, entre outros especialistas da área. Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Recife são estudadas quanto a violência, tráfico de drogas, conflitos sócio-ambientais, crise dos movimentos sociais urbanos e a ingovernabilidade urbana.

DEUS É GRANDE, O MATO É MAIOR; TRABALHO E RESISTÊNCIA ESCRAVA NO RIO GRANDE DO SUL, de Mário Maestri.  Passo Fundo, Ed. UPF, 2002.  ISBN 85-75150-78-2
O autor é pós-graduado na Université de Louvain, Bélgica e reuniu textos sobre o tema, publicados em revistas de difícil acesso, que tratam do trabalho escravizado como eixo essencial da antiga formação social sulina e como descendente sociológico direto do trabalho sul-rio-grandense moderno.

DIÁRIO DE UM DETENTO: O LIVRO, de Jocenir. São Paulo, Labortexto, 2001. 184p.
No final de 1994 o autor foi preso em meio de uma situação obscura e confusa e conheceu a massa carcerária de uma cadeia pública. De sensibilidade aguda, cada página que compõe o livro não denuncia ninguém, mas sim desabafa e compartilha uma experiência.

DIOGUINHO – O MATADOR DE PUNHOS DE RENDA, de João Garcia Duarte Neto. São Paulo, Casa Amarela, 2002. 325p.    ISBN 85-86821-18-7
Diogo da Rocha Figueira, o Dioguinho, foi afamado bandido que aterrorizou a região da Mogiana, a nordeste do estado de São Paulo, no final do século 19. Sanguinário, ficou conhecido como o Robin Hood caipira, pois roubava dos ricos para dar aos pobres. O autor mergulha fundo no Brasil da época; a conquista dos sertões paulistas, o ciclo do café, a imigração italiana, o comércio do gado, o linguajar típico dos habitantes daquela região, a chegada da estrada de ferro num período em que o Brasil monarquista cedia lugar ao republicano. E aborda um ponto desconhecido: a opção sexual do bandoleiro, que era “gay”.

ENJAULADO - O AMARGO RELATO DE UM CONDENADO PELO SISTEMA PENAL, de Pedro Negrini. Rio de Janeiro, Gryphus, 2002. 170p. ISBN 85-75100-27-0
Advogado criminalista mostra que as prisões do Brasil, da maneira como hoje são administradas, não reeducam criminosos, sendo meros depósitos de bandidos regidos pelas próprias regras, confinados em jaulas, onde se brutalizam e aperfeiçoam as práticas criminosas. Descreve as experiências de um presidiário, Rogério Aparecido, um homem que passou de trabalhador para marginal e que durante 6 anos cumpriu pena em penitenciárias paulistas.

O ESPÍRITO DA REVOLTA: A GREVE GERAL ANARQUISTA DE 1917, de Christina Roquette Lopreato. São Paulo, Annablume, 2001. 236p.
Em 1917 São Paulo testemunhou uma greve que parou todas as atividades comercial e industrial da cidade por 3 dias, organizada pelos militantes anarquistas. A autora recupera esse episódio marcante da história paulista, mostrando a repressão do governo, a cobertura da imprensa e as influências anarquistas sobre a greve.

ESTAÇÃO CARANDIRU, de Dráusio Varela. São Paulo, Companhia das Letras, 1999. 302p.
Um relato de famoso médico infectologista em sua experiência de 10 anos como voluntário, no projeto de prevenção à AIDS, no maior presídio de São Paulo.

OS EXCLUIDOS DO REINO: A INQUISIÇÃO PORTUGUESA E O DEGREDO PARA O BRASIL COLÔNIA, de Geraldo Pieroni. Brasília, DF, Ed. da UnB: São Paulo, Imprensa Oficial do estado, 2000. 310p. ilust.
Fundamental para o estudo do degredo e melhor entendimento da atuação da Inquisição no mundo luso-brasileiro. Pesquisa documental e ilustrações.

A FALTA QUE FAZ UM GOL: COPA DE 1982 – O OUTRO LADO DA DERROTA, de Jéferson de Andrade.  Belo Horizonte, Página Aberta, 2002.  112p.   Não tem ISBN
Fala das histórias acontecidas na derrota do Brasil para a Itália na Copa do Mundo de Futebol de 1982, em revelações inéditas do autor.

A FAMÍLIA EM DESORDEM, de Elizabeth Roudinesco.  Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2003. 200p.  ISBN 85-71107-00-9
Famílias lideradas por mulheres, homossexuais que se casam e adotam filhos, delinqüência juvenil, etc, apontam as grandes transformações que vêm ocorrendo na família ocidental. A autora analisa a desordem familiar, o segredo que há por trás desses problemas e o futuro dessa instituição.

FAVELAS E CORTIÇOS - ANÁLISE DE UMA EXPERIÊNCIA., de Antonio Cláudio Moreira Lima. São Paulo, FUPAM, 2001. ISBN 85-88126-01-X
Resultado de estudo que leva a refletir sobre a realidade total da metrópole paulistana, tanto aquela que integra o seu cotidiano, como a que produz distintas formas de morar na cidade, onde metade da população mora de forma irregular.

A FAVELA FALA, org. de Dulce Chaves Pandolfi e Mário Grynspan.  Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2003.  364p. ilust.   ISBN 85-2250-43-X
Os organizadores, pesquisadores do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, ouviram 12 líderes comunitários de favelas do Rio de Janeiro, como a Rocinha, Maré, Santa Marta, Morro da Formiga, que revelam um universo desconhecido de muitos. Mostram as diferenças internas, a multiplicidade de iniciativas, a intensa vida social e política nessas comunidades separadas do resto da cidade pelo preconceito.

FILHAS DO MUNDO: INFRAÇÃO JUVENIL FEMININA NO RIO DE JANEIRO, de Simone Gonçalves de Assis e Patrícia Constantino. Rio de Janeiro, Ed. da Fundação Oswaldo Cruz, 2002. 284p. ISBN 85-75410-02-4
Visa explicar o que há no universo das jovens infratoras internadas em instituições para cumprimento de medidas sócio-educativas no Rio de Janeiro, os motivos que levam as jovens ao crime, entrevistas com as jovens e com suas mães, etc. Mostra a violência nas mais variadas formas de manifestação.

FLOR DE ROMANCES TRÁGICOS, de Luís da Câmara Cascudo. Natal, Univ. Fed. Do Rio Grande do Norte, 2000. (Coleção Nordestina). 170p.
Poemas que abordam a vida de cangaceiros do Nordeste entre 1710 e 1950, em 17 capítulos independentes, passeando da cultura popular à erudita.

FRAGMENTOS DE UMA REALIDADE DESCOBERTA, de Wilson Hilário Borges. São Paulo, Germinal, 2001. 402p.
Poemas sobre personagens encontradas nas ruas da cidade de São Paulo.

A FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE: O PAPEL DO JUDICIÁRIO DIANTE DAS INVASÕES DE TERRAS, de Ivan Chemeris.  São Leopoldo, RS, Ed. UNISINOS, 2002.  142p.  ISBN 85-74311-12-X
Juiz de Direito aposentado e Mestre em Direito defende que a propriedade é um direito fundamental do cidadão e indaga se essa função é ou não é observada pela coletividade. Examina o caso concreto da invasão de uma fazenda pelo Movimento dos Sem Terra (MST) em que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul assegurou a permanência dos invasores na área ocupada.

FUTEBOL x MÚSICA; MINHA HISTÓRIA E SEUS DETALHES, de Augusto Vieira de Oliveira (Tite).  Campos de Goitacazes, RJ, GRAFISA, 2002.   230p.    Não tem ISBN
Trajetória de um ex-jogador de futebol – jogou no Santos Futebol Clube – e também cantor.

A GARGANTA DAS COISAS, de Regina Dalcastagné. Brasília, DF, UnB/Imprensa Oficial, 2000. 288p.
Doutora em Teoria Literária promove uma reflexão do romance "Avalovara", de Osman Lins.

GLOBALIZAÇÃO NEOLIBERAL E EXCLUSÃO SOCIAL, de Adriano Sella. São Paulo, Paulus, 2001. 148p. ISBN 85-34919-13-5
O autor, teólogo, missionário e militante pelos direitos humanos faz uma proposta para uma sociedade neo-solidária, tentando sistematizar e fundamentar a problemática social com alternativas possíveis para se construir uma sociedade mais justa.

GROGOTÓ, de Evandro Affonso Ferreira. São Paulo, Topbooks, 2000. 120p.
Pequenos contos insólitos em torno das mazelas que rondam becos, bares, prisões e ruas sujas de São Paulo.

OS GUERREIROS DO CAMPO, de Deonísio Silva. São Paulo, Mandarim, 2000. 192p.
Todos os ingredientes da ficção sedutora estão nessa obra, com os temas do momento: reforma agrária, herança católica, os sem-terra, políticos e escritores em evidência, em linguagem livre e solta.

HERANÇA DE UM SONHO: AS MEMÓRIAS DE UM COMUNISTA, de Marco Antonio Tavares Coelho. Rio de Janeiro, Record, 2000. 528p. Glosario, índice, ilust.
História pessoal e política de uma vida marcada pela dedicação á luta por um mundo melhor, em funções legais ou clandestinas.

HOMENS PARTIDOS: COMUNISTAS E SINDICATOS NO BRASIL, de Marco Aurélio Santana. São Paulo, Boitempo, 2001. 311p.
Conta a história do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e sua atuação durante o regime militar ditatorial, discutindo também o dilema das relações do partido com o movimento sindical. Comentados também o declínio do partido a partir de 1980, a atuação do Partidos dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A INCLUSÃO DO NEGRO; UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA, de Aluísio Pimenta. 2.ed. Brasília, DF, Instituto Teotônio Vilela, 2003.  60p.  Não tem ISBN
Mostra que também existe, entre os brasileiros, a “discriminação passiva”.

INCESTO, UM FENÔMENO ARQUETÍPICO, de Regina Bíscaro.  São Paulo, Zouk, 2003.  105p.    ISBN 85-88840-12-X
A autora reformula do conceito de incesto e revê a conotação de monstruoso que o tema carrega, qualificando o incesto como um fenômeno arquetípico.

O INCRÍVEL MENEGHETTI, de Paulo José da Costa Junior. São Paulo, Jurídica Brasileira, 2001. 190p. ilust. fotos. ISBN 85-75380-05-2
Outra biografia de famoso ladrão, o imigrante italiano Gino Amleto Meneghetti, que aterrorizou a cidade de São Paulo na primeira metade do século 20. Aqui vão desvendadas as múltiplas e contraditórias facetas do romântico e sedutor personagem, um autêntico anarquista proudhoniano, desde as pescarias que fazia com seu avô, os pequenos furtos, até sua ousadia e seus golpes de mestre, contando também muito do cotidiano da cidade no início do século.

INFERNO, de Patrícia Melo. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 376p.
Romance sobre a vida de um garoto que se torna líder do tráfico de drogas em um morro carioca, vivendo cercado de traficantes de bom coração... mas que foram levados ao crime pelas adversidades da vida. Simultaneamente retrata o ambiente caótico e violento das favelas.

INSEGURANÇA PÚBLICA: REFLEXÕES SOBRE A CRIMINALIDADE E A VIOLÊNCIA URBANAS, org. de Nilson Vieira Oliveira.  Rio de Janeiro, Nova Alexandria, 2002.  250p. ISBN 85-74920-72-X
12 especialistas, pesquisadores, jornalistas e policiais se reúnem para discutir um dos mais graves transtornos dos centros urbanos. Com base em estatísticas e entrevistas, eles focalizam a história da violência, os homicídios, o tráfico de drogas, a criminalidade infantil e a atuação da polícia, para evidenciar o cenário dramático da criminalidade e buscar estratégias eficazes de enfrentamento.

OS INSTRANGEIROS, de Cristovam Buarque. Rio de Janeiro, Garamond, 2002. 190p. ISBN 85-86435-73-2
O título "instrangeiros" remete ao tema, que é a imensa massa de excluídos que a chamada globalização cria e multiplica. No pensamento do autor, ex-Reitor da Universidade de Brasília, a exclusão não é apenas um problema econômico, mas também uma questão ética e tenta explicar, pela econômica e política o processo de construção das desigualdades sociais no Brasil.

INVENTÁRIO DEOPS-SHINDO-RENMEI, por Rogério Dezem. São Paulo, Imprensa Oficial, 2000. 300p. ilust.
A partir de um "racha" na colônia de 200.000 imigrantes nipônicos no Brasil na época da Segunda Guerra Mundial, os "kachigumi" (japoneses que acreditavam na vitória do Japão) assassinaram e mataram seus patrícios "makegumi"(os que sabiam da derrota). Com sede na cidade de São Paulo, a sociedade Shindô-Renmei, uma espécie de Ku-Klux-Klan oriental, teve sede na cidade de São Paulo, com filiais no Peru e no México, porém sem registro de atentados nesses países. Depois dos assassinatos, o Departamento de Ordem Política e Social (DEOPS) prendeu 30 mil suspeitos, condenando 289 e expulsando 80.

INVENTÁRIO DEOPS - MÓDULO II - OS ESTUDANTES : OS SUBVERSIVOS DAS ARCADAS, de Maria Luiza Tucci Carneiro e Viviane Teresinha dos Santos. São Paulo, Arquivo do Estado/Imprensa Oficial do Estado, 2001. 174p.
Tema pouco estudado pela historiografia brasileira: o movimento estudantil durante o Estado Novo (1937-45), com ênfase à atuação dos alunos da Faculdade de Direito de São Paulo, as Arcadas, onde houve resistência à ditadura Vargas. Pesquisa que tem por base documentos do Arquivo do Estado, acervo Departamento de Ordem Política e Social (DEOPS).

INVENTÁRIO DEOPS - MÓDULO IV - ESPANHÓIS, de Ismara Izepe de Souza. São Paulo, Arquivo de Estado/Imprensa Oficial do Estado, 2001. 186p. ISBN 85-86726-31-1
Analisa a orientação da polícia paulista para tratar das questões ligadas à Guerra Civil Espanhola, nos anos 30 do século passado, tratando também dos brasileiros ou estrangeiros aqui residentes, que se engajaram na luta em defesa da república espanhola.

INVENTÁRIO DEOPS - MÓDULO VI - COMUNISTAS - O PORTO VERMELHO - A MARÉ REVOLUCIONÁRIA (1930-1951), de Rodrigo Rodrigues Tavares. São Paulo, Arquivo do Estado / Imprensa Oficial do Estado, 2001. 190p. ISBN 85-86726-33-8
Santos, cidade litorânea e portuária do estado de São Paulo, ficou conhecida durante a ditadura do Estado Novo como "Moscowzinha", "Cidade Vermelha", "Cidade de Prestes" e "Porto Vermelho", dada a combatividade dos trabalhadores portuários e uma intensa atividade do seu clandestino Partido Comunista. Aqui temos o resgate das informações recolhidas das fichas da polícia política nesse período.

INVENTÁRIO DEOPS - Módulo VI - COMUNISTAS, BOLCHEVISMO E JUDAÍSMO, org. de Maria Luíza Tucci Carneiro. São Paulo, Arquivo do Estado/Imprensa Oficial do Estado, 2001. 202p. ISBN 85-86726-32-X
Aqui estão mostrados os documentos guardados nos arquivos do Departamento de Ordem Política e Social (DEOPS) oriundos da investigação sobre o anti-semitismo que chegou a medrar no Brasil durante a Era Vargas, quando se restringiu a entrada no país de judeus refugiados do nazismo que dominava a Europa. Para tal, em parte, criou-se o mito do complô judaico-comunista.

INVENTÁRIO DEOPS - MODULO VI - COMUNISTAS - CULTURA AMORDAÇADA: INTELECTUAIS E MÚSICOS SOB A VIGILÃNCIA DO DEOPS, de Álvaro Gonçalves Antunes Andreucci e Valéria Garcia de Oliveira. São Paulo, Arquivo do Estado/IMESP, 2002. 200p. ISBN 85-86726-32-X
Registra a severa vigilância exercida pela polícia política sobre os intelectuais, caindo, na maior parte das vezes, no ridículo. Pintores como Tarsila do Amaral e Lasar Segall são tidos como "perigosos comunistas" e Monteiro Lobato, além de ir para o cárcere, teve apreendido seu livro infantil "Peter Pan". Além da violência, a ignorância iria se repetir 40 anos mais tarde, na ditadura militar dos anos 60-70.

INVENTÁRIO DEOPS-MÓDULO VIII – GEOPOLÍTICA DO CONTROLE: NA BOCA DO SERTÃO; O PERIGO POLÍTICO NO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO (1930-1945), de Beatriz de Miranda Brusantin , org. de Maria Luiza Tucci Carneiro.  São Paulo, Arquivo do Estado/IMESP, 2003.  224p.  ISBN 85-86726-48-6
Minuciosa informação sobre a vigilância e a ação repressiva exercidas nesse período contra os movimentos políticos no interior de São Paulo.  São visados, principalmente, comunistas, estrangeiros (alemães, italianos, japoneses, espanhóis) e os integralistas. Estudo abrangente sobre a atuação da polícia política que marcou o governo de Getúlio Vargas, no período em que ocorreu a Segunda Guerra Mundial.

JOAQUIM FIRMINO, O MÁRTIR DA ABOLIÇÃO, de Jácomo Mandato. Campinas, SP, Ed. do Autor, 2001. 158p.
Autor reconstitui o assassinato do líder abolicionista Joaquim Firmino, ocorrido em fevereiro de 1888 e cometido por fazendeiros escravocratas.


JOVENS EM CONFLITO COM A LEI, org. por Leila Maria Torraca de Brito. Rio de Janeiro, Ed. da UERJ, 2001p.
Reúne artigos dos participantes do Projeto Pró-Adolescente, resultado de um convênio entre a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual do Estado e Justiça do Rio de Janeiro e o Ministério da Justiça.

O LENDÁRIO MENEGHETTI: IMPRENSA, MEMÓRIA E PODER. São Paulo, Annablume, 2001. 272p.
Amleto Meneghetti, italiano que chegou ao Brasil em 1913, foi considerado o maior ladrão de todos os tempos. Era temido e admirado ao mesmo tempo. Preso inúmeras vezes, dizia ter um impulso incontrolável de roubar e fez isso até sua morte, em 1976. Irreverente mesmo durante seus julgamentos, suas declarações á imprensa faziam com que parte da população o apoiasse. A autora mostra também como a sociedade paulista enfrentou esse e outros problemas ocasionados pelo crescimento acelerado da metrópole.

LETRAS DE LIBERDADE, de vários autores. São Paulo, WB Ed., 2001p. 200p.
Traz textos de 15 prisioneiros, acompanhados de ilustrações dos próprios e comentários de escritores e jornalistas como Ruy Castro, Antônio Torres e Marcelo Rezende.

LIVROS PROIBIDOS, IDÉIAS MALDITAS: O DEOPS E AS MINORIAS SILENCIADAS, de Maria Luiza Tucci Carneiro. 2.ed. São Paulo, Estação Liberdade, 2002. 110p. ISBN 85-85865-79-2
Histórico acerca da censura ao livro no Brasil. Possibilita ao historiador reconstruir parte do submundo onde circulavam as obras clandestinas e identificar as editoras, livreiros e ativistas políticos responsáveis pela circulação dessas obras.

MÃES ABANDONADAS: A ENTREGA DE UM FILHO EM ADOÇÃO, de Maria Antonieta Pisano Motta. São Paulo, Cortez, 2001. 287p. ISBN 85-24908-15-7
Traz um novo enfoque em relação a essas mulheres que, em circunstâncias tão adversas, verdadeiramente desestruturadas, foram capazes de lutar para preservar a vida e a esperança.

O MAL QUE SE ADIVINHA: POLÍCIA E MENORIDADE NO RIO DE JANEIRO (1910-1920), de Adriana de Rezende B. Vianna. Rio de Janeiro, Arquivo Nacional, 1999. 210p.
A delinqüência juvenil já fazia parte do cotidiano policial e jurídico do Rio de Janeiro antigo, conforme pesquisou a antropóloga do Arquivo Nacional.

MALANDROS: NOTÍCIAS DE UM SUBMUNDO DISTANTE, de Luiz Noronha. Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 2003.  140p.  ISBN 85-73163-24-0
O autor viaja pelas histórias do mais conhecido arquético carioca. Percorre os caminhos de personagens que só poderiam ter surgido em uma cidade e ebulição cultural, política e social como o Rio de Janeiro na virada do século 19 para o século 20, desde sempre marcada pela exclusão.

A MARCHA NACIONAL DOS SEM-TERRA, de Christine de Alencar Chaves. Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 2001. 446p.
Estudo sobre a marcha ocorrida de fevereiro a abril de 1997, mostrando a consolidação de um novo sujeito político no país.

MARÉ, VIDA NA FAVELA, de Paola Berenstein Jacques e outros.  Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2002.  130p. ilust. fotos.  ISBN 85-87220-57-8
O complexo da Favela da Maré, no Rio de Janeiro, é composto por 16 comunidades onde habitam mais de 130.000 moradores que são obrigadas a conviver com duas perigosíssimas facções criminosas. O livro retrata os hábitos e o cotidiano dos moradores da Maré, destacando seus ritos de passagens da infância para a adolescência, a descoberta da sexualidade, gravidez, tráfico de drogas, etc. Traz um conjunto de imagens  que funcionam como “flips”, que podem ser visualizadas folheando as páginas do livro rapidamente.

AS MÁSCARAS DO MEDO: LEPRA E AIDS, por Italo Tronca. Campinas, SP, Ed. da UNICAMP, 2000. 157p.
Trabalho de pesquisa sobre o aparecimento das duas enfermidades, num trabalho historiográfico que toca, com ousadia, destreza e sensibilidade, num tema tão delicado como o dessas doenças.

MEDIAÇÃO DE CONFLITOS – PREVENINDO E PACIFICANDO A VIOLÊNCIA, de Malvina E. Nuszkat.  São Paulo, Summus, 2003.  256p.  ISBN 85-32308-33-3
Experiências vividas pelo Pró-Mulher Família e Cidadania deram origem a este livro. Essa instituição busca resgatar a integridade emocional e social das partes em conflito.

MEDICALIZAÇÃO DA SAÚDE E EXCLUSÃO SOCIAL, de Mariza Romero.  São Paulo, Cortez, 2002.  184p.  ISBN 85-74601-13-6
Aqui é estudado o controle social em suas ramificações e conseqüências sociais avassaladoras, resultando em práticas de discriminação, exclusão e mesmo de extinção social.

MEMÓRIAS DE UM RATO DE HOTEL, por Dr. Antonio. Rio de Janeiro, Dantes, 2000. 300p.
Memórias de Arthur Antunes Maciel, vulgo Dr. Antonio, ladrão pioneiro na categoria "rato de hotel", criada no final do século 19. Reedição da única publicação feita em l9l2. Alguns bibliógrafos afirmam ser de João do Rio (pseudônimo de Paulo Barreto) a autoria das histórias.

MEMÓRIAS DE UM SOBREVIVENTE, de Luiz Alberto Mendes. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 480p.
O autor tornou-se um criminoso nas ruas de São Paulo. Condenado a 28 anos de prisão, completou suas memórias quando cumpria o último ano de sua pena. Com talento e emoção, ele oferece o testemunho de seu percurso e busca compreender a violência, o encarceramento e a dor.

MEMÓRIAS DE UMA BOLA DE FUTEBOL, de Renato Pompeu.  São Paulo, Escrituras, 2002.  80p.   ISBN 85-75310-40-2
Traz apontamentos inéditos para os estudiosos do futebol e das ciências sociais, contando sobre os 100 anos da Associação Atlética Ponte Preta (o clube mais antigo do Brasil) e outros relatos, como a história do futebol no Brasil.

MENINOS DO MANGUE, de Roger Mello. São Paulo, Companhia das Letras, 2001. 72p.
Narrativas inspiradas nos mangues, onde vivem caranguejos, siris e muita gente de uma população que vive da venda desses crustáceos e sobrevive da biologia desses ecossistemas. Um apêndice discute a importância ecológica, social e cultural dos mangues brasileiros.

OS MENINOS E A RUA, de Tânia Ferreira. Belo Horizonte, MG, Faculdade de Ciências Humanas da Fundação Mineira de Educação e Cultura/Autêntica, 2001. 130p. ISBN 85-75260-14-6
Aborda a inclusão de crianças e adolescentes "de rua" no processo de cidadania.

MENINOS E MENINAS EM SITUAÇÃO DE RUA – POLÍTICAS INTEGRADAS PARA GARANTIA DE DIREITO, de Paica-Rua.  São Paulo, Cortez, 2002.  128p.
Estudo de crianças e adolescentes que vivem nas ruas como deve ser o seu atendimento.

MEU CARO H, de Samir Thomaz. São Paulo, Ática, 2001. 296p.
Funcionário de uma grande editora e escritor, é um HIV positivo, ou seja, um aidético. Empregado dedicado, pai exemplar, marido atencioso e escritor diletante, está com o vírus da AIDS, com os dias contados e esse novo livro na praça, relatando justamente sua nova experiência.

MEU CASACO DE GENERAL: 500 DIAS NO FRONT DA SEGURANÇA PÚBLICA NO RIO DE JANEIRO, de Luiz Eduardo Soares. São Paulo, Companhia das Letras, 2000. 476p.
Depoimento de antropólogo sobre armadilhas da política e armas invisíveis da polícia, a tirania do tráfico de drogas e armas e a ineficiência do poder público no combate ao crime, pelo autor que durante 500 dias atuou no "front" da Secretaria de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro. Best seller.

AS MIGALHAS E A FOME, de Maria Carpi. Petrópolis, Vozes, 2001p. 166p.
Escritora gaúcha promove reflexão poética sobre a exclusão social e os desafios da condição humana, com temas sobre a reforma agrária, má distribuição de renda, minorias, etc.

A MISÉRIA BRASILEIRA: 1964-1994 - DO GOLPE MILITAR À CRISE SOCIAL, de José Chasin. Santo André, SP, Ad Hominen, 2000. 490p.
Reúne artigos extensos sobre a vida nacional que analisa o período compreendido entre o golpe militar de 64 e o Plano Real, com temas que vão da economia à política, do perfil ideológico da burguesia brasileira ao fracasso das esquerdas no âmbito prático e ideológico.

NARCODITADURA, de Percival de Souza.  São Paulo, Labortexto, 2002.  272p. ISBN 85-87917-10-2
Famoso jornalista policial sai a procura da verdade no caso da morte do também jornalista Tim Lopes, assassinado por bandidos de uma favela carioca. Transcende a reportagem policial dando uma obra que revela os desvãos da criminalidade, da Justiça e da polícia.

NEGROS NA UNIVERSIDADE – IDENTIDADE E TRAJETÓRIAS DE ASCENSÃO SOCIAL NO RIO DE JANEIRO, de Moema de Poli Teixeira. Rio de Janeiro, Pallas, 2003.  270p. ilust. tab. gráf.  ISBN 85-34703-58-2
Doutora em Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro traz contribuição original sobre a especificidade e princípios que norteiam o preconceito e a discriminação racial num espaço institucional – a Universidade.

NEM SOLDADOS NEM INOCENTES: JUVENTUDE E TRÁFICO DE DROGAS NO RIO DE JANEIRO, de Otávio Cruz Neto, Marcelo Rasga Moreira e Luiz Fernando Mazzei Sucena. Rio de Janeiro, Ed. Fundação Oswaldo Cruz, 2002. ISBN 85-85676-99-X
Trabalho investigativo amplo e profundo sobre a questão do crescimento da inserção de adolescentes no universo do tráfico de drogas, analisando as razões - históricas e desde a sua origem - que levam o envolvimento dos jovens com o perigoso, ilegal e sedutor mercado ilícito no Rio de Janeiro.

NEONAZISMO, NEGACIONISMO E EXTREMISMO POLÍTICO, org. de Luis Milmam e Paulo Fagundes Vizentini. Porto Alegre, Ed. da UFRGS/CORAG, 2001. 208p.
Reunião de artigos que discutem a xenofobia no Brasil, comparando-a com a da Europa.

NESTA TERRA, NESTE INSTANTE, de Marília Guimarães. São Paulo, Ebendinger, 2001. 170p.
A hoje empresária Marília Guimarães relembra seu passado de guerrilheira na ditadura dos anos 70. Descoberta pelos militares, ela e seu grupo fugiram para Cuba seqüestrando um avião comercial, numa aventura marcada por vários lances de terror e de humor, onde ela estava acompanhada de seus 2 filhos, na época com 2 e 3 anos e lá viveram por 10 anos.

NO CORAÇÃO DAS PEROBAS, de Domingos Pellegrini. Rio de Janeiro, Record, 2002. 490p. ISBN 85-01062-11-1
O autor, vencedor do Prêmio Jabuti 2001, narra a história de Juliana Prestes, uma mestranda em história que está preparando uma tese inovadora sobre a Coluna Prestes. Assim surgem Luiz Carlos Prestes, Miguel Costa, Siqueira Campos e Getúlio Vargas, nomes da história recente do país, num painel das revoluções brasileiras.

NO MEIO DA RUA: NÔMADES, EXCLUÍDOS E VIRADORES, org. por Marcel Bursztyn. São Paulo, Garamond, 2001. 265p.
Pesquisadores do Rio de Janeiro, recife, São Paulo e Porto Alegre entrevistaram centenas de pessoas para compor um quadro da exclusão social do país, que tanta controvérsia vem gerando para sua definição.

ONDA VERMELHA: IMAGINÁRIOS ANTICOMUNISTAS BRASILEIROS (1931-1934), de Carla Luciana Silva. Porto Alegre, Ed. da PUCRS, 2001. (Coleção História, 41) 254p. Biblio.
A autora, professora universitária, desmente a tese que o anticomunismo brasileiro foi gestado como reação à chamada intentona comunista de 1935 e apresenta farta documentação tirada de livros, folhetos, revistas e jornais brasileiros anticomunistas.

ORESTE RISTORI – UMA AVENTURA ANARQUISTA, de Carlo Romani.  São Paulo, Annablume, 2002.  308p.  ISBN 85-74192-84-8
Anarquista italiano que viveu em São Paulo, na Itália e no Rio de la Plata no início do ano passado, foi um dos mais ferrenhos libertários. De origem pobre e sem instrução tornou-se, por meio da cultura libertária, um dos principais ativistas sociais do início do século 20.

PARCERIAS E POBREZA: SOLUÇÕES LOCAIS NA IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS SOCIAIS, por Ilka Camarotti e Peter Spink. Rio de Janeiro, Ed. da Fundação Getúlio Vargas, 2000. volume 2. 152p.
Pesquisa e análise de projetos de redução da pobreza envolvendo parcerias, entre o setor público, organizações-não-governamentais e a iniciativa privada, realizado pelo Programa de Gestão Pública e Cidadania, da Fundação Getúlio Vargas e o Banco Mundial. De acordo com essa pesquisa, 200 milhões de pessoas na América Latina têm renda "per capita" inferior a US$ 1.00 por dia.

PALÁCIO PARA GUARDAR DOIDOS: UMA HISTÓRIA DAS LUTAS PELA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE ALIENADOS E DA PSIQUIATRIA NO RIO GRANDE DO SUL, de Yonissa Marmitt Wadi.  Porto Alegre, RS, Ed. UFRGS, 2002.  256p.   ISBN 85-70255-70-5
Um olhar sobre as práticas médicas e as relações que se estabeleceram entre o saber e algumas das diferentes instâncias sociais envolvidas no processo de institucionalização da loucura (estado, políticos, filantropia, justiça).

PAVILHÃO 9: PAIXÃO E MORTE NO CARANDIRU, de Hosmany Ramos. São Paulo, Geração Ed., 2001. 280p.
Livro de contos e relatos de autoria de um dos mais polêmicos personagens da vida social brasileira - um famoso médico cirurgião plástico e bandido, encarcerado há quase 20 anos por vários crimes. A obra tem como tema o assombroso e real massacre de 111 presidiários no Pavilhão 7 da Penitenciária do Carandiru, em São Paulo, em 1992

PENSANDO AS FAVELAS DO RIO DE JANEIRO – 1906-2000 – UMA BIBLIOGRAFIA ANALÍTICA, de Lícia Valladares e Lídia Medeiros.  Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 2003.  480p. ilust.  ISBN 85-73163-22-4
Livro-catálogo que reúne, em 668 títulos publicados em português, inglês, francês e espanhol, a enorme bibliografia dessas populações ao longo do século 20, incluindo teses, relatórios de pesquisas e de congressos, no Brasil e exterior.

PLANTANDO AXÉ: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA, de Ana Maria Bianchi dos Reis. São Paulo, Cortez, 2000. 258p. ilust.
Projeto educacional que trabalha em Salvador, Bahia, com meninos e meninas que vivem em situação de extrema pobreza nas ruas da cidade. Tem a força de "rito de passagem", revivido em meio às contradições sociais deste fim de século, tendo como fundamentos a cultura, a ética, a estética, buscando, pela educação, promover a igualdade.

POBREZA NO BRASIL – AFINAL, DE QUE SE TRATA?, de Sonia Rocha.  Rio de Janeiro, FGV, 2003.  244p.  ISBN 85-22504-23-7
Examina a evolução da pobreza no Brasil, fornecendo um conjunto de informações que permitem compreender melhor algumas questões como distribuição de renda, funcionamento do mercado de trabalho e concepção de políticas sociais.

POEMAS DE QORPO SANTO, de Denise Espírito Santo. Rio de Janeiro, Contracapa, 2000. 384p.
Originalmente dissertação de Mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro, é edição crítica dos poemas do gaúcho José Joaquim Campos Leão (1829-1883) autodenominado Qorpo Santo e que passou boa parte de sua vida em um sanatório. Sua obra, escrita em 1877, apresenta uma poética com uma lógica que contraria os padrões.

POLÍTICAS MIGRATÓRIAS; AMÉRICA LATINA, BRASIL E BRASILEIROS NO EXTERIOR, org. por Maria do Rosário Rolfsen e Teresa Sales.  São Carlos, SP, Ed. UFSCAR/Ed. Sumaré, 2002.  200p.   ISBN 85-85173-86-6
Discute questões relevantes da política migratória brasileira, assim como dos países que hoje recebem migrantes brasileiros, o livro resultou do Seminário Internacional sobre Políticas Migratórias, de junho de 2000, que reuniu especialistas de diversas áreas para discutir as políticas migratórias brasileiras do passado e da atualidade, bem como na América Latina e dos principais países receptores de imigrantes brasileiros, como EUA, Japão e Portugal.

PORQUE NÃO DANCEI, de Esmeralda do Carmo Ortiz. São Paulo, SENAC, 2001. 208p.
"Dancei" significa aqui morrer ou quando algo de muito mau pode acontecer. A autora conta sua trajetória de momentos bons e ruins da adolescência vivida nas ruas de São Paulo, motivada pelo inferno que era seu lar. Ajudada por instituições ela se recuperou e hoje vive com dignidade.

PORTAL DO INFERNO: MAS HÁ ESPERANÇA, por Luiz Camargo Wolfmann, São Paulo, WVC, 2001. 336p.
O autor, que trabalhou durante 40 anos no sistema penitenciário de São Paulo, presta uma contribuição aos que se dispõe a analisar um momento do sistema penal pautado pelo bom senso e boa vontade, sem ser complacente. "Luizão", como é popularmente conhecido, relata inúmeros casos que evidenciam a distância entre a qualidade das normas legais e sua efetiva aplicação.

PRESTES COM A PALAVRA: UMA SELEÇÃO DAS PRINCIPAIS ENTREVISTAS DO LÍDER COMUNISTA, org. por Denis de Moraes. Campo grande (MS), Terra Livre, 1997. 364p.
Inteligente e sensível seleção das entrevistas que permitem ao leitor delinear as atribuladas campanhas políticas que marcaram a vida de Luiz Carlos Prestes, o maior líder comunista no Brasil.

PRISIONEIRAS; VIDA E VIOLÊNCIA ATRÁS DAS GRADES, de Bárbara Musumeci Soares e Iara Ilgenfritz.  160p.  ISBN 85-86435-84-8
Resultado de pesquisa iniciada com mulheres presas no final de 1999, quando as autoras integravam o staff da Subsecretaria de Pesquisa e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro. O livro enfoca o tema das prisões femininas sob 3 pontos: pequenos textos que descrevem situações e histórias vividas pelas pesquisadoras nos presídios e manicômio judiciário; debates sobre a criação dos presídios femininos no Brasil e análise dos dados resultantes do levantamento realizado junto às mulheres presas.

PRISIONEIROS DO MITO: CULTURA E IMAGINÁRIO POLÍTICO DOS COMUNISTAS NO BRASIL (1930-1950), de Jorge Ferreira.  Niterói, RJ, Ed. UFF, 2002. 320p.  ISBN 85-22803-44-7
Focaliza a cultura comunista dos militares do Partido Comunista Brasileiro entre 1930-1956, reconstituindo o cotidiano dos homens comuns que entregaram suas vidas à causa comunista, buscando uma sociedade mais justa, com suas dúvidas, medos, ressentimentos, perseguições e violências.

PRODUZIR PARA VIVER: OS CAMINHOS DA PRODUÇÃO CAPITALISTA, de vários autores. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2002. 518p. ISBN 85-20006-05-1
Reúne diversos estudos sobre como, em diferentes países, os grupos sociais menos favorecidos se organizam para resistir contra a exclusão social produzida pela globalização neoliberal. Dirigido pelo sociólogo português Boaventura de Souza Santos, o projeto teve por objetivo analisa iniciativas e movimentos de resistência e de formulação de alternativas em vários domínios sociais.

QUATROCENTOS CONTRA UM: UMA HISTÓRIA DO COMANDO VERMELHO, de William da Silva Lima. 2.ed. São Paulo, Labortexto, 2001. 135p. ISBN 85-87917-07-2
Um presidiário, recolhido na Penitenciária Bangu 3, o autor escreve a história de sua passagem pelos presídios, suas fugas, num testemunho histórico interessante e pungente.

QUE PAÍS É ESTE, coord. por Veet Vivarta.  São Paulo, Cortez, 2003.  194p.  ISBN 85-24909-34-X
Trazendo um glossário com as principais palavras relativas ao desenvolvimento, bem como um diretório de fontes com as instituições de diferentes áreas, o livro faz uma análise quanti-qualitativa do tratamento dado às questões da pobreza.

QUIXOTE NAS TREVAS – O EMBAIXADOR SOUZA DANTAS E OS REFUGIADOS DO NAZISMO, de Fábio Koifman.  Rio de Janeiro, Record, 2002.  540p. ilust.  ISBN 85-01063-03-7
Inicialmente tese do autor na Universidade Federal do Rio de Janeiro, narra a vida do embaixador brasileiro Luiz Martins de Souza Dantas, que chefiou a delegação brasileira na França durante 20 anos, alguns dos quais passados durante a Segunda Guerra e o Holocausto. Ele desafiou o Terceiro Reich e as orientações da política externa de Getúlio Vargas para ajudar judeus, comunistas e homossexuais vítimas do nazismo que se espalhava pela Europa, ajudando aproximadamente 800 pessoas, dentre as quais 425 judeus.

RACISMO E ANTI-RACISMO NA EDUCAÇÃO, org. de Eliane Cavalleiro. São Paulo, Selo Negro, 2001. 216p.
Com artigos de educadores e militantes da causa do negro, analisa a presença do preconceito e das discriminações raciais no ambiente educacional.

RECONHECER PARA LIBERTAR, org. por Boaventura de Sousa Santos.  Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2002.  616p. (Coleção Reinventar a Emancipação Social). ISBN 85-20006-17-5
Autor português, Doutor pela Yale Univ. e Professor Visitante nas Universidades de Wisconsin, London School of Economics, Universidade de São Paulo e Universidad de Los Andes, traz conjunto de estudos que revelam como, em diferentes países, os grupos sociais subalternos se organizam para resistir contra a exclusão social produzida pela globalização neoliberal.

REMINISCÊNCIAS DO SOL QUADRADO, de Mário Lago. São Paulo, Cosac & Naify, 2001. 122p.
Consagrado ator de TV, teatro e cinema conta suas prisões por razões políticas, num livro que surpreenderá por mostrar o autoritarismo brasileiro no início do regime militar.

RENATO RUSSO: O TROVADOR SOLITÁRIO, por Arthur Dapieve. Rio de Janeiro, Relume Dumará, 2000. 180p.
Biografia de Renato Manfredini Junior, o vocalista do grupo de rock Legião Urbana, falecido de AIDS em 1996. O Legião é um dos mais famosos grupos musicais brasileiros.

RENDA DE CIDADANIA: A SAÍDA É PELA PORTA, de Eduardo Matarazzo Suplicy. São Paulo, Cortez/Ed. da Fundação Perseu Abramo, 2002. 368p. ISBN 85-86469-62-9
Há 20 anos na política, o senador, economista e professor universitário Eduardo Suplicy é um dos principais estudiosos sobre a renda mínima no Brasil. Apresenta aqui os fundamentos filosóficos, políticos e econômicos para a renda da cidadania, uma alternativa para o combate à pobreza e à exclusão social, que assegura a toda pessoa uma renda em dinheiro.

A RESISTÊNCIA ANARQUISTA: UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE (1927-1937), de Raquel Azevedo. São Paulo, Arquivo do Estado/IMESP, 2002. 470p. (Coleção Teses e Monografias, 3). ISBN 85-86726-36-2
Minucioso trabalho de pesquisa que estuda a atividade dos sindicatos de trabalhadores e grupos libertários de tendência anarquista que sobreviveram no Brasil até quase o fim dos anos 30. Suas lutas contra o governo, a repressão policial, etc.

RESISTÊNCIA E ACOMODAÇÃO, de Ana Regina Falkembach Simão.  Passo Fundo, Ed. UPF, 2002.   155p.
Doutora e Professora da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), dá a conhecer o cotidiano dos trabalhadores escravizados urbanos no Brasil, num estudo sobre os operários da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, centro produtor de charque (carne salgada).

RETRATO EM BRANCO E PRETO – MANUAL PRÁTICO PARA PAIS SOLTEIROS, de Ângelo Pereira.  São Paulo, Ed. GLS, 2002.  ISBN 85-86755-33-8
História verdadeira de Ângelo, pai solteiro, e do menino adotado Pedro Paulo. Uma grande história de amor de um gay que de repente encontrou um filho, tendo a coragem de formar uma família pouco convencional. Prefácio do Dr. Siro Darlan, juiz da Infância e Juventude do Rio de Janeiro e prefácio do Dr. Eduardo Jardim.

O REVELAR DO PECADO - OS FILHOS ILEGÍTIMOS NA SÃO PAULO DO SÉCULO XVIII, de Eliane Cristina Lopes. São Paulo, Annablume, 1999. 262p. ISBN 85-74190-44-6
Revisa a situação do bastardo na São Paulo dos anos setecentos. Os códigos e leis e de conduta moral da época jogavam os filhos ilegítimos na marginalidade, apresentando a relação Instituição e Sociedade na época e o tratamento dado ao bastardo na cena social.

O REVOLUCIONÁRIO CORDIAL; ASTROJILDO PEREIRA E AS ORIGENS DE UMA POLÍTICA, de Martins Cezar Feijó. São Paulo, Boitempo, 2001. 243p. ilust. ISBN 85-85934-76-X
Astrojildo Pereira foi um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX, sendo um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro, em 1922 e responsável pela conversão de Luís Carlos Prestes ao marxismo, em 1928. Foi o principal formulador de uma política cultural de esquerda, antidogmática e libertária e também dedicado crítico de literatura brasileira, autor de estudos fundamentais sobre Machado de Assis. O autor reconstitui com rigor e emoção a trajetória desse revolucionário.

RIO DE JANEIRO – VIOLÊNCIA, JOGO DO BICHO E NARCOTRÁFICO SEGUNDO UMA INTERPRETAÇÃO, de Hélio de Araújo Evangelista.  Rio de Janeiro, Revan, 2003.  180p. ISBN 85-71062-69-2
Doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Professor da Universidade Federal Fluminense aborda a situação da violência, jogo do bicho e narcotráfico no Rio de Janeiro, em 20 anos (1980-2000).

RITA, RITINHA APRENDENDO A AMAR, de Rita Ruschel, São Paulo, Agora, 2002. 222p. ISBN 85-71837-97-X
A autora faz relato real dos descaminhos e da incompreensão que marcaram sua trajetória como filha de pai alcoólico, onde além do relato de dor e sofrimento, há espaço para ironia, inteligência, humor e esperança.

RONDA DA MEIA NOITE: VÍCIOS, MISÉRIAS E ESPLENDORES DA CIDADE DE SÃO PAULO, de Sylvio Floreal. São Paulo, Paz e Terra, 2003. 200p. (Coleção São Paulo). ISBN 85-21905-42-4
Crônicas da vida noturna da cidade de São Paulo entre 1915 e 1925, retratando o outro lado de uma cidade em plena transformação.

A SAGA DE PERO DO CAMPO TOURINHO: O PRIMEIRO PROCESSO DE INQUISIÇÃO NO BRASIL, de Rossana G. Brito. Petrópolis, Vozes, 2001. 248p.
Originalmente tese da autora, mostra que Pero do Campo Tourinho, donatário da capitania de Porto Seguro enfrentou índios amotinados, colonos em fúria e religiosos vingativos. Não respeitava os dias santos e blasfemava contra a Igreja. Acusado de herege, foi o primeiro morador do Brasil a ser julgado pelo Tribunal do Santo Ofício.

OS SAMPAULEIROS; COTIDIANO E REPRESENTAÇÕES, de Ely Souza Estrela.  São Paulo, EDUC/FAPESP, 2003.  256p.   ISBN 85-28302-52-0
O autor estuda um dos fenômenos mais candentes da nossa sociedade; a viagem real e simbólica do sertanejo baiano que, tangido pela seca e pela miséria, migra para São Paulo – O Eldorado de seus sonhos - embalado pela possibilidade de uma vida melhor.

SEGREDOS DE FAMÍLIA, de Lia Fukui.  São Paulo, Annablume, 2002.  142p.  ISBN 85-74192-51-1
Interessante estudo sobre os fatos ocultados pelos grupos familiares brasileiros, ou seja, aqueles que representam a não obediência ou transgressão de valores e normas estabelecidas pelo grupo, pelas famílias do Brasil de classe alta e média, desde o passado colonial até meados do século 20. Tentativas de esconder comportamentos como filhos ilegítimos, adoções, suicídios, comportamentos sexuais fora dos padrões (mesmo dentro do casamento) eram temas envoltos em mistérios e transformados em fantasmas, tratados com meias-palavras, omissões e vagas alusões.

SEM LIBERDADE, SEM DIREITOS: PRIVAÇÃO DA LIBERDADE NA PERCEPÇÃO DO ADOLESCENTE, de Mário Volpi. São Paulo, Cortez, 2001. 154p. ISBN 85-24908-01-7
Adolescentes que já foram presos demonstram que essa prisão não contribuiu para melhorar suas vidas. Mostra que é necessário revisar as práticas atuais substituindo-as por projetos em que o envolvimento da comunidade e do próprio adolescente contribuam para aumentar sua participação na sociedade e não a privação da sua liberdade.

AS SEMENTES DA MARGINALIDADE – UMA ANÁLISE HISTÓRICA E BIOECOLÓGICA DOS MENINOS DE RUA, de Ângelo Luiz Vargas.  São Paulo, Forense, 2002.  222p.  ISBN 85-30914-67-8
Examina toda uma rede social configurada a partir da realidade de um grupo de crianças marginalizadas, do contexto onde elas estavam inseridas, referidas na Teoria dos Sistemas Ecológicos como Mesossistema.

SEQUESTRO SANGRENTO, de Hosmani Ramos.  São Paulo, Geração Ed., 2002.  396p.  ISBN 85-75090-68-2
Livro mais ambicioso de ex-médico cirurgião plástico, que pertenceu à “high society” carioca. Atualmente cumprindo pena em presídio de segurança máxima, ele narra aqui o funcionamento de esquemas viciados no Congresso Brasileiro, conta dos políticos corruptos, etc.

SERIAL KILLER: LOUCO OU CRUEL, de Ilana Casoy. São Paulo, WVC, 2001. 300p. ISBN 85-73860-49-9
Trata-se de uma das primeiras coletâneas organizadas por uma autora brasileira que faz uma investigação sobre o perfil dos frios e perversos assassinos e de suas vítimas. Apresenta nomes, casos específicos, histórias, atos, autos, relação de vítimas, época dos crimes, mergulhando no universo desses personagens.

SINAIS DE ESPERANÇA, de Arcelina Helena Públio Dias. Petrópolis, Vozes, 2001. 282p.
Primeiro resultado da peregrinação da autora - uma ex-jornalista e quase monja - pelo mundo, entre os pobres e excluídos, onde se encontra com populações em situação-limite. Aqui ela conta a realidade dos excluídos de 7 países das Américas, entre eles os índios mexicanos de Chiapas, os sem-teto norte-americanos de Dallas e os meninos de rua da Colômbia, entre outros.

O SISTEMA - CORRUPÇÃO E VIOLÊNCIA NAS PENITENCIÁRIAS BRASILEIRAS, de Geraldo Lopes. São Paulo, Razão Cultural, 2001. 236p.
Jornalista publica - a partir da narrativa de um presidiário nordestino - o inferno que é o sistema penal brasileiro.

SOBREVIVENTE ANDRÉ DU RAP (DO MASSACRE DO CARANDIRU), por André du Rap. São Paulo, Labortexto, 2002.  232p.  ISBN 85-87917-09-9
André du Rap, nascido José André de Araújo, era um dos 2.076 presidiários que cumpriam pena no Pavilhão 9, na Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo, no dia 2 de outubro de 1992. Escreveu esse livro-depoimento para contar tudo que viu naquele dia fatídico, quando 111 detentos foram mortos a tiros na invasão do presídio pela Polícia Militar, após uma rebelião.

A SOCIEDADE VISTA DO ABISMO, de José de Souza Martins.  Petrópolis, RJ, Vozes, 2002.  230p.  ISBN 85-32627-19-6
Acadêmico da Universidade de São Paulo reúne ensaios que discutem temas como migrações internas e escravidão contemporânea. Questiona também a exclusão social.

O TEMPO VIVO DA MEMÓRIA, de Ecléa Bosi.  São Paulo, Ateliê, 2003.  218p.  ISBN 85-74801-51-8
Conceituada psicóloga social, autora do clássico “Memória e Sociedade”, aborda temas como preconceito, rebeldia, conformismo, intolerância, transpostos para o cotidiano das metrópoles de hoje.

TRÁFICO INTERNACIONAL DE MULHERES E CRIANÇAS NO BRASIL, de Damásio e Jesus. São Paulo, Saraiva, 2003.  405p.   ISBN 85-02041-78-9
O tráfico internacional de seres humanos tem entre suas maiores vítimas as mulheres a crianças, que são levadas aos Estados Unidos, Europa Ocidental, Israel e Japão. As rotas, no Brasil, espalham-se por diferentes estados.

UM SÉCULO DE FAVELA, de Alba Zaluar e Alvito Marcos.  2.ed.  Rio de Janeiro, Ed. FGV, 2002.  372p.   ISBN 85-22502-53-6
Caminhar pelo Rio em um século de favela, conduzidos pelos autores que oferecem olhares diferenciados sobre a favela, seu povo e suas representações.

A UTOPIA DA COMUNIDADE – RIO DAS PEDRAS; UMA FAVELA CARIOCA, org. por  Marcelo Baumann Burgos.  Rio de Janeiro, Ed. PUC-RIO, 2002.  232p. ilust. fotos   (Coleção Ciências Sociais, 5).   ISBN 85-15025-80-9
Pesquisa realizada há dois anos atrás na favela Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, pelos alunos e professores do Departamento de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. O livro reúne impressões sociopolíticas acerca dessa comunidade, assim como também fotos que facilitam a percepção das peculiaridades dessa favela, habitada por 40.000 pessoas, que não sofrem os constrangimentos da violência e da presença do tráfico de drogas.

A UTOPIA FRAGMENTADA; AS NOVAS ESQUERDAS NO BRASIL E NO MUNDO NA DÉCADA DE 1970, de Maria Paula Nascimento Araújo. Rio de Janeiro, Ed. da FGV, 2000. 264p.
Historiadora pesquisou grupos independentes, organizações dissidentes e movimentos sociais vinculados a "minorias políticas" (mulheres, homossexuais, negros, etc.) com o objetivo de resgatar a experiência política da chamada "esquerda alternativa" durante os anos 70.

VADIOS E CIGANOS, HERÉTICOS E BRUXAS: OS DEGREDADOS NO BRASIL COLÔNIA, de Geraldo Pieroni. Rio de Janeiro, Bertrand do Brasil, 2000. 144p.
Análise da estrutura dos vários motivos para o degredo no Brasil durante os séculos 16 e início do 17. Dá pistas para entender melhor essa modalidade de pena para os "crimes" de sangue, judaísmo, prostituição e outros, praticados contra a justiça do Estado ou a justiça da Igreja, uma modalidade inteligente de povoamento, com os condenados servindo para suprir a falta de soldados e de mão-de-obra no país recém-descoberto.

VELHOS AMIGOS, de Ecléa Bosi.  São Paulo, Companhia das Letras, 2003.  112p.  ISBN 85-35903-22-4
As lembranças de velhos operários, imigrantes e outros personagens anônimos da vida brasileira, estão organizadas em pequenas narrativas, que se situam entre o conto e a crônica. O tom bem-humorado e lírico dos textos, que lembram episódios da juventude, histórias de famílias e de amigos.

VERGER – UM RETRATO EM PRETO E BRANCO, de Cida Nóbrega e Regina Echeverria.  Salvador, BA, Corrupio, 2002.  484p.  brochura.   ISBN 85-86551-16-3
Reconstitui a trajetória do mais importante pesquisador da cultura afro-brasileira – o etnólogo, antropólogo e fotógrafo francês Pierre Verger. Traz 222 fotografias – a maioria inéditas, que mostram desde a sua infância e juventude passadas entre a alta burguesia da França, o opção pela vida de fotógrafo aventureiro até sua transformação em pesquisador laureado pela Sorbonne e com a comenda da Legião de Honra do governo francês.

VIDA E MORTE NO SERTÃO, de Marco Antonio Villa. São Paulo, Ática, 2000. 270p.
Apoiado em pesquisas detalhadas, historiador traça um retrato das piores secas que atingiram - e ainda atingem. a região Nordeste do Brasil, entre 1825 e 1983, com a morte de mais de 3.000.000 de pessoas. Segundo suas conclusões, essas tragédias voltarão a ocorrer... por culpa dos políticos e da própria sociedade.

VIDAS DO CARANDIRU, de Humberto Rodrigues.  São Paulo, Geração, 2002.  294p.  ISBN 85-75090-67-4
Jornalista e publicitário, o autor passou um ano preso no mais famoso presídio brasileiro – O Carandiru – até ser absolvido pela Justiça. Aqui ele relata a morte de companheiros, apresenta números do sistema carcerário e conta de seu próprio processo judicial.

VILA DAS MENINAS, de Stella C. Ferraz. São Paulo, Brasiliense, 2000. 202p. ISBN 85-11000-51-8
Oculta num jardim discreto de um bairro fino da cidade de São Paulo, o Jardim Paulista, está a vila de Dona Eulália. É ali que moram as "meninas", mulheres que preferem amar mulheres. Pecado? É o conflito que enfrenta Vitória, dividida entre uma grande paixão por uma mulher e os dogmas de sua crença que condenam essa forma de amar.

VIOLÊNCIA E DEMOCRACIA: PARADOXO BRASILEIRO, de Angelina Peralva. São Paulo Paz e Terra, 2000. 224p.
Com prefácio de Alain Touraine, a autora nos leva a descobrir as ambivalências de uma sociedade em transformação.

VIRAÇÃO: EXPERIÊNCIAS DE MENINOS DE RUAS, de Maria Filomena Gregori. São Paulo Companhia das Letras, 2000. 262p.
Antropóloga apresenta conclusões de pesquisa realizada entre 1991 e 1995 sobre a realidade dos meninos de rua em São Paulo, através de entrevistas com eles e acompanhando o trabalho das instituições-não-governamentais (ONGs) que os atendem.

VOZES E SILENCIOS DE MENINOS DE RUA, de Rosa Helena Blanco Machado.  São Paulo, Martins Fontes, 2003.  216p.   ISBN 85-33617-29-1
Baseado em entrevistas com meninos e meninas de rua de Salvador, Bahia, onde foram analisadas as significações que esses garotos atribuem aos temas e questões referentes às instituições basilares de uma sociedade moderna, família, polícia, escola, sociedade, igreja, etc.


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